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O País – A verdade como notícia

Estados Unidos da América e Irão chegam a um acordo para o fim imediato da guerra.A informação foi confirmada, este domingo, pelos representantes de ambos países. Enquanto isso, o presidente norte-americano, Donald Trump, garante que o Estreito de Ormuz será reaberto esta sexta-feira. 

Cerca de quatro meses após o início da guerra, Estados Unidos da América e Irão chegaram a um acordo para um cessar-fogo imediato, que prevê o fim das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano. 

O acordo será assinado, esta sexta-feira, 19 de Junho, na Suíça, segundo o anúncio feito, pelo representante do país mediador das negociações, o primeiro-ministro paquistanes, Shehbaz Sharif, na rede social X.

Logo após a publicação do mediador, o presidente norte-americano, Donald Trump, escreveu na sua rede social Truth Social que o acordo com a República Islâmica do Irão está agora finalizado e que autoriza totalmente a reabertura do Estreito de Ormuz sem taxas de trânsito e, simultaneamente, o levantamento imediato do bloqueio naval dos EUA. 

O líder da Casa Branca clarificou que a reabertura do corredor marítimo, cujo encerramento causou graves perturbações, uma vez que cerca de 20 por cento do petróleo mundial transita por essa via, vai acontecer após a assinatura oficial do acordo de cessar-fogo. 

O Irão também confirmou, através de um discurso proferido na televisão estatal, pelo  vice-ministro das Relações Exteriores, tendo na ocasião avançado que o acordo é mesmo para o fim definitivo do conflito. 

Entretanto, realçou que Teerão é a vencedora na guerra iniciada por Israel e pelos Estados Unidos e avisa que o acordo avança sem que haja qualquer confiança no inimigo. 

O acordo surge após semanas de mensagens contraditórias de Washington e Teerão sobre a trajetória do conflito.

O surto de Ébola continua a se espalhar para novas áreas do nordeste da República Democrática do Congo.  A RDC está a construir novas unidades de isolamento para novos infectados. 

Desde que o surto foi declarado a 15 de maio passado, foram confirmados 676 casos de Ébola, incluindo 136 mortes na República Democrática do Congo, de acordo com os dados mais recentes da OMS.

Há ainda 119 casos suspeitos, enquanto 32 pacientes se recuperaram. Face ao cenário, a República Democrática do Congo está a construir novas unidades de isolamento enquanto a disseminação continua.

O chefe de epidemiologia e análise de resposta da OMS, Olivier le Polain, disse que muito mais precisa ser feito para conter o vírus, já que a capacidade de leitos de isolamento está muito abaixo da necessidade prevista, considerando a velocidade de propagação.

Não existem vacinas ou tratamentos aprovados para conter o vírus responsável pelo surto actual, que está concentrado na província de Ituri, com casos também detectados nas províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul.

O Níger promulgou um novo código penal que criminaliza, pela primeira vez, a homossexualidade com penas severas que podem ir até aos 20 anos de prisão, e pune também qualquer “acto indecente ou contra a natureza”, informou esta quinta-feira uma fonte judicial local.

Embora a homossexualidade tenha sido, até agora, um tabu na sociedade nigeriana, maioritariamente muçulmana e conservadora, não era explicitamente criminalizada.

Vários países africanos, como o Burkina Faso, o Senegal e o Gana, endureceram recentemente as suas legislações contra as pessoas LGBT+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgénero, Intersexo e outras identidades).

De acordo com o novo código penal nigerino, “qualquer pessoa que cometa ou tente cometer um acto indecente ou contra a natureza, ou práticas lésbicas, gays, bissexuais, transgénero, queer, intersexuais, assexuais (LGBTQIA+), mantiver ou tentar manter relações sexuais com uma pessoa do mesmo sexo, será punida com pena de prisão de cinco a 10 anos” e com uma multa que pode chegar aos 100 milhões de francos CFA (150.000 euros).

Outros artigos do código penal do Níger são ainda mais severos, nomeadamente no que diz respeito a “qualquer pessoa que contraia matrimónio com uma pessoa do mesmo sexo”, o que é punível com pena de prisão de 10 a 20 anos. 

A mesma pena está prevista para “qualquer pessoa que administre, dirija, faça funcionar, financie ou participe em clubes, sociedades, organizações ou associações para homossexuais ou LGBTQIA+”.

Esta reforma do código penal teve início sob o anterior regime civil do Presidente Mohamed Bazoum, pressionado por organizações muçulmanas e deputados.

Bazoum foi derrubado por um golpe de Estado militar a 26 de Julho de 2023.

Centenas de cidadãos nigerianos foram repatriados, na quarta-feira, da África do Sul, após semanas de tensões anti-imigração que levaram a ataques contra estrangeiros e à exigência de saída de imigrantes sem documentos.

São ao todo 268 nigerianos que foram retirados da África do Sul, nesta quarta-feira, dando início a uma operação de repatriamento voluntário de urgência perante os ataques xenófobos naquele País do sul do continente. Este é o primeiro grupo de pelo menos 1094 pessoas que pretendem ser repatriadas.

A Nigéria também já deu início a operação de repatriamento dos seus cidadãos devido a violência xenófoba na vizinha África do Sul. 

O Ministério dos Negócios Estrangeiros nigeriano citado pela Africanews adiantou que o embaixador interino da Nigéria em Pretória, Alexander Ajayi, acompanha o primeiro grupo de 268 passageiros até à chegada ao País.

Os 268 retirados, que constituem o primeiro grupo de pelo menos 1.094 pessoas que pretendem ser repatriadas, saíram num avião que decolou de Joanesburgo e aterrou esta quinta-feira. Enquanto isso, vários outros cidadãos nigerianos iniciaram o processo de repatriamento voluntário na embaixada da Nigéria. 

Devido ao fluxo contínuo de pessoas que procuram fugir da onda da violência, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros nigeriano, avançou que o processo de selecção em Pretória, capital da África do Sul, foi prolongado até domingo.

As tensões xenófobas são um problema recorrente na África do Sul e levam frequentemente a ondas de protestos violentos, especialmente nos bairros mais vulneráveis.  Cidadãos Moçambicanos também  têm sido severamente afectados. Até a esta parte 600 moçambicanos já foram repatriados. 

268 nigerianos foram retirados da África do Sul, nesta quarta-feira, dando início a uma operação de repatriamento voluntário de urgência perante os ataques xenófobos naquele país do sul do continente.  Este é o primeiro grupo de pelo menos 1094 pessoas que pretendem ser repatriadas.

A Nigéria também já deu início a operação de repatriamento  dos seus cidadãos devido a violência xenófoba na vizinha África do Sul. 

O Ministério dos Negócios Estrangeiros nigeriano citado pela Africanews adiantou ontem que o embaixador interino da Nigéria em Pretória, Alexander Ajayi, acompanha o primeiro grupo de 268 passageiros até à chegada ao país.

Os 268 retirados, que constituem o primeiro grupo de pelo menos 1.094 pessoas que pretendem ser repatriadas, saíram num avião que decolou ontem, de Joanesburgo e aterra esta quinta-feira. Enquanto isso, vários outros cidadãos nigerianos iniciaram o processo de repatriamento voluntário na embaixada da Nigéria. 

Devido ao fluxo contínuo de pessoas que procuram fugir da onda da violência, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros nigeriano, avançou que o processo de seleção em Pretória, capital da África do Sul, foi prolongado até domingo.

As tensões xenófobas são um problema recorrente na África do Sul e levam frequentemente a ondas de protestos violentos, especialmente nos bairros mais vulneráveis.  Cidadãos Moçambicanos também  têm sido severamente afectados. Até a esta parte 600 moçambicanos já foram repatriados. 

O surto de Ébola na República Democrática do Congo e Uganda ultrapassou os 600 casos confirmados e causou mais de 100 mortes, enquanto as autoridades de saúde avisam que a insegurança, a falta de recursos e as restrições de viagem estão a dificultar os esforços para conter o vírus. Por outro lado, os EUA apelam a controlos de viagem mais rigorosos à medida que os casos tendem a subir.

As infecções confirmadas de Ébola na República Democrática do Congo e Uganda subiram para 608, com 102 mortes registadas até 8 de junho corrente, de acordo com os Centros Africanos de Controlo e Prevenção de Doenças citadas pela AfricaNews.

A RDC continua a ser o epicentro do surto, com 589 casos confirmados após a deteção de 45 novas infeções num período de 24 horas. Uganda não registou novos casos confirmados durante o mesmo período.

As autoridades de saúde acreditam que o número real de infeções pode ser maior devido à subnotificação e às dificuldades de acesso às comunidades afectadas.

Face ao cenário, os Estados Unidos da América apelam a controlos de viagem mais rigorosos..

Os esforços de resposta enfrentam grandes obstáculos. As autoridades de saúde afirmam que a resposta ao surto está a ser dificultada por severas limitações operacionais em várias regiões afectadas. 

Muitas unidades de saúde carecem de necessidades básicas, incluindo água potável, equipamentos de proteção, materiais de descontaminação e incineradores funcionais.

Um total de 1.317 migrantes morreram a tentar chegar à costa espanhola nos primeiros cinco meses deste ano, revela um relatório hoje divulgado pelo coletivo Caminando Fronteras.

Mais de 1.300 pessoas faleceram entre 01 de janeiro e 31 de Maio das quais 142 eram mulheres e 129 eram menores de idade. Além disso, 27 embarcações desapareceram com todas as pessoas a bordo, segundo um relatório divulgado pelo coletivo Caminando Fronteiras citado pela imprensa internacional.

Segundo o coletivo, a rota atlântica continua a ser a mais mortífera da fronteira, com 635 vítimas.

No que diz respeito à rota argelina, a organização indicou que o número de vítimas ultrapassou, pela primeira vez, as 507, o que representa um aumento de 54% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Por outro lado, segundo a fonte, a rota do Estreito de Gibraltar duplicou o número de vítimas, passando de 52 para 99 em 2026, enquanto na vedação de Ceuta morreram 48 pessoas nos primeiros cinco meses de 2026.

Centenas de pessoas participaram, esta segunda-feira, numa marcha contra a imigração ilegal nas ruas de Joanesburgo, um dia depois de o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, ter anunciado medidas destinadas a reforçar o combate à entrada e permanência irregular de estrangeiros no país.

Os manifestantes exigiram uma actuação mais firme das autoridades na fiscalização das fronteiras e na regularização da situação dos imigrantes sem documentação válida.

A manifestação decorreu de forma pacífica, embora alguns participantes exibissem cartazes e paus, enquanto entoavam palavras de ordem como “Voltem para casa” e defendiam que os estrangeiros em situação irregular abandonassem o país até ao próximo dia 30 de Junho.

“Eles devem regressar aos seus países, regularizar a sua situação documental e, depois, voltar de forma legal. Se respeitarem as leis e mudarem de atitude, serão sempre bem-vindos ao nosso país”, afirmou Nkosikhona Ndabandaba, um dos participantes na marcha.

Durante o protesto, alguns manifestantes defenderam igualmente a construção de um muro ao longo da fronteira sul-africana, como forma de travar a entrada de imigrantes sem documentos.

“Queremos recuperar o nosso país. Não somos xenófobos. Infelizmente, temos sido mal interpretados pelo resto do mundo. Recebemos os nossos irmãos e irmãs durante muito tempo e convivemos com eles. Mas chegou o momento de regressarem aos seus países e de nos permitirem cuidar do nosso país”, declarou uma manifestante.

Manifestações semelhantes foram registadas noutras regiões da África do Sul, incluindo nas províncias do Cabo Ocidental e de Limpopo, reflectindo uma crescente mobilização de grupos que se opõem à presença de imigrantes indocumentados no país.

O debate em torno da imigração tem ganho destaque nos últimos meses, num contexto marcado por preocupações relacionadas com o desemprego, a criminalidade e a pressão sobre os serviços públicos, questões frequentemente associadas pelos manifestantes à permanência de cidadãos estrangeiros em situação irregular.

As autoridades da República Democrática do Congo (RDC) elevaram para 515 o número de casos confirmados no surto de Ébola, declarado a 15 de Maio, no leste do país. A doença já causou 91 mortes.

No último boletim sobre a doença, divulgado na noite de domingo com dados até sábado, o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) indicou terem sido registados 27 novos casos nas 24 horas anteriores à publicação do relatório.

Segundo as autoridades, 283 pacientes encontram-se hospitalizados ou em isolamento. O número de pessoas recuperadas subiu para 12, mais três do que na última contagem, enquanto as zonas de saúde afectadas em três províncias congolesas se mantêm em 25.

O surto foi declarado em Ituri — província fronteiriça com o Sudão do Sul e o Uganda — que continua a ser o epicentro da doença, com 487 casos. Contudo, propagou-se às províncias orientais de Kivu Norte, com 25 casos, e Kivu Sul, com três.

A epidemia alastrou-se igualmente ao Uganda, onde foram detectados até ao momento 19 casos, incluindo 14 considerados importados da RDC, entre os quais dois óbitos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que o vírus começou a circular em Ituri cerca de dois meses antes da declaração oficial do surto, que foi classificado, a 17 de Maio, como uma «emergência de saúde pública de importância internacional».

O vírus do Ébola transmite-se por contacto directo com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.

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