O País – A verdade como notícia

A bandeira nacional da Suécia foi hasteada, esta segunda-feira, na sede da NATO, em Bruxelas. A cerimónia oficializou a adesão do país nórdico à Aliança Atlântica, depois de dois anos de negociações.

O secretário-geral da NATO e o primeiro-ministro sueco participaram na cerimónia do içar da bandeira na sede da Aliança Atlântica. O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, deu as boas-vindas ao novo membro numa cerimónia que contou com o primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, e na qual também participou a princesa Vitória, herdeira do trono da Suécia.

“Sem o vosso incansável apoio e empenho pessoal, não estaríamos aqui. Sei que teriam feito os mesmos esforços para qualquer país qualificado que se candidatasse à adesão. Mas se queriam que sentíssemos que éramos especiais, conseguiram-no”, disse Ulf Kristersson, citado pela Euronews.

A adesão da Suécia à NATO, desencadeada pela invasão russa da Ucrânia, foi aprovada no final do mês passado pela Hungria que, tal como a Turquia, colocou obstáculos à adesão de Estocolmo.

A Suécia tornou-se, assim, no segundo novo membro da NATO desde o início da guerra na Ucrânia, em Fevereiro de 2022, depois de a Finlândia ter aderido à aliança em Abril do ano passado.

O governo do Haiti decidiu prolongar o recolher obrigatório por mais três dias na região Oeste, que inclui Porto Príncipe, devido à escalada da violência de grupos armados.

Em comunicado, o governo explica que o objectivo é “restabelecer a ordem e adoptar as medidas apropriadas para recuperar o controlo da situação”.

A medida não afecta agentes das forças de segurança em serviço, bombeiros, serviços de emergência médica, profissionais de saúde e jornalistas devidamente identificados.

Devido ao estado de emergência, estão proibidas todas as manifestações na via pública na região Oeste, tanto de dia como de noite.

A declaração do governo indica que as forças de segurança podem usar todos os meios legais à disposição para fazer cumprir o recolher obrigatório e deter infratores.

O Haiti está à beira de uma guerra civil, que ameaça causar um desastre humanitário. 

O ministro das Relações Exteriores angolano disse, em Luanda, que o Presidente do Ruanda, Paul Kagame, aceitou encontrar-se com o homólogo da República Democrática do Congo (RDC), Félix Tshisekedi.

Anúncio foi feito após um encontro do Chefe de Estado ruandês com o homólogo angolano, intermediário das relações entre a RDC e o Ruanda, abaladas por instabilidade militar e acusações.

Téte António, citado pela DW, avançou que a decisão foi transmitida no encontro entre Paul Kagame, que esteve em Luanda, e o Presidente angolano, João Lourenço.

“Durante essa reunião, ficou acordado que o Presidente Kagame aceita o princípio de encontrar-se com o Presidente Tshisekedi, numa data a ser indicada pelo mediador, e também a parte ruandesa aceita o princípio, que já tinha sido acordado com a parte congolesa, no sentido de delegações ministeriais trabalharem para se chegar a este passo”, referiu o chefe da diplomacia angolana.

O ministro das Relações Exteriores de Angola sublinhou que o encontro foi no sentido da continuação de esforços dos dois chefes de Estado para encontrar a paz e a reconciliação na região.

O leste da RDC enfrenta há vários anos uma instabilidade militar que provocou milhares de mortes e milhares de refugiados, com o Governo congolês a acusar o Ruanda de apoiar o movimento armado M23.

O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, vai pedir autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para visitar Israel, numa altura de crise nas relações diplomáticas entre os dois países. Bolsonaro está proibido de sair do país.

O advogado de Bolsonaro, Fábio Wajngarten, disse no domingo à imprensa brasileira que o político recebeu um convite do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para visitar Israel.

Wajngarten, citado pelo Notícias ao Minuto, disse que irá apresentar esta semana um recurso a pedir ao STF que devolva o passaporte de Bolsonaro e autorize o antigo Chefe de Estado a fazer esta viagem.

Bolsonaro foi obrigado a entregar o passaporte e proibido de sair do Brasil no dia 08 de Fevereiro passado, enquanto o STF investiga a alegada participação numa suposta conspiração para promover um golpe de estado contra o actual Presidente, Lula da Silva.

Bolsonaro, aliado incondicional de Netanyahu e forte crítico do movimento islamita palestiniano Hamas, que considera um grupo terrorista, pretende visitar Israel para expressar apoio à ofensiva na Faixa de Gaza.

Lula da Silva, durante uma viagem à Etiópia, onde participou na Cimeira da União Africana, em meados de Fevereiro, afirmou que “o que está a acontecer” na Faixa Gaza não existe em “nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu, quando Hitler resolveu matar os judeus”.

Estas declarações desencadearam uma crise diplomática entre os dois países e levaram o Estado de Israel a considerar Lula ‘persona non grata’.

A província sul-africana de KwaZulu-Natal está a construir os primeiros cinco quilómetros de um muro de betão ao longo da fronteira com Moçambique, para travar a saída de viaturas furtadas e o contrabando de mercadorias.

De acordo com a imprensa sul-africana, trata-se de um projecto lançado em 2020 pelo Departamento de Estradas e Transportes KwaZulu-Natal e pelo Departamento Nacional de Obras Públicas e Infraestruturas (DWPI), mas que ficou suspenso no ano seguinte.

Numa reunião realizada em 06 de Março último, as autoridades envolvidas no projecto actualizaram o progresso da obra, anunciando que a construção de mais de cinco quilómetros de muro em Umkhanyakude, junto à fronteira sul de Moçambique, já está em curso, de um total previsto de oito quilómetros para a primeira fase, que cobre o parque de elefantes de Tembe., escreve a DW.

As autoridades sul-africanas, citadas pela imprensa local, explicam que a retoma do projecto deve-se à “pressão social” provocada pelos constantes casos de furto de automóveis naquele país, que têm como destino Moçambique, bem como o contrabando de vários produtos naquela fronteira.

A primeira fase da empreitada arrancou no dia  17 de Novembro de 2023, para se prolongar durante 12 meses, após a selecção de um novo empreiteiro. A segunda fase desta obra prevê a continuação do muro por mais oito quilómetros, e a terceira mais nove quilómetros na fronteira, até ao rio Pangolo.

Em Julho de 2023, quando foi contratado o novo empreiteiro para construir o muro, a governadora de KwaZulu-Natal, Nomusa Dube-Ncube, adiantou que a região costeira de Umkhanyakude, que dista cerca de 78 quilómetros da Ponta do Ouro, em Moçambique, tem sido “atormentada há vários anos por crimes transfronteiriços, especialmente roubo de automóveis, que originam homicídios”.

A Aliança Democrática (AD) venceu com margem mínima as eleições legislativas portuguesas deste domingo, com 29,49% dos votos e 79 deputados. O Partido Socialista obteve 28,66% dos votos e o Chega elegeu 48 deputados.

Os portugueses foram neste domingo às urnas para escolher os membros do parlamento do qual sairá o novo governo. Os resultados oficiais do total de todas as freguesias em Portugal atiram o Partido Socialista (PS) para a oposição. E a direita congregada na Aliança Democrática (AD) ganha uma maioria mínima no parlamento.

Luís Montenegro, líder da coligação, citado pela DW, já pensa na formação do seu governo. “Estamos prontos para iniciar a governação. Estamos prontos para respeitar a palavra do povo português”, declarou.

O PS teve maioria em 2022, com 120 deputados. Nas eleições deste domingo, o partido conseguiu eleger apenas 77 deputados. Pedro Nuno Santos, o secretário-geral e candidato a primeiro-ministro, já reconheceu a derrota. Diz que o seu partido liderará a oposição, mas recusa-se a viabilizar o governo da AD. 

“A direita ou AD que não conte com o PS para governar. Não somos nós que vamos suportar um Governo da AD. Que fique claro e não haver divisão no PS”, frisou.

Luís Montenegro rebateu as palavras de Pedro Nuno Santos: “O que se pede ao PS não é que adira às propostas do nosso governo. O que se pede ao PS é que respeite a vontade do povo português”.

O Chega é considerado o grande vencedor destas eleições. O partido de extrema-direita portuguesa passou de 7,8% para 18, passando dos 12 deputados eleitos em 2022 para 46 deputados.

Para André Ventura, líder do partido, acabou o bipolaríssimo político em Portugal. E declara-se disponível a integrar o Governo com a AD, escreve a DW.

“E a vontade dos portugueses foi clara. A AD pediu uma maioria absoluta e ficou longe disso. O PS também. O Chega pediu para se tornar uma peça central no sistema político e alcançou esse resultado. Portugueses e portuguesas o nosso mandato é governar Portugal nos próximos quatro anos”, declarou Ventura.

Mas Luís Montenegro volta a dizer não a qualquer acordo com o Chega, em nome do cumprimento da promessa feita durante a campanha eleitoral.

O presidente do Gabão deposto por golpe de Estado, Ali Bongo, foi afastado da liderança do Partido Democrático Gabonês. Os golpistas alegam incapacidade multiforme de Bongo para continuar a chefiar o PDG.

Aproximadamente um ano depois de ser deposto do poder, Ali Bongo é agora afastado da liderança do seu partido PDG.
A formação política indicou uma delegação que se deslocou à residência de Bongo, onde o ex-presidente se encontra em prisão domiciliária desde o golpe de Estado, para lhe comunicar a sua demissão, devido à sua incapacidade multiforme para exercer as suas funções.

O partido acrescentou que a reestruturação conduziu à nomeação de Paul Mba como primeiro vice-presidente e de Angelique Ngoma como secretária-geral, segundo um comunicado posto a circular nas redes sociais.

Bongo foi derrubado por um golpe de Estado liderado pelo general Brice Nguema, que criou o Comité de Transição e de Restauração das Instituições, nome oficial da junta militar criada após a revolta.

O antigo presidente foi colocado em prisão domiciliária na sequência do golpe, no qual os militares denunciaram “falsos” resultados eleitorais, nos quais Bongo obteve 64,27% dos votos contra 30,77% do seu principal rival, Albert Ossa.

Todas as vitórias eleitorais de Bongo, que chegou ao poder após a morte do seu pai, Omar Bongo, em 2009, foram marcadas por alegações de fraude. Bongo sofreu um AVC em 2018 que o afastou da esfera pública durante quase um ano, embora se tenha recusado a sair da ribalta.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou, sexta-feira, uma resolução que apela à cessação imediata das hostilidades no Sudão durante o período do Ramadão, que começa no domingo.

O confronto entre o exército e um grupo paramilitar no Sudão, desde abril de 2023, poderá vivenciar um momento de paz e do silenciar as armas. Tudo porque o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou uma resolução que apela as partes envolvidas para a cessação imediata das hostilidades durante o Ramadão, no Sudão.

A resolução pede também aos beligerantes para que permitam o acesso humanitário completo, rápido, seguro e sem entraves, inclusive através das fronteiras e das linhas de frente.

14 países votara a favor da resolução, enquanto a Rússia se absteve, manifestando reservas quanto à necessidade de uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Porém, o Conselho de Segurança das Nações Unidas, têm opiniões divergentes sobre os instrumentos que devem utilizar para resolver a situação, tendo apelado.

“Apelamos a todas as partes presentes no Sudão para honrarem os valores do Ramadão, cessando as hostilidades durante este período. Esta cessação das hostilidades deve conduzir ao silenciar das armas em todo o país e estabelecer um caminho firme em direcção à uma paz duradoura para o povo do Sudão. A crise humanitária no Sudão é de proporções colossais. Metade da população, cerca de 25 milhões de pessoas, – precisa de ajuda humanitária para
sobreviver”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Um grupo de extremistas sequestrou em uma escola primária na Nigéria, 287 crianças na manhã desta quinta-feira. De acordo com as autoridades locais, os malfeitores teriam surpreendido os alunos em salas de aula.

O caso deu-se na cidade de Kuriga no Estado de Kaduna no norte da Nigéria. De acordo com testemunhas, citadas pela im prensa internacional, os extremistas cercaram a escola pública, numa altura em que estudantes se preparavam para mais um dia de aulas, por volta das 10 horas.

Este é o segundo sequestro em massa naquele país da África Ocidental em menos de uma semana.

As autoridades tinham previamente divulgado que 100 crianças tinham sido feitas reféns no ataque ao centro de ensino, no entanto, a actualizção aponta para 287 menores sequestrados.

Apesar de reconhecer as fragilidades de segurança em centros de ensino, o governador de Kaduna prometeu que as autoridades estão a trabalhar junto das agências de segurança para garantir que as crianças voltem em segurança.

Nenhum grupo reivindicou a responsabilidade pelo ataque desta quinta-feira, embora a culpa tenha recaído sobre grupos armados.

O ataque ocorreu dias depois de mais de 200 pessoas, na sua maioria mulheres e crianças, terem sido sequestradas por extremistas no nordeste da Nigéria.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, que já havia feito publicamente um repúdio sobre a situação de insegurança de crianças na Nigéria, disse esta quinta-feira que há cerca de um milhão de crianças sequestradas desde 2014.

+ LIDAS

Siga nos