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O País – A verdade como notícia

O presidente da Turquia já avisou que vai vetar a entrada da Suécia e Finlândia na NATO, se os dois países mantiverem o que Ancara considera ser uma política de acolhimento de militantes curdos. Ou seja, o presidente turco acusa os países de terem uma política de “acolhimento de guerrilheiros curdos”.

Segundo a Euronews, depois de um encontro com o homólogo argelino, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan afirmou que nenhum dos países tem uma atitude clara e inequívoca face a organizações terroristas.

Erdogan critica a atitude aberta de Estocolmo e Helsínquia a respeito de organizações militantes curdas que Ancara considera como ramificações da guerrilha do PKK, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão.

O presidente turco acrescentou que delegações da Suécia e Finlândia vão à Turquia na segunda-feira, mas que se vêm para tentar convencer, não se devem cansar.

Ancara também critica a Suécia por ter suspendido todas as vendas de armas ao país desde 2019, como retaliação à operação turca no norte da Síria.

A Turquia é membro da NATO desde 1952 e sem a sua “luz verde”, bem como a aprovação dos restantes membros – não haverá qualquer alargamento da Aliança.

A política de não-alinhamento militar da Suécia dura há mais de 200 anos, mas a guerra entre Rússia e Ucrânia provoca incertezas para o país europeu. Por isso, pretende aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

Enquanto a Finlândia apresentou o pedido formal de adesão, a Suécia ainda está a preparar o processo para seguir o mesmo caminho, pondo fim a uma tradição de neutralidade dos suecos e, em particular, do Partido Social-Democrata, actualmente no poder.

De acordo com a primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson, citado pelo euronews, “a invasão não-provocada à Ucrânia por parte da Rússia não só é ilegal e indefensável como também mina a ordem europeia na qual a Suécia tem os alicerces da sua segurança”.

Sabe-se que, desde que iniciou a invasão da Rússia à Ucrânia, residentes da ilha sueca de Gotland, outrora desmilitarizada, preparam-se para uma eventual agressão russa e mostram-se a favor da entrada do país na NATO.

Ainda de acordo com o euronews, a NATO diz estar a favor da adesão da Finlândia e Suécia, no entanto a decisão de entrada na organização carece de aprovação e ratificação de todos os países-membros.

O vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Ryabkov, reiterou, hoje, que a adesão da Finlândia e da Suécia à NATO será um erro com amplas consequências que Moscovo não tolerará. O vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros ecoou, assim, as palavras de Vladimir Putin, que classificou a adesão da Finlândia à NATO como um erro.

“O nível geral de tensão militar aumentará, a previsibilidade nessa esfera diminuirá. É uma pena que o bom senso esteja a ser sacrificado por uma ‘medida fantasma’ sobre o que deve ser feito nesta situação em desenvolvimento”, rematou, citado pelo Notícias ao minuto.

A Finlândia anunciou no domingo pretender aderir à NATO, alargando, assim, a aliança militar ocidental, que conta com 30 membros, numa resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia.

Por sua vez, o presidente russo, Vladimir Putin, qualificou no sábado a candidatura da Finlândia como “um erro”, avisando de que será forçado a tomar medidas de retaliação, tanto técnico-militares como outras, se o país aderir à NATO.

De acordo com o Notícias ao Minuto, durante uma conversa telefónica com o seu homólogo finlandês, Putin terá sublinhado que o fim da neutralidade militar da Finlândia seria um “erro, já que não existe qualquer ameaça à segurança da Finlândia”, segundo um comunicado do Kremlin.

O antigo Presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, que deixou o poder em 2017, foi ontem reeleito depois de derrotar o Chefe de Estado em exercício num prolongado escrutínio decidido por parlamentares.

Hassan Sheikh Mohamud, que foi Presidente da Somália entre 2012 e 2017, venceu as eleições após a terceira volta, que se realizaram na capital, Mogadíscio, no meio de um dispositivo de segurança imposto pelas autoridades para evitar ataques, refere o Notícias ao Minuto.

A primeira volta da votação teve a participação de 36 candidatos, quatro dos quais prosseguiram para a segunda volta. Sem nenhum candidato ter ganho pelo menos dois terços dos 328 votos, a votação foi então para uma terceira volta, na qual Hassan Sheikh Mohamud ganhou por maioria simples, que na terceira ronda é suficiente para escolher o vencedor.

Membros das câmaras legislativas alta e baixa escolheram o Presidente em votação secreta dentro de uma tenda num hangar do aeroporto da capital, que é protegido pelas forças de manutenção da paz da União Africana.

A eleição de Hassan Sheikh Mohamud pôs fim a um prolongado processo eleitoral que levantou tensões políticas, após o mandato do Presidente Mohamed Abdullahi Mohamed ter expirado em Fevereiro de 2021, sem um sucessor no cargo.

Segundo o Notícias ao Minuto, foram ouvidos tiros de celebração em partes de Mogadíscio quando se tornou público que Hassan Mohamud tinha derrotado o homem que o substituiu há cinco anos.

A prorrogação de dois anos do mandato de Mohamed Abdullahi Mohamed pelos deputados, em Abril de 2021, desencadeou combates em Mogadíscio, reavivando memórias das décadas de guerra civil que assolaram o país depois de 1991.

No último ano e meio a comunidade internacional fez repetidos apelos para que as eleições fossem concluídas, estimando que os atrasos impediam as autoridades de se concentrar na luta contra os radicais islâmicos, filiados na Al-Qaida e que há 15 anos lideram uma insurreição no país.

A Somália vive em crise desde 1991, quando os “senhores da guerra” depuseram o ditador Siad Barre e depois se revoltaram entre eles. Anos de conflito, ataques de radicais islâmicos e a fome devastaram o país. A Somália enfrenta também uma das piores secas das últimas décadas.

O presidente do Senegal, Macky Sall, actual presidente da União Africana, apelou à criação de uma agência de notação financeira pan-africana, considerando que as agências internacionais exageram o risco de investimento em África, aumentando o custo de financiamento.

Falando num discurso na Conferência Económica Dakar 2022, realizada ontem, Macky Sal defendeu a “necessidade, face à injustiça de classificações às vezes muito arbitrárias, de ter uma agência de classificação pan-africana”, segundo escreve o Notícias ao Minuto.

“Em 2020, enquanto todas as economias sofriam os efeitos da COVID-19, 18 dos 32 países africanos classificados por pelo menos uma das principais agências de notação, viram a sua classificação revista em baixa. Isso representa 56% das classificações revistas em baixa para países africanos em relação a um índice global médio de 31% nesse período”, disse.

O actual presidente da UA argumentou que existem estudos a indicar que pelo menos 20% dos critérios de classificação para os países africanos se baseiam em factores culturais ou linguísticos bastante subjectivos ou alheios aos parâmetros que medem a estabilidade de uma economia.

Para Macky Sal, uma das consequências é que “a percepção do risco do investimento em África é sempre superior ao risco real. Encontramo-nos, assim, a pagar mais prémios de seguro do que o necessário, o que aumenta o custo do crédito concedido ao nosso país”.

 

Diversos Chefes de Estado e organizações árabes do Médio Oriente felicitaram, este sábado, o novo Presidente dos Emiratos Árabes Unidos (EAU), Mohamed bin Zayed Al Nahyan, eleito um dia depois da morte do antecessor, Khalifa bin Zayed.

Em comunicado, citado pelo Nortícias ao Minuto, o secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo, Nayef Falah Mubaraj Hajraf, saudou Bin Zayed e previu o “início de uma nova era e um palco histórico” para o líder de um país “que inspira o respeito e admiração no mundo”.

Desejou ainda que a segurança, prosperidade e estabilidade dos emirados sejam perpetuados durante o mandato de Bin Zayed, o terceiro Presidente do país desde a sua fundação em 1971.

A Organização de Cooperação Islâmica (OIC), que agrupa 57 países de maioria muçulmana, salientou que o novo Chefe de Estado, de 61 anos, é “o melhor sucessor do melhor antecessor”, expressando a confiança de que Bin Zayed continuará o legado do seu meio-irmão Khalifa.

Por seu lado, o presidente do parlamento árabe, Adel Al Asumi, desejou “sucesso” a Bin Zayed “nesta importante fase da história dos Emirados Árabes Unidos, para continuar o processo de construção, desenvolvimento e prosperidade que lançaram as suas fundações e construíram a sua sólida estrutura”, escreve o Notícias ao Minuto.

O Conselho Supremo Federal dos EAU elegeu ontem o governante de Abu Dhabi como novo Presidente, numa altura em que o país está de luto pela morte do seu meio-irmão, na sexta-feira.

Composto pelos governantes dos sete emirados que compõem os EAU, o Conselho Supremo votou a favor de Bin Zayed por unanimidade, num acto que decorreu com grande discrição e à porta fechada.

Bin Zayed já era, na prática, o líder dos EAU desde que o seu meio-irmão sofreu um AVC em 2014 que o afastou da vida pública e do processo de decisão, e é considerado um dos impulsionadores dos recentes desenvolvimentos políticos e económicas do país na última década.

Até ao momento não se sabe quando será realizada a cerimónia de investidura, uma vez que o país está de luto pela morte do anterior Presidente, que foi sepultado em Abu Dhabi, também à porta fechada, num acto em que apenas participaram as principais autoridades.

A Finlândia vai mesmo avançar com um pedido de adesão à NATO, confirmou o Presidente Sauli Niinisto. De acordo com o Chefe de Estado, a entrada na aliança atlântica vai “maximizar” a segurança do país.

A informação, segundo o Notícias ao Minuto, foi dada em conferência de imprensa do Presidente finlandês, este domingo. Putin já se mostrou incomodado com a eventual entrada do ‘vizinho’ na aliança atlântica.

“Este é um dia histórico. Uma nova era começou”, assinalou, ao lado da primeira-ministra, Sanna Marin.

É expectável que o parlamento finlandês aprove esta decisão nos próximos dias. Depois desta aprovação, o pedido formal de adesão à NATO será submetido à sede deste organismo, em Bruxelas, sendo previsível que tal aconteça durante a próxima semana.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO reúnem-se, hoje, em Berlim, capital da Alemanha, para coordenar a resposta à guerra entre a Russa e Ucrânia. O encontro acontece numa altura em que a Rússia prepara-se para anexar a cidade ucraniana de Kherson ao seu território

Quando passam 80 dias da invasão russa à Ucrânia, os ministros dos Negócios Estrangeiros da aliança transatlântica, NATO, reúnem-se este sábado, em Berlim, para coordenar a resposta à guerra na Ucrânia, numa altura em que se discute também a adesão da Suécia e da Finlândia – à qual Portugal já garantiu que dará “todo o apoio”.

Até ao momento, há muitas espectativas sobre as decisões que poderão sair da reunião.

Ainda sobre a Ucránia, a administração militar-civil que actualmente controla a cidade ucraniana de Kherson, prepara-se para anexar o território à Federação Russa. A informação foi avançada pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, que alerta que o Kremlin poderá realizar referendos fraudulentos, segundo escreveu o Notícias ao Minuto.

A Rússia lançou a 24 de Fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior. A ofensiva militar causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, das quais, mais de 5,5 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

Subiu para 27 o número de mortes de pacientes infectados pelo novo Coronavírus após o registo, esta sexta-feira, de mais 21 óbitos na Coreia do Norte, anunciaram as autoridades locais, citados pelo Notícias ao Minuto.

O número de infectados também subiu para 524.440 com registo de mais 174.440 pessoas com sintomas de febre.

Pyongyang disse que 243.630 pessoas já recuperaram e 280.810 permanecem em quarentena, não especificando quantos casos de febre e quantas mortes foram causadas por covid-19.

O país impôs um confinamento geral na quinta-feira, depois de confirmar as primeiras infecções pelo coronavírus SARS-CoV-2, desde o início da pandemia.

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