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O País – A verdade como notícia

O Comité de Emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS) avisou ontem sobre a forte probabilidade do surgimento de novas variantes do Coronavírus, possivelmente mais perigosas.

Num comunicado citado pelo Notícias ao Minuto, as autoridades mundiais da saúde dizem que “a pandemia está longe do fim” e que “há uma forte probabilidade de surgimento e propagação de novas variantes preocupantes, possivelmente mais perigosas e ainda mais difíceis de controlar”.

Ainda no referido comunicado, a OMS confessa que a humanidade e o novo Coronavírus estão em um “jogo de perseguição”. “As tendências recentes são preocupantes, 18 meses após a declaração de uma emergência sanitária pública internacional, continuamos a perseguir o vírus e o vírus continua a perseguir-nos”, lamentou a organização.

Até agora, a OMS reportou quatro variantes consideradas preocupantes – Alpha, Beta, Gamma e Delta.

A variante Delta, identificada na Índia, está a espalhar-se muito rapidamente pelo mundo, provocando um ressurgimento da pandemia. Muito mais contagiosa do que as outras variantes, mostra-se um pouco mais resistente às vacinas, mesmo que essas protejam as pessoas imunizadas.

Segundo o Notícias ao Minuto, a pandemia da COVID-19 provocou pelo menos 4.061.908 mortes em todo o mundo, entre mais de 188,3 milhões de casos de infecção pelo novo Coronavírus.

O governo da África do Sul está a considerar enviar mais 25 mil militares para o terreno, na tentativa de restaurar a ordem pública no país, anunciou a ministra de Defesa, Nosiviwe Mapisa-Nqakula.

Segundo o Notícias ao Minuto, a governante sul-africana, que se reuniu virtualmente com o Comité Conjunto de Defesa do Parlamento, na noite desta quarta-feira, referiu que o reforço militar aguarda aprovação do Conselho Nacional de Segurança e do Presidente da República, Cyril Ramaphosa.

“Submetemos agora mesmo um pedido para que sejam destacados cerca de 25.000 militares. Estamos a tentar encontrar uma solução de meio-termo entre os 75.000 propostos pelos partidos da oposição e os 10.000 efectivos propostos pelo Presidente da República e por isso vamos começar com os 25.000”, disse a ministra da Defesa.

A imprensa sul-africana publicou, hoje, que a Força Nacional de Defesa convocou todos os militares na reserva.

A Ministra do Desenvolvimento de Pequenas Empresas da, Khumbudzo Ntshavheni, disse, em comunicado citado pelo Notícias ao Minuto, que 5.000 militares se encontram no terreno para conter os distúrbios violentos, saques que se intensificaram pelo sétimo dia consecutivo em Gauteng e KwaZulu-Natal, alastrando-se a outras regiões do país.

“Actualmente, há 5.000 membros da SANDF já no terreno. Os agentes da polícia, apoiados pelos militares, estão a trabalhar incansavelmente para garantir que o país retorne à paz e estabilidade e que os responsáveis pela instabilidade sejam rapidamente levados à Justiça”, referiu.

O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, está internado em São Paulo e recebe tratamento clínico, segundo um boletim médico, divulgado pelo Hospital Vila Nova Star, após o Chefe de Estado ter passado por vários exames.

“O Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, foi transferido na noite desta quarta-feira para o Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, após passar por uma avaliação no Hospital das Forças Armadas, em Brasília, e ser diagnosticado com um quadro de suboclusão intestinal”, detalha-se no texto divulgado à imprensa pela unidade de Saúde.

“Após avaliações clínicas, laboratoriais e de imagem realizadas, o Presidente permanecerá internado inicialmente em tratamento clínico conservador”, conclui-se na nota, citada pelo Notícias ao Minuto.

Em causa, está uma crise de soluços que o afecta há mais de uma semana e que lhe causa dores, de acordo com a Secretaria Especial de Comunicação do Governo.

O Presidente brasileiro responsabilizou o ataque à faca que sofreu em 2018, no acto da campanha eleitoral em Minas Gerais, pelos problemas de saúde que enfrenta.

A União Africana (UA) condenou hoje a violência na África do Sul, que já provocou pelo menos 72 mortos, e apelou a uma restauração urgente da ordem, paz e estabilidade no país.

“Se as autoridades não conseguirem controlar a violência, haverá graves impactos não só no país, mas em toda a região”, advertiu Moussa Faki Mahamat, presidente da Comissão da UA, numa declaração na terça-feira à noite, citada pelo Notícias ao Minuto.

Na mensagem, o responsável descreveu como terríveis as cenas de pilhagem da propriedade pública e privada e a destruição de infraestruturas e lamentou a suspensão de serviços essenciais nas regiões afectadas pela violência.

Nos últimos dias, outras organizações internacionais e humanitárias também manifestaram preocupação com a situação na África do Sul, como a Amnistia Internacional e a Save The Children.

“Embora a ONU reconheça o direito de todos os sul-africanos a uma manifestação pacífica, tal como consagrado na Constituição, isto deve ser exercido de forma responsável”, disse também numa declaração divulgada na terça-feira o gabinete de representação das Nações Unidas em Pretória, citado pelo Notícias ao Minuto.

Pelo menos 72 pessoas morreram nos distúrbios violentos, saques e intimidação desencadeados na África do Sul pela prisão do ex-Presidente Jacob Zuma e que se intensificaram nas últimas horas, divulgou a Polícia sul-africana.

“O número total de pessoas presas é agora de 1.232, e o número de mortes de 72 pessoas”, anunciou em comunicado o Comando Nacional Operacional e de Inteligência Conjunto (NATJOINTS, na sigla em inglês), citado pela imprensa local.

De acordo com a polícia sul-africana, há agora 45 vítimas mortais em Gauteng, o motor da economia do país, e outros 27 óbitos contabilizados no KwaZulu-Natal, em resultado dos distúrbios violentos, saques e intimidação que fustiga partes do país.

O comunicado refere também que as forças de segurança efectuaram até ao momento 683 detenções em Gauteng, sendo que no KwaZulu-Natal, foram detidas 549 pessoas.

Os tumultos alastram-se na noite de hoje às províncias do Cabo do Norte e Mpumalanga, que faz fronteira com Moçambique e eSwatini (antiga Suazilândia), avançou o portal sul-africano News24.

Pelo menos 200 centros comerciais foram saqueados desde quinta-feira na África do Sul, relatou a imprensa local, após a prisão do ex-Presidente Jacob Zuma na noite da passada quarta-feira por desrespeito a uma ordem do Tribunal Constitucional, a mais alta instância judicial do país.

A Organização das Nações Unidas (ONU) lamentou, na segunda-feira, o “agravamento dramático” da fome mundial em 2020, devido à pandemia da COVID-19, e pediu milhares de milhões de dólares para combater a desnutrição.

De acordo com um relatório lavrado pela agremiação, a fome ultrapassou o crescimento populacional em 2020, com cerca de 10 por cento da população mundial considerada subnutrida.

O referido relatório diz, igualmente, que o grosso aumento da fome ocorreu em África, onde 21 por cento das pessoas estão subnutridas.

Por seu turno, o Secretário-geral da agremiação, António Guterres, referiu que os novos “dados trágicos” revelam que entre 720 milhões e 811 milhões de pessoas passaram fome no ano passado, quase 161 milhões a mais do que em 2019.

Segundo escreve a DW, mais de 2,3 mil milhões de pessoas, o que representa 30 por cento da população global, não tiveram acesso à alimentação adequada durante o ano.

Os relatores concluem que “em 2020, a fome disparou em termos absolutos e proporcionais, ultrapassando o crescimento populacional”. O documento acrescenta que cerca de 9,9 por cento da população mundial foi considerada desnutrida no ano passado, em comparação com 8,4 por cento em 2019.

Pelo menos 32 pessoas morreram durante as manifestações pro-Zuma, na vizinha África do Sul (RAS), decorrente da intervenção do exército que foi chamado, nesta segunda-feira, para conter a violência no quarto dia de instabilidade. A informação foi confirmada pelo primeiro-ministro da província de KwaZulu-Natal, Sihle Zikalala.

Em resultado dos protestos que já vitimaram mais de três  dezenas de pessoas na RAS, o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, citado pelo Áfricanews, apelou aos sul-africanos para considerarem as consequências de suas acções.

“O caminho da violência, do saque e da anarquia leva apenas a mais violência e devastação. Além do sofrimento, leva a mais pobreza, mais desemprego e mais perda de vidas inocentes”, chamou, Ramaphosa, os cidadãos à razão.

O governante disse, ainda, que a restauração da calma e a estabilidade em todas as partes do país é uma questão de vital.

Os protestos pró-Zuma explodiram quando Jacob Zuma entregou-se, na semana passada, e, desde então, se replicaram em saques e incêndios criminosos. A polícia diz que pelo menos 500 suspeitos foram presos.

O incêndio numa enfermaria hospitalar no sul do Iraque para doentes com COVID-19 provocou pelo menos 64 mortos e 50 de feridos, alguns em estado crítico, disseram hoje as autoridades de saúde iraquianas, num novo balanço.

Na origem do incêndio no Hospital Universitário al-Hussein, na cidade de Nasiryah, terá estado a explosão de uma garrafa de oxigénio, segundo um profissional de saúde provincial, embora também haja relatos que apontam para um curto-circuito, escreve o Notícias ao Minuto.

O Ministério da Saúde ainda não se pronunciou sobre as causas do incêndio.

Na nova ala do hospital, aberta há três meses, existiam 70 camas, de acordo com dois médicos.

O porta-voz do departamento de saúde da província de Dhi Qar, Ammar al-Zamili, disse aos meios de comunicação locais que havia pelo menos 63 pacientes dentro da enfermaria quando o incêndio deflagrou.

Esta é a segunda vez este ano que um grande incêndio mata doentes infetados com o novo coronavírus num hospital iraquiano. Pelo menos 82 pessoas morreram em Abril no hospital Ibn al-Khateeb, em Bagdade, quando um tanque de oxigénio explodiu, provocando o incêndio.

O presidente Cyril Ramaphosa apelou para a calma na noite de hoje, quando se dirigiu à Nação, em meio ao caos que se vive na África do Sul, após a detenção de Jacob Zuma.

“A esta hora, várias famílias no nosso país estão de luto. Falo das famílias Nkosikhona Chiza, Ndumiso Shezi, Khaya Mkhize, Zethembe Ndwandwe, Lindani Bhengu e Lindokuhle Gumede em Gauteng, Bhekani Ndlovu, Themba Mthembu, Aphiwe Gama e Cebo Dlamini em KwaZulu-Natal”, declarou o Presidente da República sul-africana.

“A perda de vidas humanas é o maior custo de todos”, sublinhou.

No seu discurso na noite de hoje sobre a resposta do Governo à violência pública que fustiga partes do país, após a prisão do seu antecessor Jacob Zuma, na noite de quarta-feira, o chefe de Estado sul-africano anunciou o reforço de meios e efectivos de segurança operacionais “em todas as áreas afectadas”, além do exército, para conter os distúrbios violentos.

“Tomaremos medidas para proteger todas as pessoas neste país contra a ameaça de violência, intimidação, roubo e pilhagem”, frisou Ramaphosa.

De acordo com o Notícias ao Minuto, os Efectivos das Forças Armadas (SANDF, na sigla em inglês) foram destacados hoje em várias áreas de Gauteng e KwaZulu-Natal para ajudar a Polícia a conter a violência.

Ramaphosa disse que “a violência poderá ter começado com um objectivo político, mas ascendeu para a criminalidade”.

O Presidente da República sul-africana disse que 166 suspeitos foram presos no KwaZulu-Natal e 323 suspeitos foram presos em Gauteng por envolvimento nos incidentes violentos dos últimos dias. “No entanto, a violência continua em muitas áreas”, sublinhou.

Ramaphosa disse que os serviços-chave da economia serão reestabelecidos, salientando que o Governo está a envidar também esforços juntamente com líderes comunitários para assegurar o retorno à “estabilidade”.

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