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O País – A verdade como notícia

Os professores do Ensino Superior em Angola ameaçam boicotar o arranque do ano lectivo, previsto para 4 de Outubro, se o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação não melhorar as condições de trabalho e os seus salários.

Trata-se de uma greve realizada por professores do Ensino Superior em Angola. Com a actual paralisação de actividades de preparação para o ano lectivo, os profissionais reivindicam a falta de condições para realização de seus trabalhos e melhorias nos salários.

Segundo o líder do Sindicato Nacional dos Professores do Ensino Superior de Angola, o silêncio do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia em relação às exigências dos professores que estão no caderno reivindicativo pode ameaçar o arranque do ano lectivo.

De acordo com as exigências, citadas pela RFI, os profissionais enfrentam vários problemas, entre eles, a rejeição de eleições para indicação de novos reitores nas universidades do ensino superior público.

“Nós vamos apelar à greve. A rejeição das eleições, os salários miseráveis e temos, ainda, o problema de falta de infraestruturas nas instituições de ensino superior”, enumerou Peres Alberto, também professor universitário, citado pela RFI.

Entretanto, a Associação dos Estudantes das Universidades Privadas de Angola avançou com uma petição esta terça-feira, solicitando ao Presidente de Angola a revogação do decreto que agrava em 25% as propinas no ensino superior e 15% no ensino geral.

A Coreia do Norte declarou hoje que testou com sucesso um míssil planador hipersónico, muito mais rápido e difícil de detectar, o que pode constituir um grande avanço tecnológico para o país.

O sucesso desse teste é “de grande importância estratégica”, já que Pyongyang busca “multiplicar por mil” as suas capacidades de defesa, disse a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA.

Os mísseis hipersónicos, segundo o Notícias ao Minuto, são muito mais rápidos do que os mísseis balísticos convencionais ou de cruzeiro e são muito mais difíceis de detectar e interceptar por sistemas de defesa antimísseis, com os quais os Estados Unidos gastam milhares de milhões de dólares.

O teste, realizado na província de Jagang, no norte do país, “confirmou o controlo de navegação e estabilidade do míssil”, bem como “a manobrabilidade de seu sistema de orientação e as características em voo planado da separação da ogiva hipersónica”, referiu Pyongyang.

O alegado lançamento do míssil, identificado como Hwasong-8, foi supervisionado por um membro sénior do Governo norte-coreano, Pak Jong-chon, de acordo com o comunicado, que não mencionou o líder Kim Jong-un.

O jornal oficial Rodong Sinmun publicou uma foto do míssil, equipado com um conjunto de palhetas-guia, erguendo-se no céu durante o dia.

O exército sul-coreano anunciou na terça-feira o lançamento de um “projétil não identificado” pela Coreia do Norte, mas, ao contrário do normal, não divulgou oficialmente a altitude máxima atingida pelo míssil ou a distância percorrida.

Hoje, os chefes do Estado-Maior conjunto disseram, em Seul, que os exércitos da Coreia do Sul e dos Estados Unidos são “capazes de detetar e interceptar” o tipo de míssil lançado.

Este é o terceiro míssil lançado por Pyongyang este mês. O primeiro foi de um míssil de cruzeiro de longo alcance e o segundo de um míssil balístico de curto alcance.

A Coreia do Norte está sujeita a várias sanções internacionais devido aos seus programas de armas nucleares e mísseis balísticos proibidos.

O desenvolvimento do míssil hipersónico é um dos cinco pontos “prioritários” do plano estratégico de armas de cinco anos, de acordo com a KCNA.

Este plano, apresentado em janeiro por Kim Jong-un, que elegeu, na altura, os Estados Unidos como “principal inimigo”, também prevê o desenvolvimento de um submarino com propulsão nuclear e mísseis balísticos intercontinentais.

Um tribunal federal na Califórnia autorizou, ontem, a extradição do ex-presidente peruano Alejandro Toledo para o seu país, onde está a ser processado num caso de corrupção.

Toledo, de 75 anos, liderou o Peru de 2001 a 2006 e é acusado de corrupção em ligação com o grupo de construção brasileira Odebrecht. O antigo Chefe de Estado residia na Califórnia, onde foi detido em Julho de 2019.

Em Maio de 2018, o Peru tinha enviado aos Estados Unidos um pedido de extradição relativo a Alejandro Toledo, suspeito de ter recebido 20 milhões de dólares em subornos do grupo Odebrecht para o contrato de construção de uma autoestrada, escreve o Noíticias ao Minuto, acrescentando que o ex-presidente negou as acusações.

O grupo de construção brasileiro está no centro de um enorme escândalo na política peruana e na América Latina.

O tribunal federal que considerou o pedido de extradição “acredita que existem provas suficientes de conluio e branqueamento de capitais”, de acordo com uma decisão proferida na terça-feira pelo Juiz Thomas Hixson.

Agora que o tribunal deu luz verde, a decisão final sobre a extradição de Alejandro Toledo, que se encontra em prisão domiciliária na Califórnia, cabe ao Governo dos EUA.

“Saudamos a decisão do juiz Hixson, que confirma a posição do Estado peruano sobre a extradição de Toledo para que ele possa ser julgado no nosso país”, reagiu o ministro da Justiça peruano, Anibal Torres no Twitter.

A corrente de lava que emergiu da erupção vulcânica em La Palma chegou ao mar, em uma zona de penhascos na costa de Tazacorte.

A lava foi caindo de forma lenta e a única coisa que se podia ver de longe são as pedras incandescentes que caem no mar, segundo a transmissão realizada pela Televisão Canária, a partir de uma embarcação, e as imagens disponibilizadas a partir do navio do Instituto Espanhol de Oceanografia Ramón Margalef.

A escuridão da noite não permitia ver as colunas de vapor de água que supostamente se devem ter formado em resultado do choque térmico da lava com a água do mar, colunas que transportam gases que podem ser tóxicos para os olhos e pulmões e a pele.

Mas constata-se um fumo negro, que faz parte do processo produzido pela queda da lava no mar.

De acodo com o Notícias ao Minuto, a lava tem estado a cair no mar a partir de uma altura de 100 metros, por um penhasco situado nas proximidades da praia El Guirre, em Tazacorte.

Depois da paragem na erupção na segunda-feira, o magma, segundo explicaram os especialistas, emergiu de zonas mais profundas, pelo que a lava está mais quente e se desloca com mais rapidez, especialmente nos últimos metros.

Os vulcanólogos advertiram nestes dias a população para que não se aproxime do rio de lava quando este entrar no mar, porque podem ocorrer novas explosões e intensificar-se o fumo com substâncias tóxicas para olhos, pulmões e pele.

A África do Sul comprometeu-se, ontem, com metas mais ambiciosas sobre as emissões de gases poluentes. Uma medida que visa ajudar na manutenção do aquecimento global sustentável.

A África do Sul informou o departamento do clima das Nações Unidas que vai limitar a emissão de gases de efeito de estufa a 150 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono até 2025 e ao máximo de 420 milhões de toneladas até 2030.

Segundo o vice-presidente para o clima e economia no centro de pesquisa World Resources Institute, as novas metas estão mais em linha com o objetivo global de limitar o aumento da temperatura em 1,5 graus até final do século, em comparação com o nível pré-industrial.

O novo objetivo representa um teto significativamente mais baixo quando comparado com o objetivo anterior. O limite inferior do objetivo também foi mudado, de 398 milhões de toneladas de dióxido de carbono até 2030 para 350 milhões de toneladas.

O país mais industrializado em África pretende aumentar o uso de energias renováveis e desvanecer a utilização de energia baseada no carvão, ao mesmo tempo que se prepara melhor para os efeitos das alterações climáticas, como a seca.

Pelo menos 34 pessoas perderam a vida em consequência de um ataque terrorista no noroeste da Nigéria. Segundo fontes locais, o ataque ocorreu neste domingo e um grupo de militares foi, igualmente, atacado pelos malfeitores.

“Homens não identificados atacaram a aldeia de Madamai, no distrito de Kaura, 34 residentes foram mortos no ataque e sete ficaram feridos”, confirmou o chefe da Segurança do Estado de Kaduna, Samuel Aruwan, citado pela imprensa internacional.

De acordo com a fonte, os soldados foram enviados para o local do ataque, onde ficaram sob fogo, antes de forçar os atacantes a recuar após uma intensa troca de tiros.

Para além das perdas de vidas humanas, algumas casas foram incendiadas pelos atacantes na periferia da aldeia, mas as tropas apagaram o fogo em três das casas e conseguiram resgatar seis residentes.

Em consequência da actuação das forças militares, dois suspeitos foram detidos e estão a ser interrogados.

O ataque de domingo na Nigéria é o mais recente de dezenas de ataques que têm aterrorizado a região há vários anos.

Bandos de criminosos, alguns com inspiração extremista religiosa, conhecidos localmente como ‘bandidos’, têm saqueado aldeias, roubado gado e raptadas pessoas, exigindo normalmente um resgate.

Só este ano, estes bandos atacaram escolas e universidades, tendo raptado mais de 1.400 estudantes, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), que calcula que pelo menos um milhão de crianças na Nigéria não podem ir à escola no ano letivo que começa este mês, por causa da violência na sequência dos raptos que ocorreram nos últimos meses.

Seis semanas antes da cimeira climática global deste ano (COP26), o Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Akinwumi A. Adesina, falou sobre a necessidade urgente de financiar a adaptação climática. Ele exortou o mundo desenvolvido a cumprir a sua promessa de 100 mil milhões de dólares por ano para as alterações climáticas.

O chefe do BAD comentou um dia depois de o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, ter feito o seu discurso principal na Assembleia Geral das Nações Unidas – um discurso em que o chefe da ONU falou de um planeta “sonâmbulo a uma catástrofe”.

Guterres fez soar o alarme para um mundo fustigado pelas alterações climáticas, conflitos, e a pandemia global da COVID-19. Apelou às “coligações de solidariedade” para enfrentarem a desigualdade, a instabilidade, as alterações climáticas e o que ele disse foi a emergência planetária do nosso tempo.

O secretário-geral da ONU elogiou os grandes passos dados pelo Banco Africano de Desenvolvimento. “O Banco Africano de Desenvolvimento estabeleceu a fasquia em 2019, atribuindo metade do seu financiamento climático à adaptação. Alguns países doadores seguiram o seu exemplo. Todos têm de o fazer”, disse Guterres.

“A minha mensagem a cada Estado-membro é esta! Não espere que outros dêem o primeiro passo. Faça a sua parte”, disse Guterres.

Por seu turno, Adesina saudou a mensagem do secretário-geral da ONU e o reconhecimento das acções do Banco Africano de Desenvolvimento. Ele disse que a acção e não as promessas nas áreas-chave da mitigação, finanças e adaptação são críticas.

“As acções para evitar os piores impactos do desastre climático devem começar com os países desenvolvidos a concretizarem o seu compromisso de financiamento climático “novo, adicional” e previsível a partir de um piso de 100 mil milhões de dólares por ano. Temos de aumentar a capacidade da África para a adaptação ao clima”, disse Adesina.

Em 2019, o BAD investiu 10,3 mil milhões em projectos de desenvolvimento no continente. Cerca de USD 3,6 mil milhões deste montante foram para o financiamento climático. Isto foi um aumento de quatro vezes em relação a 2016. Em 2020, o Banco investiu 63% do seu financiamento climático na adaptação, ultrapassando a paridade de 50:50 para a mitigação e adaptação climática exigida pelas Nações Unidas.

Vinte e sete de Outubro é o dia fixado para o sufrágio do Presidente que vai tomar as rédeas de Cabo Verde nos próximos anos. Face a este facto, José Maria Neves, candidato a Presidente do país, apelou para o distanciamento do Governo e que não haja imparcialidade, manipulação de dados e, muito menos, a censura da imprensa durante a cobertura do processo eleitoral.

“Eu gostaria de pedir que houvesse algum distanciamento do Governo, a imparcialidade dos órgãos de soberania, a não utilização dos recursos do Estado para a campanha eleitoral. E seriam condições anormais se o Governo entrasse, enquanto Governo, os ministros, os recursos do Estado, a manipulação de dados disponíveis pelo Estado, a censura à imprensa, o medo. Seriam condições anormais. Mas, mesmo assim, nós estaríamos a fazer tudo para ganhar”, afirmou Maria Neves, citado pelo Notícias ao Minuto.

José Maria Neves afirmou, ainda, que espera ser eleito logo na primeira volta, em 17 de Outubro, acreditando na vitória “mesmo em condições anormais”.

Face às críticas de José Maria Neves, ministra cabo-verdiana da Justiça, Joana Rosa disse que o Executivo está surpreendido pelas alegações do candidato.

“O Governo está estupefacto com a postura do candidato presidencial e acha estranho este comportamento, de quem já exerceu altas funções no Estado e que tem a obrigação de ser mais pedagógico, respeitar as instituições democráticas e não escolher o Governo com adversário”, rematou a governante, negando as acusações.

Pela frente, na votação de Outubro, José Maria Neves terá como principal adversário o também antigo Primeiro-ministro, Carlos Veiga (de 1991 a 2000), que já conta com o apoio oficial à candidatura, anunciada igualmente em Março, do Movimento para a Democracia (MpD, no poder), partido que fundou e também liderou.

A campanha eleitoral para as eleições presidenciais em Cabo Verde arranca na quinta-feira e José Maria Neves, que já visitou em pré-campanha as principais comunidades cabo-verdianas na diáspora, na Europa, América e África, promete ir “a todas as ilhas”.

Segundo escreve Notícias ao Minuto, o Tribunal Constitucional anunciou em 24 de Agosto que admitiu as candidaturas a estas eleições de José Maria Pereira Neves, Carlos Veiga, Fernando Rocha Delgado, Gilson Alves, Hélio Sanches, Joaquim Jaime Monteiro e Casimiro de Pina.

Esta é a primeira vez em que Cabo Verde regista sete candidatos oficiais a Presidente da República em eleições directas, depois de até agora o máximo ter sido quatro, em 2001 e 2011.

A Associação Cristã da Nigéria (CAN) disse que um grupo de 10 dos 121 estudantes sequestrados, a 05 de Julho, de um colégio cristão no Estado de Kaduna, no noroeste da Nigéria, foram libertados neste domingo.

Segundo declarações prestadas pelo reverendo John Joseph Hayab, à imprensa, onze estudantes ainda se encontram em cativeiro, entretanto espera-se que brevemente sejam libertados.

De acordo com o Notícias ao Minuto, o reverendo não especificou se foi pago um resgate para garantir a libertação dos estudantes, embora os meios de comunicação nigerianos digam que os pais dos estudantes podem ter pago cerca de 200 milhões de nairas, cerca de 415.000 euros.

A 05 de Julho, um grupo de pessoas atacou a Escola Secundária Bethel Baptist, na cidade de Chikun, disparando esporadicamente antes de levarem 121 alunos, que, entretanto, têm sido libertados em grupos.

Em consequência do referido ataque, as autoridades de Kaduna ordenaram o encerramento preventivo da escola e de outras doze na zona.

Dias após o rapto, os criminosos contactaram as autoridades escolares, pedindo cereais, óleo e feijão para alimentar os estudantes.

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