O País – A verdade como notícia

Os Estados Unidos anunciaram o congelamento dos processos de vistos de imigrante para cidadãos de 75 países, entre os quais 26 nações africanas. Moçambique não está na lista dos afectados pela medida.  

A decisão foi tornada pública na quarta-feira e faz parte do reforço da política migratória adoptada pela administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, desde o seu regresso ao poder.

A medida afecta exclusivamente os vistos de imigrantes, de 75 países, incluindo 23 africanos como Nigéria, Egipto, Etiópia,Cabo Verde, Camarões, República Democrática do Congo, República do Congo, Chade e Ruanda, destinados a estrangeiros que pretendem viver permanentemente nos Estados Unidos. Moçambique não está na lista dos países afectados. 

 Segundo o Departamento de Estado, o congelamento entra em vigor a 21 de Janeiro e não se aplica a vistos temporários, como os de turismo, negócios ou estudo.

As autoridades norte-americanas justificam a decisão com a necessidade de assegurar que os novos residentes não representem encargos para as finanças públicas e travar aquilo que consideram um uso abusivo do sistema migratório.

A medida surge acompanhada por uma intensificação das acções de fiscalização. Desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca, mais de 100 mil vistos terão sido revogados e mais de 605 mil pessoas deportadas, enquanto cerca de 2,5 milhões deixaram o país voluntariamente, gerando forte preocupação nos países afectados, sobretudo em África.

Pelo menos 70 pessoas morreram no Zimbabwe nos primeiros nove dias de Janeiro devido a incidentes relacionados com as fortes chuvas. A notícia foi tornada pública hoje através da imprensa local.

As províncias mais afectadas foram Manicaland (oeste), com 510 casas afectadas e um saldo de 41 mortos e 31 feridos, e Mashonaland West (norte), que registou 19 mortos.

O Zimbabwe regista habitualmente o período de maior pluviosidade entre Dezembro e Fevereiro, sendo as regiões baixas e semiáridas particularmente propensas a inundações repentinas, rompimentos de barragens e transbordamentos de rios.

Ao longo dos anos, as inundações têm sido uma das principais causas de morte por fenómenos meteorológicos nas zonas rurais, muitas vezes agravadas por travessias inseguras de rios e assentamentos localizados perto de grandes barragens.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel anunciou, nesta terça-feira , o corte de suas relações com três organizações internacionais, incluindo duas agências da ONU. A decisão surge após a retirada dos Estados Unidos de 66 organizações globais na semana passada.

O corte de laços de Israel com três organizações internacionais foi anunciado através de uma nota publicada na rede social X, na qual a chancelaria israelita informou também que  o ministro Gideon Saar ordenou  igualmente a revisão da cooperação de Israel com um número não especificado de outras organizações.

“Sa’ar decidiu que Israel vai suspender imediatamente todos os contactos com as seguintes agências da ONU e organizações internacionais”, afirmou o ministro em comunicado.

A lista inclui a ONU Energia, a Aliança de Civilizações das Nações Unidas e o Fórum Global sobre Migração e Desenvolvimento, embora este último não faça parte do sistema das Nações Unidas.

Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um memorando determinando a retirada dos Estados Unidos de 66 organizações internacionais por  já não servirem aos interesses americanos, segundo a Casa Branca.

A extensão da relação de Israel com as três organizações da ONU antes do anúncio não era clara.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros acusou a Aliança das Civilizações da ONU de não ter convidado Israel a participar, afirmando que durante anos foi utilizada como plataforma para ataques contra Israel.

Também chamou desperdício à Energia da ONU e disse que o Fórum Global sobre Migração e Desenvolvimento corrói a capacidade das nações soberanas de fazer cumprir as suas próprias leis de imigração.

O anúncio foi feito pelo Núncio Apostólico em Angola esta terça-feira, estando o programa e a data ainda a ser acertados com as autoridades angolanas.

Foi pela boca do Arcebispo Kryspin Dubiel que o anúncio foi feito, que adiantou ainda que o Papa tem intenção de visitar o continente africano numa deslocação que inclui Angola, tendo aceitado o convite do episcopado angolano e do Presidente angolano, João Lourenço.

“Neste momento estamos na fase de preparação do plano e do programa da visita do Papa Leão XIV a África (…) por agora não temos ainda os detalhes sobre a data exacta e o programa, mas serão comunicados logo que estejam definidos”, disse o Núncio Apostólico, convidando todos os cidadãos angolanos a prepararem-se para este acontecimento de grande importância.

“Espero que a visita do Santo Padre seja a ocasião para redescobrir os valores que modelaram o povo angolano e que esses valores possam ser partilhados com as diversas comunidades que vivem e trabalham no mundo”, acrescentou.

O arcebispo de Saurimo e presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, José Manuel Ibamba, convidou também os angolanos a envolverem-se nas comissões que serão criadas “para que cada uma dessas comissões possa dar o melhor de si na preparação, na projecção e na concretização de tudo aquilo que for incumbido como tarefa e trabalho” e agradeceu ao Papa por ter aceitado o convite.

O arcebispo de Luanda, Filomeno Vieira Dias, ressaltou que este é um “momento de grande conforto humano e espiritual” que acontece num período particular da história do cristianismo e no ano em que se celebra “o grande jubileu desta Luanda, 450 anos por cidade, 450 anos celebrando a fé”.

O prelado salientou que a visita do Papa põe Angola no itinerário da evangelização e da universalidade, agradecendo também ao Governo de Angola que “abriu as portas” e pensou nesta visita com as entidades religiosas.

 

A Somália anunciou o cancelamento imediato de todos os acordos de cooperação com os Emirados Árabes Unidos, numa decisão que representa uma ruptura diplomática entre Mogadíscio e Abu Dhabi. 

O anúncio foi feito, esta segunda-feira, pelo Governo somali e abrange acordos militares, de segurança, económicos e portuários em todo o território nacional.

Segundo as autoridades da Somália, a medida aplica-se a todos os entendimentos assinados com instituições dos Emirados Árabes Unidos, suas entidades afiliadas e administrações regionais. 

O Conselho de Ministros justificou a decisão com alegadas evidências de acções que atentam contra a soberania, a unidade nacional e a integridade territorial da Somália.

A ruptura afecta infraestruturas estratégicas localizadas ao longo do Mar Vermelho e do Golfo de Aden, com destaque para os portos considerados essenciais para o comércio regional e a segurança marítima. 

O Governo somali confirmou ainda que forças e equipamentos militares dos Emirados Árabes Unidos estão a ser retirados de algumas bases.

A decisão surge num contexto de tensões crescentes entre a Somália e a Somalilândia, região separatista onde os Emirados mantêm presença militar e económica. 

 Até ao momento, Abu Dhabi não reagiu oficialmente ao anún

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental voltou a pressionar a junta militar que governa a Guiné-Bissau após golpe de Estado, exigindo uma transição rápida e liderada por um Governo inclusivo. 

O apelo foi feito, este domingo, pelo Presidente da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental , Julius Maada Bio, após contactos de alto nível realizados em Bissau.

Segundo Bio, as conversações com o alto comando militar foram consideradas construtivas, mas serviram para reiterar a posição firme da CEDEAO de que a transição deve refletir todo o espectro político e social do país.

 A organização não reconhece o programa de transição anunciado pelos militares, que prevê um Governo provisório por até um ano.

A posição da CEDEAO já tinha sido definida na 68.ª cimeira realizada em Abuja, na Nigéria, onde foi rejeitado o modelo proposto após o golpe de Estado de 26 de Novembro de 2025. 

Na ocasião, os líderes regionais exigiram ainda a libertação imediata de todos os detidos políticos e alertaram para a aplicação de sanções selectivas contra quem dificultar o regresso à ordem constitucional.

O principal ponto de discórdia nas reuniões prendeu-se com a exigência de um Governo civil inclusivo, com mandato limitado a cerca de quatro meses, e com a libertação do líder da oposição, Domingos Simões Pereira. 

 

O exército russo atacou, nas últimas 24 horas, infra-estruturas energéticas e depósitos de combustível em mais de 150 zonas na Ucrânia. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou que Moscovo usa constantes apagões como tática para desestabilizar o país.

Os ataques ocorridos na Ucrânia entre esta sexta-feira e sábado, que seguem a outros ataques russos, deixaram provisoriamente sem eletricidade milhões de pessoas nas últimas semanas na Ucrânia.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou que Moscovo está a aproveitar a onda de frio para atingir o máximo possível de instalações energéticas.

“A Rússia usa a temperatura, o frio, para atingir o máximo possível das nossas instalações energéticas. A principal táctica russa é tentar provocar um apagão total nas cidades”, disse Zelensky.

Segundo o Ministério da Defesa russo, dezenas de mísseis do seu país atingiram infra-estruturas civis e posições inimigas em 153 zonas da Ucrânia.

Segundo a imprensa internacional, Moscovo insiste que essas infra-estruturas garantem o funcionamento da indústria militar inimiga.

Segundo a agência portuguesa de notícias internacionais, os ataques ucranianos também deixaram sem eletricidade na sexta-feira mais de meio milhão de pessoas na região fronteiriça russa de Belgorod.

Os navios de guerra da China e do Irão estão na Cidade do Cabo, na África do Sul, onde vão participar de um exercício naval conjunto do grupo BRICS, a partir desta sexta-feira.

A operação liderada pela China, baptizada de “Vontade pela Paz 2026”, faz parte das iniciativas militares do grupo BRICS+ e será realizada entre os dias 9 e 16 de Janeiro, em águas sul-africanas.

A expectativa é de que embarcações da Rússia também cheguem ao país nos próximos dias, para se juntarem aos navios chineses e iranianos.

De acordo com o Departamento de Defesa da África do Sul, o exercício tem como foco a segurança das rotas marítimas, protecção do transporte internacional e o fortalecimento das actividades económicas ligadas ao mar.

Em comunicado de 30 de Dezembro, o governo sul-africano destacou que a iniciativa demonstra o compromisso dos países envolvidos com a protecção do comércio marítimo e com uma abordagem considerada pacífica para a segurança naval.

Ainda não há confirmação sobre a participação  directa de todos países do bloco nas manobras navais.

O exercício ocorre numa altura em que as tensões entre a África do Sul e os Estados Unidos vêm se intensificando, nos últimos meses.

O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, determinou a retirada do país de mais de seis dezenas de organizações internacionais, numa das decisões mais abrangentes da sua actual agenda de política externa. A medida foi formalizada nesta quarta-feira, após a assinatura de uma proclamação presidencial que confirma o afastamento de 35 instituições internacionais não ligadas às Nações Unidas e de 31 entidades pertencentes ao sistema da ONU.

Segundo um comunicado oficial divulgado pela Casa Branca, a decisão resulta de uma avaliação aprofundada da participação norte-americana em organismos multilaterais, convenções e tratados internacionais. A administração Trump concluiu que várias dessas organizações actuam de forma incompatível com os interesses estratégicos, económicos e políticos dos Estados Unidos.

Embora a lista completa das entidades afectadas não tenha sido tornada pública, o documento sustenta que muitas dessas instituições promovem políticas climáticas consideradas “radicais” e programas ideológicos que, na visão do Governo norte-americano, colocam em risco a soberania nacional e a autonomia decisória de Washington.

A Casa Branca sublinha ainda que o financiamento público destinado a esses organismos será progressivamente encerrado, abrindo espaço para uma realocação dos recursos do Estado. 

Desde o início do seu segundo mandato, há cerca de um ano, Donald Trump tem reforçado uma política de distanciamento do multilateralismo tradicional. Entre as medidas já tomadas destacam-se a suspensão do financiamento à Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) e a saída formal dos Estados Unidos da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Ainda assim, a administração Trump mantém a posição de que os interesses nacionais devem prevalecer sobre compromissos multilaterais considerados desfavoráveis ao país.

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