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Fiéis prestam homenagem a Dom Osório na primeira missa após o seu assassinato

A Igreja Católica celebrou, este domingo, a primeira missa sem a presença de Dom Osório Citorra Afonso, Bispo da Diocese de Quelimane, assassinado na madrugada de sábado por indivíduos ainda não identificados. A cerimónia ficou marcada pela emoção, consternação e revolta dos fiéis, que lamentaram a perda de uma das figuras mais influentes da Igreja na província da Zambézia.

Durante a celebração, realizada na Sé Catedral de Quelimane, fiéis e religiosos rezaram pela alma do prelado e recordaram o legado que deixa à Igreja e à sociedade. Dom Osório era amplamente reconhecido pela sua humildade, proximidade com as comunidades e pelo compromisso com a promoção da paz e da convivência harmoniosa entre diferentes grupos religiosos.

Na homilia, o padre Manuel Damião destacou os valores que marcaram o ministério episcopal de Dom Osório, apelando à união, ao amor ao próximo e à dedicação ao trabalho. O sacerdote considerou que os frequentes casos de assassinato registados no país são um reflexo de uma profunda crise de valores na sociedade, defendendo a necessidade de uma reflexão colectiva sobre o futuro que se pretende construir.

O ambiente na catedral foi dominado pela dor e pela tristeza. Muitos fiéis manifestaram indignação perante o crime e exigiram que as autoridades esclareçam as circunstâncias do assassinato e responsabilizem os seus autores.

Entretanto, circula nas redes sociais um vídeo que mostra Dom Osório em diálogo com fiéis muçulmanos, defendendo a união entre os povos independentemente da religião. A mensagem, que volta agora a ganhar destaque, é apontada como um dos símbolos do seu percurso pastoral e do seu empenho na promoção da tolerância e do entendimento entre comunidades.

Até ao fecho desta edição, a Diocese de Quelimane ainda não havia anunciado as datas das exéquias fúnebres do bispo.

 

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