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O País – A verdade como notícia

A Marinha italiana abordou um navio-tanque suspeito de estar ligado à Rússia, durante uma operação realizada no Mar Mediterrâneo, a oeste da ilha de Pantelleria, no centro do Mediterrâneo.

Segundo as autoridades italianas, a operação foi conduzida por elementos da tripulação de um navio da Marinha italiana que actualmente desempenha funções de navio-almirante numa missão da União Europeia no Mediterrâneo.

As autoridades afirmam que o petroleiro, denominado “Toa Payoh”, está sujeito a sanções da União Europeia e integra a chamada “frota paralela” russa, utilizada para contornar as sanções impostas ao sector petrolífero russo na sequência da invasão da Ucrânia.

O navio, que navega sob a bandeira dos Camarões, partiu do porto de Cotonou, no Benim, a 16 de Julho, com destino a Istambul, na Turquia.

De acordo com a Marinha italiana, a abordagem ocorreu depois de o capitão do petroleiro se ter recusado a colaborar quando solicitado a fornecer informações sobre a embarcação. Perante a recusa, militares italianos embarcaram no navio para proceder às verificações.

A chamada “frota paralela” russa é constituída, em grande parte, por petroleiros antigos adquiridos em segunda mão, frequentemente através de entidades cuja estrutura de propriedade é pouco transparente e que estão sediadas em países que não aplicam as sanções contra Moscovo.

Muitos destes navios encontram-se registados sob bandeiras de países como o Gabão, as Ilhas Cook ou outros Estados que não aderem às sanções internacionais contra a Rússia.

A utilização desta frota tem sido uma das principais estratégias para manter o transporte e a comercialização de petróleo russo nos mercados internacionais, apesar das restrições impostas pela União Europeia e outros países ocidentais.

 

Um sismo de magnitude 5,5 atingiu, na madrugada desta segunda-feira, o leste do Egipto, com epicentro localizado a cerca de 40 quilómetros a norte da cidade de Suez. O abalo foi sentido numa vasta área do país, incluindo a capital, Cairo, e chegou até El-Arish, nas proximidades da fronteira com a Faixa de Gaza.

O Instituto Nacional de Investigação de Astronomia e Geofísica do Egipto indicou que o sismo ocorreu por volta das 3 horas da madrugada, hora local.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos registou, por sua vez, o fenómeno com magnitude 5,0, depois de rever uma estimativa inicial. Apesar da intensidade dos tremores, não foram registadas, até ao momento, mortes, feridos ou danos materiais significativos.

Na sequência do sismo, o Ministro da Saúde egípcio, Khaled Abdel Ghaffar, determinou a activação dos planos de resposta a emergências em todo o país e ordenou que os serviços de ambulância permanecessem em estado de alerta máximo.

As autoridades e os serviços de emergência mantiveram-se em prontidão para responder a eventuais ocorrências, enquanto prosseguiam as avaliações nas zonas afectadas.

O Crescente Vermelho Egípcio aconselhou a população a manter-se vigilante e a evitar edifícios antigos ou estruturalmente fragilizados, sobretudo nas zonas densamente povoadas do Cairo, até que os riscos fossem devidamente avaliados.

Embora os sismos de grande intensidade sejam relativamente raros no Egipto, o país já registou fenómenos sísmicos com consequências graves.

Em Outubro de 1992, um sismo de magnitude 5,8 atingiu a região do Cairo, provocando mais de 500 mortos, milhares de feridos e deixando numerosas pessoas desalojadas.

 

O governo da República Democrática do Congo (RDC) subiu ontem para 1.621 o número de mortos e para 3.674 os casos confirmados de ébola pelo surto declarado no leste do país no dia 15 de Maio.

A taxa de letalidade situa-se atualmente em 44,1%, segundo o último boletim publicado pelo ministério da Comunicação congolês, com dados recolhidos até 31 de Julho.

Além disso, 760 pacientes encontram-se em “isolamento ou hospitalizados” e 666 pessoas conseguiram recuperar da doença, enquanto a taxa de rastreio de contactos encontra-se está em 78%.

“A atenção aos pacientes continua apesar da pressão exercida sobre certas estruturas de saúde, enquanto as actividades de comunicação de risco, de participação comunitária e de apoio psicossocial prosseguem com o objectivo de reforçar a adesão das populações às medidas de prevenção”, acrescentou o ministério.

Até ao momento, cinco províncias congolesas foram afetadas pelo surto de ébola: Ituri (epicentro do surto), Kivu do Norte, Kivu do Sul e Haut-Uele (leste), assim como Tshopo (centro-norte).

A atual epidemia tornou-se na última sexta-feira o segundo surto com mais contágios registados da história e o maior em termos de infecções em todo o país, superando o que também ocorreu no leste congolês entre 2018 e 2020, que causou 2.299 mortes e 3.481 casos.

Trata-se da décima sétima epidemia que afecta a RDC, e é a que tem um crescimento mais rápido de contágios em comparação com qualquer outro surto desde a sua declaração, segundo a OMS.

No entanto, ainda está longe da pior epidemia de ébola da história, que ocorreu na África Ocidental entre 2014 e 2016 e que causou cerca de 11.000 mortos e 28.000 contágios.

Depois de ser declarada no passado dia 15 de Maio em Ituri, província fronteiriça com o Sudão do Sul e Uganda, a epidemia propagou-se também a este segundo país.

No entanto, o Uganda deu alta no dia 16 de Julho ao último paciente que permanecia internado no país, depois de ter registado um total de 20 contágios confirmados, incluindo 15 casos considerados como importados da RDC, entre os quais houve duas mortes.

O Governo do Uganda declarou o país “livre de ébola” no dia 28 de Julho, depois de contar 42 dias sem novos contágios.

A epidemia corresponde à cepa de Bundibugyo, cuja taxa de letalidade oscila entre 30% e 50% e para a qual não existe vacina autorizada ou tratamento específico, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera “alto” o risco de expansão do surto na África subsaariana e “baixo” em escala global.

O vírus do Ébola é transmitido por contacto directo com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e causa febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.

 

O presidente da Somália acusou Israel de desestabilizar a região do Corno de África, por reconhecer a região separatista da Somalilândia como um Estado independente.

“A interferência israelita nos assuntos internos da Somália é um dos principais factores que alimentam a instabilidade no Corno de África e na região do mar Vermelho”, declarou, no sábado, Hassan Sheikh Mohamud, durante a oitava sessão do parlamento federal, de acordo com a comunicação social local.

A Somalilândia, oficialmente apelidada de República da Somalilândia, é um Estado parcialmente reconhecido, que, embora pertença oficialmente à Somália, declarou unilateralmente a independência em 1991 e passou a ser um Estado de facto.

Contudo, o Presidente somali afirmou que Mogadíscio vai continuar a defender a soberania, a independência e a integridade territorial do país contra qualquer forma de interferência externa.

A Somália mantém que qualquer interação de governos estrangeiros com a Somalilândia deve ser conduzida em consulta com o executivo federal e em conformidade com o direito internacional.

Em meados de Junho, a Somalilândia inaugurou uma embaixada própria em Jerusalém, uma medida que a Somália considerou “uma violação” da soberania e sem “validade legal ou política”.

Protetorado britânico até 1960, a Somalilândia não é reconhecida internacionalmente, embora tenha Constituição, moeda e Governo próprios.

No entanto, foi reconhecida como Estado por Israel em Dezembro de 2025, provocando uma ampla oposição, particularmente em África, no mundo islâmico, na China e na União Europeia.

A abertura da embaixada em Jerusalém acarretou mais uma controvérsia, já que Israel considera a cidade como sua única capital, incluindo o sector oriental, ocupado em 1967 e anexado unilateralmente em 1980 (uma medida não reconhecida pela comunidade internacional), enquanto os palestinianos reivindicam Jerusalém Oriental como capital oficial.

Apenas seis países, Guatemala, Honduras, Kosovo, Papua Nova Guiné, Paraguai e Estados Unidos, mantêm embaixadas em Jerusalém Ocidental.

As autoridades francesas e italianas continuam em estado de alerta devido aos incêndios florestais e às temperaturas extremas que afectam os dois países.

Em França, prosseguem as operações de limpeza florestal no sudoeste do país, após o incêndio na região de Bordéus ter sido dado como controlado no sábado. Os trabalhos incluem a abertura de acessos, o corte da vegetação e a criação de faixas de protecção, com o objectivo de evitar a reactivação das chamas.

Segundo a imprensa internacional, o incêndio afectou sobretudo as zonas norte e nordeste da região de Bordéus, uma área de grande importância turística, bem como as zonas periféricas da cidade. Em dez dias, as chamas devastaram cerca de 42 mil hectares, elevando para mais de 117 mil hectares a área florestal consumida pelo fogo em França desde o início do ano.

As autoridades locais indicam que o incêndio já não apresenta progressão, mas ainda não foi completamente extinto. Por essa razão, o nível de alerta para incêndios florestais mantém-se no vermelho, enquanto as equipas de emergência permanecem mobilizadas para prevenir novos focos.

Em Itália, a principal preocupação centra-se na quarta vaga de calor que atinge o país. Este domingo assinalou o pico do fenómeno, com 23 cidades colocadas sob alerta vermelho devido às temperaturas elevadas.

De acordo com os últimos boletins meteorológicos e informações divulgadas pelo Ministério da Saúde italiano, são esperadas temperaturas próximas dos 40 graus Celsius, acompanhadas por níveis de humidade muito elevados, factores que aumentam os riscos para a saúde pública, sobretudo entre os grupos mais vulneráveis.

Pelo menos 72 pessoas morreram afogadas ao tentarem entrar ilegalmente em Ceuta, na sequência da vaga migratória registada nos últimos dias. As autoridades espanholas receiam, porém, que o número de vítimas possa ainda aumentar.

O Governo de Espanha confirmou hoje que subiu para 72 o número de mortos retirados das águas junto ao pontão de El Tarajal, na fronteira entre a cidade autónoma de Ceuta e Marrocos.

A confirmação foi feita pelo delegado do Governo espanhol em Ceuta, Miguel Ángel Pérez Triano, durante uma conferência de imprensa. Do lado marroquino da fronteira continua por apurar quantos corpos foram recuperados.

A Associação Unificada de Guardas Civis considera, contudo, que o número total de vítimas mortaes poderá ultrapassar a centena. A organização descreveu os acontecimentos como a mais grave crise migratória de sempre em Ceuta, enclave espanhol no Norte de África com cerca de 83 mil habitantes.

Segundo a mesma associação, cerca de 60 mil pessoas terão entrado ilegalmente em Ceuta entre quinta-feira e sexta-feira, das quaes aproximadamente 48 mil já regressaram a Marrocos.

Por seu turno, fontes da Polícia espanhola, citadas pela agência EFE, indicam que cerca de 73.500 pessoas deixaram Ceuta desde quinta-feira. As autoridades admitem, no entanto, que este número possa incluir migrantes que já se encontravam anteriormente na cidade, bem como pessoas que atravessaram a fronteira mais do que uma vez durante esse período.

As estimativas oficiais do Governo espanhol e da administração de Ceuta apontam para entre 50 mil e 60 mil entradas ilegais durante a vaga migratória. Segundo Madrid, mais de 48 mil pessoas regressaram voluntàriamente a Marrocos até ao final de sexta-feira.

Perante a dimensão da crise, Espanha reforçou o dispositivo de segurança em Ceuta com o envio de militares e o aumento do contingente policial. O Governo anunciou igualmente um acôrdo com Marrocos para acelerar a repatriação das pessoas que entraram ilegalmente na cidade durante os últimos dias.

O número de mortos na crise migratória na fronteira entre Espanha e Marrocos, em Ceuta, subiu para 67, segundo dados divulgados sábado pelo Governo espanhol. Entre as vítimas estão migrantes que morreram afogados ou ficaram sem assistência ao tentarem atravessar um quebra-mar em direcção ao território espanhol.

As autoridades espanholas anunciaram a instalação de uma barreira de contenção com cerca de 500 metros de extensão ao longo do quebra-mar, numa tentativa de impedir novas entradas. A medida surge depois de cerca de 60 mil migrantes terem atravessado a fronteira do pequeno enclave espanhol entre quinta e sexta-feira.

Na manhã de sábado, um pequeno grupo de migrantes, exaustos depois de nadar até à praia urbana de Tarajal, em Ceuta, foi interceptado por soldados espanhóis e escoltado de volta à fronteira com Marrocos.

O Ministério do Interior espanhol informou que a maioria dos migrantes que entraram no território espanhol no Norte de África já foi devolvida a Marrocos.

Depois de vários dias marcados pelo caos e pela concentração de milhares de pessoas nas ruas, na expectativa de encontrar melhores condições de vida em Espanha, Ceuta acordou sábado sob um ambiente de aparente calma, mas com forte tensão.

A situação continua, contudo, a afectar a vida dos cerca de 84 mil habitantes da cidade autónoma. O presidente da Câmara de Ceuta, Juan Jesús Vivas, reconheceu que a crise fronteiriça teve um impacto significativo no quotidiano da população.

“A vida nesta cidade foi afectada em consequência do incidente na fronteira”, afirmou Vivas, acrescentando que, apesar de o processo de retorno dos migrantes estar a decorrer de forma satisfatória, “a cidade ainda não voltou ao normal”.

MIGRANTES RESISTEM AO REGRESSO

Apesar das devoluções, alguns migrantes continuam determinados a permanecer em Ceuta. Entre eles está Mohamed Hatri, um marroquino de 23 anos, que afirmou estar disposto a permanecer no território espanhol mesmo perante as dificuldades.

“Eles fecharam tudo para que não possamos comprar nada para comer, para nos forçar a voltar para o nosso país. Mas, mesmo que fechem tudo, mesmo que tudo esteja fechado, vamos ficar aqui, estejamos com fome ou não”, declarou.

A chegada em massa de migrantes provocou o caos em Ceuta e voltou a colocar a questão migratória no centro do debate político e social na Europa.

Na sexta-feira, manifestantes saíram às ruas de Madrid para protestar contra a entrada de dezenas de milhares de migrantes. A França reforçou igualmente os controlos na fronteira com Espanha, enquanto a Itália anunciou a suspensão, por um mês, do acordo de Schengen com Espanha. A crise em Ceuta agrava assim as tensões em torno da política migratória europeia e coloca novos desafios às autoridades espanholas e aos países vizinhos

Cerca de 48 mil migrantes regressaram voluntariamente a Marrocos, depois de um fluxo maciço de pessoas para o enclave espanhol de Ceuta, no Norte de África, ter desencadeado uma grave crise humanitária e de segurança.

Segundo as autoridades espanholas, aproximadamente 60 mil pessoas atravessaram a fronteira em direcção a Ceuta nos últimos dias, reacendendo o debate sobre a imigração em vários países europeus.

Na tentativa de chegar ao território espanhol, alguns migrantes percorreram vários quilómetros a nado pelo mar, apesar das operações das forças de segurança para impedir a entrada. As autoridades recorreram a canhões de água, gás lacrimogéneo e disparos de advertência para conter o fluxo.

Pelo menos 57 migrantes morreram durante a travessia. Entre as vítimas estão pessoas que se afogaram e outras que perderam a vida num tumulto ocorrido quando tentavam atravessar um quebra-mar próximo de um posto de controlo fronteiriço.

Perante a dimensão da crise, a Espanha mobilizou as Forças Armadas e reforçou o efectivo policial em Ceuta e Melilla, com o objectivo de restabelecer a ordem e reforçar o controlo das fronteiras.

Do lado marroquino, as forças de segurança também entraram em confronto com migrantes que procuravam alcançar os territórios espanhóis. A situação provocou igualmente reacções internacionais, com países como Itália e França a anunciarem o reforço do controlo sobre a entrada de migrantes provenientes de Espanha.

“O que Ceuta está a atravessar é absolutamente insustentável”, afirmou o presidente do enclave, Juan Jesús Vivas, perante jornalistas.

Entretanto, grupos de migrantes tentaram também entrar em Melilla, outro território espanhol situado no extremo Norte de África, onde se registaram confrontos com as forças policiais.

Durante uma visita a Ceuta, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, classificou a situação como uma “violação da integridade territorial de Espanha” e determinou o reforço da presença militar e policial nos dois enclaves espanhóis.

Ceuta, situada junto ao Estreito de Gibraltar, à entrada do Mar Mediterrâneo, pertence a Espanha desde 1580 e constitui, juntamente com Melilla, uma das principais portas de entrada de migrantes africanos no território europeu.

 

Pelo menos 57 pessoas morreram desde quinta-feira ao tentar alcançar a nado a cidade de Ceuta, a partir de Marrocos, segundo um novo balanço divulgado pela delegação do Governo espanhol na cidade autónoma e pelas autoridades policiais locais.

Este número junta-se aos 30 migrantes mortos encontrados até quarta-feira desde o início do ano.

De acordo com os dados compilados pelas agências noticiosas espanholas Europa Press e EFE, sobe assim para 87 o número total de migrantes encontrados mortos na costa de Ceuta, depois de se terem afogado na tentativa de atravessar a fronteira marítima a partir de Marrocos.

As forças de segurança e os serviços de emergência continuam a localizar corpos de pessoas que se lançaram ao mar a partir da costa marroquina de Castillejos, numa tentativa de alcançar a nado o território de Ceuta.

As autoridades não excluem que o número de vítimas mortais possa continuar a aumentar nas próximas horas.

O presidente do Governo Municipal de Ceuta, Juan Jesús Vivas, estimou hoje em 60 mil o número de migrantes que entraram na cidade nas últimas horas, enquanto o Governo espanhol aponta para cerca de 50 mil.

Segundo fontes governamentais, cerca de 37 500 pessoas tinham regressado voluntariamente a Marrocos até às 15h30 de hoje.

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