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O País – A verdade como notícia

O Ruanda decidiu, hoje, e com efeitos imediatos, romper as relações diplomáticas com a Bélgica. O país diz que a Bélgica tem sistematicamente minado o regime de Kigali, tanto antes, quanto durante o actual conflito na República Democrática do Congo (RDC), no qual, segundo o Ruanda, a Bélgica desempenha um papel histórico profundo e violento, especialmente ao agir contra Ruanda.

O Ruanda diz que a Bélgica tomou partido no conflito regional e utiliza mentiras e manipulação para construir uma opinião hostil injustificada contra o país. 

Fala ainda de um papel desempenhado pela Bélgica na promoção do extremismo étnico que resultou em discriminação e, por fim, no Genocídio de 1994. Os diplomatas belgas em Ruanda têm o prazo de 48 horas para deixar o país.

Um incêndio de grandes proporções deflagrou, na madrugada de domingo, numa discoteca, na cidade de Kocani, no sul da Macedónia do Norte, causando a morte de 59 pessoas e deixando outras 150 feridas. Pelo menos 18 pessoas estão em estado crítico.

O incêndio começou por volta das 02h35 da manhã, durante um concerto de um grupo hip-pop local. Segundo explicou o ministro do Interior do país, Panche Toshkovski, os jovens frequentadores da discoteca usaram pirotecnia, que fez com que o telhado se incendiasse. 

Os familiares reuniram-se em frente aos hospitais e organismos municipais da cidade de Kocani, para pedir mais informações.

De acordo com Panche Toshkovski, a Polícia deteve um homem, mas não forneceu pormenores sobre o seu envolvimento. Foram emitidos mandados de captura para quatro pessoas, segundo informou no local o ministro do Interior.

O Governo da República Democrática do Congo (RDC) confirmou a sua participação nas negociações de paz com o grupo rebelde Movimento 23 de Março (M23), que deverão arrancar amanhã, em Angola.

“Recebemos o convite do mediador (o Presidente angolano João Lourenço) e vamos ouvi-lo. Uma delegação congolesa vai viajar para Luanda, na terça-feira, por iniciativa dos mediadores”, disse Tina Salama, porta-voz do Presidente da RDC, Félix Tshisekedi.

Salama confirmou a participação do seu país depois de João Lourenço ter apelado, no sábado, a um cessar-fogo entre as partes, para facilitar as negociações.

Através da rede social X, porém, o M23 acusou o Governo congolês de querer “sabotar” o diálogo, alegando que as forças governamentais bombardeiaram indiscriminadamente “zonas densamente povoadas” e atacaram posições rebeldes nos últimos dias.

O Presidente angolano anunciou, na passada quarta-feira, o início das negociações directas de paz entre o Governo da RDC e o M23, na terça-feira, na capital angolana.

Horas depois do anúncio, na noite de quarta para quinta-feira, o M23 assumiu o controlo da Ilha Idjwi, no Lago Kivu, e o grupo passou a controlar sete dos oito territórios que compõem a província oriental do Kivu do Sul.

O M23 controla as capitais das províncias do Kivu do Norte e do Sul, que fazem fronteira com o Ruanda e são ricas em minerais essenciais, para a indústria tecnológica e para o fabrico de telemóveis.

O número de casos de cólera em Angola continua a aumentar, totalizando 7 284, desde 07 de Janeiro, com mais 165 registos e 17 mortes, nas últimas 24 horas, o maior número desde o início do surto.

Segundo o mais recente boletim do Ministério da Saúde de Angola, datado de sábado e divulgado ontem, foram notificados mais 165 casos de cólera, em 24 horas, dos quais 60 na província do Cuanza Norte.

Os restantes distribuem-se por Luanda (50), Bengo (17), Benguela (16), Cabinda (5), Icolo e Bengo (4) e Malanje (3).

Foi também na província do Cuanza Norte que se registaram a maioria dos óbitos (13), seguindo-se Luanda (2), Benguela (1) e Zaire (1).

Desde o início do surto, foram reportados 7.284 casos, maioritariamente nas províncias de Luanda (3.788) e Bengo (2.303) e ocorreram 275 mortes, das quais 139 na província de Luanda e 89 na província do Bengo.

Actualmente, estão internadas 237 pessoas com cólera.

A cólera é uma doença aguda que pode ser fatal em horas, caso não seja tratada.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), “a maior parte das pessoas com cólera têm diarreia ligeira ou moderada e podem ser tratadas com soluções de reidratação oral”, mas a rápida progressão da doença significa que um tratamento imediato é fundamental para salvar vidas.

“É uma ameaça à saúde pública global e um indicador de desigualdade e de falta de desenvolvimento económico e social. O acesso à água segura, saneamento básico e higiene é essencial para prevenir cólera e outras doenças que se transmitem pela água”, acrescenta a OMS.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que vai falar com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, na terça-feira, para tentar pôr um fim à guerra na Ucrânia.

“veremos se temos algo a anunciar, talvez até terça-feira. Falarei com o Presidente Putin na terça-feira”, disse Trump aos jornalistas no avião presidencial, no domingo à noite, segundo escreveu a agência de comunicação Lusa.

“Foi feito muito trabalho no fim de semana. Queremos ver se conseguimos pôr fim a esta guerra”, acrescentou o chefe de Estado.

Embora a Rússia tenha falhado o objectivo inicial da invasão, lançada em Fevereiro de 2022, de derrubar o Governo da Ucrânia e controlar o país, ainda controla grandes áreas do Estado vizinho.

Trump disse que as regiões ocupadas pela Rússia, no leste da Ucrânia, e as centrais elétricas serão parte das negociações.

“Falaremos sobre as terras. Falaremos sobre centrais elétricas”, disse o republicano.

Trump descreveu as negociações como sendo sobre “a divisão de certos activos”.

Horas antes, o enviado norte-americano à Rússia disse que Trump vai reunir-se, esta semana, com Putin, para discutir a situação da Ucrânia, avançou a agência de notícias France-Presse.

“Ainda há muito para discutir, mas penso que os dois presidentes vão ter uma discussão muito boa e positiva esta semana”, afirmou Steve Witkoff, em declarações à CNN, acrescentando que Moscovo, Kiev e Washington “querem que tudo isto acabe”.

O Papa Francisco, que continua hospitalizado, afirmou, este domingo, estar a “atravessar um momento de provação”, no Angelus transmitido em texto.

“Partilho convosco estes pensamentos, porque estou a atravessar um momento de provação, e junto-me a tantos irmãos e irmãs doentes: frágeis, neste momento, como eu.  Os nossos corpos são fracos mas, mesmo assim, nada nos impede de amar, de rezar, de nos entregarmos, de sermos uns para os outros, na fé, sinais luminosos de esperança”, disse o sumo pontífice, segundo revelou o Vaticano. 

No texto, o líder da Igreja Católica reconheceu o trabalho de quem presta assistência aos doentes e aproveitou para agradecer a todos os profissionais de saúde, àqueles que o ajudam “com tanta dedicação”, mas também por todas as “orações”. 

“Quanta luz brilha, neste sentido, nos hospitais e nos lugares de assistência! Quanto carinho ilumina os quartos, os corredores, as clínicas, os lugares onde se realizam os serviços mais humildes! Por isso, gostaria de vos convidar, hoje, a juntarem-se a mim para louvar o Senhor, que nunca nos abandona e que, nos momentos de dor, coloca ao nosso lado pessoas que refletem um raio do seu amor”, frisou. 

“Agradeço a todos as vossas orações e agradeço àqueles que me ajudam com tanta dedicação. Sei que muitas crianças estão a rezar por mim; algumas delas vieram hoje aqui ao Gemelli como sinal de proximidade. Obrigado, queridos filhos! O Papa ama-vos e está sempre à espera de vos encontrar”, completou. 

Hoje, cerca de 300 crianças, de escolas, associações e várias instituições concentraram-se à porta do hospital, em frente à estátua de João Paulo II, com balões, desenhos e cartas para entregar a Francisco, e gritavam pelo seu nome. A iniciativa foi do Comité Pontifício para Jornada Mundial da Criança, criado em novembro por Francisco.

De realçar que, segundo a última atualização, partilhada pelo Vaticano no sábado, Francisco mantém-se estável e está a melhorar gradualmente, mas ainda terá de permanecer no hospital por um período indeterminado.

O presidente angolano, João Lourenço, actualmente presidente da União Africana, apelou a um cessar-fogo imediato no leste da República Democrática do Congo (RDC).

Lourenço pediu que todas as partes interrompam as hostilidades a partir da meia-noite, horário local, no domingo, em um esforço para criar uma atmosfera pacífica para as próximas negociações de paz.

De acordo com uma declaração da presidência angolana, o cessar-fogo deve incluir todas as acções hostis contra civis e interromper quaisquer tentativas de ganhar novas posições na zona de conflito. As negociações estão programadas para ocorrer em Luanda, Angola, em 18 de março, onde o governo da RDC e os rebeldes do M23 se vão encontrar pela primeira vez em três anos.

O Governo da RDC ainda não confirmou oficialmente sua participação. O M23, no entanto, expressou apoio à iniciativa de paz de Angola, pedindo ao presidente Felix Tshisekedi que se comprometa publicamente com negociações directas.

O conflito aumentou recentemente. Os rebeldes do M23 capturaram cidades-chave nas províncias de Kivu do Norte e do Sul, causando a deslocação de milhares de pessoas e piorando a crise humanitária. Apesar dos esforços diplomáticos, a violência entre a RDC e o M23 continua. 

Oito trabalhadores humanitários, incluindo voluntários e jornalistas, morreram, este sábado, durante um ataque israelita no norte da Faixa de Gaza. A informação foi avançada, hoje, pela Fundação al-Khair, registada no Reino Unido.

Segundo os serviços de emergência palestinianos, a equipa de jornalistas que foi vítima do ataque era composta por, pelo menos, três fotógrafos, um deles especializado em fotografia com ‘drones’, e um motorista.

Em declarações à BBC, Qasim Ahmad, fundador e presidente da instituição de solidariedade, garantiu que a equipa estava na área para montar tendas e documentá-las para os esforços de promoção da própria instituição.

O responsável explicou que os seus cinegrafistas voltaram para o carro e foram atingidos, enquanto outros membros da equipa que correram para o local foram atingidos por um ‘drone’ israelita que os seguiu quando foram para o segundo carro da instituição de caridade. 

Por sua vez, o Sindicato dos Jornalistas Palestinos acusou Israel de realizar “ataques sistemáticos a jornalistas palestinos, que arriscam suas vidas para relatar a verdade e expor os crimes israelitas ao mundo”.

De acordo com uma contagem de fevereiro do Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), pelo menos 83 jornalistas palestinianos foram mortos em Gaza em 2024 pelos militares israelitas.

Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné Equatorial são alguns dos 43 países, cujos cidadãos podem vir a enfrentar restrições à entrada nos Estados Unidos.

Um projecto de lista com 43 países está, segundo o jornal New York Times (NYT), a circular no seio da administração de Donald Trump e enumera três níveis de países, cujos cidadãos podem enfrentar proibições ou restrições nas viagens para os Estados Unidos.

Citando “funcionários familiarizados com o tema”, o NYT avança que a administração norte-americana está a considerar visar os cidadãos de até 43 países, como parte de uma nova proibição de viajar para os Estados Unidos mais ampla do que as restrições impostas durante o primeiro mandato do Presidente Trump.

Citados pelo Notícias ao Minuto, os funcionários, que falaram sob condição de anonimato, advertiram que a lista tinha sido desenvolvida pelo Departamento de Estado há várias semanas e que era provável que sofresse alterações quando chegasse à Casa Branca.

Desenvolvido por funcionários diplomáticos e de segurança, o projecto de lista sugere uma lista “vermelha” de 11 países, cujos cidadãos seriam categoricamente proibidos de entrar nos Estados Unidos: Afeganistão, Butão, Cuba, Irão, Líbia, Coreia do Norte, Somália, Sudão, Síria, Venezuela e Iémen.

O projecto inclui também uma lista “laranja” de 10 países para os quais as viagens seriam restringidas, mas não cortadas. Nesses casos, os viajantes de negócios abastados poderiam ser autorizados a entrar, mas não as pessoas que viajam com vistos de imigrante ou de turista.

Os cidadãos incluídos nessa lista seriam também sujeitos a entrevistas presenciais obrigatórias para obterem um visto. A lista incluía a Bielorrússia, Eritreia, Haiti, Laos, Myanmar, Paquistão, Rússia, Serra Leoa, Sudão do Sul e Turquemenistão.

 

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