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O País – A verdade como notícia

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse estar preocupado com as operações militares na Índia, na fronteira com o Paquistão, e apelou à máxima contenção de ambos países. 

O secretário-geral está muito preocupado com as operações militares indianas na Linha de Controlo e na fronteira internacional”, indicou aos jornalistas o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric.

Na segunda-feira, Guterres já tinha oferecido à Índia e ao Paquistão os seus “bons ofícios ao serviço da paz” e garantiu que as Nações Unidas estavam prontas para apoiar qualquer iniciativa para reduzir as tensões entre os dois países.

A Índia realizou ataques contra três zonas do Paquistão, segundo avançou hoje a televisão estatal paquistanesa, citada por Notícias ao Minuto, enquanto o Governo indiano disse ter atingido com mísseis “locais terroristas” no país vizinho.

Os mísseis atingiram locais na Caxemira administrada pelo Paquistão e na província de Punjab, no leste do país, de acordo com três autoridades de segurança citadas pela agência Associated Press (AP), que falaram sob condição de anonimato.

Um dos ataques atingiu uma mesquita na cidade de Bahawalpur, no Punjab, onde uma criança morreu e uma mulher e um homem ficaram feridos, de acordo com uma autoridade de segurança paquistanesa citada pela AP.

Nova Deli referiu que atacou nove locais que albergam “infraestruturas terroristas” localizados em território paquistanês em retaliação pelo ataque mortal cometido a 22 de abril na Caxemira indiana.

A Índia culpou o Paquistão de apoiar o ataque militante, o que Islamabade negou.

O Paquistão lançou ataques de artilharia contra território indiano, adiantou o Exército indiano, após uma série de ataques com mísseis que visaram “infraestruturas terroristas” no território paquistanês, em retaliação pelo ataque de 22 de Abril na Caxemira indiana.

A 22 de Abril, vários homens armados mataram a tiro 26 pessoas na cidade turística de Pahalgam, na parte de Caxemira administrada pela Índia, o atentado mais mortífero em mais de 20 anos contra civis nesta região de maioria muçulmana.

Nova Deli acusou imediatamente Islamabad pelo atentado, que não foi reivindicado.

As duas potências nucleares estão desde então em pé de guerra: os respetivos Governos multiplicaram as sanções diplomáticas recíprocas e os cidadãos foram convidados a abandonar até terça-feira o território do país vizinho.

Os dois adversários partilham mais de 2.900 quilómetros de fronteira terrestre.

A parte indiana da Caxemira é palco de uma rebelião separatista iniciada em 1989 que já fez dezenas de milhares de mortos entre rebeldes, soldados indianos e civis.

Os dois países acusam-se mutuamente de apoiar grupos armados do outro lado da fronteira.

Caxemira foi dividida entre a Índia e o Paquistão quando estes se tornaram Estados independentes, em 1947. Mas os dois adversários continuam desde então a reivindicar total soberania sobre a região.

Desde o cessar-fogo que pôs fim à primeira guerra, em 1949, as tropas indianas e paquistanesas têm-se enfrentado ao longo dos 770 quilómetros da LoC que divide Caxemira em duas, desde os picos nevados dos Himalaias até às planícies férteis do Punjab.

A Índia , o país mais populoso do mundo, com 1,4 mil milhões de habitantes, e o Paquistão, com 240 milhões, possuem armas nucleares e Forças Armadas poderosas.

O cardeal Giovanni Battista Re assinala, hoje, o início do Conclave eleitoral para escolher o sucessor do Papa Francisco, falecido a 21 de Abril, com a última missa pública dos cardeais antes de se reunirem à porta fechada.

A missa ‘Pro Eligendo Romano’ tem lugar na Basílica de São Pedro às 10:00 locais e será presidida pelo decano do Colégio de Cardeais, que já havia celebrado a missa exequial do Papa Francisco, no dia 26 de Abril.

Durante a tarde, os 133 cardeais eleitores vão recolher à Casa Apostólica de Santa Marta, no interior do Vaticano, e às 16:30, em procissão reúnem-se na Capela Sistina, para o início fechado do Conclave, fazendo a primeira votação, segundo escreve o Notícias ao Minuto.

A Capela Sistina já está preparada para a votação, a chaminé já foi colocada, os funcionários e assessores já fizeram juramento de segredo, seguindo-se hoje a mesma cerimónia para os 133 cardeais eleitores.

A ordem de votação dos cardeais também já está definida, de acordo com a precedência de cada um na hierarquia formal do Vaticano. 

A numeração tem como número um Pietro Parolin, o secretário de Estado do Vaticano que é também o favorito na bolsa de apostas, seguido por Fernando Filoni e depois por Luis Tagle, este último também um dos ‘papabili’.

Os serviços do Vaticano já indicaram que hoje só será feita uma votação, perto das 19:00 locais.

Para conseguir uma vitória, um dos cardeais terá de obter 89 dos 133 votos do colégio eleitoral e serão feitas, a partir de quinta-feira, quatro votações diárias, duas durante a manhã e duas durante a tarde.

No final de cada conjunto de votações, os boletins serão queimados e serão adicionados químicos para garantir que o fumo seja negro, no caso de uma votação não conclusiva, ou branco, no caso de uma votação que eleja o 267.º líder da Igreja Católica e sucessor de São Pedro.

O futuro da Igreja é debatido entre progressistas e tradicionalistas, com cada grupo a pedir um Papa que responda às suas preocupações.

A discussão sobre mudanças estruturais na relação da Igreja com o mundo iniciada por Francisco aponta que exista uma maioria de cardeais menos conservadores, mas há muitos analistas que apontam ao jesuíta argentino a falta de alterações concretas na prática da Igreja.

 

O UNOCHA alertou para a necessidade de fornecer ajuda alimentar imediata e cuidados de saúde essenciais a dois milhões de pessoas, incluindo 600 mil crianças, nos estados de Borno, Adamawa e Yobe.

A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou, nesta segunda-feira, que precisa de cerca de 140 milhões de euros para fornecer ajuda a milhões de pessoas no nordeste da Nigéria, onde existe uma dupla crise, alimentar e de segurança.

“Não consigo descrever o quão desesperada é a situação. É a pior que vi nos últimos cinco anos”, declarou Trond Jensen, que dirige o Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários das Nações Unidas (UNOCHA) na Nigéria, numa conferência de imprensa, em Abuja, capital do país, afirmando que se trata de uma emergência.

O nordeste da Nigéria é assolado há 16 anos por uma insurreição jihadista que já causou mais de 40 mil mortos e mais de dois milhões de deslocados, sendo que os combates destruíram explorações agrícolas e dificultaram o acesso aos terrenos e aos mercados, provocando uma grave crise alimentar.

“Precisamos de ajuda agora, não na próxima semana, não no próximo mês”, insistiu, juntamente com os responsáveis de outras agências da ONU, nomeadamente do Programa Alimentar Mundial (PAM), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF, na sigla em inglês) e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês).

O UNOCHA alertou ainda para a necessidade de fornecer ajuda alimentar imediata e cuidados de saúde essenciais a dois milhões de pessoas na Nigéria, incluindo 600 mil crianças, nos estados de Borno, Adamawa e Yobe.

A situação poderá agravar-se em caso de epidemia ou de catástrofe natural, como inundações, à medida que se aproxima a estação das chuvas.

Em Outubro de 2024, o Banco Mundial informou que mais de metade da população da Nigéria, o país mais populoso do continente africano, vivia abaixo do limiar de pobreza, ou seja, 129 milhões de pessoas.

Os cortes da ajuda proveniente dos Estados Unidos (EUA) tiveram um impacto considerável na capacidade de prestar serviços essenciais à população da região, sublinhou Jensen.

Em meados de Abril, o Fundo Monetário Internacional (FMI) declarou que os níveis de pobreza e de insegurança alimentar na Nigéria continuam elevados, dois anos após o lançamento das reformas pelo Governo do Presidente, Bola Ahmed Tinubu.

O Chefe de Estado da Nigéria, após ter tomado posse em Maio de 2023, iniciou reformas estruturais, como o fim dos subsídios à gasolina e a liberalização da moeda nacional para atrair investimento estrangeiro, sendo que os efeitos imediatos foram uma inflação superior a 30% em 2024 e o colapso da naira, moeda desta nação africana, mergulhando o país na sua pior crise económica das últimas três décadas.

O gabinete de segurança de Israel, responsável pelo curso da ofensiva em Gaza, aprovou, durante a noite de domingo, um plano para retomar o acesso de ajuda humanitária em Gaza, que está completamente bloqueado desde 02 de Março, segundo informações partilhadas pela imprensa local.

De acordo com o diário Israel Hayom, o gabinete também aprovou o aumento gradual da pressão militar sobre o enclave e pressionar o Hamas a aceitar um cessar-fogo.

Quanto ao plano para retomar o acesso da ajuda humanitária a Gaza, o diário Yediot Ahronot dá conta de que alguns ministros opuseram-se à ideia de permitir que alimentos, remédios e outros bens essenciais voltassem a ser distribuídos no território palestiniano, após um bloqueio de mais de dois meses.

Israel bloqueou, em Março, o acesso de ajuda humanitária a Gaza para impedir o Hamas de aceder ao material que entra na Faixa.

O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, conhecido por ser ultranacionalista, disse durante a reunião que “não há necessidade de introduzir ajuda em Gaza” e que “os armazéns de alimentos do Hamas devem ser bombardeados”, provocando o que a imprensa local descreveu como uma discussão acalorada com o chefe do Estado-Maior do Exército, Eyal Zamir.

Este é o maior bloqueio de Israel no enclave desde o início da ofensiva.

Inicia, esta segunda-feira, em Nova York, o julgamento de Sean “Diddy” Combs, um dos rappers e magnatas da música de maior sucesso nos EUA, com a seleção do júri .

Acusado de Conspiração extorsão, tráfico sexual e transporte de pessoas para fins de prostituição, o rapper, produtor, magnata da indústria musical, “Diddy” Combs, de 55 anos, foi detido em Setembro de 2024 em Nova Yorque,   e enfrenta um julgamento que o pode deixar encarcerado pelo resto da vida. 

Além deste julgamento principal num tribunal federal, há ainda vários processos civis individuais, mais de 70, que o responsabilizam por drogar, violar e silenciar pessoas ao longo de várias décadas, enquanto era um dos nomes mais poderosos da indústria do rap. Diddy, que está detido há sete meses, nega todas as acusações que lhe são feitas. 

Numa audiência preliminar, na quinta-feira, disse ao juiz que tinha rejeitado um acordo judicial, cujos contornos não são conhecidos,

Sean também era conhecido pelos nomes Puffy, Puff Daddy, P Diddy, Love e Brother Love – surgiu na cena hip-hop na década de 1990.

Responsáveis da República Democrática do Congo e do Ruanda preparam, no Qatar, a apresentação do projecto de acordo para pôr fim à guerra no Leste do Congo. 

O acordo estaria alinhado com uma declaração de princípios assinada em Washington há uma semana.

O projecto de acordo abrangeria questões como a soberania territorial, a luta contra os grupos armados, o comércio de minerais, os refugiados e o papel das forças internacionais, particularmente a MONUSCO.

Os rebeldes apoiados pelo Ruanda assumiram o controlo de duas capitais provinciais no Leste do Congo no início deste ano, forçando Kinshasa a suavizar a sua posição sobre o diálogo com o grupo M23.

Uma colisão frontal entre um mini-autocarro lotado e uma camioneta na noite de sábado causou 15 mortos numa área rural da África do Sul.

De acordo com o Notícias ao Minuto, cinco pessoas foram hospitalizadas com ferimentos graves após o acidente, que ocorreu pouco antes da meia-noite de sábado, perto da cidade de Maqoma, na província do Cabo Oriental, cerca de 1.000 quilómetros ao sul de Johanesburgo, disse o porta-voz Unathi Binqose à imprensa.

Os motoristas dos dois veículos estão entre as vítimas e uma investigação será aberta para determinar as circunstâncias do acidente, segundo indicou ao Newzroom Afrika.

A África do Sul tem uma rede rodoviária sofisticada e movimentada, mas enfrenta uma alta taxa de mortalidade no trânsito, atribuídas principalmente ao excesso de velocidade, condução imprudente e veículos em más condições.

Acidentes de trânsito causaram mais de 11.800 mortes em 2023, cerca de 45% delas de pedestres, de acordo com os dados mais recentes da Road Traffic Management Corporation.

Um míssil balístico disparado pelos rebeldes hutis do Iémen caiu hoje na área do aeroporto de Ben-Gurion, próximo de Telavive, e causou seis feridos ligeiros, noticiou a imprensa de Israel.

O serviço de emergência Magen David Adom (MDA) disse que prestou assistência médica a quatro mulheres e dois homens com idades entre os 22 e os 54 anos que ficaram ligeiramente feridos devido à explosão, escreve o Notícias ao Minuto.

Os jornais Haaretz, The Times of Israel e Jerusalem Post publicaram imagens em vídeo que mostram o momento do impacto na zona do Terminal 3 do Aeroporto Ben-Gurion.

As operações no aeroporto foram interrompidas devido ao ataque, mas os voos foram retomados cerca de uma hora depois, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

O exército israelita confirmou o ataque, mas disse desconhecer ainda se intercetou o míssil ou não.

“Foram feitas várias tentativas para intercetar o míssil lançado do Iémen”, afirmou o exército em comunicado, informando que um objeto caiu na zona do aeroporto, sem especificar se se tratava de um míssil ou de destroços do projétil.

“Podem ver a área atrás de nós: formou-se uma cratera com várias dezenas de metros de largura e também várias dezenas de metros de profundidade”, disse o chefe da polícia local, Yair Hezroni, num vídeo com a torre de controlo do aeroporto em segundo plano.

Um comunicado emitido pela polícia concluiu tratar-se de um “impacto de míssil”.

O ataque não foi reivindicado de imediato, mas os rebeldes hutis do Iémen, aliados do movimento palestiniano Hamas, reivindicaram a responsabilidade por vários ataques com mísseis e ‘drones’ em território israelita desde o início da guerra em Gaza.

Brice Oligui Nguema, que liderou um golpe no Gabão, pondo fim a décadas de governo da família Bongo e venceu as eleições no mês passado com quase 95% dos votos, foi empossado presidente do país.

O general e ex-líder do governo militar, que derrubou Ali Bongo em Agosto de 2023, assumiu oficialmente a presidência, após liderar um governo de transição de 19 meses.

A inauguração no Estádio Angondje, no norte da capital Libreville, atraiu cerca de 40 mil apoiantes e contou com a presença de mais de 20 chefes de estado africanos, incluindo Adama Barrow, da Gâmbia, Bassirou Diomaye Faye, do Senegal, Ismail Omar Guelleh, do Djibuti, e Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, da Guiné Equatorial, informou a agência de notícias AFP, citada por Al Jazeera. O Presidente da República Democrática do Congo, Felix Tshisekedi, também participou.

As ruas de Libreville ficaram congestionadas enquanto milhares de pessoas se reuniram no local, com apresentações artísticas e um desfile militar planejado ao longo da orla de Libreville à noite, informou a mídia estatal.

Oligui enfrenta sérios desafios na liderança do país rico em petróleo, que precisa reformular sua infraestrutura crucial e diversificar sua economia, mas está altamente endividado.

Ex-chefe da Guarda Republicana de elite, Oligui prometeu um afastamento das políticas dinásticas do passado.

Em sua primeira entrevista internacional desde a eleição, Oligui disse à Al Jazeera que estava determinado a “restaurar a dignidade do povo gabonês”.

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