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Programada para às 12 horas locais, em Washington, e às 18 horas de Moçambique, a cerimónia de tomada de posse do novo presidente dos Estados Unidos da América vai contar com a presença de políticos internacionais, dos quais nenhum líder da União Europeia. Joe Biden, Barack Obama, Bill Clinton e George Bush vão assistir o evento, cuja segurança será garantida por mais de 21 mil agentes.

Faz parte da lista de dois presidentes eleitos para o segundo mandato não consecutivos e será o segundo estadista a tomar posse no interior do Capitólio, depois de Ronald Reagan, em 1985,  devido ao frio intenso.

A lista de convidados para o evento foi formulada directamente pelo líder republicano e  engloba aliados próximos e mundiais de extrema-direita, assim como antigos chefes de Estado.

Entre os  presidentes convidados estão o da China, Xi Jinping, que se fará representar por altos responsáveis do seu Governo, o da Argentina, Javier Milei, que inclusive confirmou a presença. 

Equador, El Salvador,  Índia e Japão também irão enviar representantes. Da Europa, Giorgia Meloni, será a única líder dos 27 Estados-membros da UE a marcar presença.

Os antecessores de Trump também estarão na cerimónia, entre eles Joe Biden, Barack Obama que não estará acompanhado da mulher, Bill Clinton e George W. Bush. 

Além dos políticos, Trump decidiu chamar os amigos e parceiros económicos para verem de perto o seu  regresso à Casa Branca. Os empresários Elon Musk, Mark Zuckerberg e Jeff Bezos têm presenças confirmadas.

Mais de 25 mil membros da guarda nacional de 40 Estados foram destacados para garantir a segurança do evento, que contará com mais de 470 mil pessoas. O perímetro de segurança será apertado. Após a tomada de posse, Trump e seu vice-presidente vão dirigir-se a um Estado local, onde farão discursos públicos.

Pelo menos 70 pessoas morreram no centro-norte da Nigéria depois que um camião-tanque de gasolina explodiu após cair nas primeiras horas da manhã de sábado, informou a agência de resposta a emergências do país.

Quase todas as vítimas eram moradores locais que correram para recolher o combustível que vazou quando o camião-tanque capotou.

Este não foi o primeiro incidente desse tipo. Com a ausência de um sistema ferroviário eficiente para transportar cargas, acidentes fatais com camiões são comuns na maioria das principais estradas da Nigéria.

Além disso, o preço da gasolina aumentou mais de 400% desde maio de 2023, quando o presidente Bola Tinubu eliminou um subsídio ao combustível de décadas.

Isso levou muitos a arriscarem suas vidas para recuperar combustível durante acidentes com camiões-tanque.

Em outubro do ano passado, mais de 170 pessoas morreram em um incidente semelhante no estado de Jigawa, no norte da Nigéria.

O último contingente de 217 agentes da polícia queniana chegou à capital haitiana, Porto Príncipe, no sábado, onde foram recebidos pelo primeiro-ministro Alix Didier Fils-Aime.

Eles estão a ser enviados ao país caribenho para dar suporte a uma missão de segurança internacional com falta de pessoal.

Cerca de 10 países prometeram enviar tropas para o Haiti como parte de uma força anti-gangues, apoiada pelas Nações Unidas, mas poucas foram mobilizadas até agora.

O Quénia começou a enviar policiais ao país em junho do ano passado e agora tem mais de 600 pessoas no local.

O presidente William Ruto prometeu um total de mil soldados como parte da missão de Apoio Multinacional à Segurança (MSS).

As Nações Unidas disseram que mais de 5 600 pessoas foram mortas na crescente violência de gangues no Haiti no ano passado.

Os conflitos também deixaram mais de 700 mil haitianos desabrigados nos últimos anos, muitos dos quais se amontoaram em abrigos improvisados ​​e insalubres.

A ONU estima que mais de 80% da capital ainda é controlada por gangues criminosas.

Donald Trump toma posse amanhã como o novo presidente dos Estados Unidos da América e vai governar durante os próximos quatro anos. Com a chegada do republicano à Casa Branca, manteve-se as mudanças globais das quais a paz entre Rússia e Ucrânia e no médio oriente. Perante um silêncio sobre questões africanas, a relação do Pentágono com o continente poderá ser de menos acções.  

Desde a adoção da Constituição em 1789,  47 figuras foram eleitos ou ascenderam ao cargo de Presidente norte americano e, de lá para cá, já se passaram 59 mandatos presidenciais de quatro anos cada.

Na sucessão ao cargo, só dois presidentes conseguiram dois mandatos não consecutivos e curiosamente separados por dois anos. Desta lista cabem Grover Cleveland e Donald John Trump, que toma posse esta segunda-feira.

Aos 78 anos o republicano volta à Casa Branca onde governou como 45º Chefe de Estado, como 47º Presidente eleito e ao lado de James Vance, na vice-presidência, vai conduzir os destinos dos americanos para os próximos quatro anos.

As mudanças na governação norte-americana não só têm efeitos internos, como também movem o mundo, e é por isso que a retoma de Trump à Casa Branca é vista como factor de mudança global.

Orlando Mazuze é analista da política internacional e já esteve envolvido em projectos norte-americanos. Estuda os sinais da política do país e não tem dúvidas de que a retoma de Trump guarda muitas mudanças.

“Na sua primeira passagem pela Casa Branca optou mais pelo isolacionismo, há agora uma tendência de expansionismo. Tanto que falamos, em tom de brincadeira, do interesse de Donald Trump de anexar o Canadá e de comprar, de uma vez por todas, o Panamá (…) Isto, ainda que sejam assuntos que podem ser levados de forma cômica, pode revelar algum interesse do Governo norte-americano de expansionismo”.

Das promessas avançadas pelo republicano para o seu segundo mandato, cinco vigoram como as principais, a saber: deportar imigrantes indocumentados; endurecer medidas sobre economia, impostos e tarifas; eliminar regulamentações climáticas; encerrar a guerra da Ucrânia e médio oriente e não o proibição do aborto.  

E sobre a questão da paz entre Rússia e Ucrânia, a académica moçambicana residente nos Estados Unidos de America, Érica tem algumas reticências ao avaliar pela actual postura adotada por Vladimir Putin. 

“Eu diria que é um pouco imprevisível dizer que o problema da Ucrânia acabe, se for pela conversação. A não ser que haja uma imposição dos Estados Unidos, principalmente em não apoiar a Ucrânia logisticamente, o que vai enfraquecer, e então será obrigada a negociar sem muito espaço de barganha”, explicou a académica moçambicana 

Entretanto, as linhas de interação criadas pela administração Trump, logo após vencer as eleições com destaque para o possível encontro com Putin, traz uma ideia diferente para Orlando Mazuze. 

“Esta será a primeira grande acção, aliás, Donald Trump já se reuniu com Volodymyr Zelensky, no mês passado, em Dezembro, Paris. Há inclusive um ensaio de reunião entre Vladimir Putin e Zelensky. E temos dois países que estão agora a colocar-se à disposição, que são a Sérvia e a Suíça, para ser parte deste encontro. Esta acção, ao meu ver, será prioritária, em termo de política externa norte americana e seria o cumprimento das promessas feitas por Donald Trump, durante campanha eleitoral”,  afirmou Mazuze.  

De volta à presidência, e com  suporte de bilionários, como Elon Musk, Jeff Bezos para além do CEO da Tesla,  o republicano tem a missão de continuar com as tendências económicas bem aprimoradas por Joe Biden, após a devastação pela Covid-19.

Os bens e serviços dos EUA negociados com África totalizaram 83,6 mil milhões de dólares  em 2021, e os investimentos e programas de apoio cresceram nos últimos quatro anos. Para os analistas, prevê-se poucas mudanças neste contexto porém havendo, poderá ser de forma isolada. 

Apesar da política isolacionista de Trump para com a África, Moçambique poderá ter algum aproveitamento na comercialização do gás natural, caso o republicano decida suspender a lei que interdita a exploração de gás natural norte americano para o exterior.

Quando forem 12 horas locais, Trump que já está na capital Washington DC, ira perante o Juiz chefe dos Estados Unidos, John Roberts, prestar o juramento assumindo o cargo perante os convidados do evento a ter lugar no Capitólio.

No que toca à política externa africana não foi matéria na primeira governação de Trump. Daí a questão: Como será a relação entre os Estados Unidos de America e Africa.

O cessar-fogo na faixa de Gaza entrou em vigor neste domingo, às 11h15 do horário local, mesma hora de Maputo, após 15 meses de conflito e um atraso de três horas em relação à hora de início original.

O acordo prevê que os ataques entre Israel e o Hamas parem e que os reféns israelitas detidos pelo Hamas sejam libertados, por fases, em troca de prisioneiros palestinos mantidos em prisões em Israel.

A confirmação foi dada pelo gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, após ser compartilhada a lista dos 33 reféns que serão libertados pelo Hamas como parte da primeira fase do acordo de cessar-fogo.

A lista, publicada por Israel, inclui os reféns mais jovens e mais velhos feitos pelo Hamas em 7 de Outubro.

O cessar-fogo deveria ter começado às 8h30 deste domingo, mas Israel adiou o início faltando menos de uma hora, depois que o Hamas não cedeu a lista de reféns a tempo, devido a razões técnicas de campo.

Pelo menos 70 pessoas morreram, no centro-norte da Nigéria, depois da explosão de um camião-tanque de gasolina, que  caiu nas primeiras horas da manhã de sábado. A informação foi partilhada pela  agência de resposta a emergências da Nigéria.

As vítimas eram, na sua maioria, moradores locais que tentavam recolher o combustível que saía do camião.

“Eles terminaram de recolher o combustível e trouxeram um gerador para usar para transferir o combustível para outro camião. E quando eles ligaram o gerador, a explosão aconteceu”, disse uma testemunha à imprensa local.

Refira-se que este não o primeiro acidente do género. Com a ausência de um sistema ferroviário eficiente para transportar cargas, acidentes fatais com camiões são comuns na Nigéria.

Além disso, o preço da gasolina aumentou mais de 400%, desde Maio de 2023, quando o presidente Bola Tinubu eliminou um subsídio ao combustível, de décadas.

Isso levou muitos a arriscarem suas vidas para recuperar combustível durante acidentes com camiões-tanque.

Em Outubro do ano passado, mais de 170 pessoas morreram em um incidente semelhante no estado de Jigawa, no norte da Nigéria.

O governo francês compromete-se a desembolsar cerca de 430 milhões de euros de apoio às áreas de investimento, água, energia, agricultura, saúde e ensino superior em Angola. A quantia foi anunciada, esta quinta-feira, por Emmanuel Macron à luz da visita do chefe de Estado angolano àquele país europeu.

Desde a chegada ao poder em Setembro de 2017, João Lourenço tem mantido o foco na diversificação da economia do país, que continua dependente do petróleo, para tal não fecha portas aos investimentos estrangeiros.

Um mês após receber o presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, João Lourenço está na França, desde quinta-feira, para uma visita de trabalho de dois dias, onde, ao fim do primeiro dia, já conseguiu sensibilizar o empresariado francês para novos investimentos no seu país.

“A França é o principal investidor em Angola e a sua visita permite-nos avançar os nossos projectos em muitas áreas. A compra de um satélite de observação da Terra com  o envolvimento da Airbus Defence & Space e da Société Générale,projeto que inicia um programa mais amplo no espaço, projeto liderado pela Suez que irá reforçar o acesso à água em Luanda para 3 milhões de habitantes”, disse Emmanuel Macron, Presidente da França.

No total, foram assinados contratos que correspondem a mais de 430 milhões de euros em investimentos, anunciou Macron.

“Assumimos também um memorando de entendimento sobre um projecto de irrigação, para reforçar a segurança alimentar, com um empréstimo da AFD de 100 milhões de euros que faz parte no âmbito do desenvolvimento da nossa parceria agrícola. E, finalmente, estamos empenhados em reforçar a nossa  cooperação em segurança interna para lutar contra a imigração irregular,o terrorismo, o crime transnacional e o tráfico”.

Apesar do investimento, João Lourenço quer mais. O Presidente angolano vai discursar durante o Fórum económico França-Angola marcado para esta sexta-feira , que vai marcar o fim de estadia de dois dias. Esta é a segunda vez que João Lourenço visita a França na era Macron , a primeira foi em 2018.

 

O continente africano registou 77 888 casos de monkeypox (mpox), dos quais 16 767 confirmados em laboratório, e 1 321 mortes em 21 países, desde o início de 2024. O anúcio foi feito, esta quinta-feira, pela agência de saúde pública da União Africana.

“Estamos novamente a enviar uma forte mensagem de que o monkeypox continua a ser uma grave emergência de saúde pública em África”, disse o diretor dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças em África (África CDC), John Kaseya, citado por Lusa.

Dos países que registaram surtos no continente, 13 estão na “fase activa”, incluindo a República Democrática do Congo, que continua a ser o epicentro da epidemia.

Segundo o CDC, a região centro-africana é, de facto, responsável por 85% das infeções e 99,2% das mortes.

Entretanto, oito países encontram-se na chamada “fase controlada”, incluindo quatro – África do Sul, Gabão, Marrocos e Zimbabué – que não registaram novos casos nos últimos 90 dias.

Além disso, na sequência do abrandamento da vacinação contra a doença no início de Dezembro, Kaseya comunicou uma nova estratégia para acelerar a imunização que, em vez de dar prioridade aos contactos dos doentes, se centrará na vacinação em massa das comunidades nas zonas mais afetadas.

Refira-se que a agência de saúde pública da UA declarou o mpox uma emergência de saúde pública continental em 13 de Agosto e, no dia seguinte, a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou um alerta sanitário internacional para a doença.

O alerta da OMS refere-se à rápida propagação e à elevada mortalidade em África da nova variante (clade Ib), da qual foram identificados vários casos fora do continente em pessoas que viajaram para zonas de África, onde o vírus circula intensamente.

Um total de 33 reféns, na faixa de Gaza poderão ser libertados, a partir deste fim de semana. Israel e o grupo Hamas chegaram a um acordo de cessar-fogo no conflito que dura 1 ano e 3 meses. A novidade foi confirmada pelos Estados Unidos e pelo Catar, mediadores do conflito.

A informação já circulava pelos corredores da imprensa internacional, mas Donald Trump foi quem confirmou os boatos. Trump antecipou-se ao pronunciamento oficial que seria dado pelas autoridades do Catar, também mediador do conflito, nesta quarta-feira.

O presidente-eleito dos Estados Unidos da América publicou na sua rede social Truth o texto “Temos um acordo sobre os reféns”, segundo escreve a RTP Notícias.

Mais tarde, o primeiro-ministro do Qatar deu uma conferência de imprensa  e confirmou a notícia.

O acordo, intensamente negociado por Catar, Estados Unidos e Egito, e concluído poucos dias antes do retorno de Donald Trump à Casa Branca, prevê a troca, numa primeira fase, de 33  reféns israelenses por prisioneiros palestinos mantidos por Israel.

A primeira fase de tréguas deverá durar 42 dias e inclui o cessar-fogo em Gaza, a retirada gradual das forças militares israelitas presentes no enclave, refere a agência de notícias Reuters.

A confirmação das tréguas levou milhares de palestinianos às ruas de Gaza, em festejos, e igualmente centenas de pessoas em Telavive, com cartazes e cânticos.

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