O País – A verdade como notícia

O presidente queniano reconheceu pela primeira vez, nesta semana, os abusos de poder cometidos pelas forças de segurança do país. Durante o seu discurso de Ano Novo,  William Ruto falou em actos excessivos e extrajudiciais das autoridades, sem dar detalhes.

As declarações do presidente queniano surgem após uma série de manifestações lideradas por jovens que protestavam contra os desaparecimentos atribuídos às forças de segurança, durante protestos contra a subida de impostos e alto custo de vida naquele país de África.

A contestação à actuação das Forças de Segurança foi violentamente reprimida pela polícia, com gás lacrimogêneo e detenções em massa. 

William Ruto apontou que toda a liberdade tem seus limites e a segurança pública deve sempre ter precedência sobre a liberdade desenfreada.

Os activistas dos direitos humanos denunciam a falta de investigações exaustivas sobre estes desaparecimentos. O tribunal ordenou recentemente a libertação de cinco pessoas, alegadamente raptadas pelas forças de segurança, ou uma explicação sob juramento da polícia. No entanto, não houve nenhum desenvolvimento após ordem judicial e o delegado da Polícia em tribunal para dar alguma explicação, mas além dele, nenhum agente compareceu.

As vítimas da suposta má actuação policial  incluem jovens opositores do Presidente Ruto, com destaque para dois indivíduos que partilharam uma controversa imagem gerada por inteligência artificial representando o chefe de Estado num caixão. 

William Ruto associou osincidentes ao aumento da desinformação digital, que chamou de uma ameaça ao tecido moral da nação.

 

Pelo menos 17 palestinianos foram mortos na madrugada desta quarta-feira, ou seja, pouco depois da virada do ano, vítimas de ataques aéreos de Israel  a um campo de refugiados e à cidade de Jabalia.

O exército israelita fez saber, também, que durante a noite matou Al Hadi Sabah, um dos renomados ativistas do Hamas. 

As instruções israelitas para que os refugiados no campo de Al Bureij saíssem antes dos bombardeamentos provocaram uma nova onda de deslocamentos.

A maior parte dos mais de dois milhões de habitantes de Gaza vive deslocada à entrada de 2025, num território praticamente em ruínas.

A Ucrânia suspendeu hoje o transporte de gás natural russo através do seu território, tal como tinha avisado, no âmbito do fim do contrato entre o sistema de transporte de gás da Ucrânia e a empresa de energia russa Gazprom.

O acordo de interação entre a GTS e a Gazprom para pontos físicos de interligação entre os sistemas de transporte de gás da Ucrânia e da Rússia expirou na manhã desta quarta-feira, 1 de janeiro.

O contrato de fornecimento de gás era uma fonte de receitas multimilionárias para a Rússia, que permitia à empresa Gazprom exportar para a Áustria, a Hungria, a Eslováquia e a Moldova, valendo um encaixe de receitas em cerca de 700 milhões de dólares por ano.

A decisão do término do contrato foi explicada pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, numa declaração feita em Bruxelas no dia 19 de Novembro, quando disse recusar que a Rússia continue a ganhar milhões enquanto mantém uma política de agressão ao seu país.

A Rússia garantiu, no entanto, que vai sobreviver ao encerramento da passagem do seu gás pela Ucrânia.

Para a Europa, a perda do fornecimento de gás russo barato contribui para uma grande desaceleração económica, um aumento na inflação e um agravamento do custo de vida.

Refira-se que a Gazprom, que já foi a maior exportadora de gás do mundo, registou um prejuízo de cerca de 6.7 mil milhões de dólares em 2023, naquele que foi o seu primeiro ano sem lucros desde 1999.

Centenas de activistas sociais e defensores dos Direitos Humanos no Quênia voltaram a sair à rua da capital, Nairobi, esta segunda-feira, em protesto a onda de raptos aos críticos do Governo de William Ruto. Como resposta, a polícia disparou gás lacrimogéneo e realizou uma série de detenções. 

É uma nova onda de manifestações que tomou parte das principais ruas da capital queniana, Nairobi, nos últimos dias, com os activistas sociais e grupos de defesa dos direitos humanos a exigirem a cessação da onda de raptos aos críticos do regime do dia.

“O Governo do Presidente Ruto deixou de raptar pessoas. Esta acção é do Governo, que tem como alvo os seus críticos. Portanto, este regime tornou-se desonesto e nós estamos aqui para chamar o regime à ordem, para exigir que o regime cumpra as leis de um Estado de direito e o seu cargo no mercado”. 

Esta segunda-feira e durante mais uma acção de protestos, a polícia disparou gás lacrimogéneo em direção a um grupo de manifestantes, que exigia acções urgentes e libertação de dezenas de cativos.

O presidente queniano disse, este domingo,  que não vai admitir actos de violência no país, e que os manifestantes devem ser claros nas suas exigências.

“Não devem permanecer anónimos. Não devem permanecer sem forma ou sem rosto. Têm de dar um passo em frente. Não podemos entregar a nossa democracia a anarquistas sem rosto, sem forma e anónimos”, disse William Ruto, Presidente do Quénia. 

Nas ruas, há três semanas, e contra acções que o grupo descreve como agressão às liberdades constitucionais, os manifestantes ameaçavam permanecer nas ruas.

 “Estamos a viver numa época em que temos de viver com medo. Por isso, estou muito orgulhosa de todos os que estão aqui presentes, porque todos nós viemos dizer que este é o nosso país, e que não é possível que vivamos da forma como temos vivido sob este regime neste país”, declararam manifestantes.

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) exigiu, esta segunda-feira, o fim dos ataques contra centros médicos, na Faixa de Gaza. A exigência é feita  dias depois de um ataque das tropas israelitas ao hospital Kamal Aduan.

Através de uma publicação na rede social X, o director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que os agentes de saúde estão em grande ameaça. “Os hospitais em Gaza tornaram-se, mais uma vez, campos de batalha e o sistema de saúde está sob grave ameaça. O Hospital Kamal Adwan, no norte de Gaza, está fora de serviço, após a operação, a evacuação forçada de pacientes e funcionários e a detenção de seu diretor, Dr. Hussam Abu Safiya, há dois dias”, escreveu. 

Tedros Adhanom Ghebreyesus apelou à  o fim de ataques contra os centros médicos na Faixa de Gaza. “Repetimos: parem de atacar os hospitais. O povo de Gaza precisa de cuidados médicos”. 

Há quase três meses que Israel tem investido repetidamente ataques em hospitais e escolas, no norte de Gaza, onde se refugiam deslocados, argumentando que alí se desenvolvem actividades terroristas do grupo islamita Hamas.

O número total de mortos desde o início da guerra na Faixa de Gaza já ultrapassa as 45 mil pessoas, 70% dos quais são mulheres e crianças, segundo a contagem do Ministério da Saúde do enclave, controlado pelo Hamas.

 

Morreu aos 100 anos de idade, vítima de doença, o trigésimo nono presidente dos Estados Unidos da América, Jimmy Carter, também vencedor do prêmio nobel da paz em 2002. Em vida Carter dedicou-se a causas humanitárias e defesa de direitos humanos.

Presidente dos Estados Unidos da América entre 1977 e 81, Jimmy Carter morreu aos 100 anos de idade. Prêmio Nobel de paz em 2002, Cartery é descrito como personalidade do mundo. 

Carter foi eleito o trigésimo nono presidente dos EUA à margem do maior escândalo político norte americano, denominado “Watergate” envolvendo o então presidente Richard Nixon, que foi  forçado a demitir-se do cargo.

Pelos democratas e antes de chegar à Casa Branca, Carter foi senador e governador da Geórgia, Estado onde nasceu em 1924. Carter sonhou e contribuiu para o passado, presente e futuro dos americanos.

O seu único mandato foi marcado por grandes acontecimentos no plano internacional. Em 1977, Carter assinou o tratado que assegurou aos Estados Unidos o controlo do Canal do Panamá até 1999.  

Depois de abandonar a Casa Branca, Jimmy Carter fundou o Carter Center, em 1982, para promover o desenvolvimento, a saúde e a resolução de conflitos no mundo. 

A organização Carter Center também tem destacado-se como observador de eleições. Em Moçambique, destacou-se, pela primeira vez em 1999, mas foi na sua segunda aparição em 2004, que o seu patrono lançou duras críticas à Comissão Nacional de Eleições. 

Depois da queda do avião da companhia aérea Jeju Air, que causou a morte de pelo menos 179 pessoas. O Governo da Coreia do Sul anunciou, esta segunda-feira, a realização de uma “inspecções rigorosas de segurança” à companhia aérea.

 Planeamos implementar inspecções rigorosas de segurança aérea, em resposta aos incidentes com os trens de aterragem”, afirmou Joo Jong-wan, responsável pelo departamento de aviação no ministério sul-coreano dos Transportes, após uma reunião hoje em Seul, citado por Lusa.

A reacção do Governo sul-coreano surge depois de, no domingo, um acidente com um avião da Jeju Air no Aeroporto Internacional de Muan (sul) causar a morte de 179 pessoas e de, já esta manhã, um segundo avião da mesma companhia aérea ter registado um problema semelhante, forçando-o a regressar ao aeroporto de partida.

O responsável pelo departamento de aviação no ministério sul-coreano dos Transportes referiu que a Jeju Air, uma das principais transportadoras aéreas de baixo custo do país, é conhecida pela elevada taxa de utilização dos aviões, o que, segundo alguns peritos, poderá ter contribuído para os incidentes.

Joo Jong-wan acrescentou que o Conselho Nacional de Segurança dos Transportes dos Estados Unidos vai estar envolvido na investigação dos incidentes e que a Boeing, fabricante de ambos aviões do mesmo modelo, também foi contactada para cooperar.

Um avião da Jeju Air foi, hoje, forçado a regressar ao aeroporto de partida, o Aeroporto Internacional de Gimpo, na ponta ocidental de Seul, depois de registar uma anomalia com o trem de aterragem, semelhante ao problema ocorrido com o aparelho que falhou a aterragem no domingo no aeroporto de Muan, acidente que causou a morte de 179 pessoas.

O voo 7C101 da Jeju Air, que partiu do aeroporto internacional de Gimpo com destino a Jeju, no sul da Coreia do Sul, detectou um problema no trem de aterragem pouco depois de levantar voo.

Multidões reuniram-se em Telavive, numa manifestação semanal, para exigir que o governo israelita chegue a um acordo que permita a devolução dos reféns que o Hamas mantém em Gaza.

Cresce em Israel a contestação do governo liderado por Benjamin Netanyahu que é acusado de estar a prolongar a guerra contra o Hamas apenas pela sua sobrevivência política, e não pela libertação dos reféns nas mãos do Hamas.

Após meses de impasse, Israel e o Hamas estão alegadamente a aproximar-se de um cessar-fogo para pôr fim à guerra de 14 meses.

Altos funcionários dos Estados Unidos, do Qatar e do Egito retomaram os seus esforços de mediação no início deste mês e deram conta de uma maior vontade de ambas as partes em concluir um acordo.

Durante a incursão surpresa do Hamas no sul de Israel, em Outubro do ano passado, os militantes mataram pelo menos 1 200 pessoas e fizeram cerca de 250 reféns, levando-os para Gaza.

Israel afirma que cerca de 100 reféns permanecem em cativeiro em Gaza, mas se acredita que pelo menos um terço deles esteja morto.

Os subsequentes bombardeamentos e a invasão terrestre de Gaza por Israel já mataram mais de 45 000 palestinianos, mais de metade dos quais mulheres e crianças, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.

A ofensiva causou uma destruição generalizada e deslocou cerca de 90% dos 2,3 milhões de habitantes de Gaza.

 

Mais de mil boletins de voto terão desaparecido, ontem, um dia antes das eleições, denunciaram aos partidos da oposição daquele do Chade. 

No sábado à noite, o Partido Democrático do Povo Chadiano denunciou o desaparecimento de mais de mil boletins de voto destinados à subprefeitura de Bongor, no sul do país.

O movimento apelou à vigilância, para frustrar as redes de fraude que disse terem sido implementadas pelo partido no poder, o Movimento Patriótico de Salvação, e pela Agência Nacional de Gestão Eleitoral.

O Chade elege, este domingo, um novo parlamento, numa votação boicotada pelos principais partidos da oposição.

O antigo primeiro-ministro, que governou o Chade entre Janeiro e Maio deste ano, Succès Masra, recordou os tiroteios de alegria mortais da polícia a 9 de Maio, quando Mahamat Idriss Itno venceu as presidenciais à primeira volta, com 61,3% dos votos.

Masra acusou o regime de não ter respeitado nenhum dos seus compromissos durante a transição e de contar com a lei do mais forte e não na força da lei.

Promovido a marechal a 20 dias das eleições, Mahamat Idriss Déby Itno ocupou o poder após a morte do pai, o então Presidente Idriss Déby, em combate contra os rebeldes da Frente pela Alternância e Concórdia no Chade, em Abril de 2021.

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