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O País – A verdade como notícia

Israel realizou, este domingo, vários ataques aéreos na Síria, perto da cidade de Homs, controlada pelo governo. A informação foi avançada pela agência estatal síria, citada pela Euronews.

Em comunicado, o Exército israelita indicou que um foguete antiaéreo foi lançado da Síria em direcção a Israel e que “explodiu no ar sobre o território israelita”.

De acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), um membro da Guarda Revolucionária do Irão morreu num bombardeio na periferia de Homse quatro combatentes ficaram feridos.

Os ataques israelitas também atingiram, alegadamente, uma base de defesa aérea em Qadmus.

O Governo francês voltou a mobilizar, ontem, 45.000 polícias para lidar com os protestos que decorrem no país. O ministro do Interior pediu “firmeza” e que todas as detenções sejam efectuadas “o mais rapidamente possível”.

Várias cidades francesas tornam-se palco de protestos e confrontos, após a morte de um jovem de 17 anos pela polícia, durante uma fiscalização de trânsito na França.

O Ministério Público, citado pela imprensa internacional, disse que o jovem estava a conduzir na faixa dos autocarros, tendo sido mandado parar pela polícia, mas não obedeceu à ordem. Um dos agentes disparou contra Naël, atingindo-o no braço e no peito.

As cerimónias fúnebres de Naël decorreram no sábado, em Nanterre, com um velório privado, uma cerimónia na mesquita e o enterro num cemitério local, onde compareceram centenas de pessoas.
A avó de Naël M. apelou ontem aos manifestantes que parem com os confrontos, após cinco noites de tumultos.

“Quero que tudo isto acabe. Peço às pessoas que estão a destruir coisas que parem. Não destruam as escolas”, afirmou a avó de Naël M., identificada como Nadia, em declarações à BFMTV, um canal de notícias francês.

Nadia acusou parte dos manifestantes de estar a usar a morte do neto como uma desculpa para destruir o país.

“Não destruam as escolas, não destruam os autocarros”, reforçou.

O Governo francês também pediu, ontem, para que se evitem generalizações sobre a polícia francesa e garantiu que, em caso de abuso, a justiça investigará.

Foi lançada na Zambézia a primeira pedra para a construção de uma fábrica de processamento de coco, avaliada em 4,8 milhões de dólares. O projecto, que será implantado no povoado de Guruai, vai permitir o processamento de 20 mil cocos por dia, produzindo óleo, água, fibra e copra.

Desde 2008, ano em que foi concebido o projecto de combate e controlo do amarelecimento letal, que foi aprovado pelo Governo moçambicano, até 2014, o Millennium Challenge Account (MCA) aplicou um volume de investimento na ordem de 18 milhões dólares para satisfazer o sector familiar. Ou seja, depois de abatidas as palmeiras doentes, o MCA trabalhou junto das comunidades afectadas no sentido de se fazer a reposição através de novas mudas resistentes àquela doença.

Nas zonas totalmente afectadas, foram criadas alternativas para apoiar a renda das famílias camponesas, tendo alguns coqueiros resistido à doença. Alguns estudos indicam que mais de 60 mil hectares de coqueiros do sector familiar, nas zonas epidémicas, estão controlados.

Para revitalizar o palmar, está em curso um grande projecto que visa relançar o sector familiar. A província da Zambézia acolheu o lançamento da primeira pedra para a construção de uma fábrica capaz de processar 20 mil cocos por dia, produzindo óleo, água, fibra e copra.

O projecto está avaliado em 4,8 milhões de dólares e será implantado no povoado de Guruai, distrito de Mocubela, a norte da província.

Pio Matos, governador da Zambézia, fez saber que a fábrica vai reanimar os que estavam afectos à empresa Madal, que operava no ramo da palma, mas devido a vários factores, como o amarelecimento letal, perderam emprego, aumentando os níveis de pobreza nas comunidades.

“Estamos confiantes e acreditamos que, com os números de emprego lançados aqui para as comunidades, sem dúvidas, a Zambézia caminha para o desenvolvimento. Estamos felizes com o projecto e esperamos inaugurá-lo daqui a um ano”, disse Pio Matos.

Os fundos para a construção da fábrica são da East Agro, filial da Tazeta, uma empresa de capitais estrangeiros, que opera no sector das areias pesadas, no distrito de Pebane.

Com a fábrica a funcionar, numa área de 50 mil metros quadrados, “o projecto para além de dinamizar a reposição do palmar, vai igualmente usar o coqueiro para produzir renda para a empresa e as famílias”, explicou Milena Silva, directora da East Agro.

Na ocasião, foi  lançado o projecto de construção de linha de energia de média tensão, avaliado em 22 milhões de Meticais, infra-estruturas que vão beneficiar as comunidades de Guruai.

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, foi ilibado das acusações de má conduta e de traição à honra do seu cargo num escândalo de roubo que quase lhe custou o cargo no ano passado.

A Provedora de Justiça sul-africana anunciou que o Presidente da África do Sul foi ilibado da acusação de má conduta, um escândalo levantado em Junho de 2022, quando o antigo chefe dos serviços secretos apresentou uma queixa contra Cyril Ramaphosa.

Segundo Arthur Fraser, o estadista da terra do rand ocultou o roubo, em 2020, de altas quantias de dinheiro numa das suas propriedades.

Na altura, a polícia e o Provedor de Justiça iniciaram investigações. Ramaphosa foi também acusado de ter comprado o silêncio dos assaltantes, o que levou a suspeitas de lavagem de dinheiro e corrupção.

O Provedor de Justiça, também conhecido como protector público, determinou que, neste caso, o comportamento de Ramaphosa não era contrário à Constituição.

Centenas de pessoas estão concentradas em frente à Grande Mesquita de Nanterre para participarem nas cerimónias fúnebres de Nahel Merzouk, de 17 anos, baleado por um polícia, na terça-feira, e cujo homicídio gerou uma onda de violentos protestos, escreve a imprensa internacional.

Em frente à mesquita começaram a formar-se, a partir das 13:00 locais, duas longas filas, de um lado homens, do outro mulheres que aguardavam para entrar no templo.

As cerimónias fúnebres estavam previstas para as 13:50 locais, mas o aparato de segurança atrasou o início.

No exterior, do outro oposto da Avenida Georges Clémenceau, em Nanterre, nos arredores de Paris, centenas de habitantes locais, alguns com ramos de flores, vestem t-shirts brancas, a exigir “justiça para Nahel”.

Os funcionários da mesquita estão a advertir as pessoas que tentam captar imagens com telemóveis, inclusive transeuntes, para não o fazerem.

O mesmo alerta está a ser feito aos jornalistas.

Nahel Merzouk, de 17 anos, foi morto na manhã de terça-feira por um polícia, depois de alegadamente desobedecer a uma ordem para parar o veículo que estava a conduzir.

A morte do jovem de 17 anos desencadeou uma onda de protestos, paralelamente acompanhados por violência nas ruas de Nanterre e vandalismo de estabelecimentos, que alastrou a Paris e outras cidades.

Uma colisão entre um veículo pesado e vários ligeiros, na noite ontem, provocou a morte de 51 pessoas. A informação foi avançada pelo comandante da polícia de Rift Valley, em Londiani, na zona oeste do Quénia.

“Os polícias no local contaram 51 corpos”, disse Tom Mboya Odero, à Associated Press, citada pelo Notícias ao Minuto.

O comandante esclareceu que o condutor do camião perdeu o controlo e atingiu oito veículos, várias motocicletas e pessoas que estavam na beira da estrada.

O número de mortes poderá subir, uma vez que se acredita que mais pessoas estejam presas no meio dos destroços, acrescentou o comandante da polícia, que retomou pela manhã a operação de resgate, interrompida pelas fortes chuvas.

O ministro dos Transportes do Quénia, Kipchumba Murkomen, disse aos jornalistas à chegada ao local esta manhã que “infelizmente, 49 pessoas perderam a vida num acidente em Londiani.

A Cruz Vermelha do Quénia afirmou que há 32 feridos hospitalizados e apelou aos quenianos para doarem sangue, enquanto organizou equipas de apoio psicológico nos hospitais, onde as pessoas podem também dar a conhecer entes queridos ainda desaparecidos.

O Presidente, William Ruto, escreveu na rede social Twitter uma mensagem de condolências às famílias enlutadas, descrevendo o acidente como angustiante e pedindo aos motoristas que sejam mais cautelosos.

“É preocupante constatar que entre os mortos há jovens a quem foi prometido um futuro brilhante e comerciantes que realizavam suas tarefas diárias’, escreveu o Presidente.

O governador do condado de Kericho, Erick Mutai, escreveu na rede social Facebook que tem o “coração destroçado” e é “um momento sombrio para o povo de Kericho, uma região montanhosa conhecida por vastas plantações de chá”.

Testemunhas citadas pela comunicação social local disseram que “o camião saiu da estrada principal e colidiu com vários veículos antes de atingir transeuntes e comerciantes”.

De acordo com a Autoridade Nacional de Transporte e Segurança do país, 4.690 pessoas morreram em acidentes rodoviários em 2022 no Quénia.

O Ministério do Interior francês actualizou, este sábado, o número de detenções ligadas aos tumultos que assolam a França desde terça-feira, desencadeados pela morte de um jovem de 17 anos abatido pela polícia.

Os dados divulgados hoje pelo ministério indicam que o número de detidos subiu de 994 para 1.311. Das 1.311, 752 detenções foram feitas pela polícia nacional, 153 pelos militares e 406 pela prefeitura de Paris.

Segundo o Notícias ao Minuto, que cita a rádio pública France Info, o Governo francês enviou na sexta-feira cerca de 45.000 polícias para todo o país para tentar controlar a violência, mas não conseguiu impedir que, durante a noite, jovens manifestantes entrassem em confronto com a polícia, ateassem cerca de 2.500 fogos, saqueassem lojas e provocassem ferimentos em 79 agentes da polícia.

Vários distúrbios estremeceram pela quarta noite consecutiva as cidades francesas, levando à detenção de 994 mil pessoas.

Segundo o Ministério do Interior francês, citado pela imprensa internacional, na noite de sexta para sábado, o Governo tinha mobilizado 45 mil polícias e vários veículos blindados.

Os distúrbios estão a ser considerados os piores a nível de violência desde os protestos dos Coletes Amarelos.

“A violência cometida durante esta noite foi de menor intensidade em comparação com a noite anterior”, escreveu o Ministério no Twitter este sábado.

Prédios e veículos foram incendiados e lojas pilhadas nos tumultos que se espalharam por todo o país, incluindo em cidades como Marselha, Lyon, Toulouse, Estrasburgo e Lille.

Segundo o Ministério do Interior, 79 polícias e gendarmes ficaram feridos, cerca de 1.350 veículos foram incendiados, 234 edifícios foram queimados ou danificados e cerca de 2.560 incêndios foram registados na via pública.

Os protestos e os tumultos urbanos foram desencadeados terça-feira após a morte de um jovem de 17 anos que, segundo a polícia francesa, não respeitou uma “operação stop”.

O PRESIDENTE DA FRANÇA, EMMANUEL MACRON PEDE FIM DO VANDALISMO NAS RUAS FRANCESAS

O presidente francês diz que a morte de um adolescente às mãos da polícia não pode ser usado como pretexto para a violência. Depois de cancelar as festas do fim do ano lectivo, Macron apela aos pais dos jovens, que protestam nas ruas, para acabarem com o vandalismo.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil determinou, esta sexta-feira, que o antigo presidente, Jair Bolsonaro, não poderá ir a eleições até 2030, altura em que terá 75 anos. Bolsonaro estava a apenas um voto de passar oito anos sem poder ir a eleições.

Segundo a imprensa internacional, foi o voto da juíza Cármen Lúcia que ditou a decisão, tendo esta apelado à condenação de Bolsonaro por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, e à absolvição de Braga Netto, candidato do ex-chefe de Estado a vice-presidente. Este, por seu turno, já recebeu cinco votos a favor da absolvição.

Assim, e apesar de a quarta sessão do julgamento ainda não ter terminado, já existe maioria entre os juízes, uma vez que eram apenas necessários quatro de sete votos a favor da condenação.

Contudo, o antigo presidente ainda pode recorrer da sentença tanto junto do TSE, como do Supremo Tribunal Federal (STF). Na verdade, o advogado de defesa Tarcísio Vieira de Carvalho Neto já anunciou que recorrerá ao STF.

Recorde-se ainda que, no segundo dia de julgamento, o juiz Benedito Gonçalves considerou que Bolsonaro cometeu abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante uma reunião que o então chefe de Estado brasileiro organizou, em plena campanha eleitoral, com embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada, casa oficial do presidente em Brasília, a 18 de Julho de 2022.

Bolsonaro tem mais de uma dúzia de processos que tramitam no TSE, entre ataques verbais ao sistema eleitoral e uso da máquina pública em benefício próprio, que o podem fazer perder os direitos políticos.

O antigo Chefe de Estado, que ao ser derrotado nas eleições de Outubro perdeu direito à imunidade, tem ainda, pelo menos, cinco investigações no STF que o podem levar à prisão.

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