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O País – A verdade como notícia

O príncipe Karim al Hussaini, 49.º imã hereditário dos muçulmanos ismaelitas, foi hoje sepultado no cemitério da família, na província de Assuão, no sul do Egito.

O funeral de Aga Khan IV, que morreu na terça-feira aos 88 anos, em Lisboa, foi realizado na presença de dezenas de familiares e seguidores, poucas horas após a sua chegada a Assuão, onde foram recebidos por altos responsáveis egípcios, incluindo o governador da província, Ismail Kamal.

Kamal, acompanhado pelo diretor do Aeroporto Internacional da cidade, o general Ahmed al Baz, recebeu o avião, que aterrou cerca das 12:00 (hora local) e que transportava o corpo de Aga Khan, bem como outro voo com 80 pessoas, entre familiares – incluindo o seu sucessor, o príncipe Rahim Aga Khan V – e membros da comunidade ismaelita.

O funeral teve lugar numa zona privilegiada da província, onde se encontra o mausoléu familiar que abriga os restos mortais do seu antecessor e avô, Aga Khan III – falecido em 1957 -, e da esposa, Begum Om Habibeh, que morreu em 2000.

Segundo a Presidência epícea, o ministro da Aviação ordenou “que fossem disponibilizadas todas as facilidades para receber o corpo do falecido”, e as autoridades aeroportuárias de Assuão tomaram “todas as medidas necessárias para assegurar uma boa receção e organização da chegada e saída das delegações que participaram nas cerimónias fúnebres”.

No sábado, realizou-se em Lisboa um funeral privado com cerca de 300 pessoas, com a presença de personalidades como o rei emérito de Espanha, Juan Carlos I, e o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau. Participaram também o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel.

As exéquias ocorreram sob um forte dispositivo policial no Centro Ismaelita.

O Presidente dos EUA Donald Trump assinou, sexta-feira, uma ordem executiva para pôr fim à assistência financeira à África do Sul, acusando o Governo do país de “discriminação racial injusta” contra os africânderes. Além disso, o chefe de Estado dispõe-se a oferecer asilo a esta minoria étnica branca.

Num documento intitulado “Addressing Egregious Actions of The Republic of South Africa” (“Abordagem às Ações Irresponsáveis da República da África do Sul”), Trump critica uma lei recentemente promulgada pelo Governo sul-africano que permite a expropriação de terrenos, disponibilizando poucas ou nenhumas compensações em alguns casos.

Para os EUA, esta medida serve para atacar “minorias étnicas africânderes”, fazendo parte de uma campanha de “ódio e de acções governamentais, que alimentam uma violência desproporcionada contra proprietários de terras racialmente desfavorecidos”.

Além disso, Trump critica o papel da África do Sul no Tribunal Internacional de Justiça ao ser o país a acusar Israel por genocídio na Faixa de Gaza nesta instância legal.

O herói da independência da Namíbia e primeiro presidente do país, Sam Nujoma, morreu, na noite de sábado,  aos 95 anos de idade. O anúncio foi feito, este domingo, pelo actual presidente do país, através da sua conta na rede social X.

É, portanto, com a maior tristeza e pesar que anuncio esta manhã de 9 de fevereiro de 2025 ao povo namibiano, nossos irmãos e irmãs africanos e o mundo em geral, sobre o falecimento de nosso reverenciado lutador pela liberdade e líder revolucionário, Sua Excelência Dr. Sam Shafiishuna Nujoma. O presidente Nujoma faleceu aos 95 anos no dia 8 de fevereiro às 23h45 em Windhoek, Namíbia”, escreveu Nangolo Mbumba, actual presidente da Namíbia, na sua rede social X.

Nujoma esteve três semanas internado no hospital, devido a problemas de saúde, para receber tratamento e observação médica, tendo perdido a vida na noite do último sábado. O actual presidente da Namíbia enalteceu a figura de Sam Nujoma, na sua mensagem de pesar. 

Nosso Pai Fundador viveu uma vida longa e consequente durante a qual serviu excepcionalmente o povo de seu amado país. Nosso Pai Fundador comandou heroicamente o povo namibiano durante as horas mais sombrias de nossa luta de libertação até a obtenção da liberdade e independência em 21 de março de 1990”, lê-se na mensagem.

A cimeira dos líderes africanos reunidos na Tanzânia para enfrentar a crise na República Democrática do Congo apelou, este sábado, aos chefes militares, para estabelecerem um “cessar-fogo imediato e incondicional” no prazo de cinco dias.

“A cimeira conjunta solicitou aos chefes das forças de defesa da CAO e da SADC que se reunissem dentro de cinco dias e fornecessem diretrizes técnicas sobre um cessar-fogo imediato e incondicional, bem como sobre o fim das hostilidades”, declarou um porta-voz, no final da cimeira na Tanzânia, que reuniu os líderes da Comunidade da África Oriental (CAO) e da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Os líderes apelaram também à “prestação de assistência humanitária, incluindo o repatriamento dos falecidos e a evacuação dos feridos”, bem como à abertura de corredores de abastecimento nas zonas afectadas pelo conflito no leste da República Democrática do Congo (RDC).

“A cimeira conjunta reafirmou a solidariedade e o compromisso inabalável de continuar a apoiar a RDC nos seus esforços para salvaguardar a sua independência, soberania e integridade territorial”, acrescenta a declaração

Israel começou, na manhã deste sábado, a libertar os 183 presos palestinianos que estavam previstos para hoje. 

Os primeiros prisioneiros libertados foram vistos a sair de um autocarro da Cruz Vermelha que chegou a Ramallah, na Cisjordânia, de acordo com o Notícias ao Minuto.

Os 183 prisioneiros, que serão libertados ao longo do dia, incluem 111 capturados pelas forças israelitas na Faixa de Gaza e 72 prisioneiros que foram detidos em anos anteriores.

Entre os prisioneiros deste último grupo, 42 vivem na Cisjordânia, três em Jerusalém e 27 na Faixa de Gaza, segundo a Comissão dos Assuntos dos Detidos da Autoridade Palestiniana.

Segundo a fonte, os libertados vão ser observados por equipas médicas, segundo a agência espanhola EFE.

Os palestinianos foram libertados no âmbito da quinta troca de reféns do Hamas por prisioneiros de Israel prevista na trégua em vigor desde 19 de janeiro, que interrompeu 15 meses de guerra na Faixa de Gaza.

A cerimónia fúnebre do príncipe Karim al Hussaini, que morreu na terça-feira, aos 88 anos, decorreu este sábado, no Centro Ismaili, em Lisboa. 

Aga Khan teve uma cerimónia de acordo com as tradições ismaelitas, como a dos demais crentes, simples e centrada em orações que são, em grande parte, recitações de versículos do Corão. 

Segundo escreve o jornal português Expresso, além da família, o evento esteve aberto apenas a convidados, que podiam apresentar condolências aos familiares e desfilar junto à urna numa última apresentação de cumprimentos.

Estiveram presentes centenas de pessoas, entre as quais líderes da comunidade ismaelita espalhada pelo mundo e da Rede Aga Khan para o Desenvolvimento, assim como representantes das autoridades portuguesas e dignitários estrangeiros.

Aga Khan nasceu a 13 de Dezembro de 1936 na Suíça, cresceu e estudou no Quénia e nos Estados Unidos, e tem ligações ao Canadá, Irão e França, além de Portugal, local onde morreu.

Como sucessor escolheu o seu filho mais velho, o príncipe Rahim, agora Aga Khan V, escreve  o Expresso.

No domingo realiza-se o funeral, com uma cerimónia fúnebre privada durante a qual Aga Khan IV será sepultado em Assuão, no Egipto, local onde se encontra o mausoléu do seu antecessor e avô, Maomé Aga Khan III.

O letreiro e o logotipo dos escritórios da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), em Washington, foram retirados na sexta-feira, depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter ordenado o seu desmantelamento.

A sede da USAID, no edifício Ronald Reagan, situado a poucos quarteirões da Casa Branca, está encerrada desde segunda-feira, 03 de Fevereiro, após os trabalhadores da agência terem recebido um e-mail a pedir-lhes que ficassem em casa, escreve a Lusa.

Esta sexta-feira, o letreiro com o nome da agência foi retirado e o seu logotipo na porta de entrada foi coberto com um saco de lixo. Após estas alterações, já não há qualquer vestígio da sede da agência.

A USAID foi criada em 1961 pelo Presidente John F. Kennedy para assegurar a administração da ajuda humanitária internacional dos Estados Unidos, através da organização de projetos internacionais com o objetivo de combater a pobreza, doenças e responder à fome e às catástrofes naturais.

A administração liderada por Donald Trump alega que a USAID é ineficiente, que subsidia desnecessariamente programas de igualdade e sustentabilidade em todo o mundo e que os seus trabalhadores foram “insubordinados” perante a ordem de suspensão da ajuda humanitária.

Citando o jornal The New York Times, a Lusa refere que quase todos os 10 mil postos de trabalho serão eliminados e apenas um pequeno grupo de 290 trabalhadores permanecerá.

Pelo menos 17 crianças morreram em um incêndio que ocorreu, esta quinta-feira, em uma escola islâmica, no noroeste da Nigéria. A informação foi divulgada pela Agência de Resposta a Emergências do país, que avança que as autoridades iniciaram uma investigação para apurar as causas.

Cerca de 100 crianças estavam numa escola quando o incêndio começou, em uma escola islâmica, no distrito de Kaura. De acordo com a Agência Nacional de Gestão de Emergências houve, no local, feridos graves, que foram levados para tratamento em diferentes hospitais. 

Contabilizam-se, até ao momento, pelo menos 17 crianças mortas. As causas do incêndio ainda não foram clarificadas, mas suspeita-se que tenha sido causado por um estoque de gravetos usados para higiene oral, conhecidos localmente como “Kara”, que foram reunidos nas proximidades da escola. 

O Presidente nigeriano, Bola Tinubu, solidarizou-se com as famílias das vítimas e pediu que as escolas priorizem a segurança das crianças.

No mês passado, um dispositivo explosivo improvisado detonou em uma escola nos arredores de Abuja, capital da Nigéria, matando duas pessoas e ferindo outras duas. 

O Presidente dos Estados Unidos da América assinou, esta quinta-feira, uma ordem executiva para impor sanções ao Tribunal Penal Internacional (TPI) pelas suas acções contra os Estados Unidos e os seus aliados, sobretudo Israel.

Entre as medidas estão as restrições financeiras e de concessão de vistos de viagem até aos Estados Unidos aos membros do TPI que colaborarem com as investigações do tribunal contra cidadãos norte-americanos ou aliados de Washington.

A assinatura da ordem executiva seguiu-se, segundo escreve a Lusa, à reunião de terça-feira entre Trump e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, naquela que foi a sua primeira viagem para fora de Israel desde que o TPI emitiu mandados de captura em Novembro para o chefe do Governo israelita, o seu ex-ministro da Defesa e o antigo líder militar do Hamas, por crimes contra a humanidade e crimes de guerra relacionados a guerra na Faixa de Gaza.

Reagindo à decisão, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel felicitou o Presidente dos Estados Unidos pelas sanções anunciadas contra o Tribunal Penal Internacional, cujas acções considerou “imorais e ilegítimas”.

“O Tribunal Penal Internacional (TPI) está a perseguir agressivamente os líderes eleitos de Israel, a única democracia no Médio Oriente”, defendeu.

Recorde-se que em 2020, durante o seu primeiro mandato ,Trump já havia imposto sanções contra a então procuradora do TPI Fatou Bensouda e um dos seus principais assessores, devido a uma investigação do tribunal a alegados crimes de guerra cometidos por tropas norte-americanas no Afeganistão.

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