Falta menos de um mês para o arranque do ano lectivo, entretanto, os vendedores de material escolar queixam-se de fraca procura, na cidade de Maputo e apelam aos pais e encarregados de educação que evitem enchentes de última hora.
A contagem é decrescente para o regresso às aulas, cuja abertura do ano lectivo está prevista para 31 de Janeiro.
Uniforme escolar, pastas, cadernos e material diverso, já começam a preencher as avenidas da cidade de Maputo e as montras de várias lojas.
Acompanhada de seus filhos que irão frequentar a quarta e sétima classes, Orquídea Mate decidiu preparar tudo, ainda cedo e explicou que “Por acaso foi muito fácil comprar material escolar, consegui tudo. Por acaso, eu tenho comprado no mês de dezembro, so que no dia em vim, não tive como estacionar, então, eu preferi voltar. Acho que é mais fácil para mim agora. Não tem muito movimento”.
Para alguns pais e encarregados de educação, o ideal é mesmo evitar as enchentes e filas longas que marcam as vésperas do início do ano lectivo e possíveis especulações dos preços.
“Do princípio, até já devia ter comprado. Atrasei um bocado. Normalmente, eu compro antes das festas. É mais tranquilo. As lojas não estão cheias. Tem muito material agora. Antes daquela grande concorrência. ”
Enquanto isso, os vendedores do mercado formal e informal fazem de tudo para garantir mais uma compra.
Para já, os comerciantes garantem que os preços mantêm-se estáveis, em comparação com o ano passado.
“Na verdade, os preços mantêm-se. Mesmo do ano passado. O que alterou-se um pouco é o caderno de capa preta. O sul africano custa 340 e o nacional 250”, explicou um vendedor.
Apesar da disponibilidade do material escolar, os vendedores queixam-se de fraca procura.
“Eu acho que as pessoas ainda não receberam, por isso o movimento esta fraco. Mas para quem já tem condições, que venha adquirir o material escolar o mais rápido possível. É porque não dá para deixar tudo para depois. Na última hora, acabamos registando enchente. Alguns clientes levam o material. Depois, quando chega o momento de a gente fazer a conferência do próprio material, um ou outro cliente chega aí a reclamar.”
Entre as razões da fraca procura por material escolar, alguns vendedores acreditam que a falta de dinheiro seja uma delas, devido aos gastos com as festas de celebração do Natal e da passagem do ano.

