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O País – A verdade como notícia

O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa pediu, através de seu boletim informativo,  aos sul-africanos que “rejeitem as políticas de divisão”, que estão a surgir globalmente. 

Cyril Ramaphosa usou seu boletim informativo de segunda-feira para reflectir sobre o Dia dos Direitos Humanos, comemorado na sexta-feira, em homenagem aos 69 manifestantes desarmados que foram mortos pela polícia do apartheid em Sharpeville em 21 de Março de 1960.

“Como sul-africanos, devemos, portanto, rejeitar a política de divisão que está a surgir em muitas partes do mundo. Em particular, devemos desafiar a narrativa completamente falsa de que nosso país é um lugar em que pessoas de uma certa raça ou cultura estão sendo alvos de perseguição”, disse ele.

O Chefe do Estado sul africano acrescentou ainda que a África do Sul não deve permitir que eventos além de suas fronteiras os dividam ou os coloquem uns contra os outros. 

A mensagem é publicada um dia após o ex-embaixador da África do Sul nos EUA desembarcar na cidade do Cabo, depois de ter sido expulso dos EUA. 

O embaixador sul-africano, que foi expulso dos Estados Unidos e declarado “persona non grata” pela administração Trump, foi recebido, domingo, no aeroporto Internacional da Cidade do Cabo por centenas de apoiantes, que cantaram canções de louvor.

Segundo a agência de notícias Associated Press, citada por Lusa, a multidão cercou Ebrahim Rasool e a sua mulher Rosieda, quando apareceram no terminal de chegadas do aeroporto da Cidade do Cabo, tendo sido necessária uma escolta policial para os ajudar a percorrer o edifício.

“A declaração de ‘persona non grata’ destina-se a humilhar-vos. Mas quando voltarem para multidões como esta, com este calor humano, então usarei a minha ‘persona non grata’ como um distintivo de dignidade”, disse Rasool aos apoiantes.

O diplomata declarou que não foi sua escolha regressar a casa, mas que regressa sem arrependimentos.

O embaixador foi expulso devido a comentários que fez na Internet, num webinar, que incluía a afirmação de que o movimento “Make America Great Again” era, em parte, uma resposta a “um instinto supremacista”.

Rasool acrescentou durante o seu discurso à chegada ao aeroporto, que era importante para a África do Sul corrigir a sua relação com os EUA, depois de Donald Trump ter castigado o país e o ter acusado de adoptar uma postura antiamericana, mesmo antes da decisão de o expulsar.

O presidente dos EUA, Donald Trump, emitiu uma ordem executiva em Fevereiro, cortando o financiamento total para a África do Sul, alegando que o Governo estava a apoiar o grupo militante palestino Hamas e o Irão.

“Não viemos aqui para dizer que somos antiamericanos. Não estamos aqui para vos pedir que deitem fora os nossos interesses com os Estados Unidos”, disse Rasool à multidão.

Foram os primeiros comentários públicos do ex-embaixador desde que o Governo de Trump o declarou “persona non grata”, há mais de uma semana e lhe retirou a imunidade e privilégio diplomáticos.

Rasool foi declarado “persona non grata” pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, numa publicação na rede social X em 14 de Março.

Rubio disse que Rasool era um “político que se aproveita da raça” e que odeia os EUA e Trump.

Embora Rubio não tenha citado directamente uma razão, a sua publicação estaria relacionada com uma história do sítio de notícias conservador Breitbart, no qual se relatava uma palestra que Rasool deu num ´webinar´ organizado por um grupo de reflexão sul-africano.

Na sua palestra, o diplomata falou em linguagem académica sobre a repressão da administração Trump aos programas de diversidade e equidade e à imigração e mencionou a possibilidade de os brancos nos EUA deixarem de ser, em breve, a maioria.

Este domingo, o embaixador disse que mantinha os seus comentários e caracterizou-os como um mero alerta aos intelectuais e líderes políticos da África do Sul, para o facto de os EUA e da sua política terem mudado.

Estão a circular, novos vídeos estão que mostram civis a serem escoltados por indivíduos armados, para um destino desconhecido. Idosos e crianças incapazes de acompanhar são ameaçados com facas. Outras filmagens revelam corpos sem vida de civis, supostamente de um massacre em Gayeri, uma cidade no leste de Burkina Faso.

Em resposta, o Governo condenou a disseminação de vídeos “enganosos”, que, segundo ele, retratam falsamente “massacres étnicos”. Uma declaração do Governo descreve isso como parte de uma “campanha político-midiática” mais ampla, que visa manchar a imagem do país.

De acordo com o porta-voz, o objetivo é agitar “tensões comunitárias” e provocar conflitos interétnicos. Ele tranquilizou os cidadãos, e assegurou  que Burkina Faso continua comprometido com a paz e os direitos de todos os burkinabès de viver livremente e com dignidade, em suas terras ancestrais.

Em um desenvolvimento relacionado, o promotor Blaise Bazié confirmou a abertura de uma investigação sobre mensagens de incitação ao “extermínio” de pessoas de um grupo étnico específico, frequentemente visando os fulanis.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou hoje aos aliados da Ucrânia para pressionarem Moscovo a pôr fim à guerra, depois de novos ataques russos que causaram pelo menos três mortos e dez feridos em Kiev.

“São necessárias novas decisões e novas pressões sobre Moscovo para pôr fim a estes ataques e a esta guerra”, afirmou Zelensky nas redes sociais, antes das conversações na Arábia Saudita, na segunda-feira.

Inicialmente previstas para terem lugar simultaneamente na segunda-feira entre ucranianos e americanos, por um lado, e russos e americanos, por outro, estas discussões poderão ter lugar uma após a outra.

Zelensky mencionou no sábado, sem dar pormenores, uma reunião já hoje entre as delegações de Kiev e de Washington.

Paralelamente às conversações diplomáticas destinadas a pôr termo à guerra, desencadeada pela invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022, o exército de Moscovo continua a bombardear cidades e aldeias ucranianas.

A capital Kiev foi alvo durante a noite de um ataque em grande escala de ‘drones’, segundo as autoridades locais.

Na sequência do ataque, Zelensky pediu novamente “mais sistemas de defesa aérea e um verdadeiro apoio” por parte do Ocidente.

Três pessoas morreram, incluindo um pai e a filha, e 10 ficaram feridas, entre as quais um bebé com menos de um ano, segundo a administração militar de Kiev.

Vários bairros de Kiev foram alvo de ataques, que atingiram sobretudo blocos de apartamentos e provocaram grandes incêndios, de acordo com imagens publicadas nas redes sociais.

A administração da região de Kiev informou que duas pessoas ficaram feridas em Bucha, perto da capital.

Duas outras pessoas ficaram igualmente feridas em Kherson, no sul, segundo o chefe local, Roman Mrotchko.

“O terror sistemático e deliberado da Rússia contra civis contradiz as suas próprias declarações sobre a paz e mina os esforços de paz dos Estados Unidos e de outros parceiros”, denunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiga.

Em resposta aos bombardeamentos russos, a Ucrânia está a tentar perturbar a logística das forças de Moscovo, atacando alvos militares ou energéticos diretamente em solo russo.

O Ministério da Defesa russo afirmou ter repelido 59 ‘drones’ ucranianos durante a noite.

Na região sul de Rostov, um homem morreu num ataque de ‘drones’ ao carro que conduzia, de acordo com o governador regional russo, Yuri Sliusar.

No terreno, onde está a fazer progressos contra um exército ucraniano em dificuldades, o exército russo disse no domingo que tinha retomado a cidade de Sribne, no leste da Ucrânia.

As informações sobre o curso da guerra divulgadas pelas duas partes não podem ser confirmadas de imediato de forma independente.

O Papa Francisco disse, hoje, estar triste com os novos ataques israelitas em Gaza e pediu que as armas sejam silenciadas de “imediato”, e que se chegue a “um cessar-fogo definitivo”. As declarações foram feitas após a oração do Angelus.

“Entristece-me o recomeço dos pesados bombardeamentos israelitas na Faixa de Gaza, com muitos mortos e feridos. Apelo para o cessar imediato das armas e à coragem de retomar o diálogo, à libertação de todos os reféns e a um cessar-fogo definitivo”, disse o pontífice~, citado por Lusa.

“A situação humanitária na Faixa de Gaza é, mais uma vez, muito grave e exige o empenhamento urgente das partes beligerantes e da comunidade internacional”, acrescentou Francisco, de 88 anos, que deixou hoje o hospital Gemelli, em Roma, após 38 dias de internamento devido a graves problemas respiratórios.

O Papa manifestou ainda a sua satisfação por “a Arménia e o Azerbaijão terem chegado a um acordo sobre o texto final do Acordo de Paz”.

Jorge Mario Bergoglio pediu ainda aos fieis que rezassem “pelo fim das guerras e pela paz, especialmente na atormentada Ucrânia, na Palestina, em Israel, no Líbano, em Myanmar, no Sudão e na República Democrática do Congo”.

Depois de recordar a atenção que recebeu durante o internamento, concluiu a sua mensagem com uma palavra de agradecimento.

“Com tanta paciência e perseverança continuais a rezar por mim: muito obrigado. Eu também rezo por vós. E juntos rezamos pelo fim das guerras e pela paz”, disse.

O Papa Francisco teve hoje alta, deixando o Hospital Gemeli, em Roma, depois de 38 dias de internamento.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaça  tomar medidas contra advogados e equipas jurídicas, que apresentem acções judiciais contra as medidas migratórias, adoptadas pelo Governo, numa nova tentativa de ampliar o poder do executivo.

Num memorando tornado público pela Casa Branca, Donald Trump disse que os advogados estão a alimentar a fraude desenfreada e as reclamações sem mérito, no sistema de imigração, pelo que ordenou ao Departamento de Justiça, que sancione aqueles que se envolvem no que considera ser uma má conduta profissional.

O documento também dá instruções aos responsáveis pelos Departamentos de Justiça e de Segurança Interna para “imporem sanções aos advogados e às empresas, que intentem acções judiciais frívolas, irrazoáveis e vexatórias contra os Estados Unidos”.

Neste sentido, instou a Procuradora-Geral, Pam Bondi, a encaminhar estas empresas para a Casa Branca para que lhes sejam retiradas determinadas credenciais e rescindidos quaisquer contratos que possam ter com o governo federal.

O Papa Francisco vai ter alta hospitalar este domingo, regressando ao Vaticano cinco semanas após ser hospitalizado, devido a pneumonia dupla.

Falando numa conferência de imprensa, um dos médicos que assiste o Sumo Pontífice revelou que o estado de saúde melhorou. 

Na mesma conferência, os especialistas que têm cuidado do Papa, desde 14 de Fevereiro, quando este foi hospitalizado, dão conta de que o Santo Padre precisará de dois meses de repouso.

O director geral do Centro Africano de Controle de Doenças (CDC África), Jean Kaseya, confirmou que a produção local da vacina Mpox, no continente africano, vai iniciar este ano. Entretanto, não há ainda cronograma específico. 

Segundo publicado pela Agência de Comunicação de Moçambique (AIM), em 2024, o Africa CDC fez uma parceria com a Bavarian Nordic, para aprimorar as capacidades de fabricação de vacinas em África, numa iniciativa que visa fortalecer a segurança da saúde em todo o continente.

“No momento, estamos finalizando algumas questões técnicas. Enquanto falamos, minha equipe, a equipe nórdica da Baviera e os fabricantes africanos estão a reunir-se, para finalizar essas poucas questões técnicas, de maneira que África possa começar a fabricar vacinas em 2025”, assegurou Jean Kaseya, em conferência de imprensa no sábado, citado pela AIM.

Kaseya acrescentou que o processo de licitação e selecção de fabricantes foi altamente competitivo, os licitantes capazes foram identificados para empreender o ambicioso projecto.

“Desde o primeiro dia, dissemos que a fabricação local é nossa principal prioridade na África. Gostaria de poder dizer que começará no mês que vem, mas não direi isso porque estamos a lidar com um problema sério, que pode levar algumas semanas adicionais. No entanto, tenham certeza de que temos compromissos e acordos claros em vigor”, disse ele.

Segundo a AIM, até o momento, um total de oito países receberam vacinas, e cinco já a estão a administrar. Mais de 544 mil pessoas foram vacinadas. Doze países concederam Autorização de Uso Emergencial para a vacina MVA-BN. Uganda recebeu mais de 62 mil doses adicionais, e os arranjos de remessa para o Quénia, República Democrática do Congo (RDC), Nigéria e África do Sul já estão em andamento.

A organização também notou alta aceitação da vacina dentro das comunidades, com mais de 525 mil pessoas na RDC, tendo recebido pelo menos uma dose. Crianças de um a 17 anos, representam 39% da população total vacinada, enquanto a cobertura de vacinação em Kinshasa é de 70% da população-alvo.

De acordo com dados do África CDC, 30 041 casos de Mpox foram relatados em 2025, dos quais 7 049 foram confirmados, com 306 mortes entre casos suspeitos e 44 mortes entre casos confirmados em 16 países.

Dezasseis dos 23 países afectados permanecem na fase activa do surto, enquanto sete estão na fase de controlo.

“Os casos suspeitos estabilizaram nas últimas sete semanas. Os casos confirmados estão diminuindo devido à baixa cobertura de testes. As altas taxas de mortalidade entre os casos confirmados são principalmente de Uganda”, acrescentou Kaseya.

Enquanto isso, os países da região continuam registrando novos casos de Mpox, com a Tanzânia relatando 20 novos casos desde a última actualização em 13 de Março de 2025, na semana epidemiológica Kaseya também alertou sobre a disseminação de uma variante mutada, Clade Ia APOBEC3, relatada em Kinshasa, República Democrática do Congo.

A Aliança do Rio Congo, que inclui o grupo rebelde Movimento 23 de Março, anunciou  a retirada das suas forças da cidade de Walikale, na República Democrática do Congo.

Em conformidade com o cessar-fogo unilateral declarado a 22 de Fevereiro de 2025, e para apoiar as iniciativas de paz no leste da República Democrática do Congo, o AFC-M23 decidiu deslocar as suas forças da cidade de Walikale, na província de Kivu do Norte e arredores.

O porta-voz do grupo rebelde, Lawrence Kanyuka, apelou aos habitantes de Walikale e aos seus líderes comunitários para que tomem as medidas necessárias para garantir a segurança e a protecção da população civil e dos seus bens durante esta transição.

O M23 assumiu o controle de Walikale, o centro administrativo do território de Walikale e uma região rica em minerais, especialmente ouro, na quarta-feira à noite.

Walikale, que tem cerca de 15.000 habitantes, está situada a pouco mais de 120 quilómetros a noroeste de Goma, a capital do Kivu do Norte, que foi capturada pelo M23 em Janeiro.

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