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O País – A verdade como notícia

José Maria Neves foi ontem eleito, à primeira volta, Presidente da República de Cabo Verde. O recém-eleito Presidente já recebeu felicitações do seu principal opositor, Carlos Veiga, também antigo primeiro-ministro que falha a eleição pela terceira vez.

O último domingo foi de festa para o antigo primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, eleito o quinto Presidente da República de Cabo Verde, com 51,5% dos votos, contra 42,6% do seu principal opositor, Carlos Veiga.

Actualmente professor universitário, José Maria Neves, de 61 anos de idade, contou nesta candidatura com o apoio do Partido Africano da Independência de Cabo Verde, na oposição, que liderou e pelo qual foi primeiro-ministro cabo-verdiano de 2001 a 2016.

O recém-eleito Presidente José Maria Neves foi militante e presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde a cerca de 40 anos, de acordo com o Expresso de Portugal.

Além dessas funções, José Maria Neves foi deputado nacional, presidente de câmara Santa Catarina e ministro.

De acordo com o Notícias ao Minuto, Carlos Veiga falhou a eleição a Presidente da República cabo-verdiana pela terceira vez. Apesar da derrota, o candidato admitiu o resultado e disse que já felicitou telefonicamente José Maria Neves e declarou: o povo falou e a democracia triunfou.

Myanmar, antiga Birmânia, vai libertar mais de cinco mil pessoas, detidas por protestar contra o golpe militar de Fevereiro, anunciou hoje o líder da junta no poder.

Um total de 5.636 presos vão ser perdoados e libertados antes da festa de Thadingyut, que começa na terça-feira, disse o general birmanês Min Aung Hlaing, dias depois de ter sido excluído de participar na próxima cimeira da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), de 26 a 28 de Outubro.

De acordo com o Notícias ao Minuto, a organização, que integra 10 países do Sudeste Asiático, considerou os progressos da junta insuficientes para restaurar o diálogo no país.

Por outro lado, as autoridades birmanesas rejeitaram os pedidos de envio de um representante especial da ASEAN para dialogar com todas as partes, incluindo com a ex-líder e prémio Nobel da paz Aung San Suu Kyi, de 76 anos, deposta pelos militares, em Fevereiro.

Desde o golpe militar de 01 de Fevereiro, o exército reprimiu violentamente as manifestações contra o regime, em acções que causaram a morte de mais de 1.100 civis e cerca de sete mil detidos, de acordo com uma organização não governamental Associação de Assistência aos Presos Políticos, que registou casos de tortura, violações e execuções extrajudiciais.

Quase 400 mil cabo-verdianos escolhem, hoje, no arquipélago e na diáspora, o quinto Presidente da República de Cabo Verde, nas terceiras eleições que o país realiza no último ano e em contexto de pandemia.

As urnas para estas eleições presidenciais abrem às 07:00 locais e fecham pelas 18:00, com um total de 1.053 mesas de voto distribuídas pelo arquipélago e 243 na diáspora, 64 das quais em Portugal.

Estas eleições encerram o ciclo eleitoral iniciado em 25 de Outubro de 2020, com as autárquicas, que prosseguiu em 18 Abril passado, com as legislativas, sempre com a aplicação de medidas de protecção sanitária, como a utilização de máscara e desinfecção obrigatória à entrada das assembleias de voto, devido à pandemia de covid-19.

De acordo com Notícias ao minuto, caso nenhum dos sete candidatos que se apresentam hoje a sufrágio obtenha a maioria absoluta, os dois mais votados disputam uma segunda volta, já agendada para 31 de Outubro.

Segundo o caderno eleitoral publicado pela Direção Geral de Apoio ao Processo Eleitoral (DGAPE) em 23 de Setembro, estão inscritos para votar nos 22 círculos eleitorais do país 342.777 eleitores, enquanto os 16 círculos/países no estrangeiro contam 56.087 eleitores recenseados, totalizando assim 398.864 cabo-verdianos em condição de votar.

Na diáspora, o círculo de Portugal é o que conta com mais inscritos para votar nas eleições presidenciais, 17.914 eleitores, e o quinto com mais votantes incluindo os círculos nacionais.

O Tribunal Constitucional admitiu as candidaturas a estas eleições de José Maria Pereira Neves, Carlos Veiga, Fernando Rocha Delgado, Gilson Alves, Hélio Sanches, Joaquim Jaime Monteiro e Casimiro de Pina.

Esta é a primeira vez que Cabo Verde regista sete candidatos oficiais a Presidente da República em eleições directas, depois de até agora o máximo ter sido quatro, em 2001 e 2011.

A estas eleições já não concorre Jorge Carlos Fonseca, que cumpre o segundo e último mandato como Presidente da República.

As eleições presidenciais de Cabo Verde vão ser acompanhadas em todo o país por 104 observadores internacionais, de acordo com informação da Comissão Nacional de Eleições (CNE), sendo 30 da União Africana, numa missão liderada pelo diplomata e antigo ministro angolano Ismael Gaspar Martins, 71 da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e três da embaixada dos Estados Unidos da América na Praia.

De acordo com a Constituição de Cabo Verde, o Presidente da República é eleito por sufrágio universal e direto pelos cidadãos eleitores recenseados no território nacional e no estrangeiro.

Só pode ser eleito Presidente da República o cidadão “cabo-verdiano de origem, que não possua outra nacionalidade”, maior de 35 anos à data da candidatura e que, nos três anos “imediatamente anteriores àquela data tenha tido residência permanente no território nacional”.

Cabo Verde já teve quatro Presidentes da República desde a independência de Portugal em 1975, sendo o primeiro o já falecido Aristides Pereira (1975-1991) por eleição indirecta, seguido do também já defunto António Mascarenhas Monteiro (1991–2001), o primeiro por eleição directa, em 2001 foi eleito Pedro Pires e 10 anos depois Jorge Carlos Fonseca.

As anteriores presidenciais em Cabo Verde, que reconduziram o constitucionalista Jorge Carlos Fonseca como Presidente da República, realizaram-se em 02 de outubro de 2016 (eleição à primeira volta, com 74% dos votos).

O ex-governador do Banco Central do Irão, Valliollah Seif, foi condenado a 10 anos de prisão por violação do sistema monetário daquele país, sentença da qual pode ainda recorrer, segundo anunciou o Ministério da Justiça iraniano.

Segundo a agência de notícias Associated Press (AP), Valliollah Seif esteve também implicado em contrabando de moeda estrangeira.

O número dois do antigo governador, Ahmad Araghchi, foi igualmente condenado, mas a oito anos de prisão, pelos mesmos crimes, havendo mais oito envolvidos no processo, também punidos com penas de prisão.

Seif foi governador do Banco Central do Irão durante cinco anos, de 2013 a 2018, e Araghchi o número dois da instituição entre 2017 e 2018.

Segundo a televisão estatal iraniana, citada pela AP, Valliollah Seif esteve envolvido em violações do mercado monetário em 2016, altura em que a moeda iraniana (Rial) sofreu perdas consideráveis de valor em relação às principais moedas estrangeiras.

O tribunal acredita que os arguidos injectaram ilegalmente 160 milhões de dólares e 20 milhões de euros no mercado, de acordo com o Notícias ao Minuto.

Em 2017, quando Araghchi assumiu o cargo, a taxa de câmbio do Rial era de 39.000 face ao dólar norte-americano, mas atingiu mais de 110.000 em 2018.

A alteração cambial coincidiu com as severas sanções impostas pelos Estados Unidos da América a Teerão, depois de o então Presidente norte-americano Donald Trump ter retirado os Estados Unidos do acordo nuclear assinado em 2015.

As sanções fizeram com que as exportações de petróleo do Irão, a principal fonte de rendimento do país, caíssem drasticamente.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, apela ao envolvimento de todos para garantir segurança alimentar no mundo. Guterres diz que quase metade da população mundial, 3 bilhões de pessoas, “não consegue pagar uma dieta saudável”.

Numa mensagem alusiva ao Dia Mundial de Alimentação, António Guterres diz que entre 720 e 811 milhões de habitantes do planeta enfrentaram a fome em 2020, o que representa uma alta no total de subnutridos.

Para o líder das Nações Unidas, o Dia Mundial não lembra apenas a importância dos alimentos para todos, mas é também um apelo à acção para garantir segurança alimentar no mundo.

No seu discurso, António Guterres alerta que a fome está cada vez mais a aumentar no mundo. Na mesma senda, tem-se verificado o aumento do número de pessoas desnutridas e obesas.

Um dos factores que contribuiu para o aumento da fome no mundo é a pandemia da COVID-19, que criou um impacto económico e deixou “mais 140 milhões de pessoas sem acesso aos alimentos de que precisam”.

Guterres chamou a atenção para o tema “As nossas acções são nosso futuro.” Ele destacou que em Setembro o mundo se juntou na Cúpula dos Sistemas Alimentares das Nações Unidas, onde países assumiram compromissos ousados para transformar o sector e tornar as dietas saudáveis mais baratas e acessíveis.

O chefe das Nações Unidas sublinhou que se deve repensar a forma de consumo alimentar e as escolhas mais saudáveis em favor das pessoas e do planeta. O secretário-geral vê esperança para o futuro dos sistemas alimentares.

 

PR PORTUGUÊS DESTACA COMBATE ÀS ASSIMETRIAS 

O Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, destacou a necessidade de combater as desigualdades ainda existentes nos dias de hoje, para que se consiga atingir o objetivo de erradicar a fome, por todo o mundo.
Numa mensagem alusiva ao Dia Mundial de Alimentação, Rebelo de Sousa enalteceu o empenho com o qual as pessoas têm contribuído para “garantir acesso a bens alimentares de qualidade e a uma alimentação saudável e nutricionalmente equilibrada, desde agricultores, pescadores, profissionais do ramo agro-pecuário e alimentar até aos profissionais de saúde”.

O líder português enalteceu ainda a importância da Dieta Mediterrânica, reconhecida como património cultural e imaterial da humanidade pela UNESCO, que, por ser um modelo de consumo alimentar diversificado e sustentável, pode contribuir para esses objetivos, nomeadamente num cenário ainda tão incerto de alterações climáticas que nos podem trazer dificuldades acrescidas.

A Rússia registou pela primeira vez em 24 horas 1.002 mortes por COVID-19, ultrapassando a marca de 1.000 óbitos diários desde o início da pandemia, segundo anunciaram as autoridades de saúde do país.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, citando as autoridades russas, foi registado um novo recorde diário de 33.208 infecções pelo vírus.

“O número acumulado de mortes por COVID-19 desde o início da pandemia na Rússia é de 222.315, embora os números oficiais sobre o excesso de mortes no mesmo período tenham triplicado esse número”, escreve o Notícias ao Minuto.

Quanto aos infectados, a Rússia está perto de atingir 8 milhões e é o quinto país do mundo em número de casos, atrás dos Estados Unidos, Índia, Brasil e Reino Unido.

As autoridades do país pedem repetidamente que a população seja vacinada, já que a campanha de imunização está a progredir muito lentamente, apesar de a Rússia ter vacinas produzidas internamente em quantidade suficiente.

Apenas 45,8 milhões de pessoas, 31,4% da população, receberam o esquema vacinal completo.

A COVID-19 provocou pelo menos 4.878.719 mortes em todo o mundo, entre mais de 239 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo Coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

Os militares nigerianos anunciaram a morte de Abu Musab al-Barnawi, o chefe do ramo da África Ocidental do grupo do Estado islâmico.

“Ele está morto e continua morto”, disse o Chefe do Estado-Maior General de Defesa Lucky Irabor.

O General Irabor não deu quaisquer pormenores sobre as circunstâncias da morte de Barnawi, que foi noticiada pela primeira vez em Setembro.

A província da África Ocidental do Estado islâmico (Iswap) não comentou as alegações.

O Iswap tem sido visto como o grupo jihadista mais forte na Nigéria desde a morte do líder de Boko Haram, Abubakar Shekau, no início deste ano.

Desde então, milhares de combatentes de Boko Haram renderam-se tanto aos militares como alegadamente ao Iswap.

Quem era Barnawi?

Pouco se sabe sobre Barnawi, incluindo a sua idade e aparência.

Acredita-se que era o filho mais velho do fundador de Boko Haram, Mohammed Yusuf. Era visto como um relativamente moderado, evitando as políticas mais extremas de Boko Haram, como a utilização de crianças como bombistas suicidas, e o alvo indiscriminado dos muçulmanos.

Após a morte do seu pai sob custódia policial em 2009, Shekau foi nomeado como o novo líder do grupo. Barnawi serviu como porta-voz de Boko Haram, mas entrou frequentemente em conflito com Shekau e outros líderes seniores e em 2013 desertou para Ansaru – um Boko Haram com ligações à Al-Qaeda.

Apesar das suas diferenças, os dois grupos trabalharam por vezes em estreita colaboração.

Para ajudar a elevar o perfil internacional de Boko Haram, Shekau alinhou o grupo com o Estado islâmico (SI) em 2015. No ano seguinte, o SI nomeou Barnawi como o novo wali de Boko Haram (árabe para governador), causando uma grande rixa interna. Os analistas acreditam que a mudança de liderança foi motivada por confrontos ideológicos entre Shekau e a liderança central do SI.

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre pobreza extrema revelou ontem que o aumento do trabalho infantil, que se tem registado durante a pandemia da COVID-19, pode transformar-se em desvantagem muito grande, em especial para África.

O relator especial das Nações Unidas sobre Pobreza Extrema e Direitos Humanos, Olivier de Schutter, citando o UNICEF, sublinhou que, até 2020, havia mais de 160 milhões de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil em todo o mundo, um número que aumentou significativamente devido à pandemia, e que esta dimensão social vai transferir os impactos da COVID-19 para gerações futuras, segundo escreve o Notícias ao Minuto.

“O que aconteceu em muitos países é que houve o encerramento das escolas, por períodos mais ou menos longos, e muitas crianças perderam o contacto com a Educação, porque não têm acesso à internet em casa”, acrescentou Olivier de Schutter.

O relator explica que umas das razões que leva as crianças a enveredarem pelo trabalho infantil tem a ver com o facto de estas terem de trabalhar para sustentar as suas famílias que perderam fontes de rendimento ou para aumentar o rendimento colectivo.

Olivier de Schutter disse, ainda, que a falta de protecção social, especialmente nos países africanos, possibilitou o ciclo vicioso da pandemia da COVID-19 que não só afecta os adultos de hoje, mas também vai afectar as gerações futuras.

“As crianças, que abandonaram a escola ou cujos resultados educacionais se agravaram como resultado da crise, formam realmente um ‘handicap’ muito forte que o continente pode ter de enfrentar”, disse o especialista, denunciando a gravidade do problema.

Por seu turno, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o UNICEF alertaram, segundo o Notícias ao Minuto, num relatório de 10 de Junho, que o número de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil chegou a 160 milhões em todo o mundo — um aumento de 8,4 milhões de meninas e meninos nos últimos quatro anos, de 2016 a 2020.

“Outros 8,9 milhões correm o risco de ingressar nessa situação até 2022, devido aos impactos da COVID-19”, indica ainda o relatório.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que os esforços feitos para mitigar a pandemia da COVID-19 têm contribuído para a redução de anos de progressos dos estudos sobre a tuberculose, facto que tem aumentado o número de mortes devido a doença “pela primeira vez em mais de uma década”.

De acordo com o mais recente Relatório Global da Tuberculose, citado pelo Notícias ao Minuto, em 2020 morreram mais pessoas com a doença infecciosa do que no ano anterior.

“Aproximadamente 1,5 milhão de pessoas morreram de tuberculose” no ano passado, “incluindo 214 mil pessoas seropositivas”, um dos grupos de maior risco, conclui a OMS, receando que o número de infectados e mortos com tuberculose “possa ser muito mais elevado em 2021 e 2022”.

No mesmo documento, consta que o aumento do número de mortes aconteceu, sobretudo, nos 30 países com índices mais elevados de tuberculose, entre os quais Angola, Brasil, China, Índia, Indonésia, Moçambique, Nigéria ou África do Sul.

No relatório, segundo o Notícias ao Minuto, a OMS estima que “cerca de 4,1 milhões de pessoas” afectadas actualmente pela tuberculose não tenham sido diagnosticadas com a doença ou não tenham sido “oficialmente reportadas às autoridades nacionais”.

Em 2020, o número de pessoas que tiveram acesso ao tratamento preventivo para a doença baixou 21 por cento, em relação a 2019, frisa a OMS.

A OMS constata, ainda, uma diminuição da despesa com serviços essenciais relacionados com a tuberculose, a doença infecciosa mais mortífera a seguir à COVID-19.

“Em muitos países, foram realocados recursos humanos, financeiros e outros para a resposta à COVID-19”, observa a organização, considerando que “o principal desafio” abarca a interrupção no acesso a serviços de controlo da tuberculose e a redução dos recursos.

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