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O País – A verdade como notícia

O prémio Start-up Challeng da quarta edição da Gala dos MozTech Awards ficou com Claude Champier.

O Start-up Challenge é uma iniciativa inserida na MozTech, promovida pela Leadership Business Consulting e os seus parceiros, e que tem como objectivo identificar e premiar start-ups moçambicanas na área de tecnologias de informação e comunicação.

O jantar de Gala dos MozTech Awards vai decorrer dentro de instantes no Centro de Conferencias Joaquim Chissano. Na gala serão entregues os prémios Carreira e Start-up Challenge.

O prémio carreira é dedicado a uma personalidade que contribuiu de forma activa para o desenvolvimento do sector de tecnologias. Este é considerado o ponto mais alto da gala.

O Start-up Challenge é uma iniciativa inserida na MozTech, promovida pela Leadership Business Consulting e os seus parceiros, e que tem como objectivo identificar e premiar start-ups moçambicanas na área de tecnologias de informação e comunicação.

O evento vai contar com as intervenções do ministro da Ciência Tecnologia, Ensino Superior e Tecnico-Profissional, Jorge Nhambiu, dos parceiros estratégicos MCNet, Standard Bank e do discurso do Presidente da Comissão Executiva da MozTech, Daniel David.

Estarão presentes no MozTech Awards várias personalidades moçambicanas, os oradores, os expositores da feira e representantes do Governo.

A Gala MozTech Awards é um evento que está inserido da maior feira tecnológica moçambicana, a MozTech, que acontece anualmente, e este ano tem como lema: “Era digital: nova forma de viver fazer negócio”. 

O PCA da MCNet, Rogério Samo Gudo, considera a MozTech uma iniciativa que busca soluções para a vida do cidadão. A MCNet parceiro estratégico da maior feira digital reiterou que a através destas parceiras vão se aprimorando e melhorando os serviços que são fornecidos.

MCNet deseja acompanhar o desenvolvimento tecnológico que o mundo vai experimentando a cada dia e bem como divulgar as boas práticas. Samo Gudo diz que as tecnologias reduzem os custos e as distâncias, facilitando deste modo a vida dos utentes dos serviços públicos.

MCNet reitera a contínua busca por melhores opções tecnológicas que dinamizam a vida do cidadão.

Mais de quatro mil trabalhadores estão sem protecção social, em Inhambane, devido a não canalização das suas contribuições ao Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), por parte dos respectivos empregadores.

Os trabalhadores sem protecção social foram abandonados por mais de duzentas empresas, segundo escreve a Rádio Moçambique (RM). As entidades que deixaram os trabalhadores à sua sorte, foram descobertas durante as campanhas de cobrança aos contribuintes. As empresas, que enceraram as suas portas por razões desconhecidas, fazem parte de um total de mil e quinhentas que devem ao INSS pouco mais de quarenta milhões de meticais.

A delegada do INSS em Inhambane, Nura Remane, condena o comportamento destas empresas que violam os direitos dos trabalhadores.

“O ideal é cumprirmos com os prazos e cumprirmos com aquilo que está estabelecido no regulamento de segurança social obrigatório. Pagarmos as contribuições de formas a não deixarmos os nossos trabalhadores em situações penosas como esta. Chega a hora da reforma e não podem ter, porque a empresa é devedora”, disse Nura Remane, citada pela RM.

 

Até ao princípio da noite de ontem, decorriam os trabalhos finais de montagens dos stands e de acertos de som e luz no Centro de Conferencias Joaquim Chissano, local que vai acolher, a partir de amanhã até sexta-feira, a quarta edição da maior feira tecnológica do país, Moztech.

Segundo o director executivo da Moztech, Enoque Jerónimo, tudo está a ser feito ao mínimo detalhe para que os visitantes da feira se sintam bem aconchegados. O responsável adianta que os expositores das áreas de tecnologias de informação e comunicação já confirmaram presença e prometem trazer muita novidade, em termos produtos ligados à era digital que respondem às necessidades do dia-a-dia das empresas e pessoas particulares.

Para as conferências, Enoque Jerónimo destaca que haverá 11 painéis de debates, com diversos temas, todos virados à era digital, que é a temática deste ano. “O fundamental é discutir um pouco de tudo aquilo que está relacionado com a tecnologia, tendo em conta o seu impacto na sociedade, mais concretamente no cidadão e nos negócios”, explica o director executivo da Moztech.

Mais de 100 expositores já garantiram presença na maior feira de tecnologias do país. Ainda ontem, equipas ligadas à organização do evento estavam reunidas para afinar os conteúdos.

 

A empresa Innovation Makers dispõe plataformas digitais que permitem aos bancos montarem agências bancárias virtuais em locais remotos. A solução tecnológica estará exposta na maior feira tecnológica do país, nos próximos dias 24, 25 e 26 de Maio. A plataforma tecnológica foi desenvolvida pela Innovation Makers pensando na inclusão financeira, um dos principais desafios do país.

Segundo Fernando Azevedo Mendes, director da empresa, usando a inovação, os bancos podem interagir de forma mais rápida com seus clientes e chegar em zonas longínquas e de difícil acesso aso serviços financeiros. A empresa fornece equipamentos que possibilitam o auto atendimento aos clientes dos bancos.
 
“Nosso grande objectivo é criar soluções que permitam a inclusão financeira, ou seja, todo um conjunto da população moçambicana que não está bancarizada e que viva à margem do sistema financeiro, com este tipo de soluções, tem acesso a equipamentos tipo ATM que lhes permite fazer pagamentos e depois o banco pode correr atrás desta pessoas utilizando a sua máquina de marketing de modo a chamá-lo para dentro do sistema financeiro“, explica o director da empresa Innovation Makers, Fernando Azevedo Mendes.

Outra solução que está a ser desenvolvida pela Innovation Makers e será apresentada na Moztech é a chamada “Máquinas de Vending”. Através desta solução e sem haver qualquer tipo de envolvimento de dinheiro e com apenas um aplicativo no telemóvel, uma pessoa interage com a máquina, identifica o produto que pretende comprar e paga através de conta móvel. “Ou seja, não há moedas, não há notas, não há trocos, é telefone e caiu produtos“, considera Fernando Azevedo Mendes.

A empresa tem outro tipo de soluções tecnológicas, tais como, a plataforma que é usada no Euromilhões, que foi desenvolvida pela Innovation Makers. Diz que qualquer pessoa pode carregar no seu telefone que tem o Euromilhões e jogar.

“Fomos obrigados pelas lojas virtuais tanto da empresa Apple, como pela Google ao limitar estes jogos ao espaço português porque não queriam que alguém utilizasse a aplicação para fora de Portugal. O licenciamento é apenas para Portugal. Tendo uma conta em Portugal, a partir daqui poderiam jogar“, disse a fonte.

O gestor explica que a empresa participou pela primeira vez na feira Moztech em 2016, onde fez vários contactos, daí que faz uma avaliação positiva. E este ano espera muito mais, na quarta edição da feira Moztech que arranca amanhã.

“Fruto dessa experiência do ano passado, achamos que seria importante este ano termos uma passagem mais forte, mostrar o nosso crescimento no território moçambicano, a nível das soluções que já temos desenvolvido e implementado“, sublinha o director.

O responsável assegura que a empresa que dirige vai continuar a operar em moçambique, independentemente dos cenários de crise. Fazendo uma radiografia do sistema bancário nacional, o director da Innovation Makers considera que os bancos em Moçambique já têm um nível de desenvolvimento muito bom porque há bancos com conjunto de soluções interessantes e que hoje em dia podem desenvolver e enveredar por outros caminhos, como por exemplo, a banca com agências virtuais.

“Os bancos não podem evoluir sozinhos, têm que evoluir com um conjunto de ofertas de serviços. Os bancos têm de trabalhar muito ligados com toda a oferta de comunicações”, defende Fernando Azevedo Mendes.

Na feira, a empresa tem ainda como objectivos apresentar as soluções que possui, entre elas, internet banking, mobile banking, transações financeiras e pagamentos online, de modo a tornar dinâmico o contacto entre as instituições financeiras e seus clientes.

Segundo Fernando Azevedo Mendes, as ideias só viram factores de crescimento quando há capacidade de as fazer acontecer, o que segundo a fonte, tem sido desde o dia do seu lançamento, um dos motes que têm norteado a vida da Innovation Makers, a sua capacidade de antecipar, de criar e de fazer acontecer.

“Na era digital, o mundo é mais dinâmico”

“O momento actual é de transformações, nada é como era. As referências do passado perderam-se. Tudo é diferente e quando assim o é, é sintomático da entrada numa nova era, a era digital. Na era digital, o mundo é mais dinâmico, o conhecimento é valorizado, o cidadão passa a estar no epicentro do mundo, passando a ser rei, o rei da era digital.

Com tamanha mudança, o relacionamento entre as organizações e os seus clientes muda radicalmente. O elo mais forte deixa de estar na empresa, mas sim no cliente, muda a forma de fazer negócios, muda o relacionamento e o atendimento para com eles. E é neste ponto, neste novo paradigma que entra a Innovation Makers, ao idealizar, desenvolver e implementar soluções inovadoras de negócios centradas no utilizador – cliente.

De acordo com o lema da Moztech, criada em 2014, com o objectivo de contribuir para o desenvolvimento e transformação do país, colocando a tecnologia ao serviço do seu povo, é então este o maior e melhor fórum para as empresas da área de inovação apresentarem as suas inovadoras soluções de negócios, centradas no cidadão, no contribuinte, no cliente, o epicentro da nova forma de relacionamento entre a empresa e os clientes.”

 

Jorge Cravo, da Leadership, fala do papel das tecnologias na dinamização da sociedade e da economia. Diz que a Moztech é uma espécie de barómetro do estado das tecnologias em Moçambique. Veja a seguir as linhas de força do seu pensamento.

O que é que levou a Leadeship a abraçar a iniciativa Moztech?
A Leadership acreditou, desde a criação do conceito da Moztech, que a iniciativa era de uma elevada mais-valia para o país, para os sectores público e privado e para os cidadãos. Assim sendo, assumimos o compromisso de parceria com a Moztech desde a primeira edição e sem qualquer hesitação. Desde então, temos contribuído orgulhosamente para a realização da maior feira de tecnologia do país, construindo e materializando a visão de que Moçambique tem que ser parte activa na Sociedade de Informação Global. Hoje, a MozTech é, sem sombra de dúvida, um evento de referência no sector das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no país e na região.

De que forma as tecnologias têm ajudado a Leadership a desenvolver as suas actividades?

A Leadership promove uma cultura de excelência no seio dos seus colaboradores e na relação com os seus clientes. Hoje em dia é difícil alcançar a excelência sem utilizar tecnologias de informação e comunicação (TIC). Somos hoje mais eficientes e mais eficazes na gestão da empresa, graças à utilização de ferramentas e de sistemas que contribuem substancialmente para a melhoria da qualidade do nosso trabalho e da nossa comunicação, bem como para alocação mais adequada dos recursos. Mesmo na interacção com os nossos clientes, procuramos inovar continuamente, melhorando os canais de comunicação e utilizando sistemas de CRM – Customer Relationship Management que nos aproximem, ainda mais, dos nossos clientes.

Que lições é que se podem tirar da edição passada da Moztech?

São várias as lições que podemos tirar da terceira edição da Moztech. Por um lado, a edição passada mostrou-nos que a Moztech já conquistou um espaço importante no panorama nacional e é vista como uma referência no sector das TIC. Por outro lado, o número de expositores, de visitantes e de oradores e o nível de satisfação com o evento também revelou que a iniciativa supera sempre as expectativas dos stakeholders, a cada ano que passa. Sentimos que a tónica da Moztech deve, por isso, continuar na promoção da inovação contínua ao nível dos diversos sectores, bem como no reforço da abordagem GLOCAL: Pensar Global, Agir Local.

Que novidades a Leadership vai apresentar nesta quarta edição da MozTech?

A presença da Leadership este ano estará voltada essencialmente para duas áreas: uma forte aposta na qualidade e relevância dos oradores que trará para esta edição; e a realização de sessões de pitch para apoiar os mais jovens na apresentação dos seus projectos, de forma segura, clara e objectiva. Consideramos que a nossa contribuição para o evento e para o país deve ter uma abordagem dual: por um lado, ao nível das ideias e do conhecimento; e, por outro lado, através de ferramentas que tragam resultados visíveis na vida dos jovens.

Qual é a expectativa da Leadership em relação ao tema deste ano “Era digital: Uma Nova Forma de Viver e Fazer Negócios”?

O tema deste ano é extremamente pertinente, dada as mudanças que a era digital está a imprimir na vida das pessoas e das empresas. Hoje, somos mais tecnológicos do que nunca, tanto em contexto pessoal, como profissional. Há um novo paradigma que é preciso compreender, de forma a poder tirar maior partido desta era. Por isso, a nossa expectativa é de que com a reflexão e discussão à volta deste tema nos diferentes painéis, se consiga criar um rastilho propulsor de uma nova dinâmica digital, tanto ao nível da sociedade, como da própria economia.

Que importância tem este evento para uma sociedade como a moçambicana?

Conforme já referido, a MozTech assume-se já como o evento de referência na área das tecnologias de informação e comunicação em Moçambique. Os diferentes formatos permitem uma conjugação ímpar de experiências e estimulam a participação de públicos com perfis bastante diferenciados.  A MozTech tem tido o mérito de estimular o debate em torno das tecnologias e do seu papel no processo de educação e de participação do cidadão na vida em sociedade, fomentando o acesso a conhecimento e experiências de ponta, contribuindo para a redução da infoexclusão e estimulando a participação dos jovens. Estes são, sem dúvida, alguns dos contributos para a sociedade moçambicana – aproximar Moçambique da Sociedade de Informação Global.

De que forma as ideias da feira podem ser transformadas em factores de crescimento?

A Moztech, por ser um evento anual, funciona como uma espécie de barómetro do estado das tecnologias de informação e comunicação em Moçambique. É neste espaço que se apresentam as iniciativas de TIC mais relevantes que foram concretizadas nos diferentes sectores a nível nacional (público, privado e sociedade civil), assim como se reflectem sobre as orientações estratégicas a seguir, se debatem as iniciativas planificadas para o futuro e se partilham boas práticas nacionais e internacionais. Por esta via, a MozTech é o palco por excelência para a transformação de ideias em planos de acção, o que contribui para o crescimento.

“Na Moztech respira-se tecnologia”

Até que ponto a Moztech pode ajudar na massificação do uso das tecnologias de informação e comunicação no país?
A massificação da utilização das tecnologias de informação e comunicação é um desafio incontornável para Moçambique. É claramente o caminho a seguir.

A Moztech tem o condão de reunir num único espaço todos os stakeholder’s nacionais do sector das tecnologias, ao mesmo tempo que apresenta experiências e produtos tecnológicos internacionais que promovem a utilização mais responsável e segura das tecnologias.

Na Moztech respira-se tecnologia. São três dias intensos onde só se fala e vive tecnologia. Por outro lado, a divulgação do evento é multicanal, com destaque na imprensa escrita, na TV, na internet e na rádio, o que permite garantir uma abrangência de públicos que poucos eventos conseguem. Mesmo quem não tem oportunidade de estar presencialmente na Moztech consegue sentir o ambiente que se vive na Feira e acompanhar as discussões, assegurando que os resultados são disseminados junto de uma franja significativa da população.

O administrador da ITGEST, Vitor Prisca, fala da presença da empresa que dirige em Moçambique e dos desafios para maior inclusão digital da população. Veja a seguir a entrevista ao dirigente da companhia que participa na Moztech.

O que é que levou a ITGEST a abraçar a iniciativa MozTech?
A ITGest implementa soluções tecnológicas com o objectivo de aumentar a eficiência dos seus clientes. É uma empresa participada do Grupo Ideias Dinâmicas – Tecnologias, a ITGest está presente em Moçambique mas também em Angola e Portugal. A partir deste ano vamos iniciar operações na África do Sul e Índia. Sendo a MozTech a maior e mais importante iniciativa ligada ao sector das tecnologias de informação e comunicação em Moçambique não podíamos deixar de estar presentes, até porque se trata de um ano em que estamos a reforçar a nossa presença local. Queremos por isso fazer chegar através da ITGest Moçambique todas as capacidades e competências do nosso grupo.

Que novidades a ITGEST vai apresentar nesta quarta edição do MozTech?

O nosso foco é dar a conhecer as nossas competências, o conhecimento que temos dos processos de negócio e partilhar informação sobre os nossos projectos em Moçambique. Do ponto de vista da oferta de auditoria e consultoria de IT, os nossos serviços têm como objectivo apoiar o CIO e CTO numa visão 360° da gestão e controlo da função de IT, numa lógica de ciclo de vida ao mais baixo custo de posse.  Ao nível das soluções empresariais a nossa parceria com a SAP África permite-nos responder aos desafios mais complexos, somos igualmente SAP Education Center e entidade formadora certificada pelo INEFP.
 
As nossas soluções verticais baseiam-se em produtos desenvolvidos pela fábrica de software em tecnologias abertas. Uma dessas soluções é o CSS-Customer Smart Service para SAP IS U (Industry Solution for Utilities), um front-end unificado em que a experiência de utilizador começa pelo acesso à visão 360° do cliente e a partir daí é orientado ao longo de cada etapa do processo que levou o cliente a se dirigir ao departamento comercial. A primeira versão deste produto destina-se aos processos comerciais das utilities: águas, gás e electricidade. Ajudou a reduzir os tempos de atendimento, as necessidades de formação e os erros na execução dos processos em clientes com mais de 500 mil pontos de entrega e em breve com mais de 1.3 milhões.

Vamos também apresentar o KHIS-Healthcare Information System que é um sistema de gestão clínica e administrativa, capaz de assegurar a gestão de todas as valências de um hospital ou clínica, integrando outros sistemas através do standard HL7. Está presente em hospitais com centenas de camas e que fazem mais de 6.000 operações por ano.
Entre as outras soluções vamos ter igualmente o KLIMS-Laboratory Information and Management System que é uma solução completa para a gestão de laboratórios e de verificação de qualidade de produto em qualquer sector de actividade. Um dos nossos clientes tem utentes de um Hospital no Dubai que acedem aos resultados dos seus testes de DNA através do portal de cliente do KLIMS. Outros em África, eliminaram mais de 30% de fraude interna na realização de análises clínicas através controlo dos consumos de reagentes e consumíveis.

Até que ponto a MozTech pode ajudar na massificação do uso das tecnologias de informação e comunicação como factor de crescimento?

A MozTech é um fórum de partilha de conhecimento e de experiências e isso é essencial para que haja uma compreensão da importância da tecnologia por todos as partes interessadas, públicas ou privadas. O desafio colectivo é como usar a tecnologia para diminuir a exclusão digital entre os meios urbanos e rurais. Em boa verdade há mais de 4,5 biliões de pessoas sem acesso à internet apesar de viverem em zonas com cobertura móvel 2G e 3G, sendo que na África subsaariana quatro em cinco acessos à internet são feitos através de um telemóvel. Os obstáculos a uma maior penetração da internet são os custos dos smartphones e a falta de conteúdos locais, ecossistemas de aplicações que sirvam as necessidades concretas dos utilizadores como seja o acesso a serviços públicos como a educação e a saúde.

Segundo o Fórum Económico Mundial, há uma relação directa entre o acesso à internet e o crescimento do PIB. Por cada 10% de penetração adicional da internet, o PIB per capita cresce 1,2% e caso se trate de banda larga o crescimento é de 1,38%. Por isso, só teremos essa massificação como factor de crescimento, quando se criarem as condições que permitem ao utilizador de um país em vias de desenvolvimento ter a possibilidade de escolher entre o download da última versão de uma app desenvolvida no Silicon Valley ou de outra desenvolvida no seu país de origem. Dessa forma, ele estará ligado ao mundo com mais hipóteses de ter sucesso.

Numa altura em que cerca de 90 por cento dos moçambicanos não tem acesso a uma conta numa instituição financeira formal, as soluções tecnológicas podem ser a solução para expandir os serviços financeiros à população sem acesso a banca. Quem defende é Esselina Macome, assessora da FSD Moçambique. Desde 2014, focada na inclusão financeira, a FSD Moçambique trabalha lado a lado com instituições financeiras e promove o uso de ferramentas tecnológicas para expandir os serviços financeiros para os jovens, mulheres e população das zonas rurais.

Tendências globais mostram que as tecnologias são aliadas do sector financeiro para sua expansão a cada vez mais pessoas. Em Moçambique, apenas 10% dos serviços financeiros disponíveis estão nas zonas rurais.
“Os serviços digitais são aqueles que mais rapidamente vão atingir essa população que está no fim da pirâmide”, diz.

A inovação tecnológica é uma das apostas da organização, por isso esta quarta, quinta e sexta-feiras, a FSD fará parte da quarta edição da maior feira de tecnologias de Moçambique, Moztech, onde ao lado de pastelistas nacionais e internacionais vai debater o tema “O papel das FinTech na promoção da Inclusão Financeira”.
“O nosso painel vai permitir trazer esse debate. O que em Moçambique sabemos sobre as Fintech, que tipo de Fintech nós temos, o que a regulação permite fazer neste capítulo. Teremos também no nosso painel experiências de outros países para sabermos que está acontecer fora de Moçambique, relacionadoas tecnologias financeiras”, explica Macome.

As ideias saídas da Moztech, segundo a companhia, podem contribuir para o desenvolvimento tecnológico e para isso é igualmente importante apostar na formação.
Em Moçambique, quase metade das pessoas com acesso a serviços financeiros formais em áreas rurais, gastam mais de duas horas para chegar a uma instituição financeira, segundo dados do Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural.

 

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