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O País – A verdade como notícia

A Rússia retaliou ao Ocidente e anunciou ontem sanções contra o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, várias personalidades norte-americanas, incluindo o secretário de Estado Antony Blinken, e o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau, em resposta às medidas punitivas de Washington contra Moscovo, devido à invasão russa à Ucrânia, anunciou o Ministério das Relações Exteriores russo em comunicado esta terça-feira.

Segundo a Agência de Notícias Francesa, France-Presse (AFP), o documento aponta para um total de 13 personalidades norte-americanas que estão na mira de sanções de Putin, cuja natureza exacta não foi especificada. Além de Joe Biden, a lista inclui o secretário da Defesa, Lloyd Austin, o director da CIA, William Burns, a antiga secretária de Estado e ex-candidata presidencial Hillary Clinton, filho de Biden, Hunter Biden, e a directora da Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), Samantha Power.

Esta medida “é a consequência inevitável do curso extremamente russofóbico seguido pelo actual Governo americano”, indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia em comunicado citado pelo Observador.

Hillary Clinton reagiu com ironia ao facto de ter sido mencionado como alvo de sanções. Na sua conta pessoal do Twitter, a ex-candidata agradeceu à Academia Russa pelo “Prémio de Carreira”.

“Quero agradecer à Academia Russa por este prémio, pelas conquistas de toda uma vida”, disse Clinton numa mensagem publicada na sua conta oficial no Twitter, citada pela DW.

Em uma declaração separada, o Ministério das Relações Exteriores russo anunciou que havia sancionado 313 canadenses, incluindo Trudeau e vários ministros.

Segundo a chancelaria russa, citada pela AFP, mais sanções serão anunciadas para expandir a lista, incluindo “oficiais militares, parlamentares, empresários, especialistas e personalidades da media dos Estados Unidos consideradas “russofóbicas”.
A diplomacia russa assegurou que mantém “relações oficiais [com os Estados Unidos], quando isso coincide com nosso interesse nacional”.

BIDEN E TRUDEAU PROIBIDOS DE ENTRAR NA RÚSSIA

Ainda em consequência das sanções, cujos detalhes não foram revelados na íntegra, Joe Biden e o seu homólogo canadiano, Justin Trudeau, não poderão entrar na Rússia, avança a Reuters. A Rússia também proíbe a entrada do filho de Bide, Hunter Biden e da ex-secretária de Estado e ex-candidata presidencial democrata Hillary Cliton.

Kremlin informou que as medidas contra Biden, Blinken e vários directores de agências do Governo norte-americano entravam ontem em vigor e incluem a proibição de entrada no território russo, embora Moscovo não descarte manter “contatos oficiais” com os afectados, segundo as agências locais de notícias.

 

 

Maxime Jeoffroy Eli Mokom Gawaka é suspeito de crimes de guerra e contra a humanidade, cometidos em 2013 e 2014, quando era líder das milícias anti-Balaka.

De acordo com a DW, as autoridades chadianas entregaram o antigo líder das milícias da República Centro-Africana ao Tribunal Penal Internacional (TPI), ontem.

Maxime Jeoffroy Eli Mokom Gawaka é suspeito de crimes de guerra e de crimes contra a humanidade, que terão sido cometidos em 2013 e 2014, em Bangui e noutros locais na República Centro-Africana, afirmou o TPI em comunicado.

“O Sr. Maxime Jeoffroy Eli Mokom Gawaka foi entregue ao Tribunal Penal Internacional pelas autoridades da República do Chade por causa de um mandado de captura do TPI, emitido a 10 de Dezembro de 2018”, disse o tribunal, citado pela DW.

Desde finais de 2012, tem decorrido uma guerra civil na República Centro-Africana (RCA) entre milícias de maioria muçulmana da coligação Seleka e milícias predominantemente cristãs e animistas anti-Balaka leais ao ex-Presidente François Bozize, deposto em 2013 pelas milícias Seleka.

Soldados do Chade foram fundamentais para uma missão de manutenção da paz africana na RCA, após a rebelião de 2013 em que foi deposto o Presidente. O Chade retirou as suas forças no ano seguinte, depois de terem sido acusadas de terem estado do lado dos rebeldes.

O TPI diz ter razões para acreditar que as forças anti-Balaka tinham conduzido ataques a civis muçulmanos em 2013 e 2014 como uma forma de punição colectiva de grupos que consideravam estar associados à Seleka.

Em 2019, Mokom tornou-se ministro do desarmamento e desmobilização do país. O TPI diz ter “motivos razoávei” para suspeitar que Mokom, na sua qualidade de coordenador nacional de Operações do Anti-Balaka, era responsável por crimes contra a humanidade, incluindo assassinato, tortura, perseguição e desaparecimentos forçados, disse o tribunal.

Na frente dos crimes de guerra, é suspeito de dirigir intencionalmente um ataque contra a população civil e de um ataque contra pessoal que prestava assistência humanitária, bem como de alistar combatentes a partir dos 15 anos de idade.

As negociações entre Rússia e Ucrânia para um cessar-fogo vão retomar esta terça-feira e estão a “correr bem”. A informação foi confirmada pelo presidente ucraniano, num novo vídeo dirigido ao país, na noite desta segunda-feira.

“O inimigo está confuso, eles não esperavam tamanha resistência. Eles acreditavam na sua propaganda, que lhes mentiu durante décadas”, disse Volodymyr Zelensky acrescentando que os soldados russos estão a viver um “pesadelo” na Ucrânia.

Para o presidente da Ucrânia, citado pelo Observador, as forças armadas russas não vão conseguir nada com a guerra.

“Eles vão tirar vidas, mas a sua também será tirada. Para quê é que vão morrer? Para quê? Eu sei que vocês querem sobreviver. Em nome do povo ucraniano, dou-vos uma oportunidade. Uma oportunidade de sobreviver. Se se renderem, nós tratar-vos-emos da maneira como as pessoas devem ser tratadas, referiu Zelensky.

“Em 19 dias, as forças armadas russas perderam mais na Ucrânia do que em duas guerras sangrentas que duraram anos na Chechénia”, reforçou o Presidente ucraniano.

No que diz respeito ao novo pacote de sanções União Europeia, Volodymyr Zelensky saudou a decisão, salientando que “seguramente não será o único”.

“Estamos a trabalhar com os nossos parceiros em novas restrições que serão aplicadas à Rússia”, indicou, garantindo que a responsabilidade por crimes de guerra é inevitável.

A guerra na Ucrânia entra, esta segunda-feira, no seu 19º dia, com novas negociações, por videoconferência, entre as delegações da Rússia e Ucrânia.

No domingo, o conselheiro do presidente ucraniano, Mykhailo Podoliak, citado pela CNN Brasil, escreveu na sua conta do Twitter que estão a decorrer conversações “contínuas” e espera avanços nos próximos dias pois, a Rússia “torna-se muito mais sensível”.

“As nossas propostas estão na mesa. Elas são muito duras. Entre elas, a retirada das tropas e o cessar-fogo. Não vamos desistir de nenhum ponto”, acrescentou Podoliak.

Um dos negociadores pela parte de Moscovo, Leonid Sloutski, disse, citado pela AFP, que, comparando a posição das delegações no início do processo, constatam-se “progressos significativos”.

No sábado, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já tinha admitido existirem “avanços” e uma “abordagem diferente” da parte de Moscovo nas conversações com Kiev.

No domingo, a Rússia efectuou o ataque mais próximo do território da NATO desde o início da guerra na Ucrânia, ao bombardear uma base a cerca de 20 quilómetros da Polónia, no dia em que morreu um jornalista norte-americano.

O ataque à base foi efectuado, segundo dados preliminares divulgados pelas autoridades ucranianas, por 30 mísseis e terá feito, no mínimo, 35 mortos e 134 feridos. Kiev qualificou o bombardeamento de “ataque terrorista”.

O ex-Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Barack Obama, anunciou, este domingo, que testou positivo para COVID-19.

Na sua conta oficial Twitter, segundo a Sic Notícias, Obama disse que estava a sentir a garganta a arranhar há alguns dias, mas, neste momento, está a sentir-se bem”.

Michelle Obama, ex-Primeira-Dama, testou negativo, segundo o ex-Presidente norte-americano.

“A Michelle e eu estamos gratos por estar vacinados e ter recebido as doses de reforço”, acrescentou Obama e apelou a mais cidadãos a confiarem nas vacinas.

A central nuclear de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia e a maior da Europa, está actualmente sob o controlo de cerca de 400 soldados russos, anunciou este sábado em Viena a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

Em comunicado, a organização citou Petro Kotin, o presidente da Energoatom, o operador desta central, para vincar que o exército russo está presente a tempo inteiro no local desde o dia 04 de Março e que impõe a coordenação de todas as questões técnicas e operacionais de gestão. Segundo a AIEA, os funcionários estão a mudar de turno regularmente, enquanto os peritos russos chegaram ao local para monitorizar a radiação, segundo o Notícias ao Minuto.

Por outro lado, a agência internacional revelou que a Ucrânia transmitiu a intenção da Rússia em assumir o controlo permanente em Zaporizhzhia, colocando-a sob a gestão da empresa estatal Rosatom. Todavia, as autoridades russas já vieram negar essa situação, com o director-geral da entidade responsável pelo complexo energético nuclear russo, Alexei Likhachev, a garantir à AIEA a presença de um número limitado de peritos da Rosatom naquele local.

Os militares russos estão ainda desde 24 de fevereiro na antiga central de Chernobyl, local do maior acidente nuclear da história em 1986. O regulador nuclear ucraniano afirmou este sábado que os esforços de reparação das linhas eléctricas danificadas continuam, apesar de o fornecimento externo de energia ter sido cortado desde quarta-feira.

Na sua conversa telefónica com o director-geral da AIEA, Rafael Grossi, o responsável da empresa estatal russa Rosatom fez notar que as linhas elétricas poderiam ser alargadas a partir da Bielorrússia para fornecer Chernobyl, onde os 211 empregados ucranianos continuam a trabalhar no mesmo turno desde a tomada do poder pelos militares russos.

Perante a posição de Alexei Likhachev, Grossi salientou a necessidade urgente de assegurar que o pessoal possa descansar e rodar de turnos de forma adequada. A AIEA referiu, ainda, que as comunicações entre a central e o regulador ucraniano foram perdidas na quinta-feira, embora assegure estar em contacto constante com a direção da central de Chernobyl, que não está nas instalações.

Pelo menos nove pessoas morreram hoje e 57 ficaram feridas num bombardeamento que visou uma base militar perto de Lviv, no oeste da Ucrânia, de acordo com um primeiro balanço das autoridades militares regionais ucranianas.

“Infelizmente, 57 pessoas ficaram feridas e foram hospitalizadas, nove heróis morreram”, indicou o governador militar da região de Lviv, Maxim Kozitsky, na plataforma Telegram, citada pelo Notícias ao minuto.

De acordo com informações preliminares, as forças russas dispararam oito mísseis, disse a administração regional de Lviv, num comunicado inicial.

A Rússia lançou a 24 de Fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou pelo menos 564 mortos e mais de 982 feridos entre a população civil e provocou a fuga de cerca de 4,5 milhões de pessoas, entre as quais 2,5 milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

As autoridades italianas apreenderam, nesta sexta-feira, o maior iate à vela do mundo, pertencente ao empresário russo, Ande Igorevich Melnichenko. Avaliado em 530 milhões de euros, o “Sy A” foi confiscado na cidade de Trieste, na Itália, como forma de sancionar os magnatas que apoiam Vladimir Putin.

De acordo com o jornal Expresso, o “Sy A” foi confiscado como parte das medidas que a União Europeia está a tomar para punir os magnatas russos que apoiam Putin no Kremlin.

Ande Melnichenko, com uma riqueza estimada em 16 milhões de euros e classificado em 95.º lugar na lista mundial de multimilionários da revista Forbes, é presidente do conselho de administração da União Russa de Industriais e Empresários, de acordo com o diário “Corriere della  Sera”.

Com 142 metros de comprimento e 25 metros de altura, o “Sy A” é considerado o maior veleiro do mundo.

As apreensões não começaram por aqui. As autoridades italianas já apreenderam outras embarcações pertencentes a cidadãos russos conectados a Vladimir Putin.

Os Estados Unidos da América (EUA) vão aplicar sanções económicas contra duas pessoas e três entidades russas, acusadas de apoiarem o programa de desenvolvimento de mísseis norte-coreano, segundo escreve a imprensa internacional.

De acordo com o Departamento do Tesouro dos EUA, citado pela Lusa, as sanções “têm como alvo um grupo de indivíduos e empresas estrangeiras que estão a auxiliar o desenvolvimento contínuo das capacidades militares da Coreia do Norte”.

Com as sanções aplicadas, bloqueia-se o acesso a qualquer activo nos EUA detido pela Apollon, Zeel-M e RK Briz.

As sanções vão mais além. Segundo escreve a Lusa, o director da Apollon, Aleksandr Andreyevich Gayevoy, e o director da Zeel-M, Aleksandr Aleksandrovich Chasovnikov, que também controla a RK Briz, são alvo de sanções.

A Coreia do Norte tem protagonizado vários testes de mísseis desde o início do ano, alegando serem para desenvolvimento de satélites.

Entretanto, para os Estados Unidos trata-se de um ensaio de “elementos de um novo sistema” de mísseis balísticos intercontinentais e, possivelmente, a Coreia do Norte poderá disparar em breve esta arma para colocar um satélite espião em órbita, segundo escreve a Lusa, que cita a AP.

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