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O País – A verdade como notícia

Um juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil ordenou, esta quinta-feira, que o Senado instale uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis omissões do Governo de Jair Bolsonaro na gestão da COVID-19.

A proposta, feita em Fevereiro por um grupo de senadores, foi agora aceite, depois de o presidente da Câmara Alta e aliado de Bolsonaro, Rodrigo Pacheco, ter adiado a decisão, por considerar não ser o momento certo, escreve o Observador.

O ex-ministro brasileiro da Saúde, Eduardo Pazuello, está a ser investigado, desde Janeiro, pela Polícia Federal, por alegadas falhas na gestão da crise sanitária.

Segundo a Euronews, o Brasil está a enfrentar a pior fase da pandemia, ao atingir sucessivos recordes de infecções e óbitos devido à COVID-19.

Ontem, o país atingiu um novo máximo diário, com registo de 4.249 mortes por COVID-19, em apenas 24 horas.

A Índia registou, nas últimas 24 horas, um recorde de infeçcões e mortes pelo novo Coronavírus. Foram 126.789 casos e 685 óbitos, o número mais alto desde Novembro.

A Índia tem mais de 12 milhões e 800 mil pessoas com Coronavírus, das quais acima de 11 milhões recuperadas e mais de 166 mil mortos.

O estado ocidental de Maharashtra, o mais atingido no país, foi responsável por quase 47% das novas infecções.

A informação sobre a nova alta de infecções e óbitos, devido ao novo Coronavírus, foi avançada esta quinta-feira, dia em que o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, recebeu a sua segunda dose de vacinação.

O governante instou os outros a seguirem o exemplo, afirmando que a vacinação está entre as poucas formas que a índia tem de derrotar o vírus.

Por conta do aumento de contaminações pela COVID-19, dezenas de cidades e vilas estão a impor o recolher obrigatório nocturno, à semelhança do que acontece em Moçambique e noutros países, para tentar conter o surto.

Contudo, o Governo federal recusou-se a impor um segundo confinamento a nível nacional por recear prejudicar a economia.

A Índia iniciou a campanha de vacinação em Janeiro deste ano, tendo imunizado, até agora, mais de 90 milhões de profissionais de saúde e pessoas com mais de 45 anos de idade, com a primeira dose.

Deste universo populacional, apenas 11 milhões receberam ambas as doses, enquanto a Índia tenta construir uma imunidade para proteger cerca de um bilião e quatrocentos milhões de habitantes.

Mais de 1.800 presos fugiram depois de um grupo, fortemente armado, atacar uma prisão no sudeste da Nigéria, com recurso a explosivos.

A evasão, ocorrida na segunda-feira, é considerada uma das maiores na Nigéria. O grupo responsável pela fuga em massa chegou à prisão em camionetes e autocarros. Invadiu a prisão de Owerri, no estado de Imo, e 1.800 reclusos fugiram.

Para concretizar a operação, supostos malfeitores neutralizaram os guardas prisionais durante um tiroteio, segundo uma autoridade penitenciária na Nigéria. Contudo, a situação está controlada.

Até esta terça-feira, nenhum grupo tinha assumido a responsabilidade pelo ataque à cadeia. Porém, o Presidente nigeriano Muhammadu Buhari considera-o “acto de terrorismo” e executado por anarquistas.

Buhari pediu às forças de segurança que capturassem os responsáveis pelo ataque e detivessem os fugitivos.

O governador do estado vizinho de Abia impôs um recolher noturno em duas cidades para proteger os residentes locais.

As prisões, no país mais populoso da África, têm estado superlotadas. Estima-se que 70 por cento dos reclusos estão em prisão preventiva e podem permanecer anos à espera de julgamento.

As primeiras 24 mil doses da vacina da AstraZeneca chegaram a Díli, capital de Timor-Leste, esta segunda-feira. A prioridade será a vacinação dos profissionais de saúde que estão na linha da frente.

Durante a cerimónia de boas-vindas às caixas de vacinas, que foram colocadas nos carros frigoríficos e vão agora ficar na farmácia central do Governo, a ministra da Saúde, Odete Belo, apelou à participação de todos na vacinação.

“Obrigado por todo o trabalho que os funcionários de saúde, as equipas de linha da frente e os nossos parceiros têm feito para combater a COVID-19 e para ajudar a salvar a vida da população”, afirmou Odete Belo, citada pelo Observador.

“Hoje é um passo importante, o termo de entrega das primeiras vacinas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) ao Ministério da Saúde. O processo de vacinação vai avançar e o primeiro-ministro, Taur Matan Ruak, vai ser o primeiro vacinado”, disse a ministra da saúde.

Na ocasião, a ministra reiterou a segurança e eficácia da vacina. “Estamos a continuar o nosso trabalho para sensibilizar a população para a necessidade de se vacinarem. A vacina é eficaz, é de qualidade e devem todos vacinar-se”, considerou.

Segundo a Lusa, o objectivo das autoridades timorenses é iniciar o programa de vacinação em que, numa primeira fase, serão imunizados os trabalhadores da linha da frente, a 07 de abril, quando se assinala o Dia Mundial de Saúde.

No âmbito da campanha de sensibilização da população, os primeiros vacinados serão os titulares dos órgãos de soberania, o Presidente da República, o presidente do Parlamento Nacional, o primeiro-ministro e o presidente do Tribunal de Recurso.

Da campanha, farão, ainda parte, as vacinações dos líderes religiosos e líderes históricos nacionais, incluindo Xanana Gusmão, Mari Alkatiri e José Ramos-Horta.
O novo responsável do UNICEF em Timor-Leste, Bilal Aurang Zeb Duni, disse à Lusa que este é o início de um processo que vai continuar, ao longo do ano, com vários carregamentos.

“Este é o início de uma longa jornada. Apoiamos no transporte das vacinas para Timor-Leste para que, rapidamente, se possa iniciar a vacinação e temos um plano de distribuição para todo o país”, referiu.

Reconhecendo a pressão que há actualmente, a nível global, na produção das vacinas, Bilal Aurang Zeb Duni disse que “numa primeira fase, serão as equipas da linha da frente, mais expostas à COVID-19, a ser vacinadas”.

“Esperamos receber o próximo carregamento em breve e completar, na segunda metade do ano, mais de 20% da população”, afirmou.

Já o responsável da Organização Mundial de Saúde (OMS) em Timor-Leste, Arvind Mathur, destacou a importância do momento “pelo qual esperou todo o país”, recordando que a vacina chega “quando ainda há grandes carências a nível mundial”.

O responsável da OMS referiu o impacto da iniciativa Covax em fazer chegar as vacinas aos países mais carenciados.

“A chegada das vacinas que hoje recebemos simboliza a esperança e a promessa de melhores tempos no futuro”, disse.

“As últimas semanas têm sido difíceis para todos nós, especialmente para os funcionários de saúde que estão a responder ao aumento diário de casos da COVID-19”, referiu o responsável da OMS.

A pandemia da COVID-19 na África do Sul tem sido relativamente estável nas últimas duas semanas, com uma média de 1.200 novos casos por dia, e diminuição de hospitalizações e mortes.

As autoridades sul-africanas manifestam preocupação numa altura em que centenas de mineiros e trabalhadores de diferentes ramos da economia sul-africana iniciaram hoje, o movimento de regresso à terra do rande, a partir de Moçambique e outros países vizinhos.

O executivo de Cyril Ramaphosa está também preocupado com o possível aumento de infecções resultantes de alguns excessos por parte da população sul-africana, durante o fim-de-semana da páscoa.

Como forma de evitar o aumento de casos da COVID-19, o governo anunciou restrições rigorosas, como diminuição de pessoas em reuniões internas e externas, bem como desencoraja que a população efectue viagens interprovinciais e externas.

O Governo da África do Sul alerta que quanto maior for o número de infecções, maior é a probabilidade de surgimento de novas variantes mais perigosas do novo Coronavírus.

Especialistas na África do Sul entendem que a vacinação contra a COVID-19 é lenta no país. Desde o início do processo, há de dois meses, cerca de 250 mil profissionais de saúde foram imunizados, por isso, a necessidade de acelerar o processo.

Angola celebrou este domingo, 04 de Abril, o Dia da Paz e Reconciliação Nacional.

A 04 de Abril de 2002 o Governo de Angola e o maior partido da oposição a União Nacional para a Independência Total de Angola, UNITA, colocaram fim a 27 anos de guerra, com a assinatura dos acordos de paz e de reconciliação nacional.

Segundo a Euronews, este ano, a cerimónia central teve lugar na província de Cabinda e foi orientada pelo Vice-presidente da República de Angola, Bornito de Sousa.

Durante a sua intervenção, o Vice-presidente de Angola disse que depois da independência Nacional conquistada a 11 de Novembro de 1975, a paz é a maior conquista do povo angolano.

Bornito de Sousa fez, igualmente, referência aos longos anos de destruição de vidas e infraestruturas económicas e sociais, e considerou que foram desviados milhares de jovens da promoção da construção e desenvolvimento de Angola.

Em Luanda várias figuras ligadas ao governo central e corpo diplomático presenciaram o hastear da Bandeira, e a deposição de uma coroa de flores no Monumento do Soldado Desconhecido, localizado na marginal de Luanda.

A assinatura do Acordo de Paz, de 04 de Abril de 2002, foi antecedida por várias negociações, entre elas o acordo de Bicesse assinado em Portugal a 31 de Maio de 1991, e o protocolo de Lusaka assinado a 20 de Novembro de 1994.

 

O Papa Francisco presidiu, na Basílica Vaticana, a Santa Missa de Páscoa, com uma limitada presença de fiéis devido às restrições impostas pela pandemia da COVID-19. Esta situação também fez com que a mensagem Urbi et orbi fosse proferida em frente ao altar da cátedra.

Na mensagem Urbi et orbi, o santo padre desejou votos de paz a Moçambique, devido aos ataques terroristas em Cabo Delgado.

“No mundo, há ainda demasiadas guerras, demasiada violência! O Senhor, que é a nossa paz, nos ajude a vencer a mentalidade da guerra”, clamou Papa Francisco.

Para além de Cabo Delgado, o Papa citou ainda a Síria, o Iêmen, a Líbia, a Ucrânia, o Sahel e a Nigéria, bem como a região de Tigré, escreve o Vatican News.

A mensagem pascal é dirigida também aos migrantes que fogem da guerra e da miséria. O Sumo Pontífice agradeceu aos países que acolhem, como Jordânia e Líbano, que enfrenta inclusive um “período de dificuldades e incertezas”.

Papa Francisco preside na manhã de hoje na Basílica de São Pedro, no Vaticano, às cerimónias do Dia de Páscoa, que culminarão com a tradicional oração “Urbi et Orbi” (“À Cidade e ao Mundo”).

Segundo o portal oficial de notícias do Vaticano, Vatican News, citado pela Lusa, como na Páscoa de 2020, as celebrações deste ano “são fortemente influenciadas pelas medidas anti-COVID-19”, nomeadamente no que respeita ao número de participantes nas celebrações.

A Missa da Páscoa será celebrada no Altar da Cátedra onde o Papa pronunciará a mensagem pascal e proferirá a bênção “Urbi et Orbi”.

À semelhança do que tem acontecido desde há 35 anos, tradição apenas interrompida em 2020 devido à pandemia , a decoração floral na Praça São Pedro na Páscoa esteve a cargo de floricultores holandeses.

“Nesta Páscoa, os floricultores holandeses prestam mais uma vez homenagem ao Papa, em particular com as rosas Avalanche, que se destinam a decorar o altar da Cátedra de São Pedro durante a missa. Isto representa um sinal de proximidade para com os que sofrem com a pandemia: algumas destas rosas serão dadas a lares para idosos em Roma”, adiantou o portal Vatican News.

Este ano, as celebrações da Semana Santa no Vaticano ficaram marcadas pela dedicação da Via-Sacra, na sexta-feira, às crianças, que foram as protagonistas nos textos e na presença na Praça São Pedro.

As 14 estações foram colocadas ao redor do obelisco da Praça de São Pedro e ao longo do caminho que leva ao adro da Basílica. Tochas no chão traçaram o percurso, formando uma grande cruz luminosa.

As autoridades de saúde do Reino Unido confirmaram, hoje, a morte de sete pessoas por coágulos após a administração da vacina da AstraZeneca contra a COVID-19, anunciou a imprensa internacional.

Num comunicado enviado à agência France-Presse, citado pelo Observador, a Agência Reguladora de Medicamentos e Cuidados de Saúde do Reino Unido (MHRA) diz que sete pessoas morreram de coágulos sanguíneos, num total de 30 casos identificados até agora.

“Entre os 30 casos reportados até 24 de março, infelizmente, há a registar a morte de sete pessoas”, diz a MHRA referindo que, neste momento, estão a decorrer investigações para apurar a relação das mortes com a vacina da AstraZeneca.

O órgão regulador da saúde destacou que os riscos associados a esses coágulos são “muito pequenos” e aconselha a população a vacinar-se.

Dos 30 casos reportados até 24 de Março, 22 foram tromboses venosas cerebrais e oito foram tromboses menos graves, associadas a plaquetas baixas. E as pessoas em questão receberam apenas a primeira dose da vacina. No entanto, não foram divulgadas informações sobre o género e idade das vítimas. Ao todo, foram administradas, até ao momento, 18 milhões de doses da vacina da AstraZeneca: 15,8 milhões referentes à primeira dose e 2,2 milhões à segunda, escreve a Lusa.

No comunicado, a directora da MHRA, June Raine, diz que nenhum caso semelhante foi sinalizado para a vacina da Pfizer/BioNTech.

“As vantagens da vacina da AstraZeneca para prevenir a infecção com COVID-19 e as suas complicações continuam a ser largamente superiores aos riscos e o público deve continuar a receber a vacina”, disse June Raine.

Além da vacina da Astrazeneca, o Reino Unido está a usar, também, a da Pfizer. Até ao momento, mais de 30 milhões de pessoas receberam, pelo menos, a primeira das duas doses de uma dessas vacinas.

O aparecimento de casos de coágulos sanguíneos e mortes de pessoas inoculadas com este fármaco levou a maioria dos países europeus a suspender, por uns dias, a administração desta vacina.

 

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