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O País – A verdade como notícia

Mais de 550 pessoas morreram e 1.9 milhão foram afectadas pelas inundações no Chade. A informação foi divulgada este sábado.

Todas as 23 províncias do Chade foram atingidas por chuvas muito fortes que provocaram inundações. As autoridades locais falam de 550 mortos e 1.9 milhões de afectados e 210 mil casas destruídas .

Dos cerca de 1,9 milhões de pessoas afetadas no país, o Fundo de População das Nações Unidas afirma que 85 mil são mulheres grávidas.

As famílias estão agora abrigadas em locais e escolas improvisadas, sem acesso a serviços de saúde, água potável, saneamento e higiene, uma vez que as doenças como diarreia, malária, infecções respiratórias e cutâneas podem aumentar.

Os riscos de protecção também aumentaram para mulheres e raparigas em locais temporários, onde têm pouca ou nenhuma privacidade, e quando se aventuram no exterior em busca de comida e lenha num ambiente desconhecido.

Os estragos ocorreram numa altura em que o país declarou uma emergência de segurança alimentar e nutricional em Fevereiro.

As inundações generalizadas na região da África Ocidental e Central desencadearam crises em cerca de dois milhões de pessoas, com consequências devastadoras.

Pesquisadores do clima alertam que as lagoas que se formaram no deserto do Saara, devido a fortes chuvas no sul do Marrocos, podem mudar o clima da região e originar, também, novos e mais tipos de vegetação no local mais seco do mundo.

Durante dois dias, uma das regiões mais secas do Marrocos, que não via água há cerca de 50 anos, observou enchentes. A situação, considerada rara e atípica, criou lagoas entre as palmeiras e dunas do deserto do Saara.

Os pesquisadores do clima, ouvidos pelo “O País”, estão divididos na explicação sobre o fenómeno. Mas convergem ao considerar que o Saara pode perder o estatuto de mais quente e seco do mundo.

Para o historiador ambiental Marlino Mubai, não há motivos para alarme, até porque “há dez ou cinco mil anos aquela era uma região com uma vegetação intensa”.

Mubai avança, justificando que “(…) aquilo não é um acontecimento isolado da região do Saara.Se olharmos para o planeta, no geral, vamos perceber que em tantas outras regiões há fenómeno um pouco fora do comum, sob o ponto de vista do clima”.

O sudeste do Marrocos é uma das áreas mais áridas do mundo e a chuva é rara, especialmente no final do verão. O governo marroquino informou que, em setembro, dois dias de chuva superaram a média anual em várias localidades que recebem menos de 250 milímetros por ano, incluindo Tata, uma das mais afetadas.

Em Tagounite, uma vila situada a cerca de 450 quilômetros ao sul da capital Rabat, foram registrados mais de 100 milímetros em apenas 24 horas.

As tempestades mudaram o deserto do Saara, fazendo água jorrar pelas areias e enchendo o Lago Iriqui, que estava seco há 50 anos. Essa quantidade de água também trouxe vida à vegetação local, criando um contraste impressionante com os castelos da região.

O pesquisador ambiental, Serafino Mucova, fala de “consequências negativas”, como “destruição de infra-estruturas e implicações económicas, ambientais e socioeconómicas” e “‘positivas”, neste caso “a recarga dos aquíferos que vai reavivar a ocorrência da vegetação neste local ”.

O investigador continua revelando que o continente adricano está cada vez mais quente e isso deve ser motivo de preocupação, porque “os próximos anos serão cada vez mais dramáticos.Esses eventos serão mais frequentes e intensos e é preciso uma boa preparação para fazer frente a estes eventos”, sugeriu o especialista.

O ambientalista Lário Herculano alerta que se o fenômeno preexistir, parte do deserto do Saara pode desaparecer ao longo do tempo.

“Se assim continuar, em trinta anos, nós já teremos perdido uma parte do deserto do Saara e vai afectar o equilíbrio ecológico”,adverte.

Há ainda muitas incertezas sobre a complexidade e significado do fenómeno incomum. Em meio a isso, os três especialistas convergem ao afirmar que a chuva, no deserto do Saara, pode causar mudanças no clima da região mais árida do mundo, influenciando o surgimento de nova vegetação, à medida que vai facilitar a produção agrícola.

“A dado momento que se formam lagos, elas podem criar novas precipitações,  isso pode criar chuvas cíclicas e a partir daí vamos ter um microclima diferente”, explicou Lário Herculano.

Este não é o primeiro caso atípico que ocorre na região. O mais recente deu-se há três anos, Gelo e neve cobriram as dunas do deserto, na região que compreende a Argélia.

Aumentaram para 16 as mortes causadas pelo furacão Milton, no Estado da Flórida, que ainda ameaça o sudeste dos Estados Unidos da América. As buscas por mais vítimas continuam.

Segundo as autoridades, as pessoas morreram depois de vários tornados desencadeados pelo furacão Milton terem afectado a região, na tarde de quarta-feira, e terem atingido um centro de idosos de Spanish Lakes Country Village, situado no norte de Fort Pierce.

As equipas de busca e salvamento estão no processo de localizar mais vítimas, uma vez que estes tornados deixaram centenas de casas danificadas ou totalmente destruídas em todo o condado, que é uma divisão administrativa dos Estados Unidos da América.

O furacão deu-se na quarta-feira à noite em Siesta Key, perto da cidade de Sarasota, com ventos máximos de 205 quilómetros por hora, o que corresponde à categoria 3.

Milton é o segundo furacão a atingir a Flórida em quase duas semanas, após o impacto do poderoso furacão Helene, a 26 de Setembro, que entrou pelo noroeste do Estado com categoria 4, deixando mais de 250 mortos e um rasto de devastação em seis Estados do sudeste dos Estados Unidos da América.

Os pedidos de indemnização por danos materiais na sequência da passagem do furacão poderão ter um impacto nas seguradoras de entre 50 mil milhões e 60 mil milhões de dólares, de acordo com o sector, que diz estar preparado para dar resposta.

Antes do fenómeno atingir o país, o Presidente Joe Biden juntou-se ao governador da Flórida e pediu que os moradores das zonas de risco saíssem o mais rápido possível.

O grupo japonês Nihon Hidankyo, que luta contra armas nucleares, é o vencedor do Prémio Nobel da Paz 2024. O vencedor recebe um milhão de euros, além de um diploma e uma medalha de ouro.

Conhecida também como Hibakusha, a organização Nihon Hidankyo, que venceu o prémio Nobel de Paz, é composta por sobreviventes das bombas atómicas lançadas em Hiroshima e Nagasaki, pelos Estados Unidos da América, no fim da Segunda Guerra Mundial.

A organização presta assistência aos sobreviventes, lutando para que possam ver melhorados os cuidados de saúde, e ajuda financeiramente no combate a doenças causadas pela radiação.

Perante uma sala repleta de jornalistas com direito a sessão de perguntas e respostas, a organização do Prémio Nobel da Paz explicou o porquê de ter escolhido o grupo japonês.

O Comitê Norueguês do Nobel justificou a escolha da organização pelo facto de estarem a  acontecer diversos conflitos no mundo.

É que para os organizadores da distinção, as armas trazem pobreza e sofrimento. A entrega do prêmio Nobel ao grupo Nihon Hidankyo serve como lembrete de  que tais armas nunca mais devem ser utilizadas.

As casas de apostas apontavam outros  prováveis vencedores, entre eles o secretário-geral das Nações Unidas e o Tribunal Internacional de Justiça.

Neste ano, 286 pessoas e organizações estavam na lista dos prováveis distinguidos a Nobel da Paz.

Quanto à equipa que decide o vencedor é composta por cinco pessoas devidamente nomeadas pelo Parlamento da Noruega.

O Nobel da Economia será o último a ser anunciado no dia 14 de outubro.

Han Kang  é a primeira autora sul-coreana a ser agraciada com o Prémio Nobel de Literatura. A poetisa foi distinguida pela Academia Sueca esta quinta-feira. 

A vida de Han Kang  começou a mudar quando, em 2016, venceu o Man Booker International Prize, graças ao livro A Vegetariana, o que a levou ao reconhecimento global.

Junto à sua escrita, a autora também se dedicou à arte e à música, o que se reflecte em toda a sua produção literária.

Perante uma sala recheada de jornalistas, esta quinta-feira, a  Academia Sueca justificou a preferência por Han Kang  enaltecendo a sua prosa poética intensa, que confronta traumas e expõe a fragilidade da vida humana. 

Para a Academia Sueca, a obra de Han Kang é essencialmente caracterizada por uma dupla exposição da dor, uma correspondência entre o tormento mental e o físico com ligações estreitas ao pensamento oriental.

Han Kang  é a décima oitava mulher a receber o Nobel da Literatura, e sucede ao norueguês Jon Fosse , que venceu em 2023.

O Nobel da Literatura é um prémio concedido anualmente, desde 1901, pela Academia Sueca, a autores que fazem notáveis contribuições na arte literária. No total, já venceram o prémio cento e vinte e uma individualidades.

A informação é avançada por vários órgaos internacionais. Um piloto de 59 anos de idade, que, desde 2007, trabalhava para a Turkish Airlines, daTurquia, morreu, depois de se ter sentido mal em pleno voo.

O piloto morreu durante a ligação de Seattle (Estados Unidos) a Istambul (Turquia). Por isso mesmo, o avião aterrou com outro piloto aos comandos do Airbus 350, na cidade norte-americana de Nova Iorque.

Segundo o CNN Portugal, o incidente foi revelado pelo o porta-voz da companhia aérea, Yahya Ustun, nas redes sociais: “‘O piloto do nosso Airbus 350… voo TK204 de Seattle para Istambul teve um colapso durante o voo. Depois de uma tentativa infrutífera de prestar os primeiros socorros, a tripulação de voo, composta por outro piloto e um co-piloto, decidiu fazer uma aterragem de emergência, mas o piloto morreu antes de aterrar’, escreveu Yahya Üstün”, lê-se na publicação do órgão português.

O piloto de 59 anos de idade tinha sido submetido a um exame médico em Março, durante o qual não revelou qualquer problema de saúde.

Os cientistas Victor Ambros e Gary Ruvkun foram premiados com o Nobel de Fisiologia e medicina, pela descoberta da molécula microRNA, responsável por regular a expressão das células no organismo. 

O anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira, na Suécia. Os biólogos norte-americanos, Victor Ambros, 70 anos, e Gary Ruvkun, 72 anos, são os galardoados com o Prémio Nobel da Medicina 2024

O comité Nobel distinguiu a identificação de um novo mecanismo de regulação das células, as modificações pós-transcricionais, ao nível microRNA para permitir a formação das proteínas necessárias para executar as várias funções no organismo. Apesar do nome, a descoberta não tem qualquer associação com a última geração de vacinas que a humanidade ficou a conhecer durante a pandemia.

O passo em frente dado no conhecimento por Victor Ambros e Gary Ruvkun ainda não tem uma aplicação imediata identificada, mas é muito promissora. Segundo o comité Nobel, a descoberta é importante para saber mais sobre o desenvolvimento embrionário, a fisiologia humana e até os tumores, pois, estes últimos, usam redes de microRNA para crescerem..

 

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, apelou, hoje, a um cessar-fogo na Faixa de Gaza e a libertação dos reféns do ataque do Hamas contra Israel. Michel acrescentou que são urgentes todos os esforços para proteger vidas naquele território.  

O apelo foi feito através da rede social “X”, onde Charles Michel escreveu que “Há um ano, os brutais ataques terroristas do Hamas atingiram civis israelitas inocentes e alimentaram uma espiral de violência no Médio Oriente, com um número indescritível de mortos. Um cessar-fogo em Gaza e a libertação de todos os reféns são de máxima urgência”. 

Para o presidente do Conselho Europeu são também urgentes “os esforços para proteger as vidas no terreno e desanuviar a escalada de tensões”. 

“A Europa defende firmemente a paz e a defesa do direito internacional e do direito internacional humanitário em todo o mundo”, disse Charles Michel.

Refira-se que se assinala, hoje, o primeiro ano dos ataques do movimento islamita Hamas contra Israel, que causou cerca de 1 200 mortes e mais de 250 reféns.

Para hoje, estão previstas, em diversos países no mundo, vigílias em memória das vítimas do conflito, e está convocada uma jornada de oração e jejum pela paz no mundo pelo Papa Francisco.

O conflito entre Israel e Hamas atingiu a marca de um ano. Na manhã de 7 de Outubro, o Hamas iniciou um ataque inesperado, através do lançamento de mísseis e foguetes, disparados da Faixa de Gaza, o menor dos territórios palestinos. De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, mais de 41 mil palestinos perderam a vida desde o início do conflito, sem fazer distinção entre combatentes e civis.

Na véspera do aniversário de um ano, na noite de domingo, Israel aumentou seus ataques aéreos em Gaza e no Líbano, causando bolas de fogo e explosões fortes.

O Secretário-Geral das Nações Unidas emitiu, este sábado, declarações através de um vídeo, no qual pedia a libertação dos reféns e o silêncio das armas.  

“Hoje marca um ano desde os eventos horríveis de 7 de Outubro, quando o Hamas lançou um ataque terrorista em larga escala, em Israel, matando mais de 1 250 israelenses e estrangeiros, incluindo crianças e mulheres. Mais de 250 pessoas foram sequestradas e levadas para Gaza, incluindo muitas mulheres e crianças… Eu já falei sobre isso, com frequência e clareza. É hora da libertação dos reféns. Hora de silenciar as armas. Hora de acabar com o sofrimento que tomou conta da região. Hora da paz, do direito internacional e da justiça…”, disse António Guterres, citado pela African News.

Guterres emitiu sua declaração, poucos dias depois de o Ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, acusá-lo de demonstrar preconceito contra Israel, alegando que o chefe da ONU não condenou os ataques do Hamas e a violência sexual cometida por seus membros.

Cerca de 100 reféns israelenses permanecem em Gaza, e acredita-se que menos de 70 estejam vivos.

 

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