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O País – A verdade como notícia

O Presidente da China, Xi Jinping, avisou na noite de quinta-feira, na Casa Branca ao homólogo norte-americano, Donald Trump, que Washington deve manter a sua postura correcta contra a independência de Taiwan. A informação foi partilhada esta sexta-feira pela agência de notícias chinesa Xinhua.

Na reunião entre os chefes de Estado das duas maiores potências globais, Xi Jinping expressou o desejo de que os Estados Unidos mantenham a sua postura correcta contra a independência de Taiwan e que tratem a questão de Taiwan com prudência e, lancem bases sólidas para a cooperação estratégica entre a China e os Estados Unidos.

O regime comunista da China reivindica o controle de Taiwan, ilha democrática com governo próprio, que tem recebido apoio diplomático e militar dos Estados Unidos. 

Durante a visita, o Presidente chinês anunciou também que a China vai enviar dois pandas para o jardim zoológico de Atlanta, apresentando os animais como embaixadores da amizade entre os dois países.

A visita  foi alvo de críticas de congressistas democratas, que exigiram a Trump uma posição firme perante Pequim sobre o alegado apoio chinês ao Irão.

A visita Xi Jinping a Washington, iniciada na quarta-feira, é a primeira visita de Estado do Presidente chinês aos Estados Unidos em 11 anos. 

Dezenas de delegados abandonaram, quinta-feira, a sala da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, em protesto contra a actuação militar de Israel na Faixa de Gaza, momentos antes do início do discurso do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

A saída dos representantes diplomáticos ocorreu enquanto Netanyahu se preparava para discursar. O primeiro-ministro israelita classificou os delegados que abandonaram a sessão como «covardes morais», perante os aplausos de apoiantes israelitas presentes na sala.

Durante a sua intervenção, Netanyahu rejeitou as acusações de genocídio em Gaza e defendeu as operações militares israelitas no território palestiniano, no Irão e noutras zonas do Médio Oriente.

O governante afirmou que Israel tem desenvolvido esforços para garantir a segurança da população civil palestiniana e acusou o Hamas de utilizar civis como «escudos humanos».

Netanyahu classificou as acusações de genocídio em Gaza como «a maior mentira do século» e defendeu os ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, afirmando que, sem essas operações, «todos estaríamos mortos».

O primeiro-ministro israelita dirigiu também fortes críticas à Turquia, que acusou de ser uma «super disseminadora de mentiras antissemitas». Acusou ainda vários países estrangeiros de terem gasto «bilhões incontáveis» para difundir, através das redes sociais, o que considera serem informações falsas sobre Israel.

Netanyahu criticou igualmente o presidente da Câmara de Nova Iorque, Zohran Mamdani, que o classificou como criminoso de guerra e que, segundo o primeiro-ministro israelita, tentou impedir a sua visita à cidade.

«Vocês tentaram silenciar-me. Bem, vocês não podem silenciar-me. Vocês não podem silenciar a verdade», declarou Netanyahu durante o discurso.

O chefe do Governo israelita criticou ainda líderes da Europa Ocidental, acusando-os de cederem a «multidões antissemitas», e voltou a acusar o Catar e a Turquia de difundirem informações falsas sobre Israel.

O abandono do plenário expôs as profundas divisões internacionais em torno da guerra em Gaza e a crescente pressão diplomática sobre o Governo israelita.

Internamente, Netanyahu enfrenta igualmente um período político marcado pela campanha para a sua reeleição, prevista para 27 de Outubro, enquanto continua a responder num processo judicial por acusações de corrupção, que rejeita.

O primeiro-ministro israelita é também alvo de um mandado de detenção emitido pelo Tribunal Penal Internacional, que o acusa de crimes de guerra e crimes contra a humanidade relacionados com a guerra em Gaza.

Centenas de iranianos-americanos e apoiantes da oposição iraniana manifestaram-se, na terça-feira, em frente à sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, onde decorre a Assembleia Geral da ONU.

Os manifestantes expressaram apoio ao Conselho Nacional da Resistência do Irão (CNRI), uma coligação de oposição sediada em França, e à sua presidente eleita, Maryam Rajavi.

Durante o protesto, a analista financeira Fereshteh Dameshfar defendeu que uma intervenção militar dos Estados Unidos não seria suficiente para provocar a queda do actual Governo iraniano. Segundo a manifestante, apenas o povo iraniano, com o apoio do CNRI e de Maryam Rajavi, poderá derrubar o regime.

Na mesma linha, o engenheiro mecânico Jafar Sadaghi criticou os ataques que têm provocado vítimas entre a população iraniana, defendendo que a solução deverá passar pelo apoio internacional ao povo iraniano e ao CNRI.

O general norte-americano reformado Wesley Clark, antigo comandante supremo aliado da NATO na Europa, também afirmou que os problemas do Médio Oriente não serão resolvidos através de forças externas. Para Clark, caberá ao próprio povo iraniano decidir sobre uma eventual mudança de Governo.

Os protestos aconteceram no mesmo dia em que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou na Assembleia Geral da ONU e voltou a ameaçar uma acção militar contra o Irão.

Trump questionou se ainda seria possível alcançar um acordo que permitisse ao Irão reconstruir-se ou se, pelo contrário, os Estados Unidos deveriam avançar para a destruição rápida da República Islâmica.

As declarações ocorreram enquanto responsáveis norte-americanos e iranianos mantinham, à margem da Assembleia Geral, conversações directas pela primeira vez em vários meses, com mediação do Qatar. Até ao momento, não foi anunciado qualquer avanço nas negociações.

Em resposta às ameaças de Trump, as Forças Armadas iranianas advertiram que estão preparadas para responder com ataques que classificaram como “devastadores” contra os Estados Unidos e Israel.

O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, deverá discursar nesta quarta-feira perante a Assembleia Geral das Nações Unidas.

 

Presidente norte-americano afirma que terá de escolher entre um acordo com Teerão e a destruição da República Islâmica, num discurso marcado pela retórica de força e dirigido também ao eleitorado dos Estados Unidos.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, na terça-feira, que terá de decidir entre alcançar um acordo com o Irão ou “aniquilar” o país, durante um discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.

A declaração surgiu no contexto da guerra entre Washington e Teerão, que se prolonga há quase sete meses e que Trump justifica com a necessidade de impedir o Irão de desenvolver armas nucleares.

Perante uma sala repleta de líderes mundiais, o Presidente norte-americano apresentou a sua política externa como uma estratégia de confronto bem-sucedida com os adversários dos Estados Unidos e de reforço da influência norte-americana na ordem internacional.

“Enquanto outros falavam de paz, eu construí a paz. Enquanto outros ignoravam as ameaças, eu confrontei-as”, afirmou Trump.

Apesar de se apresentar como um pacificador, o Presidente fez uma ameaça directa ao regime iraniano ao defender que Washington poderá optar por uma solução militar definitiva.

“Tenho uma grande decisão a tomar: será feito um acordo com o Irão que lhes permita reconstruir e criar um país muito maior?”, questionou.

“Ou devo aniquilar rapidamente a República Islâmica, sem nunca mais lhes dar a oportunidade de matar e destruir pessoas e países? Devo expulsá-los para o inferno, sem qualquer possibilidade de sobrevivência?”, acrescentou.

Trump voltou a afirmar que o Irão poderá aceitar um acordo depois das eleições intercalares norte-americanas, marcadas para Novembro. O Partido Republicano corre o risco de perder o controlo do Congresso, num contexto de descontentamento provocado, entre outros factores, pelo aumento dos preços dos combustíveis associado à guerra.

O discurso pareceu igualmente dirigido ao eleitorado norte-americano, numa altura em que cresce o cansaço em relação aos conflitos militares prolongados e às suas consequências económicas.

 

CRÍTICAS AO TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL

Durante a intervenção, Trump atacou também o Tribunal Penal Internacional, acusando a instituição de ultrapassar as suas competências e de visar injustamente os Estados Unidos e os seus aliados.

O Presidente norte-americano tem criticado repetidamente o TPI por investigar alegados crimes cometidos por responsáveis norte-americanos e israelitas. Washington não reconhece a jurisdição do tribunal e rejeita qualquer tentativa de responsabilizar os seus cidadãos perante aquela instância.

As declarações de Trump reforçam a posição da Administração norte-americana contra organismos internacionais que, segundo o Presidente, procuram limitar a soberania dos Estados Unidos ou interferir nas decisões militares e diplomáticas de Washington.

 

RETÓRICA DE FORÇA

O discurso na ONU foi marcado por uma sucessão de afirmações sobre a força militar e política dos Estados Unidos. Trump declarou que a sua Administração está a confrontar os adversários do país e a remodelar a ordem mundial em benefício dos interesses norte-americanos.

A ameaça dirigida ao Irão surge depois de meses de confrontos e de tentativas diplomáticas sem resultados duradouros. Embora Trump continue a admitir a possibilidade de um acordo, as suas declarações indicam que a opção militar permanece sobre a mesa.

A referência às eleições intercalares acrescenta uma dimensão política interna à crise. O Partido Republicano enfrenta dificuldades para manter o controlo do Congresso, enquanto os custos económicos da guerra alimentam o descontentamento entre os eleitores.

A Administração norte-americana sustenta que a pressão militar e económica poderá obrigar Teerão a aceitar um acordo. O Governo iraniano, contudo, tem rejeitado as exigências de Washington e acusado os Estados Unidos de ameaçarem a soberania do país.

 

Salva Kiir prepara novo Executivo de transição horas depois de aprovar alterações à legislação eleitoral que permitem realizar as eleições sem Constituição permanente ou censo nacional

O Presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, dissolveu, esta terça-feira, o Governo de transição, horas depois de aprovar alterações à legislação eleitoral que eliminam a exigência de conclusão de uma Constituição permanente e de realização de um censo nacional antes das eleições.

A dissolução do Executivo ocorre num momento de elevada tensão política no país, que se prepara para realizar, a 22 de Dezembro, as primeiras eleições da sua história. A votação já foi adiada por duas vezes e continua a enfrentar vários obstáculos previstos no acordo de paz de 2018.

De acordo com o gabinete presidencial, a dissolução do Governo ocorreu à meia-noite, hora local, em conformidade com o calendário eleitoral acordado. Salva Kiir deverá agora nomear um novo Governo de transição para supervisionar o processo eleitoral.

As alterações à Lei Eleitoral Nacional, aprovadas na segunda-feira, permitem que as eleições avancem mesmo sem a aprovação de uma Constituição permanente e sem a realização de um censo nacional.

A nova legislação também prevê alterações à estrutura do poder executivo durante o período eleitoral, incluindo a saída dos vice-presidentes nomeados ao abrigo do acordo de paz de 2018.

As mudanças suscitaram críticas de analistas e representantes políticos, que consideram que a nova legislação poderá concentrar poderes nas mãos do Presidente.

Michael Wani, advogado e antigo membro da comissão responsável pela elaboração da Constituição, afirmou que Salva Kiir poderá ficar como a principal figura de poder durante o período eleitoral.

Por sua vez, o analista independente Machot Amuom alertou para a existência de ambiguidades na nova legislação e defendeu que as alterações poderão permitir ao Presidente prolongar o período de transição.

 

TENSÃO AUMENTA EM JUBA

A dissolução do Governo foi acompanhada por um reforço da presença militar nas ruas da capital, Juba. Um jornalista da AFP relatou ter observado um aumento significativo do número de soldados nas principais estradas da cidade.

Um comerciante, que pediu anonimato, afirmou ter encerrado o seu estabelecimento devido à presença militar nas ruas.

O Gabinete de Segurança Interna emitiu, entretanto, uma directiva ordenando que todas as forças de segurança permanecessem uniformizadas e em estado de alerta máximo durante três dias, a partir de 22 de Setembro.

Um funcionário público, também sob anonimato, relatou que o seu ministério foi encerrado sem aviso prévio e que militares foram destacados para as imediações do edifício.

 

ELEIÇÕES SOB PRESSÃO

O Sudão do Sul tornou-se independente em 2011, mas mergulhou, poucos anos depois, numa guerra civil que durou cerca de cinco anos e provocou milhares de mortos e deslocados.

Apesar do acordo de paz de 2018, várias das condições estabelecidas para a realização das eleições continuam por cumprir. Até ao momento, não foi concluído o registo dos eleitores, os exércitos rivais não foram plenamente unificados e a Constituição permanente continua por aprovar.

A tensão política permanece elevada, sobretudo entre o Governo e sectores da oposição. O líder oposicionista Riek Machar encontra-se actualmente detido, acusado de traição.

Perante este cenário, observadores internacionais manifestam preocupação com a possibilidade de o processo eleitoral agravar as tensões entre as diferentes forças políticas e militares e provocar um novo ciclo de violência no país.

 

O partido Rússia Unida, do Presidente Vladimir Putin, reforçou o seu controlo sobre o Parlamento russo, segundo os resultados preliminares das eleições legislativas, realizadas durante três dias e marcadas por fortes restrições à oposição.

Com mais de 95% dos votos contados, o partido do Kremlin deverá conquistar mais de três quartos dos 450 lugares da Duma Estatal, a câmara baixa do Parlamento russo. Os resultados preliminares da Comissão Eleitoral Central apontam para 355 deputados eleitos pelo Rússia Unida.

A votação foi a primeira eleição parlamentar realizada na Rússia desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia, em 2022. Foi também a primeira a incluir residentes de quatro regiões ucranianas ocupadas e posteriormente anexadas pela Rússia, numa decisão considerada ilegal por Kiev.

A votação decorreu igualmente na Crimeia, anexada pela Rússia em 2014. A Ucrânia classificou como ilegal a realização das eleições nos territórios ocupados.

Segundo os resultados preliminares, o Rússia Unida obteve pouco menos de 58 por cento dos votos na componente proporcional, responsável pela distribuição de 225 lugares. O partido venceu ainda 208 dos círculos eleitorais uninominais, garantindo assim a maioria dos restantes lugares da Duma.

Os restantes lugares deverão ser distribuídos sobretudo por partidos da chamada “oposição sistémica”, que, segundo o texto, mantêm posições alinhadas com o Kremlin em questões consideradas fundamentais. Uma parte reduzida dos lugares deverá caber a candidatos independentes.

A eleição decorreu de sexta-feira a domingo e registou uma participação superior a 59 por cento, a mais elevada numa eleição parlamentar russa em mais de uma década.

As autoridades disponibilizaram igualmente o voto electrónico em várias regiões do país e incentivaram a sua utilização. Críticos do processo eleitoral argumentaram que o sistema poderia facilitar o controlo dos resultados pelo Governo.

A eleição ocorreu num contexto de crescente repressão da dissidência. O Kremlin procurou apresentar o escrutínio como uma demonstração de apoio popular à sua intervenção militar na Ucrânia, ao mesmo tempo que procurou limitar os riscos políticos através de medidas contra manifestações de oposição.

A campanha eleitoral foi ainda marcada por uma forte presença dos meios de comunicação estatais, enquanto ataques de drones ucranianos contra refinarias de petróleo e armazéns de grandes empresas de comércio electrónico levaram os efeitos da guerra para várias regiões do território russo.

Os resultados definitivos das eleições deverão ser anunciados na sexta-feira.

Duas mulheres sul-africanas compareceram, esta segunda-feira, a um tribunal nos arredores de Joanesburgo, acusadas do homicídio de uma das nove mulheres encontradas mortas na zona de Kempton Park. Entretanto, a Polícia anunciou a descoberta de um décimo corpo.

Os nove cadáveres foram encontrados em Kempton Park ao longo de um período de dois meses, numa sequência de casos que provocou alarme e indignação entre a população.

As duas mulheres, ambas na casa dos trinta anos, estão entre as três pessoas detidas durante o fim-de-semana no âmbito das investigações ao homicídio de Jabulile Ntimba, cujo corpo foi encontrado no início deste mês. Segundo o Ministério Público, as suspeitas respondem por homicídio, obstrução à justiça e posse de arma perigosa.

O terceiro suspeito, irmão de uma das mulheres detidas, permanece sem acusação formal, devido à falta de provas suficientes para o seu envolvimento no crime.

As duas suspeitas deverão voltar a comparecer em tribunal no dia 1 de Outubro, para uma audiência destinada a decidir sobre o pedido de liberdade sob caução.

A Polícia investiga a possibilidade de o homicídio estar relacionado com questões sentimentais, incluindo um alegado triângulo amoroso.

A África do Sul enfrenta elevados índices de criminalidade violenta, registando, em média, cerca de 60 homicídios por dia, uma das taxas de homicídio mais elevadas do mundo.

 

O partido no poder na Rússia, Rússia Unida, venceu as eleições legislativas realizadas nos últimos três dias no país com 57% dos votos, revelam dados preliminares. A vitória, segundo disse Vladimir Putin, demonstra determinação nacional face à pressão externa e à vitória na guerra contra a Ucrânia.

Após três dias de votação para as eleições  da câmara baixa do parlamento Estatal, entre 18 e 20 de Setembro corrente,  o pleito revela resultados que dão vantagem ao partido de Vladimir Putin. 

A chefe da Comissão Eleitoral Central da Rússia, Ella Pamfilova, disse durante a apresentação do balanço dos resultados preliminares, que o partido no poder “Rússia Unida” manteve e ampliou a sua maioria constitucional, ao obter 57,54 % dos votos, o que significa 355 assentos.   

Por outro lado, o partido Comunista da Rússia obteve 13,81% dos votos e venceu em cinco distritos uninominais, garantindo preliminarmente 40 assentos no Parlamento.

O restante dos assentos foram ocupados pelos partidos Novo Povo e Partido Liberal Democrático.

O anúncio dos resultados finais das eleições parlamentares na Rússia está previsto para a próxima sexta-feira,  25 de setembro.

Estas eleições têm a particularidade de serem as primeiras desde Fevereiro de 2022, altura em que a Rússia lançou o ataque, em grande escala, contra a Ucrânia.

O presidente russo afirmou, antes da votação, que a ida às urnas ajudaria a garantir a vitória da Rússia contra a Ucrânia e a demonstrar determinação nacional face à pressão externa.

A ex-vice-presidente norte-americana e concorrente nas últimas eleições presidenciais inicia acções de campanha para as eleições intercalares de Novembro, que determinam a composição da Câmara dos Representantes, do Senado e Cargos locais. Kamala Harris pretende, enquanto isso, avaliar a possibilidade de voltar a disputar a nomeação presidencial democrata em 2028.

A primeira deslocação de Kamala Harris para a campanha para as eleições intercalares de Novembro será ao Michigan, onde participará numa iniciativa de apoio a Abdul El-Sayed, candidato democrata ao Senado.

A escolha do Michigan tem particular significado político para Harris, segundo revelou a imprensa internacional, uma vez que foi um dos sete Estados decisivos que perdeu para o actual Presidente Donald Trump nas eleições presidenciais de 2024 e integra agora o grupo de seis Estados que iniciarão o próximo processo de escolha do candidato democrata à Casa Branca.

A ex-vice-presidente norte-americana continua a ser uma das figuras mais conhecidas do Partido Democrata, mas uma eventual nova candidatura divide dirigentes e militantes da formação política, depois de não ter conseguido derrotar Trump quando substituiu Joe Biden na corrida presidencial de 2024.

A deslocação ao Michigan poderá também expor divergências internas do Partido Democrata, particularmente em torno da guerra na Faixa de Gaza.

Além do Michigan, Harris deverá participar em acções de campanha no Nevada e na Geórgia.

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