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O País – A verdade como notícia

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu este domingo o fim imediato da violência em Trípoli, a capital da Líbia, onde os combates entre milícias líbias rivais provocaram 32 mortes e mais de 100 pessoas foram hospitalizadas, escreve o Notícias ao Minuto.

De acordo com um comunicado da ONU, citado pelo Notícias ao Minuto, Guterres pede às partes líbias a comprometerem-se com um diálogo genuíno, para resolver o actual impasse político e a não usarem a força para resolver as diferenças.

António Guterres pediu ainda aos líderes das partes em confronto para que protejam os civis e se abstenham de tomar quaisquer medidas que possam aumentar as tensões e aprofundar as divisões.

António Guterres junta-se assim aos apelos à calma lançados por outras instituições multilaterais, como a Liga Árabe, que através do seu secretário-geral, Ahmed Abulgheit, pediu, no sábado, às partes para que recorram ao diálogo e evitem o uso de armas.

Os confrontos eclodiram na noite de sexta-feira entre as forças que apoiam o Governo de Unidade Nacional (GUN), com sede em Trípoli, e combatentes leais ao primeiro-ministro paralelo, Fathi Bashag.

No sábado, o centro de Trípoli transformou-se num autêntico campo de batalha, tendo forçado à retirada de dezenas de famílias de áreas residenciais e de hospitais e edifícios civis, que ficaram danificados pelos intensos combates com armas pesadas.

A existência de dois governos paralelos tem aumentado a instabilidade na Líbia, que já viveu duas guerras civis desde a derrocada do ditador Muammar Kadhafi, em 2011, após sucessivas lutas pelo poder.

 

Realizou-se hoje o Funeral de Estado de José Eduardo dos Santos e o corpo foi depositado no Memorial Agostinho Neto. Nas mensagens da família e de outras entidades do Estado e partidárias, foi destacado o papel de Dos Santos da edificação do país.

Precisamente 80 anos depois do seu nascimento e 51 dias após a sua morte, em Espanha, o corpo de José Eduardo Dos Santos passou a jazer no Memorial Agostinho Neto, em Luanda. A urna já tinha sido colocada na base, este Sábado, depois de um cortejo funeral que circulou pelas principais artérias de Angola.

O Funeral de Estado foi a ocasião em que diversas personalidades, angolanas e não só, puderam dizer adeus e obrigado ao homem que governou o país por 38 anos. O legado de união viu-se quando, mesmo antes da chegada do Presidente Angolano, chegou o líder da UNITA, Adalberto da Costa Júnior.

O Chefe de Estado angolano chegou e foi posicionar-se para receber os seus homólogos estrangeiros, que em viaturas protocolares, foram chegando um a um. Moçambique fez-se representar pelo Presidente da República Filipe Nyusi, que, à chagada, saudou João Lourenço.

Além de Filipe Nyusi, de Moçambique esteve Joaquim Alberto Chissano, antigo Chefe de Estado. Outros presidentes também foram transmitir o seu calor ao povo angolano, com destaque para Marcelo Rebelo de Sousa, de Portugal, Cyril Ramaphosa, da África do Sul, Emmerson Mnangagwa, do Zimbabwe, e José Maria Neves, de Cabo Verde.

Quando estavam todos já no local, João Lourenço acompanhou-os à tenda principal, onde decorreram as cerimónias propriamente ditas.

 

“PARA ELE NADA ERA MAIS IMPORTANTE DO QUE A FAMÍLIA”

Familiares do antigo Presidente de Angola falaram do contributo de José Eduardo dos Santos na família. “De todos os seus papéis, ser pai foi o papel ao qual mais se dedicou, adoptando, sem hesitação, uma Nação inteira e, logo, o continente. Guardaremos com carinho as memórias que partilhou das suas vivências durante a sua juventude. Sempre escolheu o seu sacrifício, ao nosso sofrimento. Não deixarei que usem o seu nome em vão e para benefícios particulares. Não deixaremos que profanem a sua imagem. Lutaremos as nossas batalhas com coragem e determinação, valores que nos passaste. Iremos sempre além, para sermos maiores e melhores, para fazermos mais e lutar pelo impossível. Apesar de todas as dificuldades que atravessou, sozinho, e em silêncio, manteve-se um homem resiliente e seguro nos seus valores e conceitos de vida. Jamais serás esquecido, celebraremos a sua vida”.

 

 “CONTINUAREMOS A CIMENTAR A UNIDADE E COESÃO NO PARTIDO”,  MPLA

Luísa Damião, vice-presidente do MPLA, recordou alguns momentos em que José Eduardo dos Santos dirigiu importantes negociações que culminaram com o alcance da paz em Angola. “Foi sob tua condução que se encontrou a solução negociada que deu fim à guerra e que te valeu o nome de arquitecto da paz. Foi também, sob tua direcção que a 1 de Agosto de 2006 se aprovou um memorando de entendimento para a paz e reconciliação na província de Cabinda. Deixamos o compromisso de tudo fazer para continuar a cimentar a unidade e coesão no nosso partido. Ficam eternamente as memórias e infindáveis recordações do teu papel no meio da família, dos amigos e dos colegas que consigo partilharam uma longa trajetória de lutas e de vitórias.”

 

“A MORTE SEPAROU-NOS, MAS AS MEMÓRIAS ESTARÃO SEMPRE EM NÓS”, FESA

“O Engenheiro José Eduardo dos Santos, a quem o povo angolano chama carinhosamente de ‘ZEDU’, assim foi chamado e mais conhecido. Foi o seu nome um dos mais sonantes, não só porque fez uma geração, mas porque assim mereceu ser tratado, dada a sua natureza de humildade, seriedade, trajectória e forma simples de ser. A partir de agora e aqui a morte separou-nos, mas o sentimento de memória de ZEDU estará sempre em nós. O Engenheiro José Eduardo dos Santos que, infelizmente, partiu para a eternidade, foi o pai da Nação angolana, a qual dirigiu 38 anos em condições muito difíceis.

Após Adalberto Costa Júnior ter confirmado, na sexta-feira, que a UNITA não vai aceitar os resultados anunciados pela CNE, eclodiram vários protestos no país. Para este sábado, foram agendadas várias manifestações.

Nas redes sociais, circulam vídeos que mostram a adesão que estes protestos têm tido, apesar da UNITA continuar a apelar à calma no país.

Esta manhã deste sábado, na província de Benguela, alguns activistas que participavam em mais um protesto contra os resultados eleitorais no município do Lobito foram detidos, refere a DW.

Na sua página do Facebook, a organização não-governamental OMUNGA denuncia que os activistas estão a ser “torturados” pela polícia de Angola e apela à calma a todos os cidadãos.

Também em Luanda, a polícia reprimiu, este sábado, os manifestantes que se preparavam para marchar do Largo da Independência até ao perímetro do Palácio Presidencial, na Cidade Alta, em Luanda. Vários jovens foram detidos e agredidos.

O ministro do Interior, Eugénio , apelou à calma e serenidade no período pós-eleitoral, afirmando que as autoridades estão prontas para responder a possíveis alterações da ordem pública.

As cerimónias fúnebres do ex-presidente angolano José Eduardo dos Santos, iniciadas no sábado, concluem-se hoje, data em que completaria 80 anos, com um funeral de Estado na presença de vários Presidentes, incluindo Filipe Nyusi.

O corpo de José Eduardo dos Santos, que governou Angola de 1979 a 2017, chegou a Luanda no passado dia 20, depois de as autoridades judiciais espanholas terem decidido entregar a guarda do corpo à viúva e mãe de três dos seus oito filhos, Ana Paula dos Santos.

O antigo chefe de Estado morreu em 08 de Julho, com 79 anos, em Barcelona, Espanha, onde passou a maior parte do tempo nos últimos cinco anos, mas as exéquias só agora se vão realizar devido à disputa sobre a custódia do corpo entre duas fações da família de José Eduardo dos Santos, a viúva e os três filhos mais novos, apoiados pelo regime angolano, contra os cinco filhos mais velhos.

A praça da República, onde se encontra o monumento fúnebre do primeiro Presidente angolano, no Memorial António Agostinho Neto, foi novamente escolhida para as cerimónias fúnebres, depois de ter acolhido um velório público sem corpo logo após a morte de José Eduardo dos Santos, durante um luto nacional de sete dias.

Ontem decorreram as homenagens públicas, tendo a urna saído de manhã cedo da residência familiar no Miramar, em Luanda, com honras militares reduzidas, dirigindo-se em cortejo fúnebre para a praça da República.

Hoje, haverá honras militares num programa que inclui música lírica, leitura de mensagens do Estado angolano e da família, do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), da Fundação José Eduardo Santos e leitura do elogio fúnebre, bem como um culto ecuménico, acompanhado de grupos corais.

Estarão presentes 21 delegações de alto nível, incluindo os Presidentes de Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Moçambique, Guiné-Bissau, República Democrática do Congo, República do Congo, Zimbabué e África do Sul, bem como representantes de Ruanda, Guiné Equatorial, Gabão, Namíbia, Timor-Leste e Zâmbia.

Uma espiã russa ter-se-á infiltrado na base da NATO, na Itália, durante anos. A mulher conseguiu entrar nos círculos de personalidades de Nápoles e dos funcionários da base da NATO e da Sexta Frota dos Estados Unidos.

María Rivera é o nome da espiã Russa que esteve infiltrada nas bases da Nato, na Itália, durante vários anos. Rivera foi descoberta graças a uma investigação que durou mais de 10 anos, segundo avança a imprensa internacional.

A investigação descreve a mulher como uma “cosmopolita e autoconfiante de 30 e poucos anos que fala seis idiomas”. Conseguiu entrar nos círculos de personalidades de Nápoles e dos funcionários da base da NATO e da Sexta Frota dos Estados Unidos.

Durante a estadia em Itália, María Rivera usou três passaportes russos, todos com números semelhantes aos de agentes secretos de Moscovo.

O rasto de Rivera foi perdido quando, em setembro de 2018, um sítio de jornalismo de investigação neerlandês e o jornal independente russo “The Insider”, publicaram o nome dos espiões russos que tentaram envenenar o antigo agente Sergey Skripal e o fabricante de armas búlgaro Emilian Gebrev.

A Rússia vem contestando a expansão da NATO nos países fronteiriços, incluindo a Ucrânia, país onde decorre uma guerra desde 24 de fevereiro.

As cerimónias fúnebres do ex-presidente angolano, José Eduardo dos Santos, iniciam este sábado e terminam no domingo, data em que celebraria 80 anos de idade. O funeral de Estado vai contar com a presença de vários Chefes de Estado, Filipe Nyusi.

O funeral de José Eduardo dos Santos, está marcado para domingo, na Praça da República (Memorial Dr. António Agostinho Neto), em Luanda, onde ocorrerá a deposição da urna no jazigo.

Em declarações aos jornalistas, o ministro da Administração do Território e porta-voz da comissão encarregue de elaborar o programa das exéquias, Marcy Lopes, adiantou que para este sábado, está prevista uma homenagem pública na Praça da República com acesso livre dos cidadãos. A Praça, onde se encontra o monumento fúnebre do primeiro presidente angolano, no Memorial António Agostinho Neto, foi novamente escolhida para as cerimónias fúnebres, depois de ter acolhido um velório público sem corpo logo após a morte de José Eduardo dos Santos, durante um luto nacional de sete dias.

A urna sairá de manhã cedo da residência familiar no Miramar, em Luanda, com honras militares reduzidas, dirigindo-se em cortejo fúnebre para a Praça da República.

No domingo haverá honras militares num programa que inclui música lírica, leitura de mensagens do estado angolano e da família, do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), da Fundação José Eduardo Santos e leitura do elogio fúnebre, bem como um culto ecuménico, acompanhado de grupos corais.

Após um momento de saudação e deposição de coroa de flores por parte do Presidente da República, João Lourenço, segue-se a saída da urna com honras militares e início do cortejo fúnebre para o jazigo onde haverá uma cerimónia restrita, com representantes de governos estrangeiros.

Entre os convidados estão 21 delegações de alto nível, incluindo os Presidentes de Portugal, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Moçambique, Guiné-Bissau, República Democrática do Congo, República do Congo, Zimbabué e África do Sul, bem como representantes de Ruanda, Guiné Equatorial, Gabão, Namíbia, Timor-Leste e Zâmbia.

Serão ainda ouvidas 21 salvas de canhões, realizando-se um sobrevoo honorífico de aeronaves e manobras da Marinha angolana na baía da Chicala, sendo as cerimónias concluídas com a deposição da urna no jazigo com uma oração.

José Eduardo dos Santos morreu no dia 08 de Julho, em Barcelona, Espanha, onde passou a maior parte do tempo nos últimos cinco anos.

 

A Ucrânia respondeu à notícia de que o Presidente russo vai aumentar o número de efectivos militares do país, numa altura em que a guerra atingiu o marco dos seis meses, escreve o Observador.

O Ministério da Defesa da Ucrânia diz que Moscovo, para concretizar o aumento de militares definido por Putin, “tem agora de adquirir dois milhões de sacos para cadáveres”.

“A Rússia planeia aumentar o número de funcionários das Forças Armadas para mais de dois milhões. Para implementar o decreto do presidente, o Ministério da Defesa russa tem agora de adquirir dois milhões de sacos para cadáveres”, lê-se numa publicação do Ministério da Defesa ucraniano no Twitter.

Vladimir Putin assinou, esta quinta-feira, um decreto que prevê um aumento dos efectivos militares da Rússia em 137.000 soldados, elevando o número total de operacionais para mais de 1,15 milhões.

O novo decreto de Putin não especifica como será feito o processo de reforço dos quadros das Forças Armadas, nomeadamente se vai passar por um aumento de recrutas e de voluntários, ou se será adoptada uma combinação de ambos.

 

O chefe da Agência Nacional de Polícia do Japão, Itaru Nakamura, apresentou a sua demissão, esta quinta-feira, dizendo responsabilizar-se pelo homicídio do antigo primeiro-ministro do país, Shinzo Abe, no mês passado.

Ainda que Nakamura não tenha adiantando quando é que a sua demissão se tornará oficial, a imprensa japonesa avançou que deverá ser aprovada na sexta-feira, escreve o Notícias ao Minuto.

O anúncio surge após um relatório daquele organismo ter apontado “falhas de segurança”, que permitiram que o atacante, Tetsuya Yamagami, de 41 anos, baleasse o ex-chefe do Governo durante um comício eleitoral em Nara, a 8 de Julho.

“Para reexaminar a segurança e não permitir que isto aconteça novamente, precisamos de um novo sistema”, indicou Nakamura, em conferência de imprensa, citada pela Associated Press.

Segundo o responsável, a organização precisa de “um novo começo”, através da implementação de um “novo plano de segurança”, perante a protecção “insuficiente” que resultou na morte do antigo líder de 67 anos.

O alegado autor do ataque, Tetsuya Yamagami, foi detido no local, tendo levado a cabo o homicídio com recurso a uma arma de fabrico artesanal.

Além da arma caseira usada no crime, foram apreendidas, pelo menos, mais cinco armas.

A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) de Angola revelou, na actualização de resultados feita hoje, que o MPLA vai à frente nas eleições naquele país do Atlântico quando estão apurados 97,03% dos votos. Segundo os resultados provisórios da CNE, o MPLA (no poder em Luanda) recolhe 51,07% dos votos (124 parlamentares eleitos), enquanto a UNITA obtém 44,05% (90 deputados).

A confirmarem-se estes resultados provisórios, o MPLA alcança a maioria absoluta nas eleições angolanas. Com 51,7%, o MPL  elege 124 deputados no parlamento, enquanto a UNITA tem, nesta altura,  44,5%, o correspondente a 90 deputados.

Já o PRS tem  1,13% (elege dois deputados); FNLA 1,05% (dois deputados)
PHA 1,01%  (dois deputados); CASA-CE 0,75% (sem deputados eleitos); APN 0,48% (sem deputados eleitos); e P-NJANGO 0,42% (sem deputados eleitos).

A  Comissão Nacional Eleitoral (CNE) considerou, hoje, em Luanda, que as eleições gerais decorridas a 24 de Agosto, em todo o país, “foram um sucesso, independentemente de alguns relatos sobre actos lesáveis, não comprovados”.

Falando em conferência de imprensa de balanço sobre o fim da votação, o seu porta-voz, Lucas Quilundo, afirmou que a CNE não recebeu qualquer denúncia ou notificação relacionada com irregularidades no processo.

Explicou que tão logo terminou o processo, as contagens começaram, conforme as actas elaboradas e que essa tarefa é contínua, razão pela qual não existe uma previsão para a divulgação dos resultados definitivos.

“A nossa conclusão de que as eleições decorreram com lisura, transparência e legalidade não é apenas uma apreciação resultante da constatação e análises, mas também por relatórios e pontos de vista dos observadores”, sustentou.

O responsável admitiu ter havido algum excesso de zelo por parte de certos técnicos da CNE, sobretudo na anulação de votos e dificuldades de credenciamento de delegados, pelo que pediu desculpas, pois recebeu a informação com “estupefacção e estranheza”.

MPLA DIZ QUE RESULTADOS “DÃO MAIORIA ABSOLUTA” PARA GOVERNAR

O MPLA disse, hoje, que “tem maioria absoluta suficiente para governar tranquilamente” com a vantagem que leva nos resultados provisórios das eleições de quarta-feira.

“É uma constatação, ainda assim é preciso dizer que o MPLA ganha com uma maioria absoluta suficiente para governar tranquilamente nos próximos cinco anos. Julgo que os resultados provisórios não poderão alterar grande coisa”, afirmou o secretário para a Informação do Bureau Político do MPLA, Rui Falcão, citado pela agência LUSA.

Para o político do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder desde 1975, depois dos 97,03%  dos votos já contabilizados pela CNE “dificilmente o MPLA poderá perder a maioria absoluta que tem”.

“Temos também a nossa base de dados e sabemos o que vai dar e, neste momento, tudo indica que está consolidada essa maioria absoluta, mas é preciso dizer que mais de 90% dos países democráticos do mundo governam com maioria absoluta”, sublinhou.

Segundo Rui Falcão, o seu partido, que governou a última legislatura com maioria qualificada, “era uma excepção, mas, com essa maioria qualificada, nunca deixamos de negociar os aspectos fundamentais para o desenvolvimento do país”.

“Portanto, continuamos no mesmo diapasão, com a mesma tranquilidade e olhando para o futuro de Angola”, disse em declarações aos jornalistas na sede nacional do partido, em Luanda.

Sobre a liderança de votos da UNITA, em Luanda, maior praça política do país, Rui Falcão referiu que a mesma resulta da abstenção dos militantes do MPLA.

“É basicamente a abstenção da nossa base militante, claro que é o que vamos estudar a seguir, temos que ter a serenidade e tranquilidade suficiente para que de forma equidistante analisar tudo quanto aconteceu e tirar conclusões”, frisou.

O MPLA, justificou, “continua ser o mesmo, nós somos um partido muito forte, uma coisa é reorientar políticas, reorganizar internamente o partido, outra é o partido mudar”.

“Não muda coisa nenhuma, nós naturalmente vamos evoluir, como temos evoluído ao longo dos anos e não temos outro caminho”, notou.

Em relação ao Zaire, onde a UNITA lidera igualmente na contagem provisória, o político do MPLA descartou qualquer quebra do seu partido, apontando as vantagens dos “camaradas” em províncias onde a UNITA tem forte apoio.

“Não, veja que onde eram os bastiões do nosso principal adversário vencemos e de forma significativa, é a conjuntura, a vida democrática é isso mesmo, hoje uns e amanhã outros”, argumentou.

“Precisa de saber ganhar e perder, não perdemos nada, ganhámos com uma maioria absoluta que nos permite governar com tranquilidade, a baixa votação não tem reflexos na governação, temos toda a base legal para governar e não precisamos de nada para o efeito, temos uma maioria absoluta e é isso que é necessário.”

UNITA PEDE CALMA AOS APOIANTES MAS DIZ TER DADOS QUE PODEM DAR VITÓRIA

A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) apelou à calma dos seus apoiantes, mas disse ter já dados das actas eleitorais que lhe podem dar uma vitória nas eleições gerais de quarta-feira.

Depois de a CNE ter indicado que o MPLA tem maioria absoluta, segundo os dados preliminares a partir das actas-síntese que incluem os votos de cada uma das mesas de voto, Ruben Sicato, dirigente da UNITA, afirmou que o partido está a assumir uma posição “responsável” e deve contar as actas e ter a certeza antes de reivindicar vitória, escreve a LUSA.

Muitos dos apoiantes têm dito que “nunca deveríamos aceitar os resultados que a CNE está a apresentar”, porque “sabem que o que está a ser apresentado não corresponde à realidade”, afirmou Ruben Sicato, em conferência de imprensa na sede do partido.

No entanto, acrescentou: “Temos de tomar a atitude que deve ser de um partido responsável, temos que ter as actas” das votações e “não há espaço para nós criarmos um ambiente de convulsões, um ambiente de certa agitação que foi o que o nosso adversário procurou fazer o tempo todo”.

Já a Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE) insiste em contagens paralelas, contesta os resultados oficiais provisórios e diz que vai aguardar pelos resultados definitivos.

A vice-presidente da CASA-CE, Cesinanda Xavier, que falava em conferência de imprensa, acusou a CNE de não afixar as actas-sínteses em todas as assembleias.

“As actas da contagem paralela estão a chegar, por isso pensamos que os resultados não reflectem a realidade em comparação com as actas que estamos a receber”, disse.

POLÍCIA GARANTE QUE SITUAÇÃO É TRANQUILA

O porta-voz do Posto Principal para a Segurança das Eleições de 2022, Orlando Bernardo, assegurou, citado ao Jornal de Angola, que a segurança pública é tranquila em todo o país, depois das eleições gerais.

“Tudo correu com a maior tranquilidade, não há problemas com a segurança pública”, tranquilizou Orlando Bernardo em conferência de imprensa, acrescentando que as Forças de Defesa e Segurança “cumpriram o seu papel com zelo e dedicação”, disse a fonte citada pelo Jornal de Angola.

 

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