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O País – A verdade como notícia

Hunter Biden, filho do Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, foi acusado de compra e posse ilegais de arma de fogo. A acusação surge no âmbito de uma investigação de que é alvo há cinco anos. Esta é a primeira vez que o filho de um presidente em funções é indiciado.

Segundo escreve a RTP Notícias, a acusação foi formalizada no tribunal distrital de Delaware. Hunter Biden é acusado de mentir sobre o consumo de drogas quando comprou um revólver Colt Cobra em Outubro de 2018, período em que reconheceu estar a lutar contra o vício em crack.

Segundo a lei norte-americana, um indivíduo que adquira uma arma de fogo não pode consumir estes narcóticos.

Ainda de acordo com a imprensa internacional, o filho de Joe Biden também está sob investigação pelos seus negócios. O procurador especial que supervisiona esse caso informou que acusações de não pagamento de impostos atempadamente ainda podem vir a ser apresentadas em Washington ou na Califórnia, onde reside.

No entanto, nas mais recentes acusações não está em causa a violação de nenhuma lei norte-americana de impostos.

A acusação surge dois dias depois de os republicanos da Câmara dos Representantes terem aberto um inquérito de destituição ao presidente Joe Biden, em grande parte devido aos negócios de Hunter Biden.

A Casa Branca já condenou a decisão, considerando-a sem fundamentos e motivada por questões políticas.

A Nigéria sofreu hoje um corte de energia a nível nacional, após o colapso da rede elétrica do país, devido a falhas técnicas, informaram as empresas de distribuição de eletricidade da nação da África Ocidental.

A interrupção afectou todos os 36 estados da Nigéria e a capital, Abuja. A rede entrou em colapso várias vezes e ainda não se sabe exactamente quando será restabelecido o fornecimento de energia.

A Enugu Electricity Distribution Company (EEDC), que fornece electricidade ao sudeste da Nigéria, emitiu um comunicado anunciando um colapso “total do sistema”, escreve o Notícias ao minuto.

“Devido a este desenvolvimento…não podemos fornecer serviços aos nossos clientes”, afirmou a porta-voz da empresa, Emeka Ezeh.

Estas falhas de energia são comuns na Nigéria, que luta contra uma infraestrutura energética delapidada, com cortes de energia frequentes.

Os Estados Unidos ofereceram esta quarta-feira a Marrocos um milhão de dólares em ajuda humanitária para fazer face à catástrofe provocada pelo terramoto que abalou o sul de Marraquexe na sexta-feira, escreve o Notícias ao Minuto.

“Estes fundos ajudarão as organizações no terreno a fornecer assistência alimentar, serviços de saúde e abrigo”, disse a chefe da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento (USAID), Samantha Power, em comunicado.

A responsável garante que o seu país prestou assistência técnica ao Governo marroquino para responder à crise e está disposta a prestar mais apoio se Marrocos o solicitar.

Após o terramoto, Marrocos aceitou ajuda humanitária de Espanha, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos e Qatar, embora não tenha descartado pedir apoio a outros países.

A administradora da USAID apresentou as suas “mais profundas condolências” ao povo marroquino pela devastação deixada pelo terramoto, ao mesmo tempo que reafirmou “o compromisso” dos Estados Unidos em apoiar os “esforços de recuperação” do Executivo de Marrocos.

A responsável elogiou também as equipas que prestaram os primeiros socorros na busca por pessoas desaparecidas e apelou aos norte-americanos para que façam doações a organizações credenciadas no local.

O sismo que atingiu Marrocos a 08 de setembro provocou danos generalizados na região de Marraquexe.

O último balanço provisório do Governo marroquino dá conta de quase 3.000 mortos e 2.600. Entretanto, o número de feridos continua a aumentar. Até ontem de manhã já alcançava os 5.500.

O líder da Câmara dos Representantes nos Estados Unidos da América, Kevin McCarthy, ordenou a abertura de uma investigação para a impugnação do Presidente Joe Biden. McCarthy alega que o Presidente dos Estados da América mentiu ao povo norte-americano sobre os negócios do seu filho Hunter no estrangeiro.

Os negócios de Hunter Biden, enquanto o pai era vice, têm sido um alvo constante dos republicanos. No entanto, até à data, não surgiram provas credíveis de que o filho mais velho de Joe Biden tenha estado envolvido em qualquer ilegalidade.

Os republicanos da Câmara garantem ter descoberto alegações sérias e credíveis sobre a conduta do Presidente Biden, que dão uma imagem de cultura de corrupção.

Os legisladores democratas denunciaram a medida e dizem tratar-se de um exercício puramente partidário, destinado a vingar a dupla tentativa de impeachment do ex-Presidente Donald Trump pela Câmara.

A Casa Branca também condenou imediatamente a medida, chamando-lhe de política extrema no seu pior.

Há meses que McCarthy está a ser pressionado pela ala direita do partido  republicano, fiel a Trump, para abrir um inquérito de destituição contra Biden e alguns legisladores no flanco direito republicano ameaçaram remover McCarthy do cargo de líder da Câmara, caso este não avançasse com a tentativa de destituição.

O Tribunal Superior de Joanesburgo rejeitou esta terça-feira o pedido do antigo Presidente Jacob Zuma de recorrer da decisão judicial de Julho que impede o ex-Presidente de processar o actual chefe de Estado sul-africano, Cyril Ramaphosa.

“A petição é indeferida com custos para Zuma. Devo mencionar que é uma decisão unânime deste tribunal”, disse o juiz Lebogang Modiba, do Tribunal Superior de Joanesburgo (região norte do país), numa audiência que decorreu esta terça-feira virtualmente.

No dia 05 de Julho, segundo o Observador, o mesmo tribunal rejeitou uma acção judicial anunciada em Dezembro de 2022 pela Fundação Jacob Zuma contra Ramaphosa, acusando-o de “delitos graves” que implicam uma pena de “15 anos de prisão”, mas sem especificar os delitos.

A acção judicial de Zuma contra o seu sucessor está relacionada com o caso do procurador Billy Downer, a quem o antigo Presidente, de 81 anos, exige que se recuse a participar num julgamento por corrupção contra ele, devido a um negócio alegadamente fraudulento de armas na década de 1990.

Zuma também acusa Downer de falta de imparcialidade e, juntamente com a jornalista sul-africana do News24, Karyn Maughan, de ter divulgado informações sobre o seu historial médico.

O ex-Presidente alega que Ramaphosa, entre outros, violou a Lei da Autoridade Nacional de Acusação e foi “cúmplice” dos “crimes cometidos” por Downer ao não os investigar quando Zuma se queixou deles, acusações que a presidência descreveu como “falsas e infundadas”, chamando à ação um “abuso do processo legal”.

A acção judicial contra o actual Presidente foi apresentada um dia antes do início da 55.ª Conferência Nacional do Congresso Nacional Africano, ANC, o partido no poder, na qual Ramaphosa foi reeleito líder.

O julgamento de Zuma, que deveria ter-se iniciado este ano, tem sido alvo de sucessivos recursos por parte do ex-Presidente sul-africano, que nega as acusações, alegando ser alvo de uma “cabala política”.

Jacob Zuma, chefe de Estado entre 2009 e 2018, enfrenta 18 acusações relacionadas com o caso, incluindo fraude, corrupção, lavagem de dinheiro e extorsão, no âmbito da compra de equipamento militar a cinco empresas de armamento europeias, em 1999, quando era vice-presidente de Thabo Mbeki.

O fabricante francês do setor da Defesa, Thales, enfrenta também acusações de corrupção e branqueamento de capitais. Tanto Zuma, como o grupo Thales negaram sempre as acusações.

Mais de cinco mil pessoas são consideradas mortas e 10 mil desaparecidas devido as fortes chuvas provocadas pela tempestade Daniel no nordeste da Líbia, de acordo com os dados provisórios do ministério do Interior do país, citados pela pela imprensa internacional.

O balanço anterior dava conta de dois mil mortos no país apos a passagem do ciclone.

A informação, conhecida esta terça-feira, dá ainda conta de que pelo menos 145 das vítimas mortais eram de nacionalidade egípcia.

Segundo adiantou o ministro da Saúde, citado pelo Notícias ao Minuto,  as inundações afectaram sobretudo a cidade de Derna, onde milhares de pessoas estão desaparecidas.

Um porta-voz dos serviços de emergência referiu ainda à CNN Internacional que as morgues já estão cheias e que muitos corpos estão a ser deixados à porta destes locais.

“As pessoas estão a recolher os corpos em decomposição”, descreveu uma médica à publicação norte-americana.

Os residentes de Derna têm publicado vídeos, mostrando a devastação da cidade, onde blocos residenciais inteiros foram destruídos ao longo do Wadi Derna, um rio que desce das montanhas pelo centro da cidade.

Prédios de apartamentos de vários andares que ficavam bastante afastados do rio desabaram e estão envoltos em lama, desconhecendo-se ainda o número de pessoas que pode estar debaixo dos escombros.

A tempestade Daniel atingiu o leste da Líbia na tarde de domingo, nomeadamente as cidades costeiras de Jabal al-Akhdar e Benghazi, onde foi declarado recolher obrigatório e as escolas foram fechadas.

Descrita pelos especialistas como um “fenómeno extremo em termos da quantidade de água que choveu”, a tempestade Daniel já provocou também pelo menos 27 mortes na Grécia, Turquia e Bulgária.

Já são cerca de 3 mil mortos e 2600 feridos devido ao terramoto que atingiu Marrocos na última sexta-feira. A actualização foi feita pelo Ministério do Interior marroquino.

O anterior balanço era de 2.681 mortos e 2.501 feridos. Os números tendem a subir, à medida que as buscas continuam pelos locais afectados.

O sismo causou mortes em várias províncias, mas as mais afectadas são Al Haouz, a sul de Marraquexe e perto do epicentro, com 1.604 mortos, seguida de Taroudant, com 976 mortos.

Além disso, foi registada pela primeira vez uma morte na província de Essaouira, segundo dados oficiais.

As equipas de resgate marroquinas, apoiadas por grupos estrangeiros, redobraram os seus esforços para encontrar possíveis sobreviventes e prestar assistência a centenas de desalojados.

O epicentro do sismo está localizado numa zona montanhosa do Alto Atlas, onde os deslizamentos de terra dificultaram ainda mais o acesso às aldeias afectadas.

Marrocos aceitou a ajuda de Espanha, Reino Unido, Qatar e Emirados Árabes Unidos, para o envio de equipas de busca e salvamento.

O presidente do Conselho Presidencial da Líbia, Mohamed Manfi, apelou esta segunda-feira à comunidade internacional para que forneça ajuda humanitária após a passagem do ciclone Daniel, declarando várias províncias da região noroeste como “zona afectada”.

Estima-se que houve pelo menos 2.000 mortos e 5.000 desaparecidos só na cidade de Derna, a mais afectada. Entretanto os números não foram confirmados por fontes médicas ou serviços de emergência.

O porta-voz do governo do leste tinha adiantado antes a ocorrência de pelo menos 150 mortos devido às inundações.

Manfi referiu que já contactou países como Espanha e Itália para coordenar o seu apoio e as petrolíferas Total (França) e Eni (Itália) comprometeram-se a colocar hoje três aviões à disposição das autoridades de Benghazi, escreve o Notícias ao Minuto.

Esta cidade, a quarta maior do país, com quase 120 mil habitantes, está actualmente isolada por terra após a destruição das suas estradas e pontes devido às chuvas torrenciais, estando também sem eletricidade e sem comunicações.

Duas das suas barragens ruíram esta segunda-feira, libertando um total de 33 milhões de metros cúbicos de água e deixando atrás de si áreas residenciais inteiras, pelo que as autoridades locais criaram um hospital de campanha.

 

Pelo menos 26 pessoas morreram ontem na Nigéria, quando um barco naufragou num rio no estado ocidental do Níger. A informação é dos serviços de emergência, citados pelo Notícias ao Minuto.

Segundo a fonte, a embarcação virou no rio Níger, no território de Mokwa, sendo que as vítimas estavam a caminho de uma fazenda situada na outra margem.

“Até agora, 26 corpos foram recuperados e mais de 30 pessoas foram resgatadas à medida que a operação de salvamento continua”, disse em comunicado o porta-voz da Agência de Emergência do Estado do Níger , Ibrahim Husseini.

Segundo Ibrahim Husseini, mais de 100 pessoas encontravam-se no barco quando o incidente ocorreu.

O director-geral da NSEMA, Garba Salihu, notou que o acidente ocorreu por volta das 07:30 horas na comunidade de Gbajibo, entre as barragens de Jabba e Kainji.

O governador do estado do Níger, Umaro Bago, lamentou a tragédia “chocante e dolorosa”, enviando apoio às comunidades afetadas.

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