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Famílias continuam a abandonar zonas de risco em Sofala  

Foto: Diário Económico

Tende a aumentar o número de famílias que estão a abandonar, voluntariamente e com recursos próprios, as zonas de risco, na vila sede do distrito do Búzi, em Sofala, depois dos apelos lançados no último fim-de-semana pelo Presidente da República.   

As famílias em causa afinal foram atribuídos terrenos em zonas seguras, após a passagem do ciclone Idai, mas teimam em residir nos locais de risco.

No passado sábado, o Presidente da República disse à comunidade do Búzi que a vida não tem segunda época,  aquando da sua visita, e exortou que as pessoas abandonassem imediatamente as zonas de risco. 

É que mesmo depois das inundações, que passaram a ser cíclicas desde 2019, aquando da passagem do ciclone Idai, as famílias teimam em residir em zonas de risco, na vila sede do distrito do Búzi, colocando em risco as suas vidas apesar de terem sido atribuídos terrenos na região de Guara-guara, há cerca de 20 km.

Depois dos apelos do Chefe do Estado tende a crescer o número de famílias a abandonarem voluntariamente as zonas de risco e usando meios próprios. 

Beatriz Alberto, tal como outros moradores da vila sede do distrito do Búzi foi atribuído um espaço na região de Guara-guara, uma zona relativamente mais segura, mas como muitos outros, retornou a vila sede do Búzi.

Neste momento, de acordo com as autoridades do distrito do Búzi, as águas baixaram e já se circula normalmente, mas tendo em conta que se está na época chuvosa, os apelos para abandonar zonas de risco mantêm-se. Búzi continua isolada por via terrestre.

Neste momento, decorrem obras de emergência para repor a circulação entre Tica-Nova Sofala. O trânsito será reaberto, nesta quarta-feira, de forma condicionada, ou seja apenas para viaturas ligeiras.

A reabilitação do troço Tica-Búzi está dependente da redução dos níveis das águas.

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