Há mais de um ano que está atrasado o arranque das obras de pavimentação da Avenida Dom Alexandre, no município de Marracuene. O INGD, dono da obra, aponta a complexidade de contratação do fiscalizador como causa do atraso
Trata-se de uma via bastante movimentada que liga os município de Maputo e Marracuene. Uma ligação rodoviária de 10 quilómetros feita em más condições.
O arranque das obras de melhoria da estrada degradada e, por vezes, até intransitável, estava previsto para Setembro de 2023 e inserem-se no âmbito de um fundo do Banco Africano de Desenvolvimento para o projecto de Seguro, Financiamento e Resiliência Climática. Ao todo são 47 milhões de dólares, parte dos quais destinados à melhoria da via, porém as obras nunca arrancaram.
São 10 quilómetros da estrada nas mãos do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres.
Em Setembro de 2023, o INGD prometeu aos munícipes de Marracuene uma via melhor.
No terreno, o cenário é o oposto de uma via melhor. Buracos, poças de água e montão de areia são situações comuns encontradas na avenida.
A via continua desgastante para os automobilistas.
“É muito triste viver nestas condições, há vários anos que está estrada prejudica nossas vidas”, reclamou Tomás, automobilista.
Os que dependem da via para fazer o seu negócio ficam limitados sempre que chove. É o caso da comerciante de frutas, dona Amélia, que fica sem trabalhar sempre que a chuva cai.
Passa já um ano e quatro meses depois do prazo estabelecido para o início das obras de reabilitação da avenida Dom Alexandre em Marracuene, ou seja, o INGD não construiu nem a metade do que prometeu aos munícipes. No ano passado justificou que as obras estavam reféns da contração de um fiscal.
Confrontado, uma vez mais, o porta-voz do INGD traz a mesma justificação.
A contratação do fiscal poderá ser concluída até Fevereiro e o INGD garante o início das obras ainda este ano.
“Neste momento, a avaliação das propostas técnicas foram submetidas para a não-objeção e acreditamos nós que, tendo em conta aquilo que é o cometimento de todas as partes envolvidas neste processo, que dentro da próxima semana possamos ter também a não-objeção deste relatório técnico que foi submetido ao financiador”, justificou Paulo Tomás, porta-voz do INGD.
A contratação do fiscal poderá ser concluída até Fevereiro e o NGD garante o início das obras ainda este ano.
“E tendo em conta também, se tudo ocorrer dentro da normalidade, possamos ter até meados de Fevereiro o contrato assinado, que é para esta empresa de fiscalização iniciar com aquilo que são os trabalhos previstos nos termos de referência, mas como já existe um trabalho preliminar, não poderá levar muito tempo e temos fé que ainda este ano as obras possam iniciar”, avançou.
Saindo da Avenida Dom Alexandre, não é preciso ir longe. Logo à entrada da rua Rua da FAO, na via CMC-FACIM, amontoados de areia confundem-se com lombas que engoliram aquela estrada.
Com uma extensão também de 10 quilómetros, a via de acesso de terra batida está em más condições e os condutores dizem que vão somando prejuízos nas suas viaturas.
Segundo os munícipes, até houve promessa de construção de uma estrada por parte das autoridades locais.