O Hospital Central de Maputo diz que apenas 60 dos 600 médicos aderiram à greve. Apesar da situação, a direcção da maior unidade sanitária do país garante estar pronta para responder à demanda durante a quadra festiva.
Com as festas de Natal e fim de ano à vista, aumenta o número de pacientes que procuram por atendimento no Hospital Central de Maputo.
Com a greve dos médicos em curso, 60 médicos paralisaram as actividades na unidade sanitária em referência.
“Estamos a registar algumas ausências, embora sintamos que os nossos apelos estão a ser respondidos, pois alguns colegas têm estado a trabalhar e redobram esforços para garantir que todos os pacientes sejam atendidos. Neste momento, não há doente que chegue ao hospital e não receba atendimento”, disse Mouzinho Saíde, director-geral do HCM.
Os casos de acidentes de viação e agressões físicas são os que mais dão entrada nos serviços de urgência da maior unidade sanitária do país. Na sua maioria, necessitam de transfusão de sangue.
Falando a jornalistas, em conferência de imprensa, esta segunda-feira, Mouzinho Saíde explicou que ainda há falta de 200 unidades de sangue para completar as 600 necessárias para responder à demanda nas festas.
“Temos um registo de 412 unidades de sangue em stock, precisamos de mais para garantir que qualquer situação que possa ocorrer tenha resposta.”
Ainda assim, o director-geral do HCM garante que há medicamentos suficientes e que todos os serviços estarão a funcionar normalmente durante a quadra festiva.
Os profissionais de saúde alertam para o aumento de algumas doenças neste período de festas, devido ao calor intenso, e reiteram para o reforço da hidratação, higienização e melhor conservação dos alimentos.