O País – A verdade como notícia

A polícia da Coreia do Sul disse, esta quarta-feira, que está a rastrear a localização exacta do presidente deposto, que poderá ter abandonado a residência presidencial, numa altura em que enfrenta um mandado de detenção.

Segundo uma fonte da polícia, citada pela agência de notícias pública sul-coreana, não é possível revelar especificamente a localização actual de Yoon Suk-yeol, que se acredita ter estado confinado na residência presidencial, em Seul, desde meados de Dezembro, quando foi destituído pelo parlamento.

A polícia conseguiu confirmar que Yoon se encontrava na residência presidencial na sexta-feira, quando vários agentes da agência anticorrupção tentaram detê-lo, sem sucesso, depois de a segurança presidencial ter impedido o acesso à casa.

O Partido Democrático (PD), principal formação política da oposição, falou sobre uma possível fuga de Yoon na terça-feira, quando o diretor da agência anticorrupção, Oh Dong-won, disse a uma comissão parlamentar que não tinha recebido qualquer informação de que Yoon estivesse na residência.

O primeiro-ministro são-tomense anunciou, terça-feira, que o seu partido recorreu para o Tribunal Constitucional, contra a demissão do Governo decretada pelo Presidente, alegando que a decisão viola a Constituição.

“Nesse caso, bastante grave, o (…) Presidente (…) violou a Constituição. Por isso, o partido que sustenta o Governo [Acção Democrática Independente (ADI)] introduziu um requerimento ao Tribunal Constitucional, com vista à anulação dessa decisão, que viola a Constituição”, declarou Patrice Trovoada, demitido das funções na segunda-feira, cita Lusa.

Trovoada acrescenta que: “Pedimos que o Tribunal Constitucional se pronuncie com urgência, porque é uma situação grave e (…) porque, repito, no nosso entender, tratou-se de uma demissão movida por interesse político, questões inconfessáveis, mas que não são aquelas que são relevantes, conforme rege a Constituição”.

Em conferência de imprensa, na sede do Governo, na presença de todos os ministros, Patrice Trovoada fundamentou que a decisão não está de acordo com o artigo 117.º da Constituição, que estabelece que “o Presidente da República só pode demitir o Governo quando tal se torne necessário para assegurar o regular funcionamento das instituições democráticas, ouvido o Conselho de Estado”.

Trovoada revelou que foi comunicado que seria demitido, por mensagem escrita, na manhã de segunda-feira, antes de o Presidente ter ouvido o Conselho de Estado, e que, durante o Conselho de Estado, Carlos Vila Nova “não fez a demonstração que havia um problema de disfuncionamento no regular funcionamento das instituições democráticas”.

Rebeldes do grupo M23 tomaram duas cidades importantes no leste do Congo, enquanto avançam na região. A informação foi tornada pública numa altura em que a crise humanitária e de segurança agrava-se.

Na semana passada, os rebeldes tomaram as cidades de Katale e Masisi, esta última localizada 80 quilômetros a oeste da capital regional, Goma, e um ponto de entrada estratégico para o interior do país.

O porta-voz político do M23, assumiu a responsabilidade pela captura de Masisi na plataforma de mídia social X. Ele afirmou que o grupo está comprometido em proteger civis. Entretanto, o exército congolês diz estar ainda a verificar as informações. 

O M23 é um dos mais de 100 grupos armados que têm disputado território no Congo oriental, rico em minerais, perto da fronteira com Ruanda, em um conflito que criou uma das maiores crises humanitárias do mundo. Mais de 7 milhões de pessoas foram deslocadas.

O Congo e as Nações Unidas acusam o Ruanda de apoiar o M23. Ruanda nega, mas em fevereiro reconheceu que tem tropas e sistemas de mísseis no leste do Congo para salvaguardar sua segurança, apontando para um acúmulo de forças congolesas perto da fronteira.

Antigo líder da Frente Nacional e pai de Marine Le Pen morre aos 96 anos de idade. Negacionista do Holocausto, foi expulso do partido pela própria filha, em 2015, quendo ela assumiu a presidência do partido.

Jean-Marie Le Pen, figura histórica da extrema-direita em França e pai de Marine Le Pen, morreu aos 96 anos, anunciou esta terça-feira a imprensa francesa, citando um comunicado da família, que informa que o antigo político estava internado há várias semanas, tendo morrido ao início da tarde, “rodeado pelos seus entes queridos”.

Nascido em 1928, em Trinité-sur-Mer, no Noroeste de França, Le Pen foi soldado, deputado e eurodeputado. Fundou e liderou o partido nacionalista, populista e anti-imigração Frente Nacional (FN), entre 1972 e 2011, e chegou a disputar a votação decisiva de umas eleições presidenciais, em 2002, acabando por perder para Jacques Chirac.

A filha, Marine Le Pen, sucedeu-lhe na liderança da FN e levou a cabo uma tarefa de tentativa de desdiabolização do partido junto do eleitorado, oferecendo-lhe uma imagem menos extremista e direccionada às camadas sociais mais desfavorecidas da sociedade francesa.

Jean-Marie Le Pen nunca concordou verdadeiramente com esse realinhamento para a direita radical de um partido que foi visto, durante a sua liderança, como sucessor dos partidos fascistas europeus do século XX, e incompatibilizou-se com a filha por causa disso.

Em 2015, quando era presidente honorário da FN, entre acusações de anti-semitismo e islamofobia, foi expulso do partido, depois de ter dito, mais do que uma vez, que as câmaras de gás utilizadas pela Alemanha Nazi para matar milhões de judeus durante a II Guerra Mundial foram um “detalhe na História”; posição que lhe valeu várias condenações e multas por contestação de crimes contra a humanidade.

Também elogiou várias vezes o general Philippe Pétain, líder do regime colaboracionista nazi durante a ocupação de França no conflito mundial e disse que o vírus Ébola era a solução para acabar com o aumento da população.

Sem deixar de se apresentar como um partido anti-imigração, eurocéptico e anti-globalista, a União Nacional – o nome oficial da FN desde 2018 – é hoje uma das forças políticas com maior representação no Parlamento francês e Marine Le Pen chegou à segunda volta nas últimas duas eleições presidenciais (2017 e 2022), perdidas para o actual Presidente, Emmanuel Macron.

Lembrando o passado de Jean-Marie Le Pen como soldado no Exército francês na antiga Indochina francesa e na Argélia e como deputado na Assembleia Nacional e no Parlamento Europeu, Jordan Bardella, actual líder da União Nacional, escreveu uma mensagem na rede social X a elogiar a forma como o antigo líder da FN “sempre serviu França e defendeu a sua identidade e soberania”.

 

A Indonésia foi admitida como membro pleno do bloco das economias em desenvolvimento (BRICS), anunciou o Brasil, país que preside o grupo, na segunda-feira.

“O governo brasileiro saúda a entrada da Indonésia no BRICS”, disse o governo em uma declaração. “Com a maior população e economia do Sudeste Asiático, a Indonésia compartilha com outros membros o compromisso de reformar as instituições de governança global e contribui positivamente para aprofundar a cooperação Sul-Sul.”

O BRICS foi formado pelo Brasil, Rússia, Índia e China em 2009, e a África do Sul foi adicionada em 2010. No ano passado, a aliança se expandiu para abraçar o Irão, Egito, Etiópia e os Emirados Árabes Unidos. A Arábia Saudita foi convidada a se juntar, mas ainda não o fez.

Turquia, Azerbaijão e Malásia se candidataram formalmente para se tornarem membros e alguns outros expressaram interesse.

A organização foi criada como um contrapeso ao Grupo dos Sete, composto por nações desenvolvidas. Seu nome deriva de um termo econômico usado no início dos anos 2000 para descrever países em ascensão que deveriam dominar a economia global até 2050.

Antes da adesão da Indonésia, o bloco era responsável por quase 45% da população mundial e 35% do produto interno bruto global, medido pela paridade do poder de compra.

Pelo menos 95 pessoas morreram, na sequência da ocorrência de um sismo de magnitude 6.8 na escala de Richter, ocorrido ontem, em Tibet, no sudoeste da China.

Vídeos partilhados nas redes sociais mostram o drama vivido pelos moradores do Tibet no sudoeste da China. O evento sísmico de magnitude 6.8 na escala de Richter estremeceu e devastou parte da cidade e foram confirmadas 95 óbitos.

Segundo a agência de notícias oficial chinesa, Xinhua, a região de Dingri foi o epicentro do abalo a cerca de 75 quilómetros a nordeste do Monte Everest. Em consequência disso, 130 pessoas contraíram ferimentos graves.

Cerca de 1 500 bombeiros e equipas de salvamento foram destacados para procurar pessoas nos escombros, informou o Ministério da Gestão de Emergências da China.

A televisão estatal CCTV revelou que há algumas comunidades cercadas dentro de um raio de cinco quilómetros do epicentro, que estão a 380 quilómetros de Lhasa, a capital do Tibet, e a cerca de 23 quilómetros da segunda maior cidade da região, Shigatse.

O sismo foi sentido também na capital do Nepal, Katmandu, a mais de 200 quilómetros do epicentro, mas sem registo até ao momento de danos significativos ou feridos.

O Presidente de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova, demitiu, esta segunda-feira, o Governo daquele país africano de língua oficial portuguesa.

Segundo noticiam fontes internacionais, a demissão do Governo são-tomense deve-se à “assinalável incapacidade de solucionar os inúmeros desafios do país, bem como falta de cooperação estratégica e manifesta deslealdade institucional.

O Governo de São Tomé e Príncipe era liderado por Patrice Trovoada, e foi concretizada horas depois de o Presidente são-tomense se ter reunido com o Conselho de Estado.

As constantes ausências do Primeiro-Ministro e Chefe do Governo do território nacional são-tomense também contribuíram para a decisão presidencial. Pois se entende que tais viagens ao estrangeiros, além de gastos assinaláveis injustificáveis do erário público, em nada beneficiava o povo.

Assim, o Partido Acção Democrática Independente é convidado a apresentar uma outra individualidade, em 72 horas, para assumir o cargo de Primeiro-Ministro.

Mais de 170 reclusos, no corredor da morte, foram transportados de Kinshasa, capital da República Democrática do Congo (RDC), para uma prisão de alta segurança no norte do país, onde serão executados, segundo  anunciaram, esta segunda-feira, as autoridades congolesas.

Segundo o ministro da justiça congolês, foram transportados 70 dos condenados, para se juntarem a outros 102 prisioneiros, que já tinham sido enviados para a prisão de Angenga, na província de Mongala, no norte do país. 

Os homens foram condenados por assalto à mão armada, e são localmente conhecidos como “Kulunas” ou bandidos urbanos. 

Têm idades compreendidas entre 18 e 35 anos, segundo declarou Mutamba, em documento que não especificou quando é que as execuções iriam ocorrer. 

Alguns cidadãos acreditam que a medida é um meio de restaurar a ordem e a segurança nas cidades, enquanto outros estão preocupados com os riscos de abusos e violações dos direitos humanos. 

Cresce o movimento de pessoas que procuram regressar à África do Sul com recurso à fronteira de Lebombo, na província de Mpumalanga. As autoridades sul-africanas intensificam a fiscalização.

As autoridades sul-africanas informaram que, no período de 25 a 30 de Dezembro, mais de 25 mil moçambicanos cruzaram o posto fronteiriço de Lebombo, em Mpumalanga, apesar dos constrangimentos ao longo do corredor de Maputo.

Depois  da quadra festiva e num exercício contrário, a fronteira começa a registar um número elevado de pessoas que procuram regressar aos seus postos de trabalho, fazendo com que as autoridades sul-africanas afirmem estar a intensificar a fiscalização.

“A partir de sexta-feira e até à data, detivemos cinco pessoas que conduziam em excesso de velocidade. No período de 1 de Dezembro até à data. Podemos dizer com segurança que também emitimos mais de 20.000 multas de trânsito. Quando regressarem, estaremos prontos para os receber como já indicamos”, disse Jacky Macie, dos serviços de segurança rodoviária sul africana 

A estrada Nacional Número 4, que liga os dois países, é das que regista maior tráfego de viajantes e o ambiente calmo que se regista no país anima os gestores da via.

“Tudo o que continuamos a aconselhar aos nossos utentes da estrada é que se mantenham a par do que está a acontecer naquele país e, se planeiam viajar para lá, estejam cientes do que está a acontecer e sigam os conselhos das pessoas naquele país, quer a viagem seja permitida ou não. A nossa rota continua a funcionar como e quando podemos e estamos muito confiantes de que as coisas se vão resolver na nossa bela vizinhança moçambicana”, explicou a porta-voz da TRAC, Solange Soares .

“O País” entrou em contacto com o Serviço Nacional de Migração para saber dos detalhes do movimento migratório no país, e tal não foi possível, alegadamente porque neste momento a instituição não tem porta-voz.

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