Skip to main content

O País – A verdade como notícia

A China ameaça os Estados Unidos com “contramedidas” caso não cancele a nova venda de armas a Taiwan, anunciada esta sexta-feira pelo governo norte-americano. Os Estados Unidos anunciaram, esta sexta-feira, uma ajuda militar a Taiwan, no valor de 1.100 milhões de dólares. O pacote visa reforçar o sistema de mísseis e radares da ilha, cuja soberania a China reivindica.

O governo dos Estados Unidos aprovou a venda para Taipei de 60 mísseis Harpoon, 100 mísseis táticos Sidewinder e um contrato de manutenção do sistema de radar de Taiwan, avaliado em 665 milhões de dólares.

Em reação, a China, que tem realizado exercícios militares nos arredores da ilha, pediu aos Estados Unidos para que “revoguem imediatamente” as vendas de armas, “para que não afete ainda mais as relações com os EUA, bem como a paz e a estabilidade no estreito de Taiwan”.

O anúncio da nova ajuda ocorre num momento de tensão entre Washington e Pequim, acentuada pela recente visita a Taiwan da presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, a democrata Nancy Pelosi.

A dois meses das eleições intercalares de Novembro, o Presidente norte-americano, Joe Biden, foi a Filadélfia, berço dos Estados Unidos, para, num discurso televisivo em horário nobre, atacar o “trumpismo”. O Presidente norte-americano alertou, esta quinta-feira, que os valores democráticos dos Estados Unidos estão a ser atacados por forças extremistas leais ao seu antecessor, Donald Trump, escreve a Euronews.

Segundo o Observador, Biden afirmou que Trump é uma ameaça às fundações do país.

“Muito do que está a acontecer no nosso país hoje não é normal. Donald Trump e os republicanos do MAGA representam um extremismo que ameaça os próprios fundamentos da nossa República”, disse Biden, a partir do Independence Hall, em Filadélfia (estado da Pensilvânia), local que foi palco de algumas das mais importantes decisões da história do país, como a adopção da Declaração de Independência e da Constituição norte-americanas.

Num discurso de cerca de 25 minutos, em que elevou o tom de voz em alguns momentos, Biden sublinhou que “a igualdade e a democracia estão sob ataque” nos Estados Unidos.

“Não há dúvida de que o Partido Republicano hoje é dominado, dirigido, intimidado por Donald Trump e os republicanos do MAGA. E isso é uma ameaça para este país. (…) Os republicanos do MAGA fizeram a sua escolha. Eles abraçam a raiva. Eles prosperam no caos. Eles vivem não à luz da verdade, mas à sombra da mentira. Juntos, podemos escolher um caminho diferente”, acrescentou o democrata, reforçando acreditar que a maioria dos eleitores republicanos não seja extremistas.

O líder da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, voltou a afirmar, esta quinta-feira, que o MPLA não venceu as eleições e exigiu à CNE a comparação das actas das assembleias de voto. UNITA já entrou com pedido de anulação da votação no Tribunal.

O líder da UNITA prometeu que não vai abandonar quem votou no seu partido. “A UNITA e o seu presidente não abandonarão aqueles que confiaram o seu voto na alternância”, afirmou Adalberto Costa Júnior, numa declaração em vídeo divulgada pouco antes da meia-noite na sua página do Facebook.

Na referida mensagem, Adalberto Costa Júnior explicou que o pronunciamento do seu partido sobre os resultados definitivos das eleições surge apenas agora por duas razões: “uma relacionada com o contencioso eleitoral, cujos prazos em execução neste momento, e previstos na lei, procurámos respeitar. A outra diz respeito à contagem paralela, um processo sensível e complexo, que se encontra agora na sua fase final”, escreve a DW.

Numa outra declaração, feita no Twitter, o líder da UNITA disse esperar que a Comissão Nacional Eleitoral não se furte em confrontar as actas em sua posse com as cópias das actas em posse dos partidos políticos.

“Tudo faremos para que todos os votos sejam efectivamente contabilizados e respeitados”, disse o líder do partido, acrescentando que “estamos juntos, povo angolano, unidos pela mesma causa comum, o respeito escrupuloso pela verdade eleitoral por uma Angola de todos”, concluiu.

Na segunda-feira, a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) angolana anunciou os resultados finais que deram uma vitória, com maioria absoluta, ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).

Os Estados Unidos criticaram, esta quarta-feira, o Presidente russo, Vladimir Putin, por “usar a energia como arma” ao suspender o fornecimento de gás para a Europa através do gasoduto Nord Stream 1.

“O Presidente Putin está mais uma vez a usar a energia como arma”, disse um dos porta-vozes da Casa Branca, John Kirby, à imprensa.

De acordo com o Observador, o consórcio estatal russo Gazprom suspendeu, a partir desta quarta-feira e até ao próximo sábado, o fornecimento de gás à Europa através do gasoduto Nord Stream para “trabalhos de manutenção de rotina”, justamente quando os países aceleram o enchimento das suas reservas para o inverno e implementam planos de poupança de energia.

A União Europeia (UE) garante que está agora mais bem preparada do que há alguns meses, quando teve de enfrentar os cortes da Gazprom em várias frentes, não apenas através do gasoduto Nord Stream.

Os stocks de gás da União Europeia (União Europeia) estão agora acima de 80% da capacidade, o limite de referência que o bloco havia estabelecido para garantir um certo nível de abastecimento no outono e inverno.

John Kirby atribuiu parte da melhoria na preparação da Europa ao grupo de trabalho que o Presidente norte-americano, Joe Biden, criou em Março com a UE, visando procurar formas alternativas de levar gás ao velho continente, incluindo exportações desde os Estados Unidos de gás natural liquefeito (GNL).

Desde Março, as exportações de GNL para a Europa aumentaram mais de 60% em relação ao mesmo período do ano passado, com os EUA a responder por dois terços desse aumento, observou Kirby.

Até ao momento, Moscovo fechou total ou parcialmente os fluxos de gás para 12 países membros da UE e a Alemanha teme que corte definitivamente a torneira Nord Stream 1.

A gigante russa Gazprom suspendeu, esta quarta-feira, o fornecimento de gás à Alemanha, e consequentemente à Europa, através do gasoduto Nord Stream 1, que faz a ligação entre a Rússia e Alemanha, até dia 3 de Setembro, escreve o Notícias ao Minuto.

A suspensão “de forma temporária” é justificada com trabalhos de manutenção na única turbina que bombeia o gás na infraestrutura, que se encontra localizada na estação de Portovaya.

De acordo com os dados fornecidos no site da Nord Stream, a empresa que opera o gasoduto, a interrupção começou às 04h00, horário de Moscovo.

Os trabalhos serão realizados em conjunto com especialistas da Siemens. Quando a manutenção for concluída, o bombeamento de gás será restabelecido na totalidade.

Refira-se que a Rússia tem vindo a reduzir gradualmente o volume de fornecimento de gás através do Nord Stream sob pretexto de problemas técnicos e necessidade de reparação de equipamentos do gasoduto. No entanto, esta pode ser uma estratégia para pressionar o Ocidente.

A Europa continua a lutar contra o aumento dos custos da energia para famílias e empresas e anteveem um corte total da energia russa em breve. Por esse motivo, a Europa tenta encontrar alternativas ao fornecimento russo o mais cedo possível para garantir reservas para o próximo inverno.

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu esta terça-feira apoio financeiro internacional de 160 milhões de dólares para ajudar as pessoas afectadas pelas fortes chuvas no Paquistão.

Numa mensagem divulgada pelo Observador, Guterres afirma que o governo paquistanês está a utilizar fundos de emergência, mas que as necessidades continuam a aumentar e exigem “atenção colectiva e prioridade global”.

Segundo o secretário-geral da ONU, com os fundos pedidos pretende-se fazer chegar a mais de cinco milhões de pessoas “alimentos, água, saneamento, educação de emergência, protecção e apoio à saúde”, disse o secretário-geral.

Na sua mensagem, divulgada enquanto decorre em Genebra uma conferência de imprensa com a presença de responsáveis da ONU e um membro do Governo do Paquistão, Guterres chamou ainda atenção para a necessidade de redobrar esforços para combater as alterações climáticas.

“Enquanto continuamos a assistir a cada vez mais eventos climáticos extremos em todo o mundo, é uma afronta que a acção climática esteja a ser colocada em segundo plano e as emissões de gases de efeito estufa continuem a aumentar, colocando todos nós, em todos os lugares, em perigo crescente”, disse o responsável da ONU.

A época das monções é habitualmente a mais chuvosa no Paquistão, mas este país tem registado chuvas que quase triplicam os valores médios sazonais.

Os serviços de emergência paquistaneses elevaram para mais de 1.100 o número provisório de vítimas mortais após a estação chuvosa que assola o país há semanas e que levou o Governo a declarar a situação de calamidade em mais de 50 distritos.

A Autoridade Nacional de Gestão de Desastres do país contabilizou pelo menos 1.136 mortes, segundo o boletim divulgado na segunda-feira e que coloca Sindh (402 mortos), Jaiber Pakhtunjuá (258) e Baluchistão (244) como as regiões mais afetadas.

Além disso, também registou pelo menos 1.634 feridos, embora seja uma contagem provisória porque muitas áreas ainda estão completamente inundadas.

No total, estima-se que mais de 33 milhões de pessoas foram afectadas directa ou indirectamente pelo temporal.

As autoridades calculam que mais de um milhão de casas sofreram algum tipo de dano, incluindo mais de 300.000 que foram completamente destruídas. Mais de 735.000 cabeças de gado também foram perdidas e há quase 3.500 quilómetros de estradas danificadas.

Quase um terço dos países africanos impõe barreiras à educação de adolescentes e jovens mães ou grávidas. A ONG Human Rights Watch escrutinou mais de 100 leis e políticas e realça que as autoridades “não devem retirar arbitrariamente o acesso das raparigas à educação como castigo por terem engravidado”.

As adolescentes e jovens grávidas enfrentam significativas barreiras legais e políticas para continuar a sua educação formal em quase um terço dos países africanos, de acordo com um relatório da organização não-governamental (ONG) Human Rights Watch divulgado esta terça-feira, ciado pelo Notícias ao Minuto.

Não obstante a maioria dos governos africanos proteger o acesso à educação através de leis, políticas, ou medidas para estudantes grávidas ou mães adolescentes, há ainda muito caminho a percorrer no domínio da implementação, monitorização e aplicação de políticas a nível escolar.

Sem tais medidas, dezenas de milhares de estudantes em toda a África continuarão a ser excluídos“, afirma o relatório da Human Rights Watch (HRW), assente num novo índice interativo que compila leis e políticas relacionadas com a gravidez adolescente em escolas de todos os 54 países-membros da União Africana (UA), detalha essas leis e políticas, assim como as deficiências na proteção do acesso à educação por parte das jovens.

“Muitas raparigas grávidas e mães adolescentes em África continuam a ver negado o seu direito básico à educação por razões que nada têm a ver com o seu desejo e capacidade de aprender“, sublinhou Adi Radhakrishnan, bolseiro patrocinado pela HRW no programa de direitos humanos Leonard H. Sandler, acessível aos doutorados em direito pela Universidade de Colúmbia.

Trinta e oito dos 54 países africanos têm leis, políticas, ou medidas que protegem a educação das raparigas adolescentes durante a gravidez e a maternidade, sendo que recentemente, alguns destes países inverteram anteriores políticas negativas.

Entre os países africanos de língua oficial portuguesa, o estudo apenas particulariza o caso da Guiné-Bissau, considerando positivo um projecto de lei de protecção da criança com medidas de proteção para as raparigas grávidas e mães adolescentes apresentado pelo governo guineense em março último. A HRW alertou, porém, para a dissolução do parlamento guineense em maio, que suspendeu todo o processo.

 

Mais de 25 mil crianças estão desaparecidas em África como resultado, entre outras causas, da fuga a conflitos, segundo informação divulgada esta segunda-feira pelo Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), escreve o Observador.

Os menores representam 40% dos 64.000 desaparecidos registados pelo CICV no continente, afirma a instituição em comunicado, por ocasião do Dia Internacional dos Desaparecidos, que se comemora esta terça-feira.

O CICV diz que actualmente, mais de 35 conflitos armados estão activos na África e milhares de pessoas, incluindo crianças, atravessam anualmente fronteiras, o deserto do Saara e o mar Mediterrâneo em busca de segurança e de uma vida melhor.

Esses movimentos geralmente envlvem grandes riscos, incluindo o de desaparecimento, e os casos documentados de pessoas desaparecidas estão a aumentar, adianta o CICV, realçando que “os números reais são muito maiores”.

“Infelizmente, os 25.000 casos registados não abrangem todo o âmbito deste trágico e muitas vezes negligenciado problema humanitário. Não há dúvida de que há mais crianças cujo destino permanece desconhecido”, refere Patrick Youssef, director regional do CICV para a África, citado no documento.

Durante o deslocamento, seja interno ou transfronteiriço, as crianças enfrentam riscos de exploração, violência, angústia mental e desaparecimento.

O documento refere ainda que muitos também acabam sozinhos, sem saber a localização das famílias. O CICV afirma ter mais de 5.200 casos documentados de crianças desacompanhadas na África.

O Comité Internacional da Cruz Vermelha, juntamente com a União Africana (UA), organizou esta segunda-feira uma reunião de alto nível, em Adis Abeba, na Etiópia, para promover uma abordagem mais coerente e eficaz entre os Estados africanos por forma a prevenir o desaparecimento de pessoas e a prestar melhor informação sobre o seu destino às famílias.

“Ter as políticas certas pode salvar vidas. É um passo essencial para proteger os migrantes e as famílias de pessoas desaparecidas. Isso é uma questão de humanidade e dignidade humana”, frisou Youssef.

“As famílias dos desaparecidos enfrentam imensa dor e obstáculos, que muitas vezes transcendem gerações. Estão presas num limbo, incapazes de seguir em frente ou chorar. A procura dos seus entes queridos nunca termina”, salientou.

Em 2021, o CICV ajudou a determinar o endereço e o destino de 4.200 pessoas e reuniu 1.200 famílias em toda a África. Além disso, também permitiu que se realizassem mais de 773.000 chamadas telefónicas e de vídeo entre famílias separadas na sequência de conflitos armados ou outras situações de violência, migração ou detenção.

Dois dias depois de Adalberto Costa Júnior ter pedido uma comissão internacional para avaliar as actas eleitorais, já que os dados da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) não coincidem com os da Comissão Nacional de Eleições (CNE), o Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou este domingo que o processo eleitoral em Angola deve ser resolvido internamente pelos angolanos.

Para Marcelo Rebelo de Sousa esta “é uma questão interna angolana, que deve ser resolvida entre os angolanos e não por intermediários internacionais, mesmo sendo amigos, como é o caso de Portugal ou da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)”.

Neste processo eleitoral que ainda está em curso, “o papel de Portugal é ouvir, respeitar, não se meter naquilo que não é chamado, mas ser naturalmente sensível a estes valores: é um tema angolano, não é um tema internacional, não é um tema que seja resolvido por outras instâncias intermediárias que não sejam os angolanos”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

 

+ LIDAS

Siga nos