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O País – A verdade como notícia

Desabamento de prédio no Cairo provoca seis mortos

Entre as vítimas mortais estão três crianças. Sete pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para unidades hospitalares. Pelo menos seis pessoas morreram, incluindo três crianças,

Desabamento de prédio no Cairo provoca seis mortos

Entre as vítimas mortais estão três crianças. Sete pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para unidades hospitalares. Pelo menos seis pessoas morreram, incluindo três crianças,

Ao 13º dia de guerra na Ucrânia, a Rússia já soma mais de 5.500 sanções internacionais e ultrapassou os países que eram, até agora, os mais castigados a nível mundial, como Irão e Coreia do Norte, escreve o Observador.

A Rússia está a ser amplamente condenada por vários países ao redor do mundo, com uma série de sanções por ter invadido a Ucrânia. Depois dos Estados Unidos, seguiram pelo mesmo caminho a Alemanha, União Europeia, Japão, Nova Zelândia, Taiwam, Reino Unido, França, Suíça, Austrália, Canadá, Coreia do Sul, entre outros países.

Os Estados Unidos, a União Europeia e Reino Unido, por exemplo, adoptaram sanções destinadas a congelar os bens do Presidente Vladimir Putin e do seu ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavron. Esses países também pretendem sancionar o banco central russo e retirar alguns credores do país do sistema de pagamentos globais Switf, além de outras sanções económicas.

Segundo a Folha de São Paulo, os activos de Vladimir Putin, detidos na União Europeia, EUA e Reino Unido, estão congelados, mas ele ainda pode viajar para essas jurisdições.

As sanções da UE contra a Rússia já abrangem mais de 500 indivíduos e mais de 50 entidades.

Segundo a CNN Portugal, as sanções têm como objectivo atingir os sectores financeiros, energéticos e transportes, e incluir controlos na exportação e proibições nos financiamentos comerciais.

A Presidente da Comissão Europeia, Von der Leyen, disse que vão afectar, agora, 70% do sector bancário russo e das companhias estatais e procuram tornar “impossível que a Rússia actualize as suas refinarias petrolíferas”.

As sanções procuram também limitar o acesso da Rússia a tecnologias sensíveis, bem como a componentes e equipamentos aeronáuticos.

A Rússia voltou a comprometer-se com o cessar-fogo para retirada de cidadãos em corredores humanitários. O anúncio surge depois de a Ucrânia ter acusado as Forças russas de não cumprirem dois cessar-fogos.

Moscovo vai permitir, hoje, a abertura de corredores humanitários em quatro cidades ucranianas, nomeadamente Kiev, Mariupol, Kharkiv e Sumi. Segundo as agências de notícias russas, citadas pela imprensa internacional, a informação foi conferida à Cruz Vermelha, à Organização para a Segurança e Cooperação na Europa e à ONU.

As Forças Armadas russas alegam que a decisão foi tomada perante a situação humanitária catastrófica e o seu forte agravamento nas quatro cidades.

Um dos corredores será aberto a partir de Kiev, passando pelas cidades de Gostomel, chegando a Chernobyl e às cidades bielorrussas de Gden e Gomel, com o posterior transporte, por via aérea, das pessoas deslocadas para a Federação Russa.

A partida de Mariupol será por duas vias. A primeira rota segue para Rostov-on-Don, já na Rússia, e depois por via aérea, ferroviária e rodoviária, para destinos seleccionados ou centros de alojamento temporário. O segundo é entre Mariupol e Magush, na bacia de Donetsk.

A rota de Kharkiv segue para Belgorod, já na Federação Russa, para depois fazer chegar os refugiados por via aérea, ferroviária e rodoviária para destinos seleccionados ou centros de alojamento temporário.

Já a partir de Sumi estão estabelecidas duas rotas: a primeira para Belgorod e a segunda para Poltava, na Ucrânia.

 

 

Cerca de 20 mil combatentes estrangeiros já se voluntariaram para ajudar a Ucrânia a lutar contra a Rússia. A notícia foi divulgada, no domingo, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, no canal de televisão americano CNN, citado pela Lusa.

Segundo Dmytro Kouleba, os voluntários foram convidados a se candidatarem nas embaixadas ucranianas nos seus respectivos países.

“Neste momento, o número de voluntários é de cerca de 20 mil, principalmente de países europeus”, afirmou Dmytro.

Segundo o chefe da diplomacia ucraniana, “muitas pessoas odiaram a Rússia” durante anos, mas não se atreveram a opor-se-lhe.
Quando as pessoas viram que os ucranianos estavam a lutar, que não estavam a desistir, isso empurrou-os para se juntarem à luta”, acrescentou.

Dmytro Kouleba disse que compreende a necessidade de lutar contra a Rússia e destacou que o mais importante do que isso era combater a assistência política, económica e militar do resto do mundo, especialmente para a defesa aérea.

O número de pessoas que fogem do conflito na Ucrânia ultrapassou os 1,5 milhões, tornando esta a crise de refugiados “de crescimento mais rápido” na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, avisou hoje a ONU, citada pela AFP.

“Mais de 1,5 milhões de refugiados da Ucrânia saíram para os países vizinhos em dez dias. Esta é a crise de refugiados de crescimento mais rápido na Europa desde a Segunda Guerra Mundial”, escreveu o Alto-Comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi, numa publicação na rede social Twitter, citada pela agência de notícias francesa.

A Rússia lançou, na madrugada de 24 de Fevereiro, uma ofensiva militar à Ucrânia e as autoridades de Kiev contabilizaram, até ao momento, mais de 2.000 civis mortos, incluindo crianças.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas para isolar ainda mais Moscovo.

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, disse ao secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, que a China se opõe a quaisquer acções que “lancem mais achas para a fogueira” na Ucrânia.

Segundo o Notícias ao Minuto, Wang pediu negociações para resolver a crise na Ucrânia, bem como conversas sobre a criação de um mecanismo de segurança europeu equilibrado, de acordo com um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

Num telefonema realizado no sábado, o diplomata chinês disse, ainda, que os EUA e a Europa devem prestar atenção ao impacto negativo que a expansão da NATO para o leste tem para a segurança da Rússia.

Durante a conversa, Blinken mais uma vez pressionou a China a ser mais crítica com a Rússia, indicou o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano Ned Price, em comunicado.

A China, por enquanto, tem evitado condenar a invasão russa da Ucrânia, tendo expressado oposição às sanções unilaterais impostas a Moscovo pelos Estados Unidos, UE e outros países ocidentais.

O telefonema entre os dois chefes de diplomacia concentrou-se no conflito “premeditado e injustificado” provocado pela Rússia, disse o Departamento de Estado dos EUA.

Blinken aproveitou a oportunidade para lembrar a Wang que “o mundo está atento para saber quais as nações que defendem os princípios básicos de liberdade, autodeterminação e soberania”.

O secretário de Estado norte-americano também sublinhou que o mundo está a agir em uníssono para responder à agressão russa, procurando fazer com que Moscovo pague um preço alto pelas suas acções.

Pequim tem defendido a soberania territorial das nações, mas manteve uma posição ambígua em relação ao conflito na Ucrânia e absteve-se em duas votações de condenação à Rússia na ONU, uma no Conselho de Segurança e outra na Assembleia-Geral.

A Assembleia Nacional da África do Sul só tomou conhecimento a 28 de Fevereiro passado, sobre a prorrogação da missão militar da Força Nacional de Defesa daquele país para o combate ao terrorismo em Cabo Delgado, norte de Moçambique.

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, alargou até 15 de Abril o destacamento da Força Nacional de Defesa da África do Sul em Moçambique no âmbito da missão militar em Cabo Delgado. Entretanto, a medida, tomada na segunda semana de Janeiro, no Malawi, ainda não era do conhecimento do Parlamento.

Os militares da Força Nacional de Defesa da África do Sul continuarão a apoiar a República de Moçambique no período de 16 de Janeiro de 2022 a 15 de Abril de 2022, lê-se na carta do Presidente Cyril Ramaphosa, datada de 28 Fevereiro deste ano, mas divulgada somente na última sexta-feira pelo Parlamento sul-africano.

A notícia é avançada pela News24, acrescentando que, de acordo com a carta do Chefe de Estado à Presidente da Assembleia Nacional, Nosiviwe Mapisa-Nqakula, as tropas sul-africanas são compostas 1.495 homens, para uma operação que vai custar de 984 milhões de rands, dos 29,5 milhões de dólares previstos pela Comunidade de Desenvolvimento da África Austral para até Abril.

O alargamento da missão da SADC em Cabo Delgado foi decidida em Janeiro deste ano, numa Cimeira de Chefes de Estado da SADC em Lilongwe, no Malawi.

A Constituição da África do Sul obriga o Presidente a informar o Parlamento prontamente sobre assuntos como o que a 28 de Fevereiro deu a conhecer à Assembleia Nacional.

Contudo, Ramaphosa ainda não tinha informado à Assembleia Nacional sobre a continuidade do apoio da África do Sul no combate ao terrorismo em Cabo Delgado.

A Agência de Informação de Moçambique cita o ministro sombra para a Defesa na África do Sul, Kobus Marais, a esclarecer que o Parlamento foi informado da decisão de extensão da missão militar em Cabo Delgado na noite de quinta-feira, durante a reunião do Comité Permanente Conjunto para a Defesa.

Nesse sentido, foi solicitado ao presidente do Comité Parlamentar para se inteirar, junto do gabinete do presidente Ramaphosa, sobre as razões pelas quais só informou a 28 de Fevereiro sobre a prorrogação da missão em Cabo Delgado.

A Rússia anunciou, este sábado, cessar-fogo temporário para abertura de corredores humanitários que permitam a retirada de civis nas cidades ucranianas de Mariupol e Volnovaja, escreve o Observador.

Segundo a fonte, o cessar-fogo serve apenas para abrir corredores humanitários. Quatro cidades estarão cercadas e a Rússia capturou, depois de já ter tomado Kherson, Trostyanets, no norte da Ucrânia.

Ao décimo dia de invasão à Ucrânia, o porto estratégico de Mariupol, no leste da Ucrânia, continua a ser alvo de “ataques impiedosos” por parte do exército russo há já cinco dias. Neste momento, a localidade encontra-se “sob bloqueio” por parte das tropas invasoras, ecsreve Notícias ao Minuto.

Já o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, permanece com uma postura crítica face à NATO, pelo facto da aliança se recusar a impor uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia.

 

UCRANIANOS TÊM CINCO HORAS PARA ABANDONAR MARIUPOL

A população da Mariupol, na Ucrânia, têm cinco horas para abandonar a cidade.

Segundo informações recentes da Câmara Municipal de Mariupol, citadas pela Sky News, a evacuação de civis de Mariupol começou às 11 horas locais e deverá durar até às 16 horas deste sábado.

Uma notícia que foi, inicialmente, divulgada pela Rússia, mas que veio depois a ser confirmada pelas autoridades ucranianas, as quais garantem o estabelecimento de “corredores humanitários” destinados à evacuação de civis das cidades de Mariupol e de Volnovaja.

Em causa está uma medida que surge na sequência do “cessar-fogo temporário” acordado entre russos e ucranianos, que segundo confirmado por Pavlo Kirilenko, chefe da administração militar da região de Donetsk, começou já às 9 horas locais
De acordo com a Rússia, citada pela Sky News, ainda não existem grandes informações acerca da evacuação na cidade de Volnovaja.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) pediu ontem ajuda monetária no valor de 350 milhões de dólares para apoiar as suas operações na resposta humanitária à situação na Ucrânia.

O apelo, segundo a organização, visa apoiar as populações afectadas na Ucrânia, Moldova, Roménia, Hungria, Eslováquia e Polónia. Estes países estão na linha da frente da crise dos refugiados.

De acordo com os dados da OIM, desde o início do ataque russo, mais de 1,25 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia. Para alcançar as pessoas deslocadas e as comunidades dos países que os acolhem, a organização visa trabalhar em estreita colaboração com os seus parceiros.

A OIM vai estabelecer um mecanismo de coordenação eficaz que facilite a comunicação entre si, cidadãos de países terceiros e consulados relevantes.

Serão ainda estabelecidos instrumentos de encaminhamento apropriados com organizações não-governamentais (ONGs), governos e parceiros para ajudar até 20 mil cidadãos de países terceiros a viajar de forma segura e ordenada para os seus países de origem.

“A OIM vai fornecer abrigo temporário para pessoas deslocadas onde as condições de abrigo forem inadequadas. A organização também vai facultar produtos não alimentares, incluindo assistência para o inverno para garantir uma vida digna e sustentável de peças desenraizadas”, realçou.

A OIM adiantou que também planeia apoiar as pessoas que ficaram sem abastecimento de água e infraestruturas de saneamento.
“As hostilidades levantam múltiplas preocupações de protecção. Em resposta, a OIM fornecerá assistência de proteção individual, que inclui gestão de casos para necessidades específicas e maior acesso a informações, como linhas diretas para pessoas em movimento”, observou.

A organização também vai fornecer uma ampla gama de serviços de saúde, incluindo consultas de cuidados de saúde primários, triagem e gestão de doenças transmissíveis, cuidados de saúde reprodutiva, materna, infantil e neonatal de emergência e encaminhamentos para unidades de saúde especializadas para populações deslocadas e com acesso restrito.

Além disso, a OIM vai providenciar orçamentos de recurso para prestação de assistência à segurança alimentar e apoiar os governos nacionais e parceiros em trânsito, monitorizando a entrega e o acesso a serviços e proteção às populações afectadas.

A entidade vai também realizar avaliações e rastreamento de mobilidade com o objetivo de facultar estimativas sobre a presença e o número de grupos populacionais afectados no país para compreender e lidar melhor com a crise humanitária.

A OIM é um dos maiores actores humanitários na Ucrânia com sete escritórios no país. O organismo tem ainda funcionários permanentes e gabinetes em todos os países vizinhos há décadas, escreve a Lusa.

 

Um milhão de pessoas já fugiram da Ucrânia à procura de refúgio noutros países, devido à invasão russa. A incursão militar continua e sem fim à vista e a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que o número de deslocados pode ultrapassar 10 milhões de cidadãos nos próximos dias.

Em uma semana de conflito na Ucrânia, mais de um milhão de cidadãos já deixaram o país, com mais de 43 milhões de habitantes, para países vizinhos, sobretudo Polónia, de acordo com dados das Nações Unidas para os Refugiados.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância diz, por sua vez, que cerca de meio milhão de refugiados são crianças e espera que os números continuem a aumentar nos próximos dias.

Por conta do avanço das tropas russas para várias partes da Ucrânia, a Organização das Nações Unidas refere que mais de dez milhões de pessoas poderão deixar o seu território e refugiarem-se nos países vizinhos.

A instituição diz que está a reforçar a sua resposta humanitária, por isso mesmo tendo retirado parte dos seus funcionários da cidade de Kiev, outros continuam na capital ucraniana para apoiar na retirada e assistência a civis.

No âmbito da intensificação das suas operações na Ucrânia e nos países vizinhos, as Nações Unidas passaram a aceitar apoios no sentido de garantir que ucranianos forçados a fugir fiquem seguros onde se encontram.

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