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O País – A verdade como notícia

O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, apela para uma acção urgente à medida que a crise humanitária na República Democrática do Congo se aprofunda. Apesar de um cessar-fogo anunciado esta semana, rebeldes do M23 continuam a levar a cabo acções na parte oriental do país.

A ONU estima que pelo menos 400 mil pessoas ficaram deslocadas devido aos combates nas províncias orientais de Kivu do Norte e do Sul, só em Janeiro, na República Democrática do Congo. 

Mais 700 mil pessoas foram deslocadas em Goma, a capital do Kivu do Norte, um importante centro regional, até segunda-feira.

No início desta semana, os rebeldes do M23 declararam um cessar-fogo por razões humanitárias, embora tenha havido relatos de combates esporádicos. Com o Aeroporto Internacional de Goma ainda fechado, quase nenhuma ajuda chega à cidade e aos seus arredores.

Ao longo da estrada entre Goma e a cidade de Sake, ainda há pessoas em movimento, a maioria das quais vivem actualmente em acampamentos, mas fazem a caminhada diária em busca de comida. Outros fazem viagens diárias para reparar as suas casas danificadas nos recentes combates.

Diante da situação, o secretário geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou à mediação para pôr fim à crise na quinta-feira, antes de duas grandes reuniões para abordar a ofensiva brutal do grupo rebelde M23.

Pelo menos 17 crianças morreram em um incêndio que ocorreu em uma escola islâmica no noroeste da Nigéria, esta quinta-feira, Informou a agência de resposta a emergências do país, que avança que as autoridades iniciaram uma investigação para apurar as causas. 

Cerca de 100 crianças estavam numa escola quando o incêndio começou, em uma escola islâmica, no distrito de Kaura. 

De acordo com a Agência Nacional de Gestão de Emergências houve, no local, feridos graves, que foram levados para tratamento em diferentes hospitais. 

Contabilizam-se, até ao momento, pelo menos 17 crianças mortas. 

As causas do incêndio ainda não foram clarificadas, mas suspeita-se que tenha sido causado por um estoque de gravetos usados para higiene oral, conhecidos localmente como “Kara”, que foram reunidos nas proximidades da escola. 

O presidente nigeriano Bola Tinubu solidarizou-se com as famílias das vítimas e pediu que as escolas priorizem a segurança das crianças.

No mês passado, um dispositivo explosivo improvisado detonou em uma escola nos arredores de Abuja, capital da Nigéria, matando duas pessoas e ferindo outras duas. 

O Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas realiza, esta sexta-feira, uma reunião de emergência para analisar a crise no leste da República Democrática do Congo (RDC) e o seu impacto nos direitos humanos.

A reunião extraordinária foi pedida pelas autoridades da RDC, com o apoio de várias dezenas de países membros do Conselho e por observadores.

Em discussão vai estar o impacto nos direitos humanos com o intensificar do conflito no leste da RDCongo, onde o movimento rebelde M23, apoiado pelo vizinho Ruanda, consolidou o controlo nesta vasta região, rica em minérios e metais preciosos, fundamental para a indústria e tecnologia mundiais.

O M23 anunciou unilateralmente que iria aplicar um cessar-fogo a partir de terça-feira por razões humanitárias, mas este foi quebrado.

Depois de terem tomado Goma, capital da província de Kivu Norte, na semana passada, o M23 e as tropas ruandesas lançaram na quarta-feira uma nova ofensiva na província vizinha de Kivu Sul e conquistaram a cidade mineira de Nyabibwe.

Os combates pelo controlo de Goma fizeram pelo menos 2.900 mortos, segundo um balanço provisório da ONU.

O conflito em curso no Sudão está a causar instabilidade no Sudão do Sul, onde as dificuldades económicas e a incerteza política estão a piorar, de acordo com o Chefe da Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul, que falava durante uma reunião do Conselho de Segurança, esta quarta-feira.

Nicholas Haysom, Representante Especial do Secretário-Geral e Chefe da UNMISS, disse que “os impactos negativos do conflito no Sudão estão a afectar o Sudão do Sul, evidentes na agitação em Juba e outras áreas após os assassinatos relatados de sul-sudaneses em Wad Madani”.

Além disso, o governo do Sudão do Sul pediu à UNMISS que desocupasse parte de sua sede em 45 dias, uma solicitação que Haysom descreveu como criadora de “custos significativos e um cronograma logístico que actualmente não podemos cumprir”.

Ele ressaltou que as restrições às forças de paz em certas regiões dificultam ainda mais as operações da UNMISS, mas reafirmou a dedicação da missão ao diálogo construtivo por meio do Comitê de Coordenação de Alto Nível.

Mais de 100 reclusas foram violentadas e queimadas vivas, durante uma fuga na cidade congolesa de Goma, segundo informações avançadas pela ONU. 

As detentas fugiram da prisão de Munzenze, na última segunda-feira, depois que combatentes M23 começaram a tomar a cidade. Um documento interno da ONU, citado pelo BBC, revela que um número entre 165 e 167 mulheres foram agredidas por presos homens, durante a fuga.

Segundo o documento, a maioria das mulheres foi morta depois que os presos atearam fogo à prisão.

Goma, uma grande cidade com mais de um milhão de habitantes, foi capturada, depois que o M23, apoiado por Ruanda, executou um rápido avanço pelo leste da República Democrática do Congo.

 

Apesar do cessar-fogo unilateral, declarado no início desta semana, o grupo rebelde M23 ganhou terreno no leste do República Democrática do Congo (RDC),  assumindo o controle de uma cidade a 96 quilômetros da capital provincial de Bukavu, segundo avançaram autoridades da sociedade civil à imprensa local. 

Falando de Goma, o vice-chefe da missão da ONU na RDC disse que a situação continua altamente instável, com um risco persistente de escalada.

Os rebeldes do M23 anunciaram, na segunda-feira, o cessar-fogo por motivos humanitários, depois de apelos pela passagem segura de ajuda e centenas de milhares de pessoas deslocadas.

Contudo, o Governo daquele país descreveu o cessar-fogo como uma “comunicação falsa”, e as Nações Unidas registaram relatos de intensos combates com forças congolesas na região rica em minerais.

Depois de tomar o controle de Goma, capital provincial de dois milhões de pessoas, no coração de uma região que abriga trilhões de dólares em riqueza mineral, os rebeldes podem estar a ganhar mais terreno em outras áreas do leste do Congo e avançam para Bukavu.

Os rebeldes disseram, na segunda-feira, que não pretendiam tomar Bukavu ou outras áreas, embora tenham expressado anteriormente a ambição de marchar até a capital do Congo, Kinshasa, a mil milhas de distância.

A cólera em Angola continua a aumentar, batendo um novo recorde de 190 casos, em 24 horas, sendo agora nove as províncias afectadas, num total de 2 259 casos, que já provocaram 75 mortes. 

Segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde de Angola, os 190 novos casos de cólera foram notificados nas províncias do Bengo (92), Luanda(87 ), Icolo e Bengo (9), Cuanza Norte (1) e, pela primeira vez, no Cunene (1).

Nas últimas 24 horas foram registados cinco óbitos, estando internadas actualmente 215 pessoas com cólera.

Desde o início do surto, foram reportados 2 259 casos, sendo 1 212 na província de Luanda, 724 na província do Bengo, 304 na província do Icolo e Bengo, quatro na província do Huambo, quatro na província de Malanje, quatro na província do Zaire, quatro na província da Huíla, dois na província do Cuanza Norte e um na província do Cunene, com idades compreendidas entre 2 a 100 anos.

Ocorreram 75 óbitos, dos quais 41 na província de Luanda, sendo o grupo etário mais afectado o dos 2 aos 5 anos de idade, com 351 casos e 12 óbitos, seguido do grupo etário dos 10 aos 14 anos de idade com 308 casos e seis óbitos.

Para tentar controlar a doença, associada a más condições de saneamento, falta de higiene e falta de qualidade da água, o Governo angolano iniciou uma campanha de vacinação abrangendo quase um milhão de pessoas.

 

O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump promete controlar a faixa de Gaza e impedir o retorno dos palestinianos. Trump falava em conferência de imprensa após receber na Casa Branca o primeiro-ministro do Israel, Benjamin Netanyahu.

Donald Trump recebeu nesta quarta-feira, na Casa Branca, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Após o encontro, Trump garantiu assumir o controlo do território da faixa de Gaza.

“Os Estados Unidos da América tomarão controle de toda a região da faixa de Gaza e nós faremos um trabalho com ela também. Nós a teremos e seremos responsáveis por desmantelar todas as não detonadas e outras armas no local, fazer algo diferente. Não podemos recuar. Se recuarmos, irá acabar da mesma forma que foi há 100 anos”, disse Donald Trunp.

Netanyahu quer, igualmente, desarmar Gaza.”Para um futuro seguro e garantir paz para a região, temos que terminar o trabalho.  Em Gaza, Israel tem três objetivos: destruir as capacidades militares e governamentais do Hamas, assegurar a libertação de todos os nossos reféns e garantir que Gaza nunca mais seja uma ameaça para Israel”, disse. 

Este foi o primeiro encontro entre os dirigentes, após a tomada de posse da Governança Trump.

 

Os Estados Unidos pediram às Nações Unidas que congelassem imediatamente a sua contribuição para o fundo destinado a financiar a missão multinacional de ajuda à polícia haitiana, na luta contra as gangues, segundo anunciou, esta quarta-feira, a ONU.

“Recebemos uma notificação oficial dos Estados Unidos da suspensão imediata da sua contribuição (financeira) para a força multinacional de apoio à segurança”, disse Stéphane Dujarric, dando esta notificação como um exemplo do impacto do congelamento geral da ajuda internacional americana, anunciado por Donald Trump.

Em Outubro de 2023, o Conselho de Segurança da ONU tinha dado luz verde à Missão Internacional de Apoio à Segurança (MMAS), liderada pelo Quénia, para ajudar a polícia haitiana, que tinha sido esmagada pela violência das gangues.

A MMAS não é uma força da ONU, mas a ONU criou um fundo voluntário para a financiar, que até à data angariou 110 milhões de dólares, segundo a agência de notícias Lusa.  

Com 15 milhões de dólares, os Estados Unidos foram o segundo maior contribuinte para este fundo, atrás do Canadá (63 milhões).

Dos 15 milhões de dólares contribuídos por Washington, 1,7 milhões já foram gastos, disse Stéphane Dujarric, indicando que os restantes 13,3 milhões estão agora “congelados”.

No âmbito do MMAS, apenas cerca de 800 polícias de seis países foram progressivamente destacados desde o verão passado, dos 2500 previstos. Os ataques dos gangues que, segundo a ONU, já controlam 85% da capital, não parecem ter diminuído desde então.

Neste contexto, as autoridades haitianas de transição pedem que a missão seja transformada numa força de paz da ONU.

Logo após a sua tomada de posse, a 20 de Janeiro, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu a ajuda externa durante três meses, para permitir uma revisão completa da ajuda, nomeadamente para detetar programas que promovam a diversidade ou o aborto.

No início de Janeiro, a ONU anunciou que mais de 5,6 mil pessoas foram mortas pela violência de gangues. O Escritório de Direitos Humanos documentou 315 linchamentos de membros de gangues e pessoas supostamente associadas; pelo menos 281 casos de alegadas execuções sumárias envolveram unidades policiais especializadas.

A violência de gangues no Haiti fez com que mais de seis milhões de pessoas, quase metade da população, precisem de ajuda humanitária. Mais de um milhão de pessoas estão deslocadas e cerca de dois milhões sofrem de insegurança alimentar grave, incluindo 6 000 pessoas em estado de fome, segundo dados da ONU. 

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