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O País – A verdade como notícia

A União Europeia (UE) lamenta que o Mali se tenha oposto à liberdade de circulação para que a missão da ONU cumpra seu mandato, num contexto de aumento exponencial de violações e abusos de direitos humanos nos últimos meses.

“A UE insta o Estado do Mali a agir em conformidade com o mandato da Minusma e a realizar investigações eficazes sobre qualquer alegação de violação de direitos humanos, independentemente do suposto autor, bem como a realizar buscas efectivas”, disse a porta-voz, citada pela DW     .

A denominada Missão Integrada Multidimensional de Estabilização no Mali (Minusma), tem um papel importante a desempenhar no Mali, tanto na proteccção dos civis, como no acompanhamento do regresso à paz.

“As capacidades da Minusma em termos de investigação e recolha de provas são um atributo crucial e contribuem para a confiança da população no Estado serviços”, referiu uma porta-voz do Serviço Europeu de Ação Externa, em comunicado.

O Conselho de Segurança da ONU estendeu, na quarta-feira, o mandato da missão no Mali, mas o embaixador permanente do país na ONU, Issa Konfourou, disse que, embora o Mali tenha votado a favor dessa extensão, há oposição à liberdade de movimento da missão.

O Presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, acusa Kiev de disparar mísseis contra o seu país. O governante afirmou este domingo e reiterou que o seu país não tem intenção de combater com a Ucrânia.

O presidente bielorusso diz que já há alguns dias, a Ucrânia tenta atingir alvos militares na Bielorrússia. Alexander Lukashenko diz que trata-se de provocações.

O governante diz, ainda, que os mísseis disparados pelas forças ucranianas foram intercetados.

Lukashenko garante que o seu país não tem qualquer intenção de combater com a Ucrânia.

Desde a ofensiva militar lançada pela Rússia contra a Ucrânia, no final de Fevereiro, a Bielorrússia, um aliado do Kremlin, tem servido de base de retaguarda para as forças russas, que já avançaram da Bielorrússia para a Ucrânia com a intenção de tomar a capital ucraniana, Kyiv em finais de Março.

O número de casos da Varíola dos macacos triplicou nas últimas duas semanas, na Europa. A Organização Mundial da Saúde (OMS) insta os países a fazerem mais para prevenir a transmissão do vírus.

A OMS pediu, ontem, uma acção urgente para prevenir a transmissão da Varíola dos macacos na Europa, devido ao número de casos que tende a aumentar.

De acordo com a OMS, nas últimas duas semanas, o número de infecções pelo vírus triplicou, chegando aos cinco mil casos detectados em 51 países, em todo o mundo.

Na europa, o número de infecções representa cerca de 90% do total global, sendo que 31 países deste continente já identificaram casos, conforme avançou o director da OMS para a Europa.

Hans Kluge adiantou, ainda, que a maioria dos casos reportados até agora tem sido em pessoas entre os 21 e os 40 anos de idade.

O director da OMS para a Europa vincou que uma acção urgente e coordenada é imperativa, pois são necessários maiores esforços, apesar da decisão da agência de saúde da ONU de que a escalada do surto ainda não justifica ser declarada uma emergência de saúde global.

Recorde-se que a Varíola dos macacos é transmitida através de lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados.

O tempo de incubação é, geralmente, de sete a 14 dias.

A crise económica no Líbano deixou 2,2 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar, com as crianças menores de cinco anos a serem as mais afectadas. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), citada pelo Notícias ao Minuto, a situação agravou-se devido à guerra na Ucrânia, que esgotou as reservas de trigo no país e provocou um aumento generalizado dos preços dos produtos básicos.

Os números da ONU divulgados esta sexta-feira indicam uma crise total do país. Segundo as estimativas do Banco Mundial, o Produto Interno Bruto (PIB) vai contrair 6,6% em 2022, após uma queda de 10,5% em 2021 e de 21,4% em 2020, enquanto o salário mínimo não ultrapassa aos 25 dólares.

Segundo os dados das Nações Unidas, o número de pessoas em necessidade urgente de ajuda aumentou 46% em comparação com 2021, enquanto 90% das famílias consomem alimentos mais baratos e 60% limita as suas rações alimentares.

“São números alucinantes que fazem, soar o alarme sobre a insegurança alimentar no país”, disse, ontem, em Genebra, Najat Rochdi, coordenadora adjunta da ONU para a ajuda humanitária no Líbano.

Najat Rochdi lembrou ainda que 1,5 milhões de refugiados sírios não podem pagar a sua alimentação, electricidade ou cuidados médicos.

O Líbano é o país do mundo que, desde 2011 até à actualidade, acolheu mais refugiados da guerra na Síria em comparação com o total da sua população.

O acesso a água potável constitui outro grave problema do país, e que se tornou num bem escasso devido às elevadas temperaturas.

“Quase quatro milhões de pessoas correm o risco imediato de não terem acesso a água potável e os fornecimentos de água alternativos para locais mais vulneráveis também estão comprometidos devido ao elevado custo do combustível e à ineficiência das represas”, explicou Rochdi.

As crianças são as mais afectadas, como sucede na maioria das crises. Mais de 65.000 rapazes e 70.000 raparigas têm dificuldade em aceder à educação por motivos económicos.

As Nações Unidas consideram ser necessária uma ajuda adicional de 163 milhões de dólares para satisfazer as necessidades humanitárias do crescente número de pessoas vulneráveis.

Esta situação implica que o financiamento necessário desde Agosto de 2021 até Dezembro de 2022 se situe nos 546 milhões de dólares.

A República Democrática do Congo (RDCongo) anunciou esta sexta-feira que matou 27 membros do grupo rebelde M23 e soldados ruandeses, em combate no nordeste do país.

“O inimigo foi derrotado. Constatámos 27 elementos neutralizados do lado do exército ruandês e do M23”, disse um porta-voz do Exército na província de Kivu do Norte, tenente-coronel Guillaume Ndjike Kaïko, citado pelo Observador.

O oficial acrescentou que foram recuperadas várias armas, incluindo cinco do tipo AK-47, bem como produtos farmacêuticos, um rádio Motorola, capacetes e outros itens militares fabricados no Ruanda”.

Estes combates decorreram entre 30 de Junho e esta sexta-feira na aldeia de Ntamugenga, localizada no território de Rutshuru, na província de Kivu do Norte, depois de o Exército da RDCongo ter anunciado a 29 de Junho que tinha derrotado os rebeldes em várias localidades.

A Rússia é responsável pela crise alimentar no mundo, por ter invadido a Ucrânia, considera a NATO e assegura o empenho dos aliados em encontrar soluções para retomar a exportação de cereais ucranianos.

Os preços dos alimentos estão a atingir máximos recordes e muitos países dependem da Ucrânia para as importações substanciais de trigo e de outros alimentos, disse o secretário-geral da NATO. Jens Stoltenberg responsabilizou a Rússia pela crise alimentar global desde que invadiu a Ucrânia.

Falando no fim da conferência da cimeira de Madrid, o dirigente da Aliança Atlântica classificou o impacto da crise alimentar como grave, incluindo em algumas das pessoas mais vulneráveis do mundo.

Por isso, acrescentou Jens Stoltenberg, os aliados estão empenhados em encontrar soluções para retomar a exportação de cereais ucranianos.

A invasão à Ucrânia foi ordenada pelo presidente russo Vladimir Putin, a 24 de Fevereiro deste ano, daí que o secretário-geral da NATO entende que o fim da guerra, para evitar a crise alimentar, está nas mãos de Putin.

A concretização desse desejo, prosseguiu o antigo primeiro-ministro da Noruega, passa por a Rússia retirar as suas forças do território ucraniano e declarar fim ao conflito.

A cimeira de Madrid, na Espanha, decorreu sob vigilância apertada. O secretário-geral da NATO passou em revista as principais decisões, como a aprovação do novo conceito estratégico, que designa a Rússia como inimigo e a China como um desafio para os aliados, a reafirmação do apoio à Ucrânia ou a formalização do convite à adesão da Suécia e da Finlândia.

Os dois países nórdicos foram formalmente aceites na quarta-feira, mas o protocolo sobre a matéria será assinado no dia 05 de Julho. A próxima cimeira da NATO será 2023 na Lituânia.

O Presidente indonésio Joko Widodo anunciou, esta quinta-feira, ter entregado ao seu homólogo russo Vladimir Putin uma mensagem do dirigente ucraniano Volodymyr Zelensky, sem revelar o conteúdo, escreve o Notícias ao Minuto.

“Entreguei uma mensagem do Presidente Zelensky ao Presidente Putin. Manifestei o meu desejo de garantir uma comunicação entre os dois presidentes”, declarou Joko Widodo após um encontro com o seu homólogo russo em Moscovo.

“A Indonésia apenas está interessada em que a guerra termine o mais depressa possível”, sublinhou, apelando a todos os dirigentes mundiais a fazerem renascer o espírito de cooperação.

Para Widodo mesmo que a situação ainda permaneça complicada, é necessário avançar para uma solução e iniciar um diálogo.
Por sua vez, Putin agradeceu a Joko Widodo pelas “conversações produtivas” e disse estar “convencido” que os acordos hoje obtidos durante as conversações vão contribuir para “reforçar a parceria russo-indonésia”.

Pelo menos 30 pessoas foram assassinados e um número indeterminado foi sequestrado, incluindo quatro cidadãos chineses, na quarta-feira, num ataque contra uma localidade mineira no estado do Níger, no noroeste da Nigéria, escreve o Notícias ao minuto, que cita a agência espanhola de notícias, a Efe.

“Temos informações de que um grande número de bandidos atacou a aldeia de Ajata, na localidade de Shiroro, esta quarta-feira, mataram muita gente e sequestraram muitas pessoas”, disse o secretário da Coligação das Associações de Shiroro em declarações à Efe.

De acordo com o activista, “recuperaram-se 30 corpos nos bosques até ao momento, enquanto muitas pessoas, incluindo quatro trabalhadores chineses de uma mina, continuam desaparecidos”.

Um forte tiroteio entre os atacantes e diferentes forças de segurança seguiu-se ao assalto, com os meios de comunicação locais a noticiarem a morte de vários agentes da autoridade.

A crise alimentar mundial, causada pela guerra na Ucrânia e pelas mudanças climáticas, já provocou subnutrição grave a mais de 260 mil crianças, desde o início deste ano, o que se traduz em uma criança a cada minuto que passa, revela o UNICEF.

O Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância aponta a “guerra na Ucrânia e as alterações climáticas” como principais causas da “escalada no preço dos alimentos” e do tratamento médico.

Segundo a instituição, desde o início do ano em curso, a escalada da crise alimentar global levou a que mais 260 mil crianças sofram perda de peso severa em 15 países afectados pelo impacto da crise, em particular na Somália, Etiópia, Eritreia, Djibouti e na região do Sahel.

O UNICEF alerta que o “aumento dos preços dos alimentos”, devido à guerra na Ucrânia, aos cortes orçamentais provocados pela pandemia de COVID-19 e também “à seca extrema em muitos países”, fizeram disparar a necessidade de alimento terapêutico prontos a usar, cujo custo deverá sofrer um aumento de 16 por cento nos próximos seis meses.

Actualmente, pelo menos 10 milhões de crianças que se encontram gravemente subnutridas, ou duas em cada três não têm acesso ao tratamento mais eficaz, através dos alimentos terapêuticos, por exemplo à base de amendoim enriquecido com nutrientes, refere a agência das Nações Unidas.

Para mitigar o problema, o UNICEF apela para a disponibilização de 1,2 mil milhões de dólares com vista a evitar milhões de mortes de crianças nos países mais afectados pela crise alimentar e responder às necessidades imediatas dos petizes que sofrem de subnutrição grave.

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