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INGC “caça” financiamento para apoiar vítimas de desastres naturais

O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades esteve reunido esta segunda-feira, em Maputo, com o sector privado e seus parceiros para buscar dinheiro com o objectivo de melhorar a sua capacidade de resposta às pessoas afectadas pelos desastres naturais.

Apesar do Governo ter criado, no ano passado, o Fundo de Gestão de Calamidades, e que conta com o dinheiro transferido do plano de contingência, a Directora-geral do INGC revelou que este não é suficiente para assistir a todas pessoas afectadas pelos desastres.

“Temos a previsão de que ao longo deste ano, logo que se tornar efectivo o projecto que temos com o Banco Mundial, também tenhamos alguma contribuição adicional na ordem de cerca de cinco a nove milhões de dólares”, assegurou Augusta Maíta, Directora-geral do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades.

Neste momento, o INGC precisa de cerca de 280 milhões de meticais por mês para tirar cerca de 430 mil pessoas em situação de insegurança alimentar. “Até este momento, nós temos estado a trabalhar com os nossos parceiros que têm estado a apoiar metade deste número porque estamos a falar, no global, de 814 mil pessoas. Mas neste momento temos assistência garantida para os próximos três meses a metade destas pessoas. Mas já estamos a mobilizar mais recursos para a outra metade nos próximos três meses”, admitiu a directora-geral do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades.  

Para esta época chuvosa, o Governo disponibilizou cerca de 206 milhões de meticais para o Fundo de Gestão de Calamidades.

Época chuvosa 2018-2019 e seus impactos

Ainda no encontro com os diversos parceiros, Augusta Maíta fez um balanço preliminar naquilo que, até agora, são as consequências negativas desta época chuvosa, desde a perda de vidas humanas, passando pelo sector agrícola e desaguando nas infra-estruturas.

Ao todo, foram 50 pessoas que perderam a vida por conta dos desastres naturais, sendo que na sua maioria foi por descarga atmosférica e várias infra-estruturas destruídas.

Assim, “temos 18 unidades sanitárias destruídas, algumas salas de aulas, dentre elas 42 parcialmente destruídas e 138 totalmente destruídas, 142 escolas afectadas até agora e um universo de 137.263 alunos afectados. Aqui indicamos também 71 postes de energia que foram abaixo”, enumerou a Directora-geral do INGC, Augusta Maíta.

Outro sector que não escapou à fúria da natureza é o da agricultura, o que poderá comprometer a campanha agrária desta época. É que até agora, 85 mil produtores perderam cerca de 80 mil hectares da produção como consequência das chuvas e da seca.

“Aqui destacamos o milho, feijão e o amendoim. As províncias mais afectadas são Gaza e Maputo, sobretudo, por causa dos efeitos da estiagem. Nós estamos a viver uma seca que já leva algum tempo e tem estado a criar-nos alguns desafios como Governo”, reconheceu Augusta Maíta, acrescentando que é o executivo que tem a responsabilidade de sensibilizar os parceiros para ver como podem ajudar.

 

 

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