Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Oito “capacetes azuis” das Nações Unidas morreram, esta terça-feira, quando um helicóptero PUMA caiu na República Democrática do Congo (RDC). Entre as vítimas, estão seis paquistaneses, um russo e um sérvio, anunciaram as autoridades da ONU e do Paquistão, citados pelo The Guardian.

Segundo o exército paquistanês, citado pela Agência France-Presse, o helicóptero despenhou-se durante uma missão de reconhecimento, num lugar ainda por determinar e as causas do acidente ainda são desconhecidas.

O primeiro-ministro do Paquistão, Imran Khan, de acordo com uma nota do gabinete, citada pela imprensa internacional, expressou “profundo choque e tristeza” pela morte dos seis soldados de manutenção da paz, de acordo com uma nota do gabinete.

Num comunicado assinado pelo brigadeiro-general Sylvain Ekenge Bomusa, também citado pela imprensa internacional, as Forças Armadas da RDC anunciaram que o “movimento reincidente M23 abateu, na área que controla, um dos dois helicópteros de reconhecimento da Missão de Estabilização das Nações Unidas na RDC”.

“O helicóptero foi abatido no meio de uma missão inofensiva para avaliar os movimentos populacionais causados pelos ataques do Movimento 23 de Março (M23) na região, em antecipação das acções humanitárias a serem empreendidas”, salientou o general. As FARDC e a Monusco “estão a trabalhar arduamente para encontrar a aeronave e possíveis sobreviventes”, acrescentou.

O M23 começou como um grupo rebelde no início de 2012 e era constituído, principalmente, por soldados que desertaram do exército congolês para protestar contra o Governo.

Estes combatentes avançaram rapidamente e, em Novembro de 2012, conseguiram ocupar a cidade de Goma, a capital do Kivu do Norte, durante duas semanas. Na altura, a ONU acusou o M23 de ser apoiado financeira e militarmente pelo Ruanda e mesmo de receber ordens diretas de oficiais superiores do exército ruandês.

Com as eleições presidenciais marcadas para 31 de Março corrente, os atentados terroristas aumentam na Somália, tendo com alvo candidatos eleitorais e tropas estrangeiras. As autoridades pedem fim da violência para uma transição pacífica de poder.

De acordo com a DW, na noite de domingo, homens armados invadiram a base militar de Af-Urur, no norte da Somália, e mataram quatro soldados. O ataque ocorreu apenas uma semana após dois grandes ataques: um na capital, Mogadíscio, e outro em Beledwayne, no centro do país. Estima-se que mais de 50 pessoas tenham morrido nestes atentados.

O aumento da insegurança naquele país está a levantar dúvidas sobre as eleições presidenciais. Segundo o analista político e de segurança Mohamed Mubarak, citado pela DW, o próprio acto eleitoral explica, em parte, o agravamento da situação.

“Durante o período eleitoral o grupo extremista islâmico Al-Shabab tenta espalhar o caos para dificultar as eleições”, afirma o analista.

Por outro lado, continua Mubarak, o aumento da insegurança também se explica pela “redução e quase cessação de ataques com drones contra o grupo” e pelo facto de estarmos no mês que antecede o Ramadão.

Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia, dirige-se, hoje, por videoconferência, ao Parlamento da Dinamarca, um mês após o início da invasão russa ao seu país.

Segundo a Lusa, desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, a 24 de Fevereiro do ano em curso, Volodymyr Zelensky já falou ao Congresso norte-americano e aos Parlamentos Europeu, britânico, alemão, canadiano, israelita, italiano, japonês, francês e sueco.

Na semana passada, o líder ucraniano também interveio em três cimeiras que tiveram lugar, na quinta-feira, em Bruxelas – NATO, G7 (as sete maiores economias mundiais) e Conselho Europeu.

Refira-se que a Rússia e a Ucrânia estão em negociações, desde ontem até amanhã, quarta-feira, na Turquia, visando pôr fim à guerra.

A Finlândia vai avançar com as negociações para aderir à NATO, mesmo que isso fira os interesses russos. A embaixadora daquele país em Moçambique diz que essa é uma forma de se proteger das constantes ameaças da Rússia aos antigos integrantes da União Soviética

Na mesma altura em que a Rússia atacava a Ucrânia por, supostamente, querer aderir à Nato, a Finlândia também anunciava a sua vontade de fazer parte da organização.

A Rússia disse, em Fevereiro, que a adesão da Filândia à NATO teria consequências militares graves. Ainda assim, a embaixadora daquele país em Moçambique, Eswatini e Madagáscar, Anna Kaisa, diz que seu Governo não teme.

“É uma decisão independente e a reacção vai ser uma outra coisa”, é a posição que a diplomata finlandesa apresentou à imprensa, na tarde de hoje, em Maputo, quando questionada sobre a ameaça russa.

Aliás, isso já não é uma cogitação, de tal modo que a Finlândia vai já começar com o processo a nível interno para, depois, avançar para a solicitação junto à Organização do Tratado do Atlântico Norte.

“O nosso Governo vai começar, em Abril, esta discussão com o parlamento. O resultado, esse é imprevisível. Por ser um ou outro”, referiu Kaisa, destacando que é interesse da Finlândia fazer esta adesão junto da Suécia, que é um país vizinho e com muitos cruzamentos históricos, mas reconhece que pode ser que não ocorra nesses moldes porque “somos países diferentes”.

Recordemos, a Rússia justificou a invasão à Urânia como uma resposta àquilo que Mosvoco considera ameaça ao cinturão de segurança estabelecido entre o país e a NATO. Porém, a embaixadora da Finlândia em Moçambique entende que, na verdade, a adesão à NATO é uma consequência e não um factor das ameaças russas.

“Todos os países membros da aliança (União Europeia) decidiram, voluntariamente, aderir à NATO porque queriam ter maior protecção, essencialmente das ameaças russas, isto porque todos estes países têm uma histórico de ataques russos”, explicou, vincando que não faz sentido que a Rússia diga que a adesão à NATO é uma razão de guerra.

A Finlândia também já teve uma guerra com a Rússia, chamada Guerra do Inverno, em 1939. Foi um pouco parecida com a que está a ocorrer na Ucrânia, só que na altura, ao invés da NATO, os soviéticos temiam pela aproximação alemã. Depois desse conflito, a Finlândia tinha decidido não ter alianças militares.

Entretanto, “depois do ataque russo à Ucrânia, nosso posicionamento mudou de forma muito rápida e agora temos muito apoio interno para que entremos à NATO”, finalizou.

A China anunciou que os passageiros que chegam de vários países, como Moçambique, Angola, Cabo Verde, Portugal e Brasil, terão de apresentar um teste negativo da COVID-19 feito 12 horas antes da partida. Anteriormente, os viajantes estavam sujeitos a apresentar teste de 48 horas.

Algumas cidades chinesas estão, desde a semana passada, a registar um pico de infecções da COVID-19, aumento atribuído à variante Ómicron, o que obrigou o país a impor duras medidas restritivas.

A partir desta segunda-feira, viajantes que pretendem entrar na China devem apresentar teste negativo feito 12 horas antes da partida. A medida abrange Moçambique, Angola, Cabo Verde, incluindo Portugal e Brasil.

Até agora, os passageiros destes países tinham de apresentar à embaixada chinesa dois testes negativos feitos 48 horas antes da partida, em dois laboratórios diferentes.

O teste feito 12 horas antes da partida deve ser apresentado ao pessoal da companhia aérea, no momento do embarque.

Milhões de habitantes em várias regiões da China estão sujeitos a confinamentos, para conter a nova onda de infecções por COVID-19, tal é o caso de Xangai, a maior cidade chinesa, com 25 milhões de habitantes, para conter um surto da doença.

Inicia esta segunda-feira mais uma ronda das negociações entre a Rússia e a Ucrânia, na Turquia, no quadro dos ataques que Moscovo tem vindo a realizar no seu vizinho. Segundo o Notícias ao Minuto, que cita a Lusa, as negociações vão decorrer entre hoje e próxima quarta-feira (30).

As delegações dos dois países reuniram-se pela primeira vez na região da bielorrussa, perto da fronteira ucraniana, em Fevereiro passado. Ainda no mesmo país, decorreram outras conversações entre os representantes dos dois países a 3 e 7 de Março em curso.

Mesmo após várias sessões de negociações, os dois países ainda não chegaram a um consenso, o que tem agravado ainda mais os ataques na Ucrânia.

Face a essa situação, o chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba, reconheceu que o processo de negociações estava a ser muito difícil.

“Não existe consenso com a Rússia sobre os quatro pontos mencionados pelo Presidente da Turquia”, afirmou Kuleba, apesar de elogiar os “esforços diplomáticos” de Ancara para pôr término à guerra.

O parlamento de El Salvador aprovou hoje, a pedido do presidente Nayib Bukele, o decretar de estado de emergência por um mês, como tentativa de conter a violência de gangues, acusados de terem cometido 62 homicídios em 24 horas.

O estado de emergência, restringe a liberdade de reunião, a inviolabilidade de correspondência e comunicações e permite prisões sem mandado.

El Salvador registou no sábado o dia mais violento da sua história recente, com 62 homicídios, numa escalada de violência que começou na sexta-feira, segundo confirmou hoje a Polícia Nacional Civil (PNC).

A PNC oficializou os dados, que já tinham sido avançados por fontes não oficiais, quando se esperava o início de uma sessão plenária extraordinária na Assembleia Legislativa para a votação de um regime de emergência.

A escalada de homicídios este fim de semana chegou aos 76 mortos em dois dias, com os 14 ocorridos na sexta-feira.

O número mais próximo dos 62 homicídios registados no sábado são os 51 ocorridos num único dia em Agosto de 2015, quando o país viveu o seu ano mais mortífero desde o fim da guerra civil (1980-1992).

A segunda “caixa negra” do Boeing 737-800, que se despenhou na China, foi hoje recuperada, segundo anunciou a agência de notícias estatal chinesa.

O avião, que se despenhou na segunda-feira, na região de Guangxi, fazia a ligação entre as cidades chinesas de Kunming (sudoeste) e Cantão (sul).

As “caixas negras”, que registam todos os dados de um voo, incluindo os diálogos na cabine de comando, contêm informações cruciais e linhas de investigação, que chegam a poder explicar cerca de 90% de um acidente aéreo, de acordo com o Notícias ao Minuto.

Os gravadores, introduzidos na aviação nos anos de 1960, encontram-se no interior de caixas metálicas reforçadas, concebidas para resistir a choques extremamente violentos, fogo intenso e longa imersão em águas profundas.

Cada uma das caixas pesa entre sete e 10 quilogramas e, ao contrário do que o nome indica, são de cor laranj,a com bandas brancas refletoras, para que sejam mais visíveis. Os dados são protegidos por uma cinta blindada, que resiste imersa a profundidades de até seis mil metros ou exposta a temperaturas elevadas, uma hora a 1.100º Celsius.

O nome de “caixa negra” ficou a dever-se à película fotográfica protegida por uma cinta negra, usada nos primeiros gravadores de voo.

De acordo com as normas em vigor, um avião comercial possui duas “caixas negras”, uma FDR (gravador de dados) e uma CVR (gravador de voz da cabina de comando).

O gravador FDR regista, a cada segundo, todos os parâmetros técnicos ao longo de 25 horas de voo, como velocidade, altitude e trajectória, entre outros.

O CVR guarda os diálogos trocados na cabina de comando, mas também os sons e anúncios ouvidos no local. Uma análise aprofundada permite conhecer o regime dos motores.

O acidente, em que o avião desceu rapidamente de uma altitude superior a oito mil metros, é considerado muito pouco comum. Desde 2010 que a China, um dos três principais mercados de aviação civil do mundo, não registava qualquer acidente aéreo com mais de cinco mortes.

Cerca de 13 milhões de ucranianos estão retidos nas áreas afectadas pelo conflito e sem meios para fugir, devido à destruição de estradas e pontes. A informação foi avançada ontem pela Organização das Nações Unidas.

A guerra na Ucrânia fez com que mais de três milhões de pessoas fugissem do país, segundo o balanço da Organização das Nações Unidas, divulgado na sexta-feira, confirmando também o abrandamento do fluxo migratório nos últimos dias.

O número de pessoas que procura fugir dos combates e das condições de vida cada vez mais difíceis na Ucrânia caiu para menos de 100 mil por dia, desde o dia 22 de Março.

Entretanto, o Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para os Refugiados anunciou que cerca de 13 milhões de ucranianos estão retidos nas áreas afectadas pelo conflito, pois não conseguem sair do país, devido à destruição de estradas e pontes, entre outros factores.

Entre as pessoas que conseguiram fugir da Ucrânia, cerca de 90 por cento são mulheres e crianças. A Organização das Nações Unidas estima ainda que há quase 6.5 milhões de deslocados no interior da Ucrânia.

Antes do conflito, a Ucrânia tinha uma população de mais de 37 milhões de pessoas nos territórios controlados pelo governo de Kiev. Neste momento, a Polónia acolhe mais de metade de todos os refugiados que fugiram desde o início da invasão russa.

+ LIDAS

Siga nos