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O País – A verdade como notícia

O Tribunal Constitucional do Mali declarou, hoje, o coronel Assimi Goïta Chefe de Estado e Presidente da transição, com o argumento de abrir caminho ao regresso dos civis ao poder no Mali.

O coronel Assimi Goïta era vice-presidente do Mali e um dos homens fortes no Mali, desde o golpe de Estado que liderou a 18 de Agosto do ano passado.

A sua nomeação pelo Tribunal Constitucional, para o cargo de presidente de transição no Mali, surge depois de ele próprio ter deposto o seu superior, o Presidente Bah Ndaw, e o primeiro-ministro Moctar Ouané.

Bah Ndaw e Moctal Ouane foram igualmente detidos por militares, e na quinta-feira restituídos à liberdade.

Por falta de ambiente político para os dois governantes reassumirem as suas funções, o Tribunal Constitucional indicou o vice-presidente do Mali para conduzir o destino do país até as próximas eleições.

Aliás, além de depor o presidente e primeiro-ministro do Mali, há dias, Assimi Goita garantiu a realização de eleições em 2022.

Na passada terça-feira, Assimi Goïta disse que havia demitido Bah Ndaw e Moctal Ouane dos seus cargos alegadamente por tentativa de formação de um novo governo de transição à revelia.

O Presidente do Mali e o primeiro-ministro de transição, presos na segunda-feira e demissionários, de acordo com os militares, foram libertos durante a noite, disse um oficial militar à Agência France-Presse (AFP).

“O primeiro-ministro e o presidente de transição foram libertos por volta das 01h30 (horário local). Mantivemos a nossa palavra”, disse, sob condição de anonimato.

De acordo com o “Notícias ao Minuto” diversos membros da família confirmaram a libertação.

Os dois homens voltaram para casa, em Bamako, sem que as condições para a sua libertação tivessem sido especificadas, acrescenta a AFP.

A libertação foi uma das reivindicações da comunidade internacional face ao que corresponde ao segundo golpe de Estado no Mali, em nove meses.

O homem forte no poder do Mali, o coronel Assimi Goita, fez com que o Presidente, Bah Ndaw, o primeiro-ministro, Moctar Ouane, mas, também, o novo ministro da Defesa, que tinha acabado de ser escolhido, bem como outras personalidades de destaque, fossem presos na segunda-feira.

O coronel Goita acusou-os de terem formado um novo Governo, sem o consultar enquanto vice-presidente encarregado das questões de segurança, um papel fundamental, num país em turbulência e com violência de todos os tipos, incluindo ‘jihadistas’.

 

Pelo menos 18 pessoas morreram, hoje, na sequência de um ataque perpetrado por rebeldes ugandeses das Forças Democráticas Aliadas, no noroeste da República Democrática do Congo (RD Congo), confirmam fontes da sociedade civil e do exército.

Segundo o Notícias ao Minuto, este grupo miliciano baleou sete pessoas, na aldeia de Mutotoli, e outras seis foram mortas na aldeia de Kilingwa – as duas localidades pertencem à região de Beni.

Outros cinco cadáveres foram encontrados em Lobokiro, enquanto as autoridades procuravam sobreviventes dos ataques.

“Reconhecemo-los. Utilizaram machados para cometer os crimes. É este o seu método. Os militares vieram, mas chegaram muito depois”, disse à agência espanhola Efe o presidente da sociedade civil de Beni, Kizito Bin Hango, por telefone.

O responsável explicou que os rebeldes se tinham misturado com a população e esperaram até ao cair da noite para cometer os homicídios.

O presidente bielorrusso respondeu, hoje, com ameaças às sanções europeias devido ao incidente de domingo com o avião da Ryanair e acusou o Ocidente de liderar uma “guerra gélida” contra o país, que poderá transformar-se “numa nova guerra mundial”.

“Estamos na primeira linha de uma de uma nova guerra, já não fria, mas gélida”, disse Alexander Lukashenko numa intervenção perante as duas câmaras do parlamento bielorrusso, citado pela agência noticiosa oficial local BELTA.

Para o presidente bielorrusso, foi “aberta uma guerra híbrida, a vários níveis” contra o país, cujo objetivo é “demonizar” a Bielorrússia.

“Somos um pequeno país, mas responderemos adequadamente. Há exemplos parecidos no mundo. Mas, antes de se agir sem pensar, há que recordar que a Bielorrússia é o centro da Europa e que, se aqui estalar algo, será uma nova guerra mundial”, avisou.

De acordo com o Notícias ao Minuto, Lukashenko sublinhou que, diante de uma qualquer sanção, ataque ou provocação, a Bielorrússia “responderá com dureza”, porque o Ocidente “não está a deixar outra opção”.

O Presidente do Mali, Bah Ndaw e o seu Primeiro-ministro, Moctar Ouané, foram transportados para um campo militar, perto de Bamako, por um grupo de soldados insatisfeitos com o novo Governo, numa aparente tentativa de golpe de Estado.

“O Presidente e o Primeiro-ministro estão aqui, em Kati, para tratar de assuntos que lhes dizem respeito”, disse um alto funcionário militar à agência de notícias France Presse (AFP), que confirmou esta informação junto de outra fonte, sob condição de anonimato.

De acordo com a DW, o campo de Kati é considerado a maior instalação militar maliana e foi naquele local onde o antigo Presidente eleito, Ibrahim Boubacar Keïta, foi obrigado a renunciar o cargo por um grupo de coronéis golpistas, no dia 18 de Agosto de 2020.

Em 2012, também o então Primeiro-ministro, Modibo Diarra, foi detido por golpistas e forçado a renunciar o cargo.

Esta alegada tentativa de golpe de Estado está a ocorrer poucas horas depois do anúncio do novo Governo, ainda maioritariamente dominado por militares.

UNIÃO AFRICANA E CEDEAO PREOCUPADOS COM SITUAÇÃO POLÍTICA NO MALI

A União Africana e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental manifestaram profunda preocupação com a situação política no Mali, depois da detenção do Presidente e do primeiro-ministro, num aparente golpe de Estado, ocorrido na segunda-feira.

A duas entidades condenam, veementemente o acto que consideram extremamente, grave e que não pode, de forma alguma, ser tolerado à luz das disposições relevantes da CEDEAO e da União Africana. Neste contexto, exortaram os militares a regressarem aos quartéis.

O parlamento malawiano retoma, esta terça-feira, o debate do projecto de lei para a legalização do aborto, oito meses depois da suspensão devido a uma forte pressão das congregações religiosas, que criticam o documento.

A proposta de lei de aborto no Malawi é da iniciativa de algumas organizações da sociedade civil. O documento foi ensaiado, pela primeira vez, em 2016, tendo sido chumbado pelo parlamento, por conta das contestações dos líderes religiosos, que organizaram marchas em todo o país.

Quatro anos depois, retomou-se o debate do mesmo projecto, mas os líderes religiosos opuseram-se novamente à legalização. Promoveram manifestações na sede da Assembleia da República, o que levou à suspensão da apreciação do dispositivo, há oito meses.

A sociedade civil malawiana defende que a aprovação da lei vai reduzir a morte de mulheres devido a abortos inseguros, feitos de forma clandestina. Aliás, no Malawi, em cada 100 mil mulheres, pelo menos 439 morrem, anualmente, devido a complicações de gravidez.

Aponta-se, igualmente, que mais de 140 mil mulheres praticam, anualmente, o aborto inseguro naquele país. Mas, estes dados não são bastantes para convencer as confissões religiosas, que não querem ouvir falar da legalização do aborto, por ser contrário aos princípios divinos.

 

A erupção do vulcão Nyiragongo, no sábado, na República Democrática do Congo fez pelo menos 15 mortos, com as autoridades a manterem o estado de alerta devido aos tremores de terra que ainda continuam.

“O perigo é permanente, as nossas esquipas estão a sensibilizar a população através da rádio para que permaneça vigilante”, disse à agência Efe o director científico do Observatório Vulcânico de Goma, Celestin Kasereka Mahinda.

De acordo com o Notícias ao Minuto, a terra continua a tremer, e muitos habitantes tentaram voltar às suas casas destruídas, expondo-se aos gases tóxicos apesar dos alertas das autoridades.

O vulcão Nyiragongo, um dos mais ativos do mundo, entrou em erupção no sábado, levando milhares de pessoas a fugirem da cidade durante a noite, carregando pertences e gado e dirigindo-se para a cidade de Sake ou para a fronteira com o Ruanda, tendo esta última sido atravessada por pelo menos 8.000 pessoas, segundo dados oficiais do Ministério de Gestão de Emergências congolês.

Ainda que a lava não tenha atingido a cidade, centenas de casas na sua periferia foram destruídas ou reduzidas a cinzas, segundo as autoridades provinciais.

Localizada na província de Kivu do Norte, que também faz fronteira com o Uganda, a região de Goma é uma zona de intensa actividade vulcânica localizada no vale do Rift, com seis vulcões, incluindo os vizinhos Nyiragongo e Nyamuragira, que se elevam a 3.470 e 3.058 metros, respetivamente.

A última erupção do Nyiragongo, em 2002, levou milhares a abandonarem as suas casas e provocou centenas de mortos.

O Ministério Público da região italiana da Verbania está a investigar as causas da queda de uma cabina de teleférico, ocorrida este domingo, em Stresa, e que fez 14 mortos. O foco da investigação será perceber por que razão o cabo de carga se partiu e o sistema de travagem de emergência não funcionou.

Há 14 vítimas mortais, das quais duas crianças. Contudo, há um sobrevivente de cinco anos no estado grave. Eitan Moshe Biran, perdeu os pais, os avós e o irmão mais novo no acidente, escreve o “Notícias ao Minuto”.

O teleférico é usado durante todo o ano para aceder ao pico, a 1,491 metros, de onde se tem uma vista panorámica de toda a zona e do lago, e, nos meses mais frios, para a prática de desportos de inverno.

O equipamento tinha sido revisto em 2016 e só há muito pouco tempo reabriu, depois de uma longa paragem devido às restrições face à pandemia da COVID-19.

O teleférico caiu numa zona de pinheiros, de uma altura de várias dezenas de metros, quando estava a cerca de 100 metros do último pilar.

Um surto do novo Coronavírus, no Monte Evereste, infectou pelo menos 100 alpinistas, sherpas e outros colaboradores das expedições à montanha mais alta do mundo, referiu um líder de uma expedição ao The Guardian, citado pelo “Notícias ao Minuto”.

Esta é a primeira estimativa do cenário, no campo-base do Evereste, tendo em conta a ausência de dados mais concretos, uma vez que as autoridades nepalesas continuam a rejeitar que o vírus se esteja a propagar no Monte Evereste.

Lukas Furtenbach, que, na semana passada, decidiu suspender uma expedição ao Evereste devido a receios relacionados com o vírus, afirmou, este sábado, que um dos seus guias e seis sherpas nepaleses testaram positivo.

Um total de 408 alpinistas estrangeiros receberam licenças para escalar o Monte Evereste nesta temporada.

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