Ao assinalar o quinto aniversário da maior unidade sanitária da província da Zambézia, o director-geral do Hospital Central de Quelimane, Ladino Suade, fez saber que para uma unidade daquele nível funcionar anualmente, com bens, serviços e manutenção de equipamentos, precisa de aproximadamente 200 milhões de meticais.
O Hospital Central de Quelimane (HCQ) assinalou, esta quarta-feira, cinco anos da sua existência, desde que entrou em funcionamento em 2016. Trata-se de um empreendimento com a capacidade de 600 camas, cujas obras de construção iniciaram em 2014 e terminaram em 2016. A inauguração foi feita pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, a 27 de Outubro de 2017.
A construção da maior unidade sanitária da Zambézia custou pouco mais de USD 55 milhões, fundos disponibilizados pela Coreia do Sul através da Exim Bank.
Em funcionamento, o hospital iniciou com 300 trabalhadores, número correspondente à qualidade de trabalho que recebia, mas, volvidos cinco anos, houve uma evolução, sendo que o número de funcionários ronda os 800, entre os quais quadros qualificados e médicos especialistas.
Com o hospital central a funcionar, Zambézia passou a contar com unidade sanitária de nível quaternário, com serviços especializados, nomeadamente para o tratamento de problemas renais, gastro, cardiologia, neurologia, entre outros que a província não tinha.
“Sendo este hospital de nível quatro, o mesmo foi concebido com todos os serviços necessários, não obstante os desafios que ainda temos, de instalar serviços de diálise e oncologia”, disse Ladino Suade, afirmando que o impacto dos serviços prestados pelo Hospital Central de Quelimane se nota pela redução de doentes na ordem de 80% que eram transferidos para outros hospitais centrais.
“A província deixou de ter pacientes internados no chão com o nível de camas de que dispomos neste hospital. São 600 camas e o nível de ocupação ronda por aí 78%, ou seja, ainda não atingimos 100% de ocupação”, precisou o director-geral do HCQ, afirmando que um grande esforço foi evidenciado pelo Ministério de Saúde de alocar médicos especialistas para fazer face à demanda.
Segundo disse, iniciou a formação de médicos especialistas em ginecologia obstetrícia, cirurgia geral e urologia.
Para um hospital daquele nível funcionar, precisa de pelo menos MZN 200 milhões anualmente para bens, serviços e manutenção de infra-estruturas e equipamentos. O director não foi preciso quanto é alocado, mas garantiu que, com os esforços do Governo, os orçamentos cobrem grande parte das despesas. Aliás, disse que os orçamentos são suficientes para fazer face às actividades levadas a cabo pelo hospital.
Já o governador da Zambézia, Pio Matos, presente nas cerimónias, lançou críticas contra aqueles que, a todo o custo, procuram minimizar os trabalhos levados a cabo pelos profissionais afectos no Hospital Central de Quelimane.
“Os funcionários desta instituição têm sabido ser dedicados, porquanto salvam vidas humanas através do conhecimento, amor e esperança que transmitem ao povo”, disse o governante.
Disse ainda que, muitas vezes, acompanha pela negativa o Hospital Central de Quelimane a ser referenciado, ora porque só se morre. “Não diria que são detratores, mas todo aquele que leva o seu familiar ao hospital espera levá-lo de novo com vida. Sempre que acontece um infortúnio, é responsabilizada a fraca capacidade de resposta do hospital, mas nunca nós estamos atentos para verificar quantos entram sem esperança de vida e saem com os seus próprios pés, graças ao empenho que os funcionários têm dado todos os dias”, disse o governante.
Por ocasião da efeméride, o primeiro bebé que nasceu no hospital há cinco anos, foi agraciado com um presente. Foram também homenageadas individualidades e instituições.