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O País – A verdade como notícia

Pelo menos 13 pessoas morreram e várias ficaram feridas na sequência da explosão de um camião cisterna com gasolina numa autoestrada no oeste do Quénia, anunciou hoje a polícia.

“Contámos 12 cadáveres no local. Uma outra pessoa morreu no hospital, na sequência dos ferimentos”, indicou Charles Chacha, responsável da polícia do condado de Siaya, citado pelo Notícias ao Minuto.

As vítimas acorreram para extrair gasolina do tanque da cisterna, que havia capotado perto de Malanga, a 315 quilómetros a noroeste de Nairobi, numa estrada movimentada que liga Kisumu à fronteira com o Uganda.

O camião “explodiu enquanto as pessoas recuperavam a gasolina que vazava”, sublinhou.

Em 2009, perto de Molo (a 150 quilómetros a noroeste de Nairobi), 122 pessoas morreram na explosão de um camião com gasolina quando se encontravam junto a um veículo acidentado para retirar o combustível.

Os Estados Unidos da América (EUA) pretendem enviar vacinas contra a COVID-19 para África, nos próximos dias. A meta é distribuir 25 milhões de doses durante o verão em todo o continente.

“As primeiras doses serão enviadas para a Etiópia, Djibouti e Burkina Faso”, disse a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Jalina Porter, citada pelo Notícias ao Minuto, assegurando que a distribuição será feita em 49 países em conjunto com a União Africana.

Segundo avançou a representante dos EUA, Djibouti e Burkina Faso, vão ter direito, cada um, a 151.200 doses da vacina Johnson & Johnson, que é de apenas uma inoculação, enquanto a Etiópia vai receber 453.600.

“Os Estados Unidos têm uma parceria com os países da África subsariana, de há décadas, trabalhando ao lado dos governos africanos, instituições regionais, sociedade civil e outros para promover oportunidades e enfrentar os desafios globais”, disse a diretora sénior do Conselho Nacional de Segurança dos EUA, Dana Banks.

Recorde-se que, numa fase inicial, as remessas de vacinas farão parte de um fornecimento de 80 milhões de doses, que Joe Biden havia prometido enviar para outros países, até ao final de Julho, embora tenham sido retardadas por obstáculos de reguladores e logísticos dos destinatários.

O fornecimento de vacinas faz parte de um plano dos EUA para comprar e doar 500 milhões de doses para outras Nações.

Até ao momento, de acordo o Notícias ao Minuto, os EUA já enviaram mais de 53 milhões de doses de vacinas contra a COVID-19 para mais de 30 países.

Moçambique foi incluído na lista vermelha de zonas de risco da COVID-19 de França e todas a viagens para o país terão de ser justificadas por motivo imperioso, com teste obrigatório e quarentena para os viajantes não vacinados.

Também a Tunísia, Cuba e Indonésia entram nesta lista, que obriga à apresentação de testes da COVID-19 na partida e no regresso e a uma quarentena de 10 dias para as pessoas não vacinadas.

Segundo o Notícias ao Minuto, o desrespeito da quarentena pode levar a uma multa de 2.000 euros.

Estes países integram agora a lista dos países vermelhos, ou de maior risco em relação à pandemia de COVID-19, porque, segundo o Governo, são “zonas de circulação activa do vírus” e onde há “presença de variantes preocupantes”.

Estas medidas adicionais formalizadas hoje pelo Governo francês entram em vigor a partir de amannhã.

Os países que constam actualmente na lista vermelha de França são: Afeganistão, África do Sul, Argentina, Bangladesh, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Índia, Indonésia, Maldivas, Moçambique, Namíbia, Nepal, Omã, Paquistão, Paraguai, República Democrática do Congo, Rússia, Seicheles, Sri Lanka, Suriname, Tunísia e Zâmbia.

O número de vítimas mortais das inundações na Europa subiu para 153, sendo a maioria na Alemanha, onde ainda há muitas pessoas desaparecidas, fazendo prever que o balanço se agrave.

O balanço da situação que atingiu a Alemanha, a Bélgica, o Luxemburgo, a Holanda e a Suíça foi feito na noite de sexta-feira pela agência AFP, e torna as inundações dos últimos dias no pior desastre natural na Alemanha em mais de meio século.

As autoridades alemãs registaram, até ao momento, 133 mortos. Os casos concentram-se em dois estados do oeste do país, a Renânia-Palatinado e a Renânia do Norte-Vestfália.

Segundo Lusa, as autoridades admitem que possa haver mais mortos, uma vez que ainda há dezenas de pessoas desaparecidas nessas duas regiões, em especial numa localidade próxima de Colónia, onde um grande deslizamento de terras derrubou vários edifícios.

Na Bélgica, há registo de, pelo menos, 20 mortes e 20 desaparecidos, segundo o último relatório do governo.

Também ali, a situação é apontada como uma das piores de sempre: “Pode ser que estas inundações sejam as mais catastróficas que nosso país já conheceu”, disse o primeiro-ministro Alexander De Croo.

Além da Bélgica e da Alemanha, as chuvas diluvianas e as consequentes cheias causaram graves danos materiais na Holanda, no Luxemburgo e na Suíça.

A consultora Capital Economics considerou, hoje, que a violência na África do Sul deverá levar a um abrandamento da actividade económica, conjugado com as medidas restritivas contra COVID-19.

“Pensamos que haverá um abrandamento modesto e não uma queda da actividade económica e, mesmo assim, isto irá reflectir-se principalmente no impacto da terceira vaga da COVID-19 e o aprofundamento das medidas de contenção do vírus, mais do que a agitação social”, escreve.

Numa nota sobre a economia sul-africana, a que a Lusa teve acesso, os analistas britânicos sublinham que o maior impacto da violência que tem “varrido” a África do Sul vai centrar-se na posição orçamental do país.

“As finanças públicas estavam num mau estado à entrada da pandemia e, apesar do impacto não ter sido tão severo como inicialmente se julgava, o défice das contas públicas ainda foi de 11% do PIB no último ano fiscal e a dívida disparou para 78,8% do PIB, o que levou o Governo a imprimir duras medidas de austeridade, com o congelamento dos salários dos funcionários públicos durante três anos”, apontam.

A África do Sul tem vivido uma onda de violência desde a detenção do ex-presidente Jacob Zuma, apesar de o actual Presidente, Cyril Ramaphosa, apontar dificuldades económicas como a principal razão para os protestos, com a economia 3,7 por cento abaixo do nível pré-pandémico, e o desemprego a subir para mais de 30 por cento.

De acordo com um relatório oficial, citado pelo Notícias ao Minuto, pelo menos 117 pessoas foram mortas e mais de 2.000 presas durante os seis dias de violência.

A Presidência da República sul-africana garantiu, hoje, o regresso à normalidade no país, após oito dias de extrema violência, que já causou pelo menos 212 mortos e mais de 2.550 detenções.

“Desde a tarde de ontem, a situação nas duas províncias de Gauteng e KwaZulu-Natal está a regressar à normalidade gradualmente”, referiu, em conferência de imprensa, a ministra na Presidência, Khumbudzo Ntshavheni.

A governante considerou que a situação de insegurança na província oriental do país, vizinha com Moçambique, “é estável”, mas “tensa”, em algumas áreas.

Os corredores rodoviários Nacional 2 e N3, que ligam o KwaZulu-Natal e Gauteng, e outras partes do país, foram reabertos nas últimas 24 horas pelas autoridades de segurança, referiu.

Segundo a Lusa, na área urbana de Joanesburgo, as autoridades sul-africanas contabilizaram mais seis mortes, elevando para 32 o número total de vítimas na província, e foram detidas mais 137 pessoas, o que totaliza 862 detenções em Gauteng, adiantou.

Na província do Kwazulu-Natal (Leste), onde eclodiram as acções de violência, foram registados 1.488 incidentes durante a noite, havendo mais 69 mortes, totalizando 180 o número de vítimas mortais, disse a ministra Khumbudzo Ntshavheni.

O número total de detenções no KwaZulu-Natal ascende a 1.692, adiantou.

As mortes por COVID-19 aumentaram 43 por cento, em apenas uma semana, no continente Africano, diz a Organização Mundial da Saúde (OMS) e alerta para a falta de oxigénio e de camas nos cuidados intensivos. A organização avisa ainda sobre a forte probabilidade de surgimento de novas variantes mais perigosas e difíceis de controlar.

O aumento acentuado do número de mortes verifica-se há pelo menos cinco semanas em África, mas a situação agravou-se entre cinco e 11 de Julho.

Neste período, houve 6.273 óbitos, contra 4.384 na semana anterior, segundo a directora Regional da Organização Mundial da Saúde para África, Matshisido Moeti.

Até esta quinta-feira, a variante Delta, tida como altamente contagiosa e transmissível, tinha sido detectada em 21 países africanos. Namíbia, África do Sul, Tunísia, Uganda e Zâmbia foram responsáveis por 83 por cento das novas mortes na semana passada.

A subida sem, precedentes, de mortes, de acordo com Matshisido Moeti, é um aviso claro de que os hospitais dos países mais afectados pela COVID-19 estão próximos da ruptura.

Para a responsável, os sistemas de saúde que já estavam com dificuldades para fornecer serviços essenciais às comunidades, antes da pandemia, agora estão a ceder perante a pressão da COVID-19.

A terceira vaga da pandemia, estimulada pela variante Delta, continua arrasadora e África ultrapassou os seis milhões de infecções, explicou Matshisido Moeti, numa conferência de imprensa realizada em formato virtual, a partir de Brazaville, capital da República do Congo.

Ainda esta quinta-feira, o Comité de Emergência da OMS também alertou para a forte probabilidade de surgimento de novas variantes do Coronavírus, mais perigosas e mais difíceis de controlar.

A organização considera que as tendências recentes em relação à pandemia da COVID-19 são preocupantes. Dezoito meses após a declaração de uma emergência sanitária pública internacional, continuamos a perseguir o vírus e o vírus continua a perseguir-nos. Aliás, o mesmo disse o Presidente Filipe Nyusi, na sua última comunicação à Nação.

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, vai visitar hoje a província de KwaZulu-Natal, que tem sido o centro da violência que assola a África do Sul há uma semana.

“O Presidente visitará KwaZulu-Natal, no sudeste do país, esta manhã para avaliar o impacto da violência recente e o destacamento das forças de segurança”, refere um comunicado de imprensa da presidência, citado pelo Notícias ao Minuto.

De acordo com um relatório oficial, pelo menos 117 pessoas foram mortas, incluindo 91 em Kwazulu-Natal, e mais de 2.000 presas durante esses seis dias de violência, refere a AFP.

Os incidentes começaram na semana passada, um dia após o ex-presidente Jacob Zuma ter sido detido e condenado a 15 meses de prisão por desacatos à justiça.

Após a detenção, o país mergulhou numa série de protestos e pilhagens sem precedentes na história recente do país.

Pelo menos 93 pessoas morreram em resultado de inundações causadas por chuvas torrenciais na Europa, a maioria na Alemanha, e centenas de pessoas estão desaparecidas, segundo o último balanço das autoridades hoje divulgado.

É na Alemanha onde são contabilizadas 81 vítimas mortais e dezenas de feridos. Muitas aldeias continuam isoladas, o que aumenta os receios de mais óbitos.

Na Bélgica, onde as tempestades causaram nove mortes, os danos também são avultados, tal como no Luxemburgo e nos Países Baixos. O exército foi destacado em quatro das 10 províncias do país, para ajudar nos esforços de socorro e nas numerosas evacuações, escreve o Notícias ao Minuto.

É na Alemanha ocidental que a situação é mais dramática, com um último balanço de 59 mortos e dezenas de feridos. Os corpos de nove residentes num centro para deficientes, surpreendidos pela subida das águas, foram encontrados na noite de quinta-feira.

Muitas aldeias permanecem isoladas, o que aumenta os receios de ver disparar o número de mortos. Várias dezenas de pessoas ainda estavam desaparecidas na noite de quinta-feira.

“É uma catástrofe, uma tragédia. Receio que só nos próximos dias veremos a extensão total da catástrofe”, disse a chanceler alemã, Angela Merkel, numa conferência de imprensa em Washington, onde se encontra numa visita oficial.

Cerca de metade das mortes registaram-se na região ocidental da Renânia do Norte-Vestefália, a mais populosa da Alemanha, e o resto na vizinha Renânia-Palatinado, onde as águas revoltas criaram um efeito de “tsunami”.

De acordo com a agência noticiosa ANP, espera-se que as águas atinjam os níveis mais altos dos últimos dois séculos.

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