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O País – A verdade como notícia

O governo sul-africano vai retomar, este mês, a atribuição do subsídio social, suspenso em Abril passado, para mitigar o impacto da COVID-19 entre a população desempregada. Para o efeito, inicia, esta sexta-feira, a inscrição dos beneficiários.

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, anunciou, em Julho passado, a retoma de atribuição do subsídio mensal às pessoas afectadas pela pandemia da COVID-19, no valor de 350 rands, o equivalente a pouco mais de 1.500 meticais.

A canalização deste subsídio em referência havia sido interrompida, em Abril deste ano, por conta do aumento da COVID-19 na vizinha terra do rand.

Os pagamentos reiniciam na última semana de Agosto corrente e deverão decorrer até Março do próximo ano.

Sobre o processo, a ministra do Desenvolvimento Social da África do Sul, Lindiwe Zulu, esclareceu que todas as pessoas elegíveis para receber os 350 rands a cada mês devem inscrever-se novamente.

A governante disse ainda, segundo a News 24, que todos aqueles que já estavam inscritos, desde a suspensão do processo, devem fazer um novo registo.

Para melhor avaliação da elegibilidade dos beneficiários, todos os aplicativos a serem usados durante o processo serão tratados como novos a cada mês.

Ademais, afirmou a ministra sul-africana do Desenvolvimento Social, não haverá pagamentos retroativos para os meses em que o subsídio não existia, de Maio a Julho de 2021.

Lindiwe Zulu explicou também que o subsídio fez parte de uma série de medidas do Governo para apoiar a recuperação da economia, ajudar as pessoas mais carenciadas e as que ficaram vulneráveis ​em resultado das medidas impostas para lidar com a COVID-19.

Zulu falava virtualmente a um jornalista, esta quarta-feira, de acordo com a News 24.

A Polícia sul-africana está a oferecer uma recompensa de 50.000 Rands (pouco mais de 220 mil meticais), a quem fornecer informações que levem à detenção de três suspeitos do assalto a uma esquadra policial de Tsineng, na província do Cabo Setentrional.

De acordo com a SAnews, citado pela Angop, no dia 31 de Julho, elementos armados não identificados entraram na unidade policial fingindo apresentar uma queixa.

Enquanto um oficial da Polícia abria o processo para o suposto caso, um dos suspeitos saltou o balcão e apontou uma arma ao agente de serviço, anunciando o assalto.

Os suspeitos terão ordenado ao agente da Polícia que abrisse um armário, de onde retiraram oito pistolas, três espingardas e outras armas devidamente carregadas, com as quais fugiram, sem efectuar qualquer disparo.

A Polícia sul-africana e a Brigada de Investigação da África do Sul garantem que todas as informações fornecidas serão tratadas com a mais estrita confidencialidade, deixando à disposição do público um contacto telefónico.

 

Três foguetes disparados no Líbano atingiram hoje o território israelita, tendo o exército respondido com artilharia, disseram fontes militares de Israel sem especificar a existência de eventuais vítimas ou danos materiais.

A informação foi difundida depois de terem soado as sirenes de alerta no norte de Israel avisando sobre possíveis disparos de foguetes a partir do Líbano.

A uma estação de televisão israelita noticiou que um foguete caiu em campo aberto” e o outro foi intercetado pelo sistema de defesa militar, Iron Dome.

De acordo com a Lusa, os avisos soaram perto de Kiryat Shmona, uma comunidade habitada por 20 mil pessoas perto da fronteira libanesa.

Vários incidentes do mesmo tipo têm-se repetido durante os últimos meses na mesma zona.

A France Presse refere, sem citar fontes, que autoridades israelitas admitem que se trata de disparos efectuados por grupos palestinianos com base no Líbano, excluindo o envolvimento do Hezbollah (Partido de Deus), organização política e paramilitar.

Mesmo assim, a France Presse indica que é pouco provável que os grupos armados palestinianos possam actuar em território libanês sem o consentimento do Hezbollah.

O ex-Presidente sul-africano Jacob Zuma, que cumpre pena de prisão de 15 meses, deve comparecer na próxima terça-feira em tribunal para responder por suspeitas de mais de 20 anos relativas à corrupção, anunciou hoje o juiz Piet Koen.

O juiz do Tribunal Superior de Pietermaritzburg, capital do KwaZulu-Natal, decidiu que o requerimento de Jacob Zuma contra o procurador público, o advogado Billy Downer, fosse ouvido presencialmente no tribunal.

Segundo o Notícias ao Minuto, os advogados do antigo chefe de Estado, que está preso no centro prisional de Estcourt, próximo da sua residencial oficial de Nkandla, em KwaZulu-Natal, defendem o afastamento do procurador público da liderança do processo de corrupção contra Zuma, alegando que o ex-Presidente “não terá um julgamento justo”.

Em 20 de julho, o juiz anunciou o adiamento do julgamento de Zuma para Agosto de 2021 para discutir o pedido especial apresentado pela defesa do antigo chefe de Estado.

Caso se concretize a sua comparência no tribunal do leste do país, Zuma, irá comparecer em público pela segunda vez desde que foi preso minutos antes da meia-noite do passado dia 7 de Julho.

No dia 22 de Julho foi autorizado a sair do estabelecimento prisional para participar no funeral de um irmão mais novo, Michael Zuma, que se realizou em Nkandla.

A cidade litoral de Pietermaritzburg, onde decorrerá o julgamento, foi uma das cidades mais atingidas pela recente onda de saques e violência que eclodiu após a prisão de Zuma e que provocaram mais de 330 mortos.

Pelo menos 40.000 empresas sul-africanas foram saqueadas, queimadas ou vandalizadas, nos violentos protestos, segundo o governo da África do Sul.

Passa hoje um ano após a explosão no porto de Beirute, no Líbano. Além da destruição de infraestruturas, houve mais de 200 pessoas e milhares de feridos. De lá a esta parte, nenhuma pessoa foi levada à justiça e a investigação arrasta-se dificultada por vários intervenientes políticos libaneses. Diante da letargia, a Human Rights Watch pede sanções internacionais.

A 04 de Agosto, uma enorme explosão deixou o porto de Beirute em escombros e sacudiu vários quarteirões da capital do Líbano. Milhares de pessoas ficaram feridas e os danos materiais são ainda avultados.

As autoridades do Líbano avançaram que a tragédia foi causada pelo rebentamento de 2.750 toneladas de nitrato de amónio que se encontravam armazenadas no referido porto, havia mais de seis anos e sem qualquer medida de precaução.

A investigação sobre a ocorrência está praticamente parada e a imprensa internacional avança que o inquérito é afectado pela ingerência política.

Faltam respostas sobre a tragédia, mas a Human Rights Watch entende que altos funcionários libaneses estão implicados na explosão e na obstrução à investigação.

A organização pediu sanções internacionais, pois considera que houve negligência desde a chegada do nitrato de amónio ao porto Beirute, em 2013, até à explosão.

Sobre o caso, a empresa Fábrica de Explosivos de Moçambique explicou, à data dos factos, que tinha encomendado o nitrato de amónio à Geórgia, em 2013, mas a carga nunca foi entregue, diz o Expresso de Portugal.

Os médicos dos hospitais públicos da Nigéria entraram, ontem, em greve, em protesto contra o não pagamento de salários em atraso e a falta de recursos nos hospitais do país, numa altura em que se teme uma terceira vaga.

Segundo a Associação Nacional de Estagiários (NARD), que representa 40% dos médicos na Nigéria, citada pelo Notícias ao Minuto, o sindicato apelou, ainda, ao Governo para honrar a promessa de pagar uma indemnização às famílias dos médicos que morreram enquanto lutavam contra o Coronavírus.

“Pedimos ao Governo que pague um seguro de vida a 19 dos nossos membros, que morreram enquanto trabalhavam na linha da frente”, afirmou Uyilawa Okhuaihesuyi, presidente da organização sindical.

Para a organização, o principal objectivo das manifestações é obter das autoridades o pagamento dos respectivos salários em atraso, bem como um aumento dos recursos atribuídos aos hospitais públicos em dificuldades no país.

Os profissionais de saúde alegam, ainda, não existir camas, medicamentos nem kits de protecção suficientes nas instalações hospitalares.

As autoridades nigerianas receiam que uma greve possa desestabilizar ainda mais o sistema de saúde, que já está sob pressão da pandemia da COVID-19, numa altura em que o país necessita de vacinar a sua população.

A fome no mundo piorou de forma dramática em 2020, devido às limitações ligadas à produção de alimentos, impostas pela pandemia da COVID-19. A informação é avançada pela Organização das Nações Unidas, que diz que a doença vai comprometer o combate à fome até 2030.

De acordo as Nações Unidas, cerca de 811 milhões de pessoas foram dadas como desnutridas no ano passado, representando quase 10 por cento da população do mundo.

Num relatório sobre o Estado da Segurança Alimentar e da Nutrição no Mundo, a organização diz que mais de 149 milhões de menores de cinco anos de idade têm um mau crescimento, devido à subalimentação.

Os números são ainda assustadores, uma vez que o documento aponta que 30 por cento da população do mundo não tem acesso à comida adequada, ou seja, cerca de 2,3 bilhões de pessoas estão em insegurança alimentar severa.

Três foguetes atingiram hoje o Aeroporto de Kandahar, no sul do Afeganistão, situado nos subúrbios onde os rebeldes talibãs e as forças afegãs se confrontam há várias semanas.

“Dois foguetes danificaram a pista (…) por isso todos os voos de e para o aeroporto foram cancelados”, disse o chefe do Aeroporto de Kandahar, Massoud Pashtun.

Os talibãs, que têm vindo a conduzir uma ofensiva generalizada no Afeganistão, nos últimos três meses, aproximaram-se nas últimas semanas de Kandahar, berço do movimento, estando situados nos arredores da segunda maior cidade do país, com 650 mil habitantes.

A ofensiva rebelde, lançada ao mesmo tempo que a retirada final das tropas internacionais do país, está agora quase completa.

De acordo com o Notícias ao Minuto, depois de ter conquistado vastas áreas rurais afegãs, os talibãs ameaçam, agora, várias capitais regionais.

Além de Kandahar, os talibãs aproximaram-se também de Herat (oeste), terceira mais populosa (600 mil habitantes), e de Lashkar Gah, capital da província de Helmand (sul), perto de Kandahar.

A queda de Kandahar, centro do regime talibã, no poder entre 1996 e 2001, seria um desastre para as autoridades afegãs.

As forças afegãs, que até agora pouco resistiram ao avanço dos talibãs, controlam apenas as principais estradas e capitais de província.

O líder da junta militar birmanesa, no poder desde o golpe de 01 de fFevereiro, comprometeu-se novamente a realizar eleições até agosto de 2023.

“Estamos a trabalhar para estabelecer um sistema multipartidário democrático”, disse Min Aung Hlaing, num discurso em assinalou seis meses desde o golpe militar.

Segundo escreve o Observador, em 26 de Julho, a junta anulou os resultados das eleições parlamentares de Novembro de 2020, ganhas pela Liga Nacional para a Democracia (LND) da prémio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, alegando que mais de 11 milhões de casos de fraude tinham sido detectados, acusação que o partido negou.

“Os votos foram manchados pela LND, que abusou indevidamente do poder executivo”, reiterou Min Aung Hlaing.

Em Kaley (oeste), os residentes marcharam sob bandeiras em homenagem aos muitos presos políticos, ao mesmo tempo que várias mensagens de opositores assinalaram a data nas redes sociais: “Prometo combater esta ditadura enquanto viver” e “Não nos ajoelharemos sob as botas dos militares”.

Em seis meses, 940 civis foram mortos, centenas desapareceram e mais de 5.400 estão presos, de acordo com os dados da organização não-governamental Associação de Assistência aos Presos Políticos.

Aung San Suu Kyi, de 76 anos, continua sob prisão domiciliária e foi acusada de vários delitos, incluindo corrupção, incorrendo em pesadas penas de prisão.

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