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O País – A verdade como notícia

O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, manteve hoje uma conversa telefónica com o seu homólogo Ucraniano, Volodymyr Zelensky, para alinhar  a Ucrânia e a Rússia em relação às exigências das partes.  

Sobre o conteúdo da conversa, Trump garantiu estar tudo bem encaminhado e que a Casa Branca poderá partilhar uma declaração mais detalhada com os aspectos exactos das conversações e que será  redigida pelo seu Secretário de Estado, Marco Rubio junto do Departamento de Segurança dos EUA.   

 De referir que a presidência russa já anunciou uma troca de prisioneiros entre as partes e terão sido trocados, 175 soldados ucranianos por 175 militares russos.

Além disso, o presidente russo também deu garantias a Donald Trump de que não iria atacar as bases energéticas ucranianos nos 30 dias seguintes, após a conversa telefónica mantida ontem com Vladimir Putin. 

Pelo menos 13 civis foram mortos, terça-feira à noite, no leste da República Democrática do Congo (RDC), pelos rebeldes do M23, segundo denunciou, hoje, um líder da sociedade civil democrático congolesa, num incidente que dissipa os esforços de paz.

O incidente ocorreu, no território de Nyirangongo, perto da cidade de Goma, capital da província de Kivu Norte, tomada pelos rebeldes do Movimento 23 de Março (M23), em Janeiro passado.

Os relatos surgiram poucas horas depois dos Presidentes da República Democrática do Congo (RDC) e do Ruanda se terem reunido em Doha, numa iniciativa de mediação do emir do Qatar, Tamim bin Hamad Al-Thani.

Os dois Presidentes, Félix Tshisekedi (RDC) e Paul Kagame (Ruanda), discutiram o conflito no leste da RDC, que opõe as forças governamentais aos rebeldes do M23.

No final da reunião, numa declaração conjunta, os três chefes de Estado reafirmaram o empenhamento de todas as partes num cessar-fogo “imediato e incondicional” e os líderes democrático-congolês e ruandês concordaram com a necessidade de prosseguir as conversações iniciadas em Doha, “a fim de estabelecer bases sólidas para uma paz duradoura”.

Relativamente ao incidente de terça-feira à noite, Julien Kinyambisa, líder da sociedade civil de Nyirangongo, disse à agência EFE que as vítimas “eram jovens” e que desconhecia os motivos por que foram eliminados.

Tshisekedi e Kagame deviam ter-se encontrado numa cimeira de paz convocada para 15 de Dezembro, na capital angolana, depois de um acordo de cessar-fogo, assinado em Luanda, em 30 de Julho e que entrou em vigor em 04 de Agosto, ter sido interrompido por novos combates. O encontro acabou por não acontecer, devido à ausência de Kagame.

O encontro dos dois líderes em Doha ocorreu no mesmo dia em que estava previsto o início de um diálogo de paz directo entre delegações da RDC e M23 em Angola, país que também actua como mediador do conflito.

A reunião em Angola não se chegou a realizar, após o M23 ter cancelado a sua participação na sequência da imposição de sanções contra alguns dos seus dirigentes pela União Europeia (UE).

Num comunicado divulgado ao final da tarde em Luanda, o Ministério das Relações Exteriores angolano anunciava que o encontro entre delegações da RDC e do M23 foi adiado para “momento oportuno”, devido a “circunstâncias de força maior”.

O Governo angolano, que assume o papel de mediador na procura de uma solução para o conflito em curso no leste da RDC, assegura que “continua a envidar todos os esforços para que o referido encontro se realize em momento oportuno, reafirmando ser o diálogo a única solução duradoura para a pacificação” naquela região da vizinha RDCongo.

O encontro de Luanda marcaria o início das negociações directas para a paz e inseriria-se nas “diligências levadas a cabo pela mediação angolana no conflito que afecta o leste da RDC”, segundo anunciou a Presidência angolano.

O presidente acusou o governador do Estado de Rivers de ser incapaz de controlar “vândalos” e militantes na região. A suspensão marca a primeira declaração de estado de emergência, desde 2013.

O presidente nigeriano, Bola Tinubu, declarou estado de emergência no estado de Rivers e suspendeu o governador do estado, Siminalayi Fubara, após a  explosão de uma secção do oleoduto Trans-Níger .

Embora a polícia ainda não tenha declarado uma razão oficial por trás da explosão de terça-feira, vandalismo ou sabotagem por grupos militantes não foram descartados.

Em uma transmissão nacional, na terça-feira, à noite, Tinubu disse que recebeu “informes de segurança perturbadores, que detalham incidentes de vandalismo de oleodutos por alguns militantes, sem que o governador tenha tomado qualquer medida para impedir”.

O Presidente acrescentou que não poderia permitir que a “grave situação” continuasse, no entanto, os advogados e políticos da oposição questionam a legalidade da decisão do presidente.

Vazamentos de petróleo são frequentes na região, onde o alto valor do petróleo leva tanto militantes quanto civis a roubá-lo para vendê-lo no mercado negro .

Os ataques israelitas contra a Faixa de Gaza causaram mais de 970 mortes, em 48 horas, segundo um balanço divulgado, esta quarta-feira, pelo Ministério da Saúde do Hamas.

Desde o início da ofensiva, em Outubro de 2023, foram mortas 49 547 pessoas na Faixa de Gaza, segundo o ministério, citado pela AFP.

O exército israelita desmentiu, hoje, um anúncio do Ministério da Saúde do Hamas segundo o qual um trabalhador estrangeiro da ONU teria sido morto e cinco outros feridos num ataque aéreo na Faixa de Gaza.

“Contrariamente a estas informações, o exército israelita não atacou um complexo da ONU em Deir el-Balah”, declarou o exército num comunicado, citado pela agência de comunicação Lusa.

Israel retomou a campanha de bombardeamento na Faixa de Gaza, na segunda-feira, à noite, após uma trégua de quase dois meses, iniciada em 19 de Janeiro. Durante a trégua, o grupo extremista que governa a Faixa de Gaza desde 2007 trocou reféns israelitas por palestinos detidos em Israel.

A trégua deveria ter sido seguida de uma nova fase, mas as duas partes não chegaram a um acordo sobre os respetivos termos. A ofensiva israelita em Gaza seguiu-se a um ataque do Hamas em Israel, em 09 de Outubro de 2023, que causou cerca de 1 200 mortes de 250 reféns, que foram levados para Gaza.

A secretária-geral da Amnistia Internacional, Agnès Callamard, considerou que os ataques israelitas significam que o processo voltou “à estaca zero”.

A polícia da Coreia do Sul vai activar o nível mais elevado de alerta e mobilizar todos os agentes no dia da decisão do Tribunal Constitucional sobre a destituição formal do presidente Yoon Suk–yeol. 

Segundo escreve a Lusa, as autoridades sul-coreanas anunciaram o plano, num esforço para evitar protestos em massa e possíveis ataques a instalações importantes, incluindo o tribunal, no meio do actual clima de tensão política no país. O plano inclui a mobilização de 14 mil polícias de choque em Seul. 

A data exacta da audiência ainda não foi divulgada, mas a expectativa é que aconteça antes do final de Março.

O Tribunal Constitucional concluiu no final de Fevereiro a análise do processo de destituição de Yoon, devido à imposição da declaração de lei marcial no dia 03 de Dezembro.

Unidades de segurança pessoal, detetives e forças especiais serão mobilizadas ao redor do tribunal, e equipamento anti-drone também será mobilizado para impedir voos ilegais sobre a área, que foi declarada zona de exclusão aérea já na semana passada.

As autoridades alertaram que qualquer tentativa de invasão do tribunal resultará em detenções imediatas.

Os presidentes da República Democrática do Congo e do vizinho Ruanda encontraram-se, ontem, no Catar, para suas primeiras conversas directas desde que os rebeldes do M23, supostamente apoiados por Ruanda, tomaram duas grandes cidades no leste do Congo, rico em minerais, no início deste ano.

O encontro entre o presidente do Congo, Felix Tshisekedi, e o presidente de Ruanda, Paul Kagame, para discutir a insurgência foi mediado pelo Catar, disseram os três governos em uma declaração. A agência estatal Qatar News Agency publicou uma imagem dos dois líderes africanos se encontrando com o xeque Tamim bin Hamad Al Thani, o emir governante da nação rica em energia.

Congo e Ruanda reafirmaram seu compromisso com um cessar-fogo imediato e incondicional, mas a declaração conjunta não ofereceu detalhes sobre como esse cessar-fogo seria implementado ou monitorado.

A cúpula ocorreu quando uma tentativa anterior de reunir o governo do Congo e os líderes do M23 para negociações de cessar-fogo falhou. Os rebeldes se retiraram na segunda-feira após a União Europeia anunciar sanções aos líderes rebeldes.

Um diplomata informado sobre a reunião disse que tanto Tshisekedi quanto Kagame haviam solicitado formalmente a mediação do Catar para as negociações, que o diplomata disse serem informais e visavam construir confiança em vez de resolver todas as questões pendentes. O diplomata falou com a The Associated Press sob condição de anonimato porque não estava autorizado a falar publicamente sobre o assunto.

As negociações de paz entre o Congo e Ruanda foram inesperadamente canceladas em dezembro, depois que Ruanda tornou a assinatura de um acordo de paz condicional a um diálogo direto entre o Congo e os rebeldes do M23, o que o Congo recusou na época.

O conflito no leste do Congo intensificou-se em Janeiro, quando os rebeldes apoiados por Ruanda avançaram e tomaram a cidade estratégica de Goma, seguida por Bukavu em Fevereiro.

Os Presidentes dos Estados Unidos e da Rússia concordaram com um cessar-fogo de 30 dias no conflito na Ucrânia, embora limitado a ataques contra alvos energéticos e infraestruturas, anunciou a Casa Branca.

Após uma conversa telefónica, Donald Trump e Vladimir Putin também acordaram iniciar as negociações de paz de imediato, indicou um comunicado da Presidência norte-americana, que elogia o “imenso benefício” de uma melhor relação entre Washington e Moscovo e o seu potencial para “enormes acordos económicos”.

No seguimento do telefonema, segundo escreve a DW, a Presidência russa indicou ter concordado em suspender os ataques às infraestruturas energéticas da Ucrânia durante 30 dias. Vladimir Putin “emitiu imediatamente a ordem correspondente aos militares russos”, referiu, em comunicado, o Kremlin.

O Presidente russo está pronto para “trabalhar com os parceiros norte-americanos numa análise completa das possíveis formas de chegar a um acordo, que deve ser abrangente, estável e duradouro”, acrescentou.

Apesar de ter sido excluído da conversa, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, mostrou-se favorável a uma trégua de 30 dias com a Rússia nos ataques às infraestruturas e alvos energéticos, mas quer ver os detalhes com Washington.

Zelensky advertiu, por outro lado, que as condições estabelecidas por Putin para uma trégua alargada com Kyiv visam enfraquecer a Ucrânia e mostram que não está pronto para acabar com a guerra.

Na sua conferência de imprensa, Volodymyr Zelensky reafirmou que as tropas do Exército ucraniano continuam a combater na região russa de Kursk, apesar de anteriormente Moscovo ter indicado que estavam cercadas.

O Presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, saiu de um ataque perpetrado pelo grupo terrorista Al-Shebab, que fez explodir uma bomba na passagem do seu comboio na capital, Mogadíscio. A informação foi confirmada por fontes oficiais.

De acordo com o secretário principal do chefe de Estado, Zakariye Hussein, Mohamud segue a direção à linha da frente para liderar e prestar apoio ao Exército Nacional da Somália na luta contra o terrorismo. “A batalha pela libertação da nossa nação prossegue com determinação inabalável, sem ceder ao medo e à propaganda. A Somália vencerá”, escreveu Hussein na rede social X.

O atentado ocorreu no bairro de Ceel-Gaabta, no distrito de Waaberi, provocando uma explosão violenta que destruiu um edifício próximo. Entre os escombros, os serviços de emergência resgataram o corpo do jornalista Mohamed Abukar Dabashe, que perdeu a vida devido ao impacto.

O grupo Al-Shebab reivindicou a autoria do ataque através de um comunicado, afirmando ter realizado uma “operação especial” contra o comboio presidencial quando este deixou o palácio e se dirigiu para o aeroporto da capital.

Após o atentado, pelo menos 17 jornalistas, de órgãos de comunicação locais e internacionais, foram detidos pelas autoridades no local da explosão. Segundo o Sindicato dos Jornalistas da Somália (SJS), os profissionais foram levados para uma esquadra, onde as suas câmaras foram confiscadas e todas as gravações apagadas. O sindicato condenou a

Desde Agosto de 2022, quando Mohamud declarou “guerra total” ao Al-Shebab, as forças governamentais intensificaram as operações militares contra o grupo terrorista, com o apoio de missões da União Africana e a colaboração

Os rebeldes do M23, que capturaram áreas importantes no leste da República Democrática do  Congo (RDC), ricas em minerais, anunciaram, na segunda-feira, que se estavam a retirar das negociações de paz, programadas para esta semana com o governo congolês.

O grupo citou as sanções internacionais impostas pela União Europeia aos seus membros como um grande obstáculo às discussões. O porta-voz do M23, Lawrence Kanyuka, também citou as ofensivas militares em andamento do exército do Congo como complicadores adicionais das negociações.

Os rebeldes consideraram as negociações, programadas para terça-feira em Luanda, Angola, “impraticáveis”. Apesar disso, o governo do Congo, que inicialmente rejeitou as negociações com o M23, confirmou que ainda participaria.

Segundo a porta-voz do Governo, Tina Salama, uma delegação congolesa já estava em Luanda.

O conflito no leste do Congo intensificou-se em Janeiro, quando o M23 tomou a cidade estratégica de Goma, seguida por Bukavu em Fevereiro. Angola, que mediou o conflito, planejou negociações de paz directas entre o Congo e o M23. No entanto, as negociações de paz entre o Congo e Ruanda foram canceladas em Dezembro, depois que Ruanda exigiu diálogo directo entre o Congo e o M23, o que o Congo rejeitou.

O M23 é um dos muitos grupos armados na RDC, onde a competição por recursos minerais contribui para uma das piores crises humanitárias do mundo, deslocando mais de 7 milhões de pessoas.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU está a investigar alegações de atrocidades de ambos lados, incluindo estupro e execuções sumárias. As tensões também aumentaram internacionalmente, com a União Europeia impondo sanções a vários cidadãos ruandeses e congoleses ligados ao conflito, incluindo líderes do M23 e a refinaria de ouro de Ruanda.

Ruanda cortou relações diplomáticas com a Bélgica, acusando-a de tentar desestabilizar o país, após a suspensão da ajuda ao desenvolvimento pela Bélgica. Os EUA expressaram interesse em uma parceria de mineração com o Congo, com discussões já em andamento.

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