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O País – A verdade como notícia

A União Europeia (EU) advertiu, ontem, as autoridades de transição no Mali que qualquer iniciativa de recorrer à empresa paramilitar russa Wagner “terá consequências” na relação do país com o bloco europeu.

“A União Europeia associa-se à Comunidade Económica dos Países da África Ocidental (CEDEAO) na denúncia veemente de qualquer iniciativa das autoridades de transição malianas de utilizar a empresa paramilitar Wagner no Mali, o que teria consequências para a relação entre a União Europeia e o governo de transição maliense”, alertou o bloco europeu.

Segundo o Notícias ao Minuto, o aviso surge numa declaração do Alto Representante para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, na qual o gabinete de Josep Borrell elogiou o papel de liderança da CEDEAO durante uma recente conferência para analisar a situação política na Guiné-Conacri e no Mali.

A conferência de chefes de Estado e de Governo decorreu a 16 de Setembro, em Acra, capital do Gana.

“Neste contexto, a União Europeia congratulou-se com a decisão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental de dar início ao processo de revisão do Protocolo Adicional sobre Democracia e Boa Governação de 2001, a fim de reforçar a democracia, a paz e a estabilidade na região”, refere o comunicado.

A UE expressou “a sua profunda preocupação face à atual situação política na Guiné e no Mali, reafirmando a sua veemente condenação dos golpes de Estado” e exortou “todos os intervenientes nos dois países a agirem no respeito pelo Estado de direito, no interesse de paz e bem-estar de suas populações”.

Carlos Vila Nova tomou hoje posse como Presidente da República Democrática de São Tomé e Príncipe, sucedendo assim a Evaristo Carvalho, que não se recandidatou a um segundo mandato.

De 62 anos de idade, Carlos Vila Nova, foi eleito com o apoio do partido Ação Democrática Independente (ADI), na segunda volta das eleições presidenciais, em 05 de Setembro, com 57,54% dos votos, derrotando Guilherme Posser da Costa, apoiado pela actual maioria parlamentar MLSTP-PSD/PCD/MDFM/UDD, que suporta o executivo chefiado por Jorge Bom Jesus.

segundo escreve o Notícias ao Minuto, alguns líderes dos países da CPLP estiveram no país para assistir a cerimónia de tomada de posse do novo Presidente são-tomense, tal é o caso do Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, e o Presidente da República da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló.

Por seu turno, Angola fez-se representar pelo seu vice-presidente, Bornito de Sousa, assim como a Nigéria, pelo vice-presidente Yemi Osinbajo, a Guiné Equatorial pelo presidente da Câmara dos Deputados, Gaudêncio Mesu, o Gabão pelo presidente da Assembleia Nacional, Faustin Boukoubi, e Cabo Verde pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional, Rui Figueiredo Soares.

Vila Nova, engenheiro de telecomunicações, que foi ministro nos governos liderados por Patrice Trovoada, é o quinto Presidente de São Tomé e Príncipe, cargo anteriormente ocupado por Manuel Pinto da Costa, Miguel Trovoada, Fradique de Menezes e Evaristo Carvalho.

Durante o seu mandato, São Tomé e Príncipe deverá presidir à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), entre 2023 e 2025, depois da atual presidência de Angola, decisão que foi anunciada na semana passada.

Após anúncio da expulsão de sete funcionários das agências das Nações Unidas pelas autoridades etíopes, a Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu uma queixa formal ao país.

Segundo esclareceu o porta-voz da ONU, Farhan Haq, citado pelo Notícias ao Minuto, o secretário-geral da organização, António Guterres, disse em chamada telefónica que manteve com o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, que a decisão do Governo estava em contradição com as obrigações decorrentes da Carta das Nações Unidas.

Entretanto, não foi divulgada a resposta do ministro etíope em relação a confrontação de Guterres.

Segundo escreve a imprensa portuguesa, as Nações Unidas enviaram “uma nota verbal à missão permanente da Etiópia para esclarecer que é uma posição legal de longa data da Organização não aceitar a aplicação da doutrina ‘persona non grata’ em relação aos funcionários da ONU”, esclareceu Farhan Haq, numa conferência de imprensa.

“Esta é uma doutrina que se aplica aos agentes diplomáticos, ou utilizada por um Estado contra outro Estado. A aplicação desta doutrina aos funcionários da ONU é contrária às obrigações decorrentes da Carta das Nações Unidas e aos privilégios e imunidades que devem ser concedidos à ONU e aos seus funcionários”, avançou o porta-voz, citado pelo Notícias ao Minuto.

Na quinta-feira, o Governo etíope anunciou a expulsão no prazo de 72 horas de sete funcionários de agências da ONU acusados de “interferirem” nos seus assuntos internos, incluindo membros do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA).

A Etiópia anunciou ontem que vai expulsar do país sete responsáveis de agências das Nações Unidas. Segundo as autoridades locais em, causa está a alegada “interferência” em assuntos internos, no que diz respeito à guerra no Tigray.

De acordo com a RFI, que cita a casa da diplomacia local “o Ministério dos Negócios Estrangeiros etíope, em cartas emitidas hoje, declarou sete pessoas que trabalham para várias ONG internacionais na Etiópia ‘persona non grata’ por interferirem nos assuntos internos do país”.

Ademais, o executivo etíope deu 72 horas aos sete funcionários de agências da ONU, entre elas o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), para abandonarem o país.

Segundo escreve a imprensa internacional, esta decisão surge um dia após a entrevista do chefe humanitário das Nações Unidas à agência de notícias AP, onde falou sobre a crise na Etiópia e classificou-a como uma “mancha” na consciência.

Por seu turno, o secretário-geral da ONU, António Guterres, mostrou-se chocado com a notícia e salientou que “todas as operações humanitárias da ONU são guiadas pelos princípios fundamentais da humanidade, imparcialidade, neutralidade e independência”.

A França, igualmente, reagiu à notícia e reiterou que os funcionários da ONU devem continuar as suas missões, uma vez que a crise humanitária no país continua a piorar, com mais de 5 milhões de pessoas a viverem numa situação de insegurança alimentar.

Os Estados Unidos da América, não ficaram alheios a situação, tendo, também, condenado “veementemente” a decisão da Etiópia e garantiram que “não hesitarão” em usar as “ferramentas à sua disposição” caso sejam necessárias.

De salientar que a Etiópia vive um período de grande instabilidade política e social após o início da guerra em novembro do ano passado, que parece não estar perto do fim.

O vulcão mais activo do mundo, Kilauea, entrou em irrupção desde ontem. Situado no estado norte-americano do Havai, o Kilauea é um dos mais jovens do mundo e o mais activo do Planeta.

Até ao momento, a erupção está a decorrer dentro dos limites do Parque Nacional dos Vulcões do Havai, que permanece aberto.

A última erupção do vulcão tinha ocorrido em Dezembro de 2020, quando um lago cheio de água que se formou na cratera evaporou, sendo substituído por um lago de lava.

A Argélia começou esta semana a produzir localmente vacinas contra a COVID-19, tornando-se no primeiro país africano com licença para produzir o imunizante.

Numa altura em que a Organização das Nações Unidas anunciou como estável a situação da pandemia do novo Coronavírus no continente africano, a Argélia começou, esta quarta-feira, a produzir a vacina contra a COVID-19, desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac em parceria com a Saidal Group, uma empresa farmacêutica local.

As autoridades de saúde locais estimam produzir cerca de oito milhões de doses dos imunizantes por mês, garantiu Amine Ben Abderrahmane, Primeira-ministra da Argélia, citada pela Africanews, no âmbito do lançamento da fábrica farmacêutica na cidade oriental de Constantino.

Segundo Lotfi Djamel Benbahmed, ministro da Indústria Farmacêutica, citado pela Africanews, o país não só está a produzir vacinas, como pretende exportá-las, com vista a contribuir para a rápida inoculação da população africana.

A farmacêutica argelina Saidal Group foi, até agora, a única empresa africana a ter licença para produzir as vacinas contra a COVID-19.

A Coreia do Norte testou um míssil antiaéreo nesta quinta-feira, segundo divulgou a agência de notícias norte-coreana KCNA. O teste do míssil antiaéreo acontece  três dias após a Coreia do Norte ter testado com sucesso um míssil planador hipersónico, muito mais rápido e difícil de detectar.

E mais, o recente teste foi feito horas antes de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), convocada pelos EUA, França e Reino Unido, aquando do teste do míssil antiaéreo feito por Kim Jong-un nesta quarta-feira.

“O notável desempenho de combate do míssil foi verificado, com a introdução de novas tecnologias”, disse a agência oficial, citada pelo Notícias ao Minuto.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, o novo lançamento parece ser uma provocação antes da reunião de hoje do Conselho de Segurança para discutir o anterior lançamento de mísseis de Pyongyang, que os norte-coreanos afirmam ser hipersónico.

A reunião de emergência deveria ter tido lugar na quinta-feira, mas foi adiada para hoje na sequência de um pedido da China e da Rússia.

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, rejeitou a proposta de diálogo com os Estados Unidos da América (EUA) e acusa Joe Biden de continuar “a política hostil dos seus antecessores”. Mesmo assim, os EUA reiteram o apelo ao diálogo e negam ter “qualquer intenção hostil” em relação ao país asiático.

De acordo com a RFI, o líder norte-coreano diz não acreditar nas propostas de diálogo feitas pelos Estados Unidos, por se tratar de uma “fachada”.

Face ao posicionamento de Jong-un, os EUA afirmaram não ter intenções maléficas contra o país asiático e por isso, reiteram sua prontidão para manter um encontro sem condições prévias.

Refira-se que nesta semana, a Coreia do Norte anunciou ter testado um novo míssil hipersónico que, a ser confirmado, poderia ser um progresso tecnológico importante.

Ainda nesta quinta-feira, o Conselho de Segurança da ONU reúne-se de emergência para falar sobre a Coreia do Norte, a pedido dos Estados Unidos, da França e do Reino Unido.

Os partidos de oposição na África do Sul instaram, ontem, ao Governo do Congresso Nacional Africano (ANC) a recuperar 150 milhões de rands resultantes de fraude e corrupção pública no Ministério da Saúde.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, o Presidente da República sul-africano e líder do ANC, Cyril Ramaphosa, autorizou ontem a divulgação do relatório da Unidade de Investigações Especiais (SIU) à corrupção milionária no Ministério da Saúde.

No referido documento, apresentado em Junho ao chefe do Executivo sul-africano, a SIU implica altos funcionários do Ministério da Saúde e o ex-ministro Zweli Mkhize, juntamente com familiares diretos e seus associados, num esquema de corrupção milionário de campanhas de comunicação com verbas para o combate à COVID-19.

Em declarações à News24, a porta-voz para a área da Saúde do Aliança Democrática (DA), Siviwe Gwarube, referiu que o relatório da investigação da SIU, aos contratos irregulares do Ministério da Saúde com a empresa de comunicação Digital Vibes, “descreve um Estado de máfia em vez de uma democracia constitucional”.

Por seu turno, o líder do Movimento Democrático Unido (UDM), Bantu Holomisa, citado pelo Notícias ao Minuto, questionou ainda se o actual Governo “irá agir para recuperar o dinheiro roubado e processar os responsáveis”.

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