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700 mortos em ataque com drones no Sudão

Quase 700 civis foram mortos em ataques com drones no Sudão desde janeiro. A informação foi partilhada pela Organização das Nações Unidas ressaltando o  crescente

700 mortos em ataque com drones no Sudão

Quase 700 civis foram mortos em ataques com drones no Sudão desde janeiro. A informação foi partilhada pela Organização das Nações Unidas ressaltando o  crescente

O presidente da Comissão Executiva da União Africana, Moussa Faki Mahamat,  acusou Israel de um massacre maciço de palestinianos, após a morte de mais de 100 pessoas durante a entrega de ajuda humanitária, num ataque atribuído aos israelitas.

“O presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, condena veementemente o ataque das forças israelenses, que matou e feriu mais de 100 palestinos que procuravam ajuda humanitária vital”, afirmou a União Africana numa declaração publicada na rede social X.

Na declaração, Mahamat apelou para a realização de um inquérito internacional após a trágica distribuição de ajuda humanitária provocada por disparos israelenses.

O ataque foi criticado amplamente pela comunidade internacional, tendo o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, de acordo com a DW, defendendo que o que está a acontecer em Gaza “não é definitivamente uma guerra, mas sim uma tentativa de genocídio porque mesmo a guerra tem moralidade, normas e leis que devem ser seguidas”.

Em resposta, Israel lembrou que Ancara massacra constantemente os curdos na Turquia e na região. O exército de Israel atribuiu o incidente ao que chamou de “fuga desordenada” e limitou a 10 pessoas mortas pelos militares. 

As autoridades de Gaza denunciaram um massacre cometido pelo Exército de Israel, acusando-o de atacar civis concentrados junto a uma coluna humanitária.

Centenas de manifestantes exigiram, este sábado, na capital do Senegal, a realização das eleições presidenciais antes de 02 de Abril, data em que termina o mandato do actual Presidente, Macky Sall.

A pedido da “Frente de Resistência”, uma união da sociedade civil e de organizações da oposição criada na quinta-feira, várias pessoas reuniram-se num vasto terreno num bairro da classe trabalhadora da capital senegalesa.

Muitos deles usavam as cores do Senegal e agitavam fotos do opositor Ousmane Sonko, detido desde o final de Julho, por “apelar à insurreição”, e privado de concorrer às eleições presidenciais, depois de a sua candidatura ter sido considerada inválida. Sonko apoia agora a eleição de Bassirou Diomaye Faye, também detido, mas cuja candidatura foi aceite, escreve a Lusa

Senegal está mergulhado numa grave crise política desde que o Chefe de Estado adiou as eleições presidenciais, inicialmente marcadas para 25 de Fevereiro.

Este adiamento, denunciado como um “golpe de Estado constitucional” pela oposição, causou a indignação na opinião pública e manifestações que já provocaram quatro mortos. 

O Conselho Constitucional, por sua vez, anulou a decisão de Sall e o país tem estado desde então à espera de uma nova data para as eleições.

Um diálogo nacional, organizado no início da semana pelo Presidente e boicotado pela oposição, recomendou a organização das eleições no dia 02 de Junho. O chefe de Estado indicou que iria encaminhar estas recomendações “para parecer” ao Conselho Constitucional.

Cerca de um milhão de crianças etíopes vão sofrer de desnutrição aguda este ano e cerca de 350.000 mulheres grávidas e ou fase de amamentação também se vão debater com desnutrição, de acordo com o UNICEF. O director daquela instituição das Nações Unidas pede aumento do apoio face ao fenómeno el niño que está a criar fome sem precedentes.

A seca provocada pelo fenómeno meteorológico El Niño, que atingiu o norte, o centro e o sul da Etiópia, está a ter um impacto devastador para a população naquela região. Cerca de um milhão de crianças e mais de 300.000 mulheres grávidas e lactantes poderão sofrer de desnutrição aguda este ano.

Em visita a uma das zonas mais afectadas pela seca em Tigray, no norte, onde as taxas de subnutrição ultrapassaram o momento inicial de emergência, o director do Fundo das Nações Unidas para a Infância, UNICEF, Ted Chaiban, instou a comunidade internacional a aumentar imediatamente o seu apoio às crianças e famílias, para evitar que a catástrofe humanitária seja piore.

“A Etiópia está a enfrentar múltiplas crises e as necessidades estão a ultrapassar a nossa resposta. Esta é uma região onde os mecanismos de sobrevivência das famílias se esgotaram. Para complicar ainda mais a situação, está a decorrer uma emergência de saúde pública em todo o país, com surtos de cólera, sarampo, dengue e malária. Estas doenças são mortais para as crianças, mas são facilmente evitáveis. Se agirmos agora, podemos salvar a vida de milhões de crianças. Precisamos de recursos para podermos aumentar a nossa resposta humanitária” afirmou.

O UNICEF, em colaboração com o Governo etíope e outros parceiros, está a fornecer apoio nutricional, água potável, imunização de rotina, educação e serviços de proteção infantil. Porém, o conflito naquele país que dura desde 2020 devido a várias razões, incluindo disputas étnicas, dificulta que a organização consiga chegar a todas as crianças necessitadas e comunidades vulneráveis.

Morreu o antigo Presidente da Tanzânia, Ali Hassan Mwinyi, vítima de cancro. Na sequência do ocorrido, o país vai observar sete dias de luto, com as bandeiras nacionais a meia haste.

O ex-Presidente da Tanzânia, Ali Hassan Mwinyi, que reformou e introduziu a democracia multipartidária no país, morreu ontem aos 98 anos, anunciou a Presidência da Tanzânia.

“É com tristeza que anuncio a sua morte”, declarou a Presidente Samia Suluhu Hassan, acrescentando que o antigo chefe de Estado estava a ser tratado de um cancro do pulmão, escreve a DW.

Mwinyi tinha sido hospitalizado em Londres em Novembro de 2023, antes de regressar a Dar es Salaam para prosseguir o seu tratamento, acrescentou a Presidente tanzaniana. 

Escolhido pelo herói da independência, Julius Nyerere, para lhe suceder em 1985, Mwinyi, considerado um líder tímido quando chegou ao poder, herdou um país a braços com uma crise económica, após anos de experiências socialistas fracassadas.

Durante 24 anos, Nyerere lançou o país num projecto socialista chamado “Ujamaa” (“irmandade” em suaíli). À medida que os tanzanianos lutavam para ganhar a vida e as exigências de reforma se tornavam mais prementes, Mwinyi decidiu romper com esta política e liberalizar a economia.

Nascido a 08 de Maio de 1925, na antiga colónia britânica conhecida como Tanganica, Mwinyi mudou-se para Zanzibar para estudar o Islão.

O seu pai esperava que ele se tornasse um líder espiritual, mas o jovem Mwinyi dedicou-se ao ensino, antes de entrar na política na década de 1960, após a libertação do Tanganica. 

Após a fusão, em 1964, do Tanganica independente com Zanzibar para formar a Tanzânia, subiu na hierarquia até se tornar embaixador no Egito e ministro da Saúde, dos Assuntos Internos e dos Recursos Naturais durante a década de 1970 e o início da década de 1980.

A reunião dos ministros das Finanças do G20, em São Paulo, terminou hoje sem uma declaração conjunta devido a um impasse sobre os conflitos geopolíticos.

O ministro das Finanças brasileiro e anfitrião dessa cimeira, que reuniu ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais do G20, na cidade brasileira de São Paulo, disse que as questões geopolíticas, especialmente os conflitos em curso, impediram o grupo de chegar a um acordo, embora tenha havido consenso em torno das questões como o combate às desigualdades, refere a Lusa.

“Nós esperávamos que os temas mais sensíveis relativos à geopolítica fossem discutidos exclusivamente na trilha diplomática (do G20). Mas, como não se chegou  à uma redação comum na reunião do Rio de Janeiro, acabou contaminando o estabelecimento de um consenso”, afirmou Haddad sem mencionar a guerra na Ucrânia e os conflitos em Gaza.

O ministro brasileiro, citado pela Lusa, reconheceu que o país trabalha por uma declaração sobre tributação internacional no G20, que espera estar pronta em Julho. Na conferência de imprensa no final da reunião, Haddad reconheceu que esse objectivo ainda está distante.

O Brasil, que assumiu a presidência do G20 a 01 de Dezembro de 2023, colocou no centro da agenda as prioridades para o seu mandato à frente do G20 o combate à fome, à pobreza e à desigualdade, o desenvolvimento sustentável e a reforma da governança global, algo defendido por Lula da Silva desde que tomou posse como Presidente do Brasil, denunciando o défice de representatividade e legitimidade das principais organizações internacionais.

Cabo Verde, em primeiro, e  Maurícias, em segundo, estão entre os países mais bem classificados em África em relação ao respeito pelos direitos políticos e liberdades civis. Já Moçambique é considerado um país “parcialmente” livre, de acordo com um relatório divulgado hoje pela Freedom House.

As Maurícias são o segundo país mais bem classificado de África, de acordo com a 51.ª edição anual do relatório “Freedom in the World” (“Liberdade no Mundo”), hoje lançado pelo ‘think tank’ (grupo de reflexão) sedeado em Washington, que no caso do continente africano, destaca o declínio da liberdade pelo décimo ano consecutivo.

“A liberdade em África diminuiu pelo décimo ano consecutivo em 2023, devido a conflitos armados, golpes militares e irregularidades eleitorais”, considera a Freedom House.

No relatório, citado pela Lusa, a Freedom House destaca que, de um modo geral, a liberdade em África diminuiu, uma vez que 14 países registaram uma diminuição da pontuação contra cinco que registaram melhorias.

O Níger registou a descida mais acentuada da pontuação (-18 pontos), depois de as forças militares terem deposto o Governo eleito e a Libéria averbou a maior melhoria da pontuação (+4 pontos) no continente.

Relativamente aos países africanos de língua oficial portuguesa, Angola e a Guiné Equatorial são classificados como “não livres”, a Guiné-Bissau e Moçambique como “parcialmente livres” e Cabo Verde (92) e São Tomé e Príncipe (84) como “livres”.

O Sudão do Sul (1), a Eritreia (3), a Guiné Equatorial (5) e a República Centro-Africana (5) são os países com a classificação mais baixa do continente, escreve a Lusa.

O relatório refere que apenas 7% das pessoas em África vivem em países livres, enquanto 50% vivem em países não livres.

Os militares no poder na Guiné-Conacri nomearam uma antiga figura da oposição para o cargo de primeiro-ministro, oito dias após a dissolução do Governo.

Num discurso transmitido pela televisão na noite de terça-feira, um porta-voz do líder da junta, o general Mamady Doumbouya, afirmou que “Amadou Oury Bah, um economista, foi nomeado primeiro-ministro e chefe do Governo”.

De acordo com a DW, Bah é uma figura proeminente na cena política guineense desde o início dos anos noventa. Foi ministro da Reconciliação de um Governo de consenso na sequência de uma crise política desencadeada pela morte de pelo menos 130 pessoas em manifestações sindicais em 2007.

O país enfrenta greves devido à situação política e social. A greve foi convocada num clima de crescente tensão social e na ausência do Governo de transição, depois de a Junta Militar ter anunciado a sua dissolução na semana passada, sem apresentar razões.

A ONU inicia hoje o plano de retirada gradual das tropas de manutenção da paz na República Democrática do Congo, após 25 anos no país. A medida é uma exigência de Kinshasa, que considera a MONUSCO ineficaz.

O Conselho de Segurança da ONU decidiu, em Dezembro, a retirada das forças de manutenção da paz, apesar da preocupação com a escalada da violência no leste da República Democrática do Congo (RDC). 

A MONUSCO, que conta actualmente com cerca de 15 mil soldados, continua presente nas três províncias mais problemáticas, Kivu Sul, Kivu Norte e Ituri. 

Segundo escreve a DW, para uma retirada “ordenada, responsável e sustentável” foi adotado um plano de três fases.

A base de Kamanyola, perto das fronteiras com o Burundi e o Ruanda, é a primeira a ser entregue à polícia da RDC.

Depois do Kivu Sul, nas seguintes fases, em Ituri e Kivu Norte, vão ter início depois de avaliações ao processo.

Em Janeiro, o Ministro de Negócios Estrangeiros do país, Christophe Lutundula, manifestou o desejo de que a retirada seja concluída até ao final do ano, entretanto, o Conselho de Segurança não fixou qualquer prazo.

O parlamento húngaro ratificou, esta segunda-feira, a adesão da Suécia à NATO. Era o passo final necessário para o país nórdico aderir à Aliança Atlântica desde a invasão russa da Ucrânia.

A candidatura de Estocolmo foi aprovada por uma esmagadora maioria de deputados (188 votos em 199 lugares), após quase dois anos de espera, escreve a Lusa.

Após a ractificação, há um mês, pelo Parlamento turco, a Hungria era o último dos 31 membros da Aliança que ainda não tinha aprovado a entrada da Suécia, num processo que começou há quase dois anos e até agora era bloqueado por estes dois países.

A ratificação pelo Parlamento húngaro, onde o Fidesz do primeiro-ministro, Viktor Orbán, tem uma maioria de dois terços, foi adiada várias vezes, tendo os deputados deste partido justificado o atraso, por exemplo, com as críticas da Suécia sobre a política e a deriva democrática na Hungria, também denunciada pela União Europeia.

Na sexta-feira, Orbán tinha anunciado a reunião desta segunda-feira do parlamento para tomar “as decisões necessárias, que encerrarão esta fase”, numa conferência de imprensa junto do seu homólogo sueco, Ulf Kristersson.

Segundo a Lusa, na mesma ocasião, Orbán revelou ainda a compra de quatro aviões de combate à Suécia, demonstrando o desejo de uma cooperação militar reforçada.

Também foram assinados acordos relacionados com a manutenção e prestação de serviços destes aparelhos.

Orbán garantiu que esta operação não se relaciona com a ratificação da entrada da Suécia na NATO e afirmou que restaurar a confiança entre os dois países tem sido um processo longo, mas reconheceu que a aquisição dos caças “contribuirá para restabelecê-la”.

Na altura, o chefe do Governo sueco evitou criticar a Hungria e afirmou que quando um país pede para ser membro da NATO sabe que o pedido terá de ser ractificado por todos os países.

O governante afirmou que Hungria e Suécia, apesar das suas diferenças, são parceiros na União Europeia “e em breve também na NATO”.

 

NATO SATISFEITA COM A ADESÃO DA SUÉCIA

O chanceler alemão, o Presidente francês e o primeiro-ministro britânico saudaram a adesão da Suécia à NATO, aprovada pelo Parlamento húngaro, último passo que faltava para completar o processo.

“O caminho está livre para a Suécia na NATO, é uma vitória para todos (…). Esta decisão reforça a nossa aliança de defesa e, com ela, a segurança da Europa e do mundo”, declarou o chanceler alemão, Olaf Scholz numa mensagem publicada na rede social X.

“Parabéns ao vosso país”, disse o Presidente francês, Emmanuel Macron, congratulando-se com o facto de a Suécia e, antes dela, a Finlândia terem aderido à NATO.

Por sua vez, o chefe do Governo britânico, Rishi Sunak, classificou o dia como “um dia histórico” para a NATO, após a ‘luz verde’ do parlamento da Hungria à adesão da Suécia, o único obstáculo que faltava ultrapassar para a sua entrada na Aliança Atlântica.

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