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O País – A verdade como notícia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, sugeriu a possibilidade de a Ucrânia ser colocada sob uma administração temporária, para permitir novas eleições e a assinatura de acordos-chave, com o objetivo de chegar a uma resolução do conflito. 

Segundo a agência de notícias Lusa, a informação foi avançada, esta quinta-feira, por agências noticiosas russas. 

A sugestão da administração temporária da Ucrânia foi feita durante uma visita ao porto de Murmansk, no norte do país, durante a qual Putin também afirmou que a Rússia estava a avançar gradualmente, mas com confiança, para a realização dos seus objetivos no conflito com a Ucrânia. 

Além disso, o presidente russo disse acreditar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem procurado melhorar os laços com Moscovo e deseja a paz na Ucrânia, destaca a Reuters.

Na mesma visita, Vladimir Putin apontou que a Rússia está disposta a cooperar com a Coreia do Norte, para encontrar uma solução para a guerra. 

A guerra em curso, recorde-se, foi desencadeada pela invasão russa da Ucrânia a 24 de Fevereiro de 2022, para, segundo Vladimir Putin, “desmilitarizar e desnazificar” o país.

Seis pessoas morreram e nove ficaram feridas quando um submarino turístico transportando 45 passageiros afundou na costa egípcia, esta quinta-feira.

Equipas de emergência resgataram 29 pessoas do naufrágio numa das praias da área de passeio turístico no resort de Hurghada, no Mar Vermelho.

Além dos tripulantes, havia 45 passageiros a bordo, todos russos e alguns menores de idade, de acordo com as autoridades consulares russas em Hurghada.

O submarino, que pertencia ao Sindbad Hotel em Hurghada, estava em um passeio regular para ver recifes de corais. Ele partiu por volta das 10 da manhã de quinta-feira e afundou quando estava a cerca de 1 quilômetro (aproximadamente meia milha) da costa.

Os resgatados foram levados para hospitais e estão em condição estável, de acordo com o consulado russo. Ainda não se sabe o que causou o naufrágio.

O navio, que era operado por uma empresa sediada em Hurghada chamada Sindbad Submarines, tem 44 assentos para passageiros, dois assentos para piloto e uma janela de visualização redonda para cada passageiro, de acordo com o site da empresa.

Em Novembro, um iate turístico afundou no Mar Vermelho após alertas de águas agitadas, disseram autoridades egípcias. Pelo menos quatro pessoas se afogaram, enquanto 33 foram resgatadas.

A França anunciou, esta quarta-feira, um reforço de dois mil milhões de euros, em apoio militar à Ucrânia. Os líderes dos dois países tiveram um encontro na capital francesa

Emmanuel Macron recebeu o seu homólogo ucariano, Volodymyr Zelensky, em Paris. Após o encontro, realçou o seu apoio a Ucrânia, anunciando ajuda financeira de dois mil milhões de euros, em apoio militar a Kiev.

“Estes dois mil milhões de euros de apoio extra fazem parte de uma primeira tranche com vista a mobilizar também amanhã todos os parceiros para continuarmos este apoio imediato a Ucrânia”, explicou o presidente francês, referindo-se à cimeira que decorre esta quinta-feira em Paris.

Referindo-se às negociações para a paz, lideradas pelos Estados Unidos da América, Emmanuel Macron afirmou que a Rússia mostra nas suas acções o desejo de continuar com a guerra, e foi optimista em declarar que as conversações estão numa fase decisiva para pôr término à guerra.

Volodymyr Zelensky também fala de momentos decisivos.

“Este é o momento decisivo para o mundo. A forma como hoje os líderes desenharem a segurança na Europa terá impacto em muitas gerações vindouras”, disse Zelensky.

O apoio financeiro foi anunciado um dia antes de uma cúpula com apoiantes da Ucrânia.

O Presidente brasileiro, Lula da Silva, criticou, hoje, o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, dizendo que Trump “não é o xerife do mundo” e ameaçou reagir com “reciprocidade” às tarifas dos EUA sobre as importações de aço brasileiro.

Numa conferência de imprensa, esta quinta-feira, em Tóquio, durante a sua visita de Estado, Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Brasil tem “duas decisões a tomar” em resposta às tarifas de 25%, que entraram em vigor este mês: a primeira é recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) e, se isso não funcionar, “recorrer a outras ferramentas”.

Lula mencionou especificamente a opção de “aumentar as tarifas sobre os produtos americanos” importados pelo Brasil, o que definiu como “pôr em prática a lei da reciprocidade”.

“Estou muito preocupado com a política do Governo americano, por causa dessas tarifas sobre todos os produtos de todos os países”, disse ainda Lula à imprensa em Tóquio, no final da sua visita, quando questionado sobre as novas tarifas de 25% sobre todos os automóveis importados pelos EUA a partir de 02 de abril, anunciadas na véspera por Trump.

“Estou preocupado porque o livre comércio é que está a ser prejudicado, porque o multilateralismo está a ser derrotado, e estou preocupado porque o Presidente americano não é o xerife do mundo, é apenas o Presidente dos Estados Unidos”, sublinhou o líder de esquerda.

Em vez de impor “medidas unilaterais”, Lula considera que seria mais adequado “conversar com outros líderes”, para chegar a um acordo sobre políticas de preços benéficas para todas as partes.

“Sinceramente, não sei qual é o benefício de aumentar em 25% as tarifas sobre os carros comprados no Japão”, disse o líder brasileiro sobre o país asiático, segundo cita Lusa. 

Lula chegou ao Japão na segunda-feira, para uma visita de Estado de quatro dias, que termina hoje, antes de seguir para o Vietname, onde deverá encontrar-se com o primeiro-ministro vietnamita, Pham Minh Chinh, e com o Presidente vietnamita, Luong Cuong, a partir de sexta-feira.

Numa cimeira realizada na véspera com o primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, os dois líderes concordaram em lançar iniciativas conjuntas de descarbonização e reforçar os laços comerciais, com um futuro acordo de comércio livre entre o país asiático e o Mercosul no horizonte e no atual contexto de guerra comercial e negacionismo climático.

Durante a visita, o Presidente brasileiro sublinhou a mensagem de que a democracia, o comércio livre e o multilateralismo estão em perigo a nível mundial perante o aumento do protecionismo, do autoritarismo e da “nova guerra fria” entre os Estados Unidos e a China.

O Presidente do Burundi diz que o Ruanda está a planear atacar o seu país. Évariste Ndayishimiye também disse que Ruanda tentou lançar um golpe há uma década no Burundi, semelhante ao “que está a fazer na República Democrática do Congo” agora. 

Ruanda já reagiu, chamando os comentários do Presidente de “surpreendentes” e insistindo que os dois vizinhos estão cooperando em planos de segurança para sua fronteira compartilhada, que está fechada há mais de um ano. 

Apesar das extensas evidências da ONU, Ruanda sempre negou armar e apoiar o grupo rebelde M23, que recentemente tomou grandes partes do leste da RD do Congo junto com as tropas ruandesas. Ruanda também negou ligações com o ressurgente grupo rebelde Red Tabara, que o presidente Ndayishimiye diz ser uma força proxy semelhante ao M23 e está sendo apoiado por Ruanda para desestabilizar o Burundi. 

“Eles diriam que é um problema interno quando é Ruanda quem é o problema. Sabemos que ele [o presidente de Ruanda, Paul Kagame] tem um plano para atacar Burundi”, acrescentou Ndayishimiye, garantindo ter informações confiáveis da inteligência. 

Ndayishimiye acrescentou: “Estamos a pedir aos nossos vizinhos que respeitem os acordos de paz que fizemos. “Não há necessidade de entrarmos em guerra. Queremos o diálogo, mas não ficaremos parados se formos atacados”, disse o Presidente, em declarações à BBC. 

A Rússia lançou 117 drones contra a Ucrânia, na noite passada, incluindo aparelhos reais e réplicas, que as forças russas usam para confundir as defesas inimigas, segundo comunicado da Força Aérea ucraniana.

As defesas aéreas ucranianas abateram 56 drones de ataque Shahed e outros modelos de aparelhos aéreos não tripulados de ataque, durante a noite, no norte, sul, leste e centro da Ucrânia, de acordo com a nota da Força Aérea, citada por Lusa.

Outros 48 drones, sem cargas explosivas, réplicas dos aparelhos aéreos não tripulados Shahed, caíram sem causar danos.

O ataque causou danos nas regiões de Sumi (nordeste), Dnipropetrovsk, Kirovohrad e Cherkasy (centro).

Este mais recente ataque com drones ocorreu depois de a Rússia e a Ucrânia terem garantido aos EUA, na terça-feira, que iriam trabalhar para o estabelecimento de uma trégua aos ataques no Mar Negro e às infraestruturas energéticas, sem estabelecer condições concretas ou calendários para este cessar-fogo parcial.

A guerra na Ucrânia começou em 2014 com a anexação da península ucraniana da Crimeia pela Rússia e, posteriormente, em 24 de fevereiro de 2022 as tropas russas invadiram o território ucraniano.

Pelo menos 54 pessoas foram mortas em um ataque aéreo militar, num mercado local na região ocidental do Sudão, segundo relataram grupos de ajuda na terça-feira.

O ataque à vila de Tora na segunda-feira causou um incêndio enorme. Os militares sudaneses negaram ter como alvo civis, chamando as alegações de “incorretas”. No entanto, grupos de direitos humanos condenaram o ataque, chamando-o de “crime de guerra” devido ao seu impacto em áreas densamente povoadas. Mais da metade das vítimas eram mulheres, e pelo menos 23 outras ficaram feridas.

O conflito em andamento, que começou em abril de 2023, deixou mais de 28.000 mortos, com milhões de deslocados. A situação em Darfur continua terrível, pois ambos os lados continuam a aumentar a violência.

A Rússia exigiu, hoje, uma ordem dos Estados Unidos à Ucrânia, para um acordo sobre a navegação comercial no Mar Negro, e apelou ao levantamento das restrições ao comércio de cereais e fertilizantes russos.

“A nossa posição é simples: não podemos confiar na palavra dessa pessoa”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, a uma televisão russa, referindo-se ao Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, segundo a agência espanhola EFE, citada por Lusa. 

Lavrov insistiu que a Rússia precisa de garantias claras sobre o comércio no Mar Negro, e exigiu que a Rússia deixasse de ser excluída do mercado mundial de fertilizantes e cereais, devido às sanções ocidentais,  por ter invadido a Ucrânia em Fevereiro de 2022.

O ministro disse que a Rússia é “a favor da retoma da iniciativa do Mar Negro sob uma forma mais aceitável para todos”.

Referiu que a questão foi debatida como uma prioridade nas conversações com representantes dos Estados Unidos que decorreram na segunda-feira na Arábia Saudita.

Lavrov afirmou que Moscovo quer que “o mercado dos cereais e o mercado dos fertilizantes sejam previsíveis” para que ninguém tente retirar a Rússia destes mercados.

Segundo Lavrov, a Rússia está preocupada com a situação alimentar em África e noutros países do Sul global que disse terem sofrido com “os jogos do Ocidente”, de acordo com a agência russa TASS.

A chamada Iniciativa do Mar Negro esteve em vigor entre 2022 e 2023, permitindo  exportação de cereais ucranianos, vitais para o abastecimento alimentar mundial, que estavam retidos nos portos do país cercados pela Rússia.

A Rússia retirou-se do acordo ao fim de um ano, queixando-se de que o Ocidente não estava a honrar os compromissos de aliviar as sanções sobre as exportações russas de produtos agrícolas e fertilizantes.

O acordo teve mediação do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e da Turquia, país onde funcionou uma comissão conjunta de inspeção dos navios envolvidos no transporte dos cereais ucranianos por Moscovo recear que transportassem armas para Kiev.

Durante a vigência do acordo, saíram da Ucrânia cerca de 33 milhões de toneladas de cereais e outros produtos agrícolas, o que afastou o cenário de insegurança alimentar mundial.

O Governo norte-americano, liderado por Donald Trump, pediu, hoje, ao Supremo Tribunal, que suspendesse a decisão que determina a readmissão de milhares de funcionários federais, dispensados em despedimentos em massa, com o objetivo de reduzir drasticamente a despesa. O recurso de emergência defende que o juiz não pode obrigar o poder executivo a recontratar mais de 16 mil funcionários em período probatório.

O juiz da Califórnia concluiu que as demissões não seguiram a lei federal, e ordenou que as ofertas de reintegração fossem enviadas enquanto o processo se desenrola.

O apelo pede ainda que a mais alta instância judicial nos Estados Unidos, de maioria conservadora, controle o número crescente de juízes federais que têm vindo a atrasar a agenda abrangente do presidente Donald Trump.

“Só este Tribunal pode pôr fim à usurpação de poder entre os ramos”, pode ler-se no recurso, citado pela agência Associated Press (AP).

O sistema judicial federal do país tornou-se o ponto zero da resistência a Trump, com o Congresso liderado pelos republicanos a apoiar ou amplamente silenciado. Os juízes decidiram contra a administração Trump mais de três dezenas de vezes, depois de terem encontrado violações da lei federal.

As decisões abrangem desde mudanças na cidadania por direito de nascença até despesas federais e direitos transgénero.

O juiz distrital dos EUA, William Alsup, em São Francisco, decidiu que os despedimentos foram indevidamente orientados pelo Gabinete de Gestão de Pessoal e pelo seu diretor interino.

A decisão do juiz surgiu após uma ação judicial interposta por uma coligação de sindicatos e organizações sem fins lucrativos que argumentaram que seriam afetados pela redução de mão-de-obra.

Alsup, que foi nomeado pelo presidente democrata Bill Clinton, expressou frustração com o que chamou de tentativa do governo de contornar as leis e regulamentos, despedindo trabalhadores em período probatório com menos proteções legais.

O advogado Norm Eisen, um dos advogados que representa os queixosos, prometeu defender a decisão do juiz. “A nossa coligação continua empenhada em garantir que a justiça prevaleça para todos os trabalhadores em período probatório afetados”.

O governo federal, por outro lado, disse que a ordem abrangente que exige que os funcionários sejam recontratados vai além da autoridade legal do juiz.

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