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O País – A verdade como notícia

Seis pessoas morreram na sequência de ataques, com recurso a armas de fogo, na África do Sul, informaram hoje as autoridades locais.

No município de Umlazi, a sul de Durban, quatro pessoas invadiram, na sexta-feira, uma casa e dispararam contra os seus ocupantes, provocando quatro mortes, comunicou a polícia.

Posteriormente, dirigiram-se para um bairro social, onde atacaram mais três pessoas, provocando a morte de duas.

“A investigação preliminar revelou que um dos suspeitos […] pediu às vítimas os seus documentos de identidade antes de disparar”, revelou o porta-voz da polícia, Robert Netshiunda, citado pelo Notícias ao Minuto.

Segundo Netshiunda três dos suspeitos já foram identificados.

Entre janeiro e março, registaram-se cerca de 6.300 assassinatos e mais de 10.500 violações na África do Sul.

Todos os funcionários regionais ucranianos encarregados do recrutamento militar foram demitidos. O anúncio foi feito, esta sexta-feira, por Volodymyr Zelensky, como parte dos esforços da Ucrânia para reprimir a corrupção.

A medida anunciada esta sexta-feira enquadra-se nas reformas abrangentes solicitadas por instituições ocidentais, como a União Europeia, à qual o país espera aderir.

Durante o anúncio, o Presidente ucraniano afirmou que foram feitas, para o efeito, 112 investigações criminais na sequência de uma inspecção efectuada pelos organismos anticorrupção da Ucrânia, serviços de segurança e Ministério Público.

Zelensky prometeu punir os responsáveis pela corrupção e instou os outros a irem para a frente de combate se quiserem manter os seus postos e provar a sua dignidade.

No final de Julho, as autoridades ucranianas anunciaram a detenção de um antigo comissário do exército, cujas responsabilidades incluíam a mobilização, por suspeita de ter comprado uma vivenda por cerca de quatro milhões de euros em Espanha, durante a invasão russa à Ucrânia.

Em Janeiro, um caso relacionado com fornecimentos do exército levou a uma série de demissões em ministérios, regiões e no sistema judicial do país.

A luta contra a corrupção, um mal endémico na Ucrânia, é uma das condições impostas pela União Europeia para que Kiev continue a ser candidato à organização.

Subiu para 80 o número de mortos resultantes dos incêndios de grandes dimensões na ilha de Maui, no Havai. A atualização foi feita pelo próprio condado, ontem, citado por vários meios de comunicação norte-americanos. Cerca de 1.418 pessoas foram evacuadas para abrigos.

“Chegar à cifra final poderá, no entanto, demorar cerca de uma semana”, disse o governador do estado norte-americano do Havai, Josh Green.

“Ao longo da próxima semana, chegaremos o mais próximo possível de uma avaliação completa. A partir de amanhã, teremos muito mais certeza sobre quantas pessoas morreram”, referiu.

Estes incêndios são mesmo os mais mortais nos EUA desde o de 2018, em Camp Fire, no Estado da Califórnia, que provocou 85 mortos e reduziu a cinzas a cidade de Paradise.

Os riscos de Lahaina quanto a fogos eram bem conhecidos. O plano de mitigação do condado de Maui, actualizado em 2020, identificou Lahaina e outras comunidades na parte ocidental de Maui como tendo frequentes incêndios e um grande número de edifícios em risco de sofrerem estragos por estes incêndios.

O Equador despediu-se esta sexta-feira do candidato presidencial Fernando Villavicencio, assassinado esta quarta-feira. Os apoiantes e familiares choram a morte de Villavicencio e pedem justiça.

Depois de um velório privado, ao qual nem mesmo familiares próximos, como a mãe do político, tiveram acesso, um discreto cortejo acompanhou o caixão de Villvicencio até ao cemitério localizado no norte de Quito, para a despedida, escreve o Notícias ao Minuto.

Villavicencio foi assassinado a tiro na quarta-feira, à saída de um comício no complexo de uma escola no norte de Quito.

O crime já levou à detenção de seis pessoas, de nacionalidade colombiana, mas ainda não se sabe quem é o responsável pela ordem para o homicídio.

O candidato presidencial tinha denunciado ameaças de morte recentemente, depois de dedicar a sua vida a denunciar a corrupção e foi um adversário do ex-presidente Rafael Correa (2007-2017), com base nas suas investigações e denúncias jornalísticas.

O dia de despedida ficou marcado por confrontos entre familiares, pois alguns parentes mais próximo, como a mãe, irmãos, tios e sobrinhos, denunciaram no funeral que a mulher do político, Verónica Sarauz, com quem não morava há seis anos, não permitiu que todos se despedissem de Villavicencio.

No entanto, uma decisão de última hora permitiu que o caixão deixasse o cemitério novamente em direção ao Centro de Exposições, onde tudo estava pronto pela manhã para os seus apoiantes se despedirem.

Os membros do seu partido, o Construye, acreditam que o Estado falhou para com Villavicencio.

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) ordenou, esta quinta-feira, a mobilização imediata da sua força de reserva. O anúncio foi feito depois de expirar o ultimato dado à junta militar golpista no Níger.

O bloco regional garante que “todas as opções” estão em cima da mesa. “O diálogo é o caminho”, insistiu esta quinta-feira o Presidente da Nigéria, Bola Tinubu, no dia em que os chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) se reuniram em Abuja para debater a situação no Níger, depois do golpe de Estado.

De acordo com a DW, Tinubu reconheceu, entretanto, que o ultimato da CEDEAO, que ameaçava com o uso de força, não produziu os resultados esperados.

A organização reiterou nesta cimeira de emergência que todas as opções estão em cima da mesa, incluindo o envio da força militar. Mas o caminho prioritário é outro.

Para já, a CEDEAO diz que vai endurecer as sanções financeiras e comerciais contra o Níger.

Ao mesmo tempo, e sem avançar detalhes, os líderes do bloco regional ordenaram que se prepare imediatamente uma força militar que possa ser enviada para restabelecer a ordem constitucional no país.

A junta militar do Níger prometeu responder a qualquer ataque externo se os países vizinhos consumarem uma intervenção militar.

O ex-presidente da África do Sul, Jacob Zuma, recebeu um “perdão especial” presidencial e não será mais preso para cumprir a pena de 15 meses. O anúncio foi feito hoje pelo governo daquele país vizinho.

Jacob Zuma estava em liberdade condicional médica desde agosto de 2021. Era suposto que ele voltasse a prisão para terminar de cumprir sua sentença de 15 meses por desacato a uma ordem do Tribunal Constitucional.

Esta sexta-feira o ex-estadista sul-africano voltou a cadeia, mas por pouco tempo, escreve a News 24.

Algumas horas depois da audiência a Zuma, O ministro dos Serviços Penitenciários, Ronald Lamola, disse a imprensa que o ex-governante se beneficiou de uma remissão especial de penas de prisão para infratores não violentos, aprovada pelo actual presidente, Cyril Ramaphosa.

Na acusação em causa, Zuma se teria recusado de comparecer perante uma comissão de inquérito sobre corrupção pública no período em que foi Presidente, entre 2009 e 2018.

Jacob Zuma enfrenta outros problemas legais, nomeadamente, acusações relacionadas com subornos, que alegadamente terá recebido durante um negócio de aquisição de armas pela África do Sul em 1999.

Os incêndios florestais continuam a alastrar-se pela ilha de Maui, no arquipélago norte-americano de Havai, um dos 50 estados dos Estados Unidos. De acordo com o novo balanço das autoridades do condado de Maui, a ilha mais afectada, 53 pessoas morreram, mais de mil continuam desaparecidas e outras centenas foram evacuadas devido aos incêndios.

O incêndio pegou a ilha de surpresa, deixando para trás carros queimados em ruas outrora movimentadas e pilhas fumegantes de escombros onde antes havia prédios históricos em Lahaina, que data de 1700 e há muito é meta preferencial dos turistas.

Os bombeiros combateram as chamas em vários lugares da ilha na quarta-feira, enquanto as chamas forçavam adultos e crianças a fugirem para o oceano. Os pacientes queimados foram levados para a ilha de Oahu, afirmaram as autoridades.

O incêndio já destruiu uma grande parte da cidade turística de Lahaina, na costa oeste de Maui. O anterior balanço oficial dava conta de 26 mortos e milhares de desalojados. Os incêndios afectam também Kula, outra zona da ilha de Maui, assim como a península de Kohala, na ilha do Havai.

As autoridades haviam afirmado na manhã desta ontem que o fogo que assola Lahaina estava 80% controlado e, segundo o novo comunicado, citado pelo Notícias ao Minuto, não houve mudanças.

O Governo norte-americano decretou o Estado de Emergência e a vice-governadora, Sylvia Luke, disse que a rede hospitalar de Maui ficou sobrecarregada com o afluxo de doentes com queimaduras ou por inalação de fumo.

A Ucrânia anunciou hoje a abertura de corredores temporários no Mar Negro para permitir o transporte de cereais, apesar de a Rússia ter avisado que os navios poderão ser alvo das forças russas.

Cerca de um mês após a interrupção do acordo de cereais no mar negro entre a Ucrânia e a Rússia, a Ucrânia voltou a abrir os portos para a exportação de grãos.

Esta quinta-feira, as autoridades ucranianas anunciaram a abertura dos corredores para os navios comerciais que entram e saem dos portos marítimos ucranianos no Mar Negro.

A Ucrânia avança que todos os navios que viajam no Mar Negro a partir de portos ucranianos serão equipados com câmaras de vigilância, a fim de tornar a viagem mais transparente possível.

Os navios que exportam cereais, segundo as autoridades ucranianas, não representam qualquer ameaça militar.

Em meados de Julho passado, a Rússia pôs fim ao acordo que permitia a saída de cereais ucranianos dos portos do sul do país. Moscovo avisou que qualquer navio que usasse os portos ucranianos seria considerado um alvo potencial.

Os cereais estavam retidos nos portos devido ao bloqueio imposto pela Rússia, no âmbito da guerra que iniciou contra o país vizinho em 24 de fevereiro de 2022.

O Presidente do Equador, o conservador Guillermo Lasso, decretou esta quarta-feira à noite o estado de emergência no país durante 60 dias, após o homicídio do candidato presidencial Fernando Villavicencio. Foram ainda decretados três dias de luto nacional, escreve a imprensa internacional.

O assassinato do candidato presidencial, à saída de um evento da campanha eleitoral, chocou o país sul-africano, onde a crescente violência relacionada com as drogas é uma grande preocupação para os eleitores.

Nas redes sociais circulam vários vídeos que mostram Villavicencio rodeado de apoiantes a ser escoltado por seguranças até um veículo que o aguardava, quando soaram os tiros.

Numa mensagem à nação após uma reunião do Gabinete de Segurança do Estado, Lasso afirmou que se vai manter a data das eleições gerais extraordinárias, agendadas para 20 de Agosto, mas que serão destacados militares pelo país para assegurar a segurança dos eleitores, escreve a imprensa internacional.

Poucos minutos após a confirmação da morte do jornalista e antigo deputado, o Presidente do Equador expressou também consternação pelo homicídio de Villavicencio e prometeu que o crime não ficará impune.

Os candidatos presidenciais equatorianos manifestaram consternação e indignação pelo homicídio do adversário político Fernando Villavicencio.

Poucos minutos após a confirmação da morte, os outros sete candidatos expressaram as condolências e solidariedade para com a família, amigos e entes queridos de Villavicencio.

O ex-vice-presidente Otto Sonnenholzner expressou as “mais profundas condolências e profunda solidariedade” e desejou “que Deus o guarde na sua glória”.

“O nosso país está fora de controlo”, afirmou Sonnenholzner, referindo-se à crise de segurança no Equador, que praticamente monopolizou o debate durante a campanha eleitoral.

Por sua vez, o esquerdista e ambientalista Yaku Pérez disse estar “consternado com o trágico e condenável assassínio de Fernando Villavicencio”.

“As minhas mais profundas condolências à sua família e entes queridos. Este ato não ficará impune, o Equador não merece outra morte, é tempo de nos unirmos e recuperarmos a paz”, afirmou Pérez.

Na mesma linha, o empresário e especialista em segurança Jan Topic expressou “profundo pesar como equatoriano’ pelo ataque mortal sofrido por Villavicencio.

“Hoje, mais do que nunca, reiteramos a necessidade de agir com firmeza contra a criminalidade. Que Deus o tenha em bom lugar”, disse Topic.

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