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O País – A verdade como notícia

Os clientes dos restaurantes em Cabo Verde serão obrigados, a partir de Setembro, a apresentar um “Certificado COVID”, instituído hoje, medida também a ser observada noutros espaços, como discotecas, que reabrem a 01 de Outubro.

Segundo uma resolução do Conselho de Ministros, publicada hoje e válida até 30 de Setembro, trata-se de um certificado em formato digital ou papel, replicando, integralmente, o modelo utilizado pelos países da União Europeia, confirmando um teste (PCR ou antigénio) com resultado negativo à COVID-19, a recuperação do indivíduo se já tiver sido infectado ou a toma de pelo menos a primeira dose de uma vacina reconhecida pelas autoridades de saúde cabo-verdianas, escreve o Notícias ao Minuto.

Com excepção de menores de 18 anos, a medida aplica-se a todos os cidadãos nacionais ou estrangeiros, admitindo as autoridades cabo-verdianas o reconhecimento de certificados de países terceiros, nas ilhas em situação de contingência, em que todas se encontram actualmente.

A resolução define que, a partir de 01 de Setembro, o atendimento público nos restaurantes e locais fechados de venda ou consumo de refeições rápidas e similares, bem como os bares, a partir das 19h00 às sextas-feiras, sábados, domingos e vésperas de feriado, apenas será permitido aos clientes que apresentarem o “Certificado COVID” ou que tenham teste negativo à COVID-19.

 

 

Cerca de 93 milhões de votantes mexicanos estão inscritos para participar amanhã, domingo, num referendo que determinará se os antigos políticos do país, nomeadamente os seus ex-Presidentes, podem ou não ser processados por corrupção e outros crimes.

O Presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, promoveu um referendo, o primeiro na história do país sob a Lei Federal de Consulta Popular, para questionar o eleitorado sobre os seus antecessores, num período em que o Chefe de Estado se intitulou de neoliberal, escreve o Notícias ao Minuto.

No referendo, perguntar-se-á aos mexicanos se concordam com a realização de “acções de acordo com o marco constitucional e legal para levar a cabo um processo de esclarecimento das decisões políticas tomadas nos últimos anos pelos actores políticos”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o número de infecções com o novo Coronavírus ultrapasse, no mundo, 200 milhões nas próximas duas semanas, alertando para a necessidade de uma “vigilância mais forte”.

O alerta foi lançado pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na videoconferência de imprensa regular sobre a evolução da pandemia da COVID-19, transmitida da sede da organização, em Genebra, na Suíça.

Ressalvando que o número pode estar ainda assim subestimado, o médico etíope assinalou que os casos de infecção continuam a aumentar, em muito, devido à variante Delta do Coronavírus, mais contagiosa e em circulação em pelo menos 132 países, incluindo Moçambique.

“Novas variantes vão surgir com a transmissão do vírus e isso também acontece devido ao aumento do contacto social, ao uso inconstante de medidas de saúde pública e ao uso desigual de vacinas”, apontou.

De acordo com a Lusa, o dirigente da OMS voltou, mais uma vez, a realçar a “injustiça na distribuição das vacinas” contra a COVID-19 que está a afectar o continente africano, onde o número de mortes aumentou 40% nas últimas quatro semanas e onde apenas 5% da população está vacinada.

O parlamento de Cabo Verde aprovou, esta quinta-feira, por unanimidade a ratificação do Acordo de Mobilidade na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), aprovado na Cimeira de Luanda, tornando-se o primeiro dos Estados-membros a fazê-lo.

Segundo escreve a Angop, a proposta de resolução para ratificar o acordo foi levada ao parlamento pelo Governo em regime de urgência e foi acolhida com o consenso dos partidos representados, que assumiram tratar-se de uma vitória da presidência de Cabo Verde na CPLP, correspondendo à “ambição de construção de uma verdadeira comunidade de povos”.

Para entrar em vigor, e permitir a negociação entre os países, o Acordo de Mobilidade na Comunidade terá de ser ratificado por pelo menos três Estados-membros, sendo que Portugal já anunciou que o pretende fazer em Setembro próximo.

Os Chefes de Estado e de Governo da CPLP aprovaram em 17 de Julho, em Luanda, o acordo sobre mobilidade.

Na resolução do Conselho de Ministros aprovada na XIII Cimeira da CPLP, segundo a Angop, os líderes comprometeram-se a “promover as diligências necessárias com vista ao acolhimento, tão célere quanto possível do acordo nos respectivos ordenamentos jurídicos”.

O antigo Presidente do Malawi, Peter Mutharika, recusa prestar declarações ao Departamento Central de Combate à Corrupção, no caso de suposta evasão fiscal e importação de oitocentos mil sacos de cimento.

Segundo escreve a Rádio Moçambique, Mutharika alega ter prestado no ano passado, declarações à polícia fiscal sobre o mesmo assunto, tendo negado o seu envolvimento no crime de que é acusado.

Em comunicado, o antigo Estadista malawiano acusa o Departamento Central de Combate à Corrupção de estar a agir com dolo de o prejudicar.

“O Departamento Central de Combate à Corrupção congelou as minhas contas bancárias por mais de 270 dias sem no entanto ouvir o acusado. Este procedimento é ilegal pois eu, como titular destas contas bancárias, tinha direito de saber o tipo de crime que cometi para merecer tal penalização”, observou Mutharika no seu comunicado, citado pela RM.

O antigo Presidente do Malawi acusa o Departamento Central de Combate à Corrupção, de perseguição com clara intenção de humilhar vítimas, sem culpa formada.

Peter Mutharika vai mais longe ao afirmar ser vítima de caça às bruxas, sustentada por uma instituição do estado.

Peter Mutharika termina a sua declaração afirmando que em caso de insistência do Departamento Central de Combate à Corrupção em querer ouvi-lo, manter-se-á calado durante o interrogatório.

Peter Mutharika, professor de direito constitucional e antigo Presidente do Malawi é acusado de ter usado o seu número de identificação tributária na importação de oitocentos mil sacos de cimento com isenção fiscal.

Reagindo ao posicionamento de Mutharika, o Departamento Central de Combate à Corrupção reiterou que o interrogatório vai acontecer ainda esta semana.

A directora regional para África da Organização Mundial da Saúde (OMS), Matshidiso Moeti, afirmou hoje que o continente precisa de 700 milhões de doses da vacina contra a COVID-19 para atingir a meta de 30% de cobertura até ao final do ano.

Matshidiso Moeti falava durante a conferência semanal do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC) sobre a evolução da pandemia no continente, durante a qual mostrou-se satisfeita com alguns sinais positivos em matéria de vacinação.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, a dirigente disse durante a conferência que foram entregues a 13 países africanos, através do mecanismo COVAX 3,8 milhões de doses de vacinas, o que eleva para 82 milhões o número de doses entregues na região.

“Estas vacinas que foram recentemente entregues fazem parte de 60 milhões de doses atribuídas a 49 países africanos e que deverão ser enviadas até Setembro”, disse Matshidiso Moeti.

Moeti disse, ainda, que a COVAX firmou acordos com a Sinopharm e Sinovac para o fornecimento de 110 milhões de doses a países de baixo rendimento, dos quais 32,5 milhões estão a chegar ao continente.

O município de Nova Iorque oferecerá, a partir de sexta-feira, um incentivo financeiro de 100 dólares (6.330 meticais) às pessoas que se vacinarem contra a COVID-19, anunciou esta quarta-feira o presidente da Câmara, Bill de Blasio.

“Nos postos de vacinação administrados pela autarquia, quando tomarem a primeira dose receberão 100 dólares ”, sublinhou o presidente da Câmara, ao anunciar o programa, que terá início na sexta-feira.

Segundo escreve o Observador, a medida visa dar um novo impulso à campanha de imunização na cidade, onde as autoridades já administraram cerca de 10 milhões de doses, mas onde o índice de aceitação das vacinas está a diminuir.

Os dados oficiais mais recentes indicam que 54,4% da população de Nova Iorque (cerca de 8,3 milhões de pessoas) está totalmente vacinada contra o novo Coronavírus, uma percentagem que sobe para 65,5% se forem contabilizados apenas os adultos.

Bill de Blasio insistiu, esta quarta-feira, que a vacinação é a única forma de garantir a recuperação da cidade e defendeu a importância deste tipo de incentivo económico para encorajar todos os cidadãos.

Dezoito pessoas morreram hoje, num ataque executado por alegados jihadistas, numa aldeia do noroeste do Níger, sendo a terceira investida no mesmo tipo de ataque esta semana, na região de Ouallam, na fronteira com o Mali.

“No total, 18 civis morreram e quatro ficaram gravemente feridos”, disseram fontes policiais da região citadas pela Angop.

Os habitantes de Deykoukou foram surpreendidos pela manhã com a chegada de um grupo de pessoas em mais de 10 motorizadas, que começaram a matar os homens que estavam a trabalhar num pomar.

De acordo com a Angop, os terroristas perseguiam todos os que tentavam fugir até serem caçados e mortos a sangue-frio.

O ataque de hoje é o segundo a ocorrer no município de Banibangou, desde domingo, quando 14 civis foram mortos.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância defendeu ontem que as escolas encerradas devido à pandemia da COVID-19 devem reabrir. A organização estima que 600 milhões de crianças em idade escolar são afectadas pelas medidas de restrição em todo o mundo.

Desde que a Organização Mundial da Saúde declarou que o surto do novo Coronavírus constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, as escolas têm estado a funcionar e fechar em função da evolução da doença, para o pior ou para o melhor.

É assim em todos os países. Porém, o Fundo das Nações Unidas para a Infância não concorda. Diz que isso não pode continuar e justifica que as escolas devem ser os últimos lugares a encerrar e os primeiros a reabrir.

O continente africano, por exemplo, vive um forte surto de pandemia há vários meses. Como consequência, 32 milhões de crianças viram as suas escolas serem encerradas ou não voltaram quando foram reabertas.

Na óptica do porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância, James Elder, citado no site da organização, a reabertura dos estabelecimentos de ensino não pode esperar até que os alunos e professores estejam vacinados. Os governos e doadores devem proteger o orçamento da educação, apesar das dificuldades económicas causadas pela pandemia da COVID-19.

A escolha, entre abrir ou encerrar as escolas, às vezes é difícil para as autoridades. Contudo, é preciso garantir a continuidade do processo de ensino e aprendizagem.

Falando durante uma conferência de imprensa em Genebra, James Elder disse que a educação, a segurança, os amigos e a comida foram substituídos por angústia, violência e há cada vez mais adolescentes grávidas.

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