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O País – A verdade como notícia

O Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Joe Biden, anunciou, hoje, que vai reforçar a presença militar norte-americana em toda a Europa para que a NATO possa responder às ameaças “vindas de todas as direcções e de todas as áreas”.

Joe Biden avançou, durante a cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte, que decorre em Madrid, que os Estados Unidos da América vão “fortalecer a sua posição militar” na Espanha, na Polónia, na Roménia, nos Estados Bálticos, no Reino Unido, na Alemanha e na Itália, para ajudar a NATO.

As declarações do Presidente norte-americano são feitas 24 horas depois de o seu principal conselheiro diplomático e militar ter adiantado que os EUA iam fazer anúncios específicos na cimeira da NATO sobre novos compromissos militares em terra, mar e ar a longo prazo, na Europa, em particular no Leste do continente.

Aliás, um “certo número de países” da Aliança Atlântica também “prometeu aumentar as suas contribuições em matéria de defesa no flanco Leste” da Europa.

Já o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, anunciou esta, hoje, que as forças de reacção rápida da Aliança Atlântica vão aumentar dos actuais 40 mil efectivos para 300 mil até ao próximo ano e serão distribuídas pelos países do Leste da Europa.

A cimeira da NATO teve início ontem e decorre em Madrid até sexta-feira, juntando 44 delegações e Chefes de Estado e de Governo.

Turquia retirou o veto à entrada da Finlândia e da Suécia na NATO, depois de ter sido assinado um memorando de entendimento que responde às preocupações do Governo turco sobre aqueles dois países nórdicos acolherem membros de grupos “terroristas” de activistas curdos.

A informação foi confirmada pelo secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, que explicou que “existe um acordo que permite que a Finlândia e Suécia adiram à NATO”.

“A Finlândia e a Suécia tornarão a NATO mais forte”, afirmou Stoltenberg, em conferência de imprensa, no final de uma reunião entre as partes à margem da cimeira.

Antes disso, o presidente finlandês, Sauli Niinistö, já tinha adiantado que os três países tinham chegado a acordo neste primeiro dia de negociações da cimeira da aliança em Madrid.

Citado pela Reuters, Niinistö disse que houve uma abertura nas negociações para que os três países assinassem um acordo que “estenda o seu apoio total contra as ameaças à segurança de cada um”.

Quando as primeiras-ministras sueca e finlandesa anunciaram uma candidatura, em conjunto, à aliança, a Turquia mostrou imediatamente várias reservas e ameaçou vetar a entrada dos dois países.

O regime de Erdogan acusa a Suécia de albergar militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), uma organização que Ancara considera terrorista. Ancara exige também o levantamento dos bloqueios à exportação de armas por Estocolmo e Helsínquia, após a intervenção militar da Turquia no norte da Síria em Outubro de 2019, o endurecimento da legislação anti-terrorista sueca e a extradição de várias pessoas que descreve como terroristas.

A situação de saúde do ex-Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, agravou-se nas últimas horas. O ministro das Relações Exteriores angolano vai esta quarta-feira para Barcelona acompanhar o estado de saúde do ex-presidente, escreve a imprensa internacional.

Segundo o Expresso, José Eduardo dos Santos está internado numa clínica em Barcelona e encontra-se em coma depois de ter sofrido uma queda e já depois de ter recuperado da COVID-19.

“A situação clínica agravou-se e o senhor ministro foi enviado para Barcelona pelo Presidente João Lourenço, que se encontra em Lisboa, para participar na Cimeira dos Oceanos, disse fonte oficial da diplomacia angolana.
“A situação está a ser acompanhada de perto por Angola ao mais alto nível”, acrescentou fonte, citada pelo Notícias ao Minuto.

 

FILHA DE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS NÃO VAI PERMITIR QUE DESLIGUEM AS MÁQUINAS

Por seu turno, a filha do antigo Presidente angolano, Tchizé dos Santos, afirmou que “não vai permitir que desliguem as máquinas” a seu pai. Tchizé acusa o actual presidente angolano de estar a politizar a doença de seu pai.

“Eu, como filha, nunca irei permitir que desliguem as máquinas de um pai vivo, que tem o coração a bater normalmente, um coração que está bom, não teve ataque cardíaco, não teve AVC”, disse Tchizé.

A filha do antigo Presidente angolano acusa, ainda, o médico de José Eduardo dos Santos de estar a dar informações erradas à media, como forma de preparar a opinião pública para a morte do antigo dirigente.

Pelo menos 49 pessoas perderam a vida na sequência de uma rebelião numa prisão, no município colombiano de Tuluá.

De acordo com o Notícias ao Minuto, a rebelião aconteceu na noite da última segunda-feira, tendo sido confirmada hoje pelas autoridades locais.

O general colombiano, Tito Castellanos, diz que o evento foi “trágico e desastroso”.

Segundo o responsável, tratou-se de uma tentativa de fuga que, depois, originou um tumulto, no qual os presos desencadearam um incêndio.

O Presidente de Angola alertou, esta segunda-feira que o mundo não conseguirá alcançar os objectivos relacionados com a protecção dos oceanos se não lidar com a pirataria marítima, nomeadamente no Golfo da Guiné e no Corno de África.

“Estamos convencidos que não conseguiremos realizar os objectivos relacionados com a protecção do ecossistema marinho se não assumirmos com coragem a necessidade de reforçar a capacidade de defesa e segurança marítima fortemente ameaçadas por grupos de modernos piratas do mar que desenvolvem a sua actividade terrorista nas principais rotas marítimas, ameaçando seriamente o comércio Internacional e a segurança nos oceanos”, disse João Lourenço na cerimónia de abertura da Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, que ontem iniciou em Lisboa.

O chefe de Estado angolano defendeu a necessidade de alargar a cooperação internacional com os países destas regiões, de modo a doptá-los da capacidade para fazerem face a esta ameaça global.

“Torna-se cada vez mais evidente a importância dos oceanos para o fluxo regular de mercadorias, o seu impacto no comércio mundial e na estabilização dos preços dos bens essenciais e das matérias-primas, assim como um funcionamento normal da economia”, afirmou, sublinhando a “importância fulcral e a necessidade incontornável da utilização pacífica dos oceanos como garante da sobrevivência em condições humanamente dignas das populações de todo o planeta”.

As águas do Golfo da Guiné, que se estendem por milhares de quilómetros desde Angola até ao sul do Senegal, estão entre as mais perigosas do mundo devido à pirataria.

Nos últimos anos, estes incidentes que acontecem na costa dos dois maiores produtores de petróleo na África subsaariana, a Nigéria e Angola, têm perturbado as rotas marítimas e custaram milhares de milhões de dólares em prejuízos.

Segundo o mais recente relatório anual Departamento Marítimo Internacional (IMB, na sigla em inglês), divulgado em Janeiro, o número de actos de pirataria marítima desceu em 2021 para 132 ocorrências, o nível mais baixo dos últimos 27 anos, motivado pela descida dos ataques na África Ocidental.

Durante uma semana, de 27 de Junho a 1 de Julho, Lisboa é palco de uma conferência das Nações Unidas dedicada ao oceano. Cientistas, políticos, organizações, empresas e activistas procuram encontrar soluções para proteger o oceano.

Passam quatro meses desde que a guerra começou na Ucrânia. Na semana passada, o Kremlin decidiu que a Bielorrússia vai entrar na guerra, anunciou, este domingo, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, citado pelo Observador.

Numa mensagem direcionada à população bielorrussa, o chefe de Estado declarou que o “Kremlin já decidiu” que Minsk vai participar na ofensiva.

No seu discurso ao país, Volodymyr Zelensky apelou à revolta da população bielorrussa, que não “é escrava nem carne para canhão”.

“Vocês não têm de morrer. E podem prevenir que decidam por vocês o que vos espera a seguir. Tudo depende dos cidadãos da Bielorrússia. Eu sei que podem recusar participar nesta guerra. A vossa vida pertence-vos, não ao Kremlin”, afirmou Volodymyr Zelensky.

“Eu sei que as pessoas da Bielorrússia apoiam a Ucrânia, apoiam-nos e não à guerra”, afirmou o Presidente ucraniano.

“É por isso que a liderança russa quer levar todos os bielorrussos para a guerra, eles querem semear o ódio entre nós”, advertiu.
Volodymyr Zelensky garantiu que a Ucrânia “vai defender-se dos ataques de qualquer direcção e de qualquer arma”.

“Tenho a certeza de que vamos aguentar e vamos recuperar tudo”, sublinhou o Presidente ucraniano, que ressalvou que “qualquer pessoa, qualquer pessoa normal em qualquer país, em particular na Bielorrússia, pode contribuir para a proteção da vida”.

No sábado, o Presidente bielorrusso reuniu-se com o seu homólogo russo, Vladimir Putin. Os dois líderes discutiram as questões de segurança na Europa e o chefe de Estado da Rússia prometeu que enviaria sistemas de mísseis com capacidade militar para território bielorrusso.

 

O Governo ucraniano pediu hoje aos países do G7, reunidos na Baviera, Alemanha, para enviarem mais armas e aplicarem mais sanções contra a Rússia, depois de novos ataques na manhã deste domingo.

A cimeira do G7 “deve responder com mais sanções contra a Rússia e mais armas pesadas para a Ucrânia”, insistiu o chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kouleba, pedindo a “derrota do imperialismo doente russo”, na sequência de um ataque que deixou pelo menos quatro pessoas feridas.

“É extremamente importante que, durante as cimeiras desta semana, o G7 e a NATO demonstrem que o seu compromisso em defender a Ucrânia nunca será mais fraco do que o desejo de Putin de a assumir”, disse Kouleba, num artigo de opinião citado pelo Notícias ao Minuto.

O ministro pediu de novo um aumento e aceleração do fornecimento de armas pesadas, sanções mais duras contra todos aqueles que contribuem para a guerra de Putin e uma paragem total das importações de energia russa.

Os líderes do G7, grupo de grandes potências industrializadas (França, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Itália, Canadá e Japão), estão reunidos no sul da Alemanha a partir de hoje para uma cimeira de três dias, à qual se seguirá uma reunião dos países da NATO (Organização do Tratado Atlântico Norte), em Madrid.

Corpos de 22 jovens foram encontrados dentro de uma discoteca, na África do Sul. As vítimas têm entre 18 a 20 anos de idade, entretanto ainda não foram reveladas as causas das mortes.

Os serviços de Emergência Médica foram chamados ao local na madrugada deste domingo.

Segundo novos dados, citados pelo Notícias ao Minuto, as vítimas seriam todas estudantes e estariam a participar numa festa de celebraçao o fim dos exames escolares.

De acordo com jornal local Dispatch Live, os corpos foram encontrados deitados no chão ou sobre as mesas, sem sinais de violência ou agressão.

Suspeitas iniciais, avançavam que algum incidente no interior do espaço podia ter levado os jovens a tentar fugir, acabando por se abalroar uns aos outros. Contudo, a falta de ferimentos coloca essa hipótese de parte, mantendo-se assim a  tese de envenenamento como a causa mais provável, embora ainda não esteja confirmada pelas autoridades competentes.

No exterior do espaço, várias pessoas reuniram-se, incluindo os pais das vítimas, que exigem entrar dentro do espaço para ver os filhos. As autoridades proibiram o acesso dos pais ao interior do bar ‘Enyobeni Tavern’ uma vez que continuam a investigar o sucedido.

As vítimas feridas no terramoto na província montanhosa de Paktika, no leste do Afeganistão, pedem ajuda internacional para reconstruir suas casas.

O terramoto de magnitude 5,9 que sacudiu parte do Afeganistão, incluindo a capital Cabul, na manhã de quarta-feira, matou mais de mil pessoas, incluindo mulheres e crianças, e mais de 1.500 outras ficaram feridas em Paktika e nas províncias vizinhas de Khost.

O terremoto também destruiu muitas casas e danificou estradas em Paktika, a mais mais atingida.

“Nossas casas desabaram. Está tudo acabado, pois não podemos construir outra casa. Somos pessoas pobres de Giani, e esperamos que a comunidade internacional possa nos ajudar, apenas um pouco mais “, disse um Morador.

Um hospital em Paktika admitiu 57 vítimas de terremotos. Entre eles, 17 estavam em condições relativamente graves e foram transferidos para Cabul, para melhor tratamento, e alguns com ferimentos leves receberam alta após a recuperação.

Até sexta-feira, sete mulheres, um homem e duas crianças permaneciam hospitalizados.

Uma menina de oito anos, Shadana, estava tão assustada com o terremoto que só podia responder perguntas com gestos e era incapaz de falar.

Outra menina de cinco anos, Asma, perdeu toda a família no terremoto. Ela procura o pai desde que chegou ao hospital na quarta-feira, mas os médicos ainda não conseguem dizer a verdade.

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