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O País – A verdade como notícia

A Organização Mundial da Saúde pede que os países africanos tenham cautela no relaxamento das restrições contra a COVID-19 e apela para que o ajustamento das normas seja acompanhado por testagem massiva da população, para evitar novas variantes da doença.

Nas últimas semanas, vários países africanos suspenderam algumas medidas de prevenção contra a COVID-19 por conta da redução do número de infecções da doença.

A Organização Mundial da Saúde, que acompanha a par e passo a situação da pandemia no mundo, disse, na quinta-feira, que África deve ter cautela no relaxamento das restrições contra a doença e deve potenciar a vacinação massiva da população.

A directora regional da Organização Mundial da Saúde para a África, Matshidiso Moeti, lembra que a COVID-19 teve, nos últimos dois anos, um impacto devastador no continente africano. Por isso, é imperioso que os países reavivam as suas economias e os meios de subsistência das populações, pois a pandemia ainda não acabou.

A dirigente considera ainda ser difícil acompanhar a propagação do vírus e identificar novos focos de infecção enquanto a população não estiver imunizada, até porque a vacinação cobre menos de 16 por cento dos habitantes.

A guerra na Ucrânia poderá ter o seu término a 9 de Maio, data que coincide com o dia da vitória soviética sobre a Alemanha nazi, na II Guerra Mundial. A informação foi avançada pelo Serviço de Inteligência do Estado-Maior-General das Forças Armadas da Ucrânia.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, que cita a forças armadas ucranianas, “há um trabalho de propaganda constante a ser realizado entre o pessoal das Forças Armadas da Federação Russa, que impõe a ideia de que a guerra deve ser encerrada até 9 de Maio de 2022”.

As tropas russas continuam com os ataques à Ucrânia, mesmo tendo, os soldados, manifestado o seu descontentamento pelo decurso da guerra.

Refira-se que a ofensiva militar foi lançada pela Rússia na Ucrânia, na madrugada de 24 de Fevereiro. Um mês depois, milhares de pessoas morreram, milhões de ucranianos e cidadãos que residiam na Ucrânia abandonaram o país em desespero, o que constitui uma das maiores crises de refugiados das últimas décadas.

As sanções económicas impostas ao Mali pela Comunidade dos Países da África Ocidental já foram levantadas. O país sofreu duras sanções após o golpe de Estado em Maio de 2021.

O Mali está a sofrer duras sanções impostas pela Comunidade dos Países da África Ocidental, em resposta ao golpe de Estado ocorrido em Maio de 2021 e pelo atraso na conclusão do processo de transição do governo.

Entre as medidas estabelecidas em conjunto pelos países-membros do bloco regional, o país viu parte dos bens do Estado congelados, fronteiras fechadas e foram suspensas as transações financeiras não essenciais.

Na quinta-feira, o tribunal da União Económica e Monetária da África Ocidental ordenou a suspensão das sanções económicas que pesam sobre o Mali, mas a instituição disse que a implementação da medida carece ainda de alguns aspectos por ser acautelados.

As autoridades malianas tem pedido repetidamente que as sanções sejam suspensas e apresentaram uma queixa ao tribunal no mês passado, dizendo que as medidas tornariam difícil a vida da população.

No passado mês de Janeiro, o tribunal da União Económica e Monetária da África Ocidental instruiu todas as instituições financeiras por si tuteladas para suspender o Mali, depois que a junta militar decidiu adiar as eleições necessárias para restaurar o regime democrático no país.

Uma declaração do Secretário de Estado norte-americano, Antony J. Blinken, refere que desde que lançou a sua guerra de escolha não provocada e injusta, o presidente russo, Vladimir Putin, desencadeou uma violência implacável que causou morte e destruição em toda a Ucrânia.

“Temos visto numerosos relatos credíveis de ataques indiscriminados e ataques deliberadamente contra civis, bem como outras atrocidades”, disse Blinken em declaração.

Segundo o Secretário de Estado norte-americano, as forças russas destruíram edifícios de apartamentos, escolas, hospitais, infra-estruturas críticas, veículos civis, centros comerciais e ambulâncias, deixando milhares de civis inocentes mortos ou feridos. Muitos dos locais atingidos pelas forças russas foram claramente identificáveis como estando em uso por civis.

“Isto inclui a maternidade de Mariupol, tal como o Gabinete do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos do Homem assinalou expressamente num relatório de 11 de Março. Inclui também uma greve que atingiu um teatro de Mariupol, claramente marcada com a palavra “дети” – russo para “crianças” – em enormes letras visíveis do céu”, acrescentou Blinken.

Ainda em conformidade com a mesma fonte, as forças de Putin utilizaram estas mesmas tácticas em Grozny, Chechénia, e Aleppo, Síria, onde intensificaram o bombardeamento das cidades para quebrar a vontade do povo.

“A sua tentativa de o fazer na Ucrânia chocou novamente o mundo e, como o Presidente Zelenskyy atestou sobriamente, banhou o povo da Ucrânia em sangue e lágrimas”, acrescentou Blinken.

Dados divulgados a 22 de Março indicam que mais de 2.400 civis foram mortos em Mariupol, cidade que se encontrava praticamente sitiada.

Dados das Nações Unidas citados pelos EUA confirmaram oficialmente que houve mais de 2.500 baixas civis, incluindo mortos e feridos, e enfatiza que o número real de mortos e feridos é provavelmente mais elevado.

“Hoje, posso anunciar que, com base na informação actualmente disponível, o Governo dos EUA avalia que membros das forças da Rússia cometeram crimes de guerra na Ucrânia”, continuou Blinken.

Finalizando, o Secretário de Estado norte-americano disse que o Governo dos EUA continuará a seguir os relatórios de crimes de guerra e partilhará a informação que recolhermos com aliados, parceiros, e instituições e organizações internacionais, conforme apropriado.

“Comprometemo-nos a perseguir a responsabilização utilizando todos os instrumentos disponíveis, incluindo processos penais”, concluiu.

Os países do G7 garantem estar prontos para aplicar sanções adicionais à Rússia conforme necessário e asseguram que não pouparão esforços para responsabilizar Vladimir Putin e os seus apoiantes pela invasão à Ucrânia.

Num comunicado conjunto, citado pelo Notícias ao Minuto, os líderes frisam que não têm queixas contra o povo russo. “É o presidente Putin, o seu governo e os seus apoiantes que estão a impor esta guerra e as suas consequências aos russos”, escrevem.

Numa declaração conjunta esta quinta-feira, os líderes do G7 condenaram o que chamaram de “guerra de escolha” do presidente russo e sua agressão “injustificável, não provocada e ilegal” na Ucrânia e alertaram ainda a Rússia contra o uso de armas químicas, biológicas ou nucleares.

No comunicado, os países do G7 denunciaram, também, a campanha de desinformação russa, que classificaram como maliciosa e completamente infundada.

“Expressamos preocupação com outros países e actores que amplificaram a campanha de desinformação da Rússia. Estamos preocupados com a repressão crescente e reforçada contra o povo russo e a retórica cada vez mais hostil da liderança russa, inclusive contra cidadãos comuns”, escreveram.

Os líderes do G7 pediram à Bielorrússia que evite uma nova escalada do conflito e que se abstenha de usar as suas forças militares contra a Ucrânia, ao mesmo tempo que, sem referirem a China, exortam todos os países a não prestarem assistência militar ou de outra natureza à Rússia.

Mais de 800 mil vacinas contra a COVID-19, doadas ao Quénia, expiraram o prazo e serão incineradas, segundo o Ministério da Saúde daquela país. A situação deve-se à fraca participação da população na vacinação.

Cerca de 30 por cento da população elegível para vacinação contra a COVID-19, no Quénia, foi abrangida. Neste momento, dos mais 27 milhões de doses, cerca de 17,3 milhões foram administradas.

As autoridades de saúde queixam-se da redução significativa, nas últimas semanas, de pessoas que deviam vacinar.

Consequentemente, cerca de 840 mil doses da vacina AstraZeneca, recebidas através da iniciativa COVAX, estão fora do prazo, disse o Ministério da Saúde queniano.

Segundo a imprensa internacional, parte da população do Quénia recusa certas vacinas, principalmente as da AstraZeneca, o que contribui para a fraca adesão à vacinação.

Outro obstáculo avançado pelo governo daquele país tem a ver com rumores e desinformação em relação à eficácia das vacinas.

As doses que serão destruída foram entregues em Janeiro passado, com a data de validade até 28 de Fevereiro. Quénia disse que não aceitará doações de vacinas cuja duração seja inferior a quatro meses, a partir do momento de entrega.

A Organização do Tratado Atlântico Norte acredita que de sete a 15 mil soldados russos tenham tombado desde que eclodiu a guerra na Ucrânia.

Segundo um representante da NATO, citado pelo Notícias ao Minuto, a estimativa foi feita com base nos dados facultados pelo Governo ucraniano, que foram recolhidos a partir de fontes abertas.

Há quase duas semanas, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que cerca de 1.300 militares ucranianos tinham perdido a vida durante os confrontos com a Rússia.

Em resultado da guerra, até aqui, cerca de 977 pessoas morreram, das quais 81 crianças. Há, ainda, 1.594 feridos e mais de 10 milhões de deslocados. A ONU avança que 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

O ministro da Saúde lançou ontem, em Sofala, a campanha de vacinação contra a pólio, que irá abranger cerca de nove milhões de crianças em todo o país, sendo 4.2 numa primeira fase, com vista a evitar a propagação da doença, cujo registo oficial é de 11 casos desde 2011 em três províncias.

Nesta fase, a vacinação será realizada em todos os distritos das sete províncias das zonas Norte e Centro e deverá alcançar, durante quatro dias, cerca de 4.2 milhões de crianças menores de cinco anos de idade.

A poliomielite ou paralisia infantil é uma doença contagiosa, causada por um vírus que ataca o sistema nervoso e transmite-se através do consumo de alimentos ou água contaminada por fezes de uma pessoa.

De 2011 até finais do ano passado, 11 casos de poliomielite foram detectados nas províncias da Zambézia, Nampula e Cabo Delgado.

Recentemente, o país tomou conhecimento, através dos escritórios da OMS, em Moçambique, da notificação da poliovírus selvagem do tipo 1 no vizinho Malawi.

“A identificação de forma selvagem do poliovírus constitui uma preocupação e é por ser uma emergência de saúde pública que exige uma resposta coordenada entre todos os países da região. A vacinação rápida de todas as crianças menores de cinco anos é a medida de saúde pública mais eficaz e visa cortar ou bloquear a possibilidade de transmissão do vírus”, explicou Armando Tiago, ministro da Saúde.

A campanha irá decorrer em quatro fases, sendo que as duas primeiras nas sete províncias acima referidas, cuja priorização se deve à proximidade com Malawi. Nas duas últimas etapas, a decorrer em todo o país, serão vacinadas cinco milhões de crianças. A vacinação irá decorrer através de porta-a-porta, postos fixos e/ou em locais onde haja concentração populacional, como igrejas e mercados.

A campanha de vacinação conta com o apoio do UNICEF e OMS.

A Suécia e a Finlândia referem que a sua política de segurança e defesa não significa serem países neutrais, estando a estudar a possibilidade de integrarem ou reforçarem a colaboração com a NATO.

Os dois países asseguraram, também, que estão dispostos a ajudar os países vizinhos. “Se acontecer alguma coisa aos nossos vizinhos, estamos aqui para ajudar e, se nos acontecer alguma coisa, esperamos que nos ajudem”, escreve o Notícias ao Minuto.

Assim foi exposta a posição dos dois países, durante um encontro com a imprensa, pelo embaixador da Suécia, Teppo Tauriainen, e pela embaixadora da Finlândia, Sari Rautio, que sublinhou que os países são “muito claros”. “Queremos criar segurança junto dos nossos vizinhos e amigos da EU”, acrescentou.

Tanto a Suécia como a Finlândia explicaram que as respectivas entradas na UE significaram uma evolução paulatina nas suas políticas de segurança e defesa e que, à semelhança dos restantes membros da União, apoiam decididamente a Ucrânia e condenam a invasão da Rússia.

Os dois países estão conscientes de que invasão russa da Ucrânia provocou uma grande alteração no que os rodeia e também uma alteração da percepção de risco: “Há uma clara sensação de insegurança, apesar de não acreditarmos que a Rússia vá invadir-nos”, especificou Tauriainen.

Os países também anuíram que estão imersos num processo de reavaliação da sua política de segurança e defesa.

Assim, a Suécia formou um grupo de trabalho que apresentará conclusões, em breve, e que não só analisará se o país entrará ou não na NATO, mas também um planeamento mais amplo, segundo explicou o diplomata sueco, sublinhando que o país já tem uma “relação muito estreita” com outros atores, como os Estados Unidos e o Reino Unido.

A Suécia também reforçou a segurança desde a invasão russa na Ucrânia em 2014 e aprovou um aumento do orçamento em Defesa.

Por seu lado, o Governo da Finlândia está a finalizar “um livro branco” que também redefinirá a política de segurança e defesa no âmbito da UE e a crescente cooperação com a NATO, que será debatida no parlamento em breve.

Quanto às ameaças do Presidente russo, Vladimir Putin, sobre as consequências da adesão dos dois países à NATO, a embaixadora finlandesa assegurou que as ameaças do Kremlin não são novas. “Está claro que não lhe agradaria entrarmos na NATO, mas não prestamos muita atenção à retórica ameaçadora”, garantiu.

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