O País – A verdade como notícia

O secretário de Estado dos Estados Unidos da América criticou a intervenção de grupos paramilitares, como o russo Wagner, no combate ao terrorismo em África. Antony Blinken diz que países que recorrem a tais grupos ficam piores.
Em mais uma visita a um país africano, no caso a Nigéria, o secretário de Estado dos Estados Unidos da América manifestou a sua preocupação em relação à actuação de grupos paramilitares no combate ao terrorismo em África.

Antony Blinken considerou que os países africanos que, para combater o mal, recorrem a grupos paramilitares, como o russo Wagner, “ficam piores” em termos de violência e de aumento do extremismo.

O chefe da diplomacia norte-americana fez referência ao Mali e ao Burkina Faso, onde, mesmo com a intervenção destes grupos, se tem registado o aumento da crise de segurança e extremismo violento.

Blinken acrescentou que “a violência, os extremismos e o terrorismo nos Estados que recorreram ao grupo Wagner estão a aumentar, e não a diminuir, e a isto se junta à exploração de recursos e de pessoas.

Sobre os golpes de Estado, Blinken defende uma forte intervenção das organizações regionais como a CEDEAO.

Mais de 3,5 milhões de crianças sudanesas foram deslocadas de suas casas, desde o início da guerra. O UNICEF descreve a situação como um pesadelo para os petizes e pede apoio da comunidade internacional.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, UNICEF, alertou, esta sexta-feira, sobre a grave crise humanitária que assola o Sudão desde o início da guerra, em Abril do ano passado, e que coloca milhões de crianças em perigo.

Desde o início do conflito, mais de 3,5 milhões de crianças sudanesas foram forçadas a fugir de suas casas, tornando o Sudão o epicentro da maior crise de deslocamento infantil do mundo.

A crise também se estende à educação. Segundo a organização, existem 19 milhões de crianças em idade escolar que não vão à escola, o que coloca o Sudão à beira de se tornar uma das piores crises de aprendizagem do mundo.

O UNICEF ressalta que 7,4 milhões de crianças no país enfrentam a falta de acesso à água potável, o que aumenta o risco de doenças e mortalidade.

Para o Fundo das Nações Unidas para a Infância as crianças sudanesas estão “a viver um pesadelo” e precisam de mais atenção do mundo. A organização pede apoio da comunidade internacional e dos meios de comunicação para garantir que a catástrofe humanitária enfrentada pelas crianças e mulheres seja divulgada.

O Tribunal  Internacional de Justiça decretou ontem um conjunto de medidas provisórias contra Israel, em resposta à acusação da África do Sul. Consta das medidas  que o Israel deve impedir  actos que desrespeitem a convenção internacional sobre o genocídio.
A Sentença do Tribunal Internacional de Justiça sobre a acusação de genocídio na faixa de gaza  feita pelo governo de Pretória foi lida esta sexta-feira em Haia, e exige que Israel tome medidas necessárias para prevenir que haja um genocídio na Faixa de Gaza.

Consta da decisão do Tribunal que a destruição de casas e infra-estruturas seja evitada e que os ataques contra a população não ocorram.

Embora a decisão dos juízes do maior órgão de justiça das Nações Unidas não considere um cessar-fogo imediato na faixa de Gaza, o Tribunal Internacional de  Justiça promete levar o caso avante, considerando que  uma decisão definitiva sobre genocídio levaria anos. 

Enquanto o tribunal pondera dar continuidade ao caso por considerar serem plausíveis algumas das acusações feitas pela África do Sul, Israel rebate as acusações destacando sua autodefesa e acusa Pretória de dar cobertura política ao Hamas.

Apesar da negação das acusações por parte do Israel,  foi ainda decidido em sede de Tribunal, que o país deve  informar, no prazo de um mês, sobre o que faz para cumprir a ordem de evitar actos de genocídio em Gaza.

Por sua vez, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reagiu à decisão garantindo que seu governo continuará a fazer tudo o que for necessário para se defender.

Já o Ministério de Relações Exteriores da Autoridade Palestina apontou que a decisão é um alerta de que ninguém está acima da lei, depois da leitura da sentença que cria obrigações legais internacionais para Israel.

O Secretário-geral das Nações Unidas exortou, ontem, para o combate ao racismo, discriminação e à intolerância no mundo. António Guterres falava por ocasião de mais um aniversário do holocausto, onde foram mortos mais de 6 milhões de judeus, durante a segunda guerra mundial.

A Organização das Nações Unidas recordou, nesta sexta-feira as vítimas e sobreviventes do Holocausto, destacando a coragem e resiliência destas pessoas, que durante a segundo guerra mundial foram perseguidas e outras cerca de seis milhoes, na sua maioria Judeus, foram assassinados pelo regime nazista de Adolfo Hitler.

Na ocasião, o Secretário-geral da ONU exortou ao mundo a ser mais unido e condenou a violação dos direitos do homem, o discriminação, o antissemitismo e todas as formas de intolerância, pois mesmo após decadas o mundo continua a testemunhar a proliferação do ódio a uma velocidade alarmante.

“Cabe a todos nós defender a verdade e a nossa humanidade comum. Trabalhando juntos, devemos combater as mentiras e o ódio ‘online’. Devemos promover a educação sobre o Holocausto como uma parte crítica da nossa defesa contra a ignorância, a indiferença e a intolerância”, apelou.

António Guterres aproveitou ainda para exortar à libertação imediata e incondicional dos reféns ainda mantidos em cativeiro pelo Hamas na Faixa de Gaza.

O Hamas afirmou hoje que acatará qualquer decisão emitida pelo Tribunal Internacional de Justiça, sobre um cessar-fogo no Médio Oriente, desde que a parte israelita faça o mesmo. A mais alta instância judicial das Nações Unidas deverá se pronunciar hoje sobre a acusação contra Israel de Genocídio.

A África do Sul apresentou em Dezembro um pedido urgente ao  Tribunal Internacional de Justiça, argumentando que Israel estava a violar a Convenção das Nações Unidas sobre o Genocídio, assinada em 1948 na sequência do Holocausto.

De acordo com a imprensa internacional, os juízes do Tribunal pronunciam-se hoje, em Haia, sobre o pedido de medidas de emergência apresentado pela África do Sul, que acusa Israel de genocídio de palestinianos na Faixa de Gaza.

Sobre a decisão ainda a ser conhecida desta instância judicial, o movimento islamita palestiniano Hamas  comunicou, esta quinta-feira que vai cumprir com todas as decisões sobre um eventual cessar-fogo, desde que o Israel cumpra com as regras.

O Hamas disse ainda que vai libertar todos os reféns sequestrados durante o ataque de 7 de Outubro no território israelita, se a outra parte libertar os prisioneiros palestinianos que têm nas suas prisões.

“O inimigo sionista deve pôr fim ao seu cerco de 18 anos à Faixa de Gaza e fornecer toda a ajuda necessária para o alívio da população e a reconstrução”, concluiu o Hamas em comunicado.

A instância judicial das Nações Unidas, com sede na Holanda, poderá ordenar a Israel que ponha fim à sua campanha militar em Gaza, desencadeada pelo ataque de proporções sem precedentes do movimento islamita palestiniano Hamas em território israelita a 7 de Outubro.

Esta sexta-feira, o tribunal só se irá pronunciar sobre o pedido de medidas de emergência feito pela África do Sul e não sobre a questão central de saber se Israel está ou não a cometer genocídio em Gaza.

Entretanto, o governo de Israel e o grupo terrorista Hamas estão a negociar um cessar-fogo de um mês. Além do envio de mais alimentos e suprimentos médicos, o novo acordo prevê a libertação de reféns palestinos e israelenses.

De acordo com fontes próximas das negociações, citadas pelo Observador, os reféns vão ser libertados de Gaza ao longo de 35 dias.

As negociações sobre o cessar-fogo têm sido mediadas pelo Catar, Estados Unidos e Egito.

Terminou, esta quinta-feira, o acordo de paz que existia entre o governo do Mali e os rebeldes separatistas do Norte. O anúncio foi feito pelo exército do país. 

De acordo com a Agência France-Presse, o fim do acordo, em vigor desde 2015, tem efeitos imediatos.

O acordo em causa existia desde 2012 e era considerado essencial num país que, desde 2012, tem vindo a ser atingido por uma onda de violência jihadista.

Segundo o porta-voz do governo, citado pela AFP,  a junta militar culpa “a mudança de postura de alguns grupos signatários do acordo”, mas também “actos hostis” levados a cabo pelo mediador principal deste acordo, a Argélia.

Centenas de apoiantes do principal partido da oposição da Tanzânia, Chadema, saíram às ruas de Dar es Salaam, marcando a primeira manifestação significativa no país em sete anos.

Trata-se de uma mudança notável desde a proibição de comícios políticos imposta pelo falecido Presidente John Magufuli em 2015. A actual Presidente, Samia Suluhu Hassan, levantou a proibição no ano passado, como parte dos seus esforços de reconciliação após assumir o cargo em 2021.

A manifestação de Chadema sinaliza uma exigência de reformas constitucionais e eleitorais antes das próximas eleições em 2024. O partido defende a alteração da constituição para permitir a contestação dos resultados das eleições presidenciais em tribunal. Além disso, procuram alterações nas leis eleitorais para impedir que o presidente nomeie membros da comissão eleitoral.

De acordo com a Africannews, o partido da oposição também apelou ao governo para que enfrentasse o elevado custo de vida na Tanzânia. Os manifestantes, agitando cartazes e apitando, marcharam pacificamente pelas ruas de Dar es Salaam sob forte protecção policial.

Durante a presidência de Magufuli, as reuniões da oposição foram violentamente interrompidas pela polícia e os seus líderes foram frequentemente presos. 

Um tribunal de apelações do Vaticano condenou, esta terça-feira, um padre por ter abusado sexualmente de um colega, enquanto ambos eram estudantes de uma escola para coroinhas papais.

Revertendo parcialmente uma decisão de primeira instância de 2021, os juízes sentenciaram o padre Gabriele Martinelli a dois anos e meio de prisão, segundo uma cópia da deliberação.

O julgamento original, que começou quatro anos atrás, foi o primeiro sobre abuso sexual que aconteceu em território do Vaticano.

Martinelli foi considerado culpado de corromper um menor e multado em 1.000 euros por eventos que aconteceram entre 2008 e 2009.

Não houve comentários do padre em um primeiro momento.

Martinelli foi julgado por ter forçado uma pessoa conhecida apenas como L.G. a fazer sexo por um período entre 2007 e 2012, enquanto ambos estavam no pré-seminário Saint Pius X.

A instituição, anteriormente sediada no Vaticano, abriga coroinhas que servem em missas na Basílica de São Pedro, inclusive para o papa, e pensam em se tornar padres.

Um avião russo que transportava 65 militares ucranianos para uma troca de prisioneiros despenhou-se hoje na região de Belgorod, próximo da fronteira com a Ucrânia.

De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, médicos e agentes da autoridade foram ao local, mas não adiantam informações sobre possíveis vítimas.

Segundo o Notícias ao Minuto, o acidente ocorreu cerca das 11h00 de Moscovo (10 horas em Moçambique).

O governador da região de Belgorod, Vyacheslav Gladkov, disse nas redes sociais que “uma equipa de investigação e funcionários do Ministério das Situações de Emergência” estavam no local, mas não divulgou mais informações sobre o acidente, acrescentou a TASS.

O presidente da câmara baixa do parlamento russo (Duma) acusou a Ucrânia de ter abatido o avião.

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