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O País – A verdade como notícia

Foi assinado, no início desta semana, um novo acordo de partilha das águas do rio Nilo. O acordo entra em vigor em meio a contestações do Egipto e do Sudão.

Conhecido como Acordo-Quadro de Cooperação, CFA, o tratado visa garantir a utilização equitativa e a gestão sustentável do maior rio do mundo.

Vários países localizados na direcção da nascente do rio, ou seja, à montante, argumentam, há muito tempo, que os Estados a jusante, neste caso Egito e Sudão que estão na foz, receberam injustamente maiores direitos sobre o rio Nilo por meio de acordos da era colonial.

Sete países, incluindo Etiópia, Ruanda, Sudão do Sul, Uganda, Tanzânia e República Democrática do Congo endossaram o Acordo-Quadro de Cooperação, que entrou em vigor no domingo.

Em uma declaração, a Nile Basin Iniciative, um grupo de estados ribeirinhos, disse que a CFA visa corrigir desequilíbrios históricos no acesso às águas do Nilo.

O Rio Nilo tem sido há muito tempo um ponto focal de tensão geopolítica no leste da África, particularmente entre o Egipto e a Etiópia.

O atrito aumentou quando Adis-Abeba construiu um grande projecto hidrelétrico no Nilo Azul, o que, segundo Cairo, prejudicaria sua segurança hídrica.

Um autocarro, que transportava estudantes universitários capotou, numa auto-estrada, causando a morte de 13 pessoas e deixando outras 33 feridas, de acordo com o Ministério de Saúde do Egipto. 

O autocarro transportava estudantes da Universidade de Galala, na província oriental do Suez, quando capotou na auto-estrada, segundo o meio de comunicação estatal Akhbar al-Youm, citado pelo Notícias ao Minuto. 

Os feridos foram transportados para o Hospital de Suez, afiliado à autoridade de saúde da província de Suez, de acordo com um comunicado divulgado pelo Ministério da Saúde egípcio na rede social Facebook.

O ministério não informou o que levou ao acidente e, no momento, está em curso uma investigação sobre o acidente. 

Khaled Abdel-Ghaffar, Ministro da Saúde, e Ayman Ashour, Ministro do Ensino Superior, prestaram homenagens aos familiares dos estudantes.

As forças militares chinesas realizaram, hoje, exercícios militares de larga escala em resposta às declarações do recém-eleito presidente de Taiwan, William Lai.  O governante afirmou, recentemente, que a República Popular da China não tem o direito de representar Taiwan.

Os recentes pronunciamentos do Presidente de Taiwan, segundo os quais declara a soberania de Taiwan e que a República Popular da China não tem o direito de representar Taiwan, foram recebidas de forma negativa pela China.

Na sequência das declarações de William Lai, a China iniciou, esta segunda-feira, exercícios militares em larga escala em Taiwan e nas suas ilhas periféricas, em contestação da independência do território, dias após William Lai ter reiterado a sua soberania.

As manobras envolvem forças terrestres, marítimas e aéreas, e são semelhantes às que a China realizou em Maio passado, também no Estreito de Taiwan e em torno da ilha autónoma.

O ministério da Defesa chinês afirmou que os exercícios são uma resposta às afirmações do líder de Taiwan, William Lai, de que a República Popular da China não tem o direito de representar Taiwan.

O governo de Taiwan considerou os exercícios como uma provocação e afirmou que as suas forças estão preparadas para reagir. O líder de Taiwan promete defender a democracia contra ameaças externas.

Refira-se que a China afirma regularmente que a independência de Taiwan é um assunto encerrado e que a anexação por Pequim é uma inevitabilidade histórica.

 

Um homem foi detido, perto do comício de Donald Trump em Coachella, no estado da Califórnia, por posse ilegal de armas. Segundo a Polícia, o indivíduo tinha duas credenciais falsas para o evento e estava fortemente armado.

A Policia suspeita que se tratava de uma terceira tentativa de assassinato do candidato republicano a Casa Branca.

O suspeito, de 49 anos, foi parado numa operação perto do evento e os agentes de segurança descobriram que trazia consigo uma caçadeira, uma pistola e um carregador com munições de alta capacidade, para os quais não tinha licença de porte.

Além disso, trazia uma credencial VIP e outra de imprensa para o comício, que afinal eram falsas. 

O homem, segundo as autoridades, é eleitor republicano e pertence a uma organização “anti-governo” radical de direita.

O Serviço Secreto, responsável pela segurança de Presidentes e candidatos presidenciais, emitiu um comunicado onde garante que o incidente não teve impacto nas operações de protecção e declara a sua gratidão aos parceiros de segurança locais.

Caso se efectivasse, esta seria a terceira tentativa de assassinato contra o ex-Presidente dos Estados Unidos da America.

O Prémio Nobel da Economia 2024 vai para o Instituto de Tecnologia de Massachusetts,  dos Estados Unidos da América. O anúncio foi feito, hoje, pela entidade responsável pela distinção, que destaca os estudos feitos pelo instituto sobre a prosperidade entre nações. 

Daron Acemoglu, Simon Johnson e James A. Robinson abordam estudos sobre como as instituições são formadas e afectam a prosperidade. Em outras palavras,  os três economistas elaboraram trabalhos que tentam explicar porque há países mais ricos que os outros. Um problema já estudado por Adam Smith, considerado o pai da economia. 

Daren Acemoglu é autor de centenas de artigos académicos. A maioria da sua pesquisa foi motivada pela tentativa de compreender “a origem da pobreza”. Sua pesquisa inclui uma ampla gama de tópicos, como política ,economia e capital humano.

Em Novembro de 2020,  Simon Johnson foi nomeado membro voluntário da Equipe de Revisão da Agência de transição presidencial de Joe Biden, para apoiar os esforços de transição relacionados ao departamento de tesouro dos Estados Unidos 

James A. Robinson   estuda o que torna os países diferentes, concentrando-se nas instituições económicas e políticas subjacentes, que levam alguns à prosperidade e outros ao conflito

O prémio de economia foi criado em 1968 pelo Banco Central da Suécia, é formalmente conhecido como o Prémio do Banco da Suécia em Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel. Este é o último Nobel a ser conhecido, depois do anúncio dos vencedores nas categorias de Medicina, Física, Química, Literatura e Paz.

Cerca de 15 partidos da oposição no Chade denunciaram um registro eleitoral “corrupto” e falta de garantias de que as eleições serão livres e justas. As eleições no Chade estão marcadas para 29 de Dezembro e os candidatos poderão enviar suas candidaturas entre 19 e 28 de Outubro.

No domingo, 13 de outubro, os partidos de oposição, que não participaram da transição e não ocupam assentos em instituições, pediram aos chadianos que impusessem um “bloqueio eleitoral”.

O partido de Succès Masra, ex-primeiro-ministro, ainda não esclareceu a sua estratégia.

 As eleições de 29 de Dezembro acontecem meses depois da promulgação de uma nova lei orgânica que define a composição do novo Parlamento.

Os chadianos votaram, pela última vez, em eleições parlamentares, em 2011.

Uma nova assembleia deveria ser eleita em 2015. No entanto, a eleição foi adiada diversas vezes, devida a ameaça jihadista, da Covid e da transição que se seguiu após a morte do falecido presidente Idriss Déby em 2021.

 

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, pediu, hoje, ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, que retire, imediatamente, a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) “para um local seguro”.

As declarações foram feitas durante um discurso em que Benjamim Netanyahu interpelou directamente o secretário geral da ONU. “Senhor  secretário-geral, retire as forças da FINUL para um local seguro. É preciso fazê-lo já, imediatamente”, apelou. 

Na sua mensagem a António Guterres, o primeiro-ministro israelita lamentou que o exército israelita já tenha feito este pedido, apenas para ser “constantemente rejeitado”, uma recusa “destinada a fornecer escudos humanos aos terroristas do Hezbollah”.

“A sua recusa em retirar as forças da FINUL torna os seus membros reféns do Hezbollah e também põe em perigo a vida dos nossos soldados”, destacou.

Netanyahu disse que Israel faz “o possível” para evitar danos nas forças de manutenção da paz, mas considerou que a melhor forma de evitar tais incidentes é retirá-las do território, o que exigiria uma decisão do Conselho de Segurança.

O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, pediu, no sábado, ao seu homólogo israelita, Yoav Gallant, que garanta a segurança dos capacetes azuis e das forças armadas libanesas, após os ataques contra posições de manutenção da paz, no sul do país e a morte de dois soldados libaneses.

Gallant enfatizou que os militares israelitas continuarão a tomar medidas para “prevenir danos” às tropas da FINUL, mas alertou que “o Hezbollah opera e dispara nas proximidades das posições da FINUL, usando missões de manutenção da paz como cobertura para as suas atividades”.

Pelo menos 15 pessoas morreram, na madrugada deste domingo, em cerca de 200 ataques realizados pelas forças de Israel contra o Hezbollah.  A informação foi partilhada pelo Ministério da Saúde libanês, citado pela imprensa local. 

Do número total, nove pessoas morreram em um ataque contra uma aldeia,  situada a norte de Beirute, onde houve, também, quatro feridos, segundo o Ministério da Saúde libanês. 

No sul, mais quatro pessoas morreram e 18 ficaram feridas num ataque a Barja, um  distrito que fica a 34 quilómetros a sul de Beirute. 

No sábado, Israel ordenou a retirada de pessoas em outras 22 cidades, no sul do Líbano, e voltou a pedir à população civil que se deslocasse para o norte do rio Awali.

A Cruz Vermelha informou que vários dos seus socorristas ficaram feridos, este domingo, num ataque a uma casa no sul do Líbano, para onde foram enviados em coordenação com a missão da ONU, que actua como tampão entre Israel e Líbano.

Já o Hezbollah disse que disparou  foguetes contra soldados israelitas numa aldeia perto da fronteira entre o Líbano e Israel.

Anteriormente, o movimento libanês pró-iraniano disse que os seus homens estavam a confrontar tropas israelitas que tentavam infiltrar-se perto de outra aldeia fronteiriça, a poucos quilómetros a oeste de Maroun al-Ras.

Há mais de duas semanas, o exército israelita lançou uma ofensiva com uma campanha de bombardeamentos sem tréguas contra o sul do Líbano e os subúrbios a sul de Beirute, conhecidos por Dahye.

O conflito agravou-se, em 01 de outubro, com a invasão terrestre do exército israelita no sul do Líbano, onde mantém actualmente quatro divisões -, acompanhada por uma intensificação dos bombardeamentos israelitas, que já provocaram mais de 2.200 mortos.

Tito Mboweni,  ex-ministro das Finanças e do Trabalho da África do Sul e primeiro governador negro do banco central, morreu, num hospital em Johanesburg, depois de uma breve doênça, segundo avançou a mídia sul africana , na noite de sábado. 

O ativista anti-Apartheid foi o primeiro Ministro do Trabalho da África do Sul democrática de 1994 a 1999, no Gabinete do Presidente Fundador, Nelson Mandela. Actuou como governador do Banco da Reserva da África do Sul a partir de 1999, durante 10 anos.

Mboweni foi também Ministro das Finanças, durante o primeiro mandato do actual presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. 

A Presidência sul africana, segundo cita o portal de notícias African News, divulgou uma declaração, no sábado, na qual Ramaphosa elogia “um líder e compatriota que serviu a nação como ativista, inovador em políticas económicas e defensor dos direitos trabalhistas…Dado seu senso de vitalidade e seu envolvimento energético e afável com outros sul-africanos, o falecimento do Dr. Mboweni aos 65 anos foi um choque”. 

 

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