O primeiro painel desta tarde, na MozTech, debateu o tema “Community bulding”, que juntou representantes de três continentes: África (Moçambique e África do Sul), Ásia (Emirados ‘Árabes Unidos) e América (Brasil).
O primeiro a pronunciar-se sobre a tecnologia tendo em consideração o tema proposto foi Lourino Chemane, Professor universitário e Assessor do Ministro da Ciência Tecnologia, Ensino Superir e Técnico-Profissional. Para Chemane, uma das responsabilidades do Governo quando se fala de tecnologias e “Community bulding” é criar condições para que o sector privado possa sentir-se atraído a investir na área. Tal situação, está acontecer. A prova disso, de acordo com Jamo Macanze, Director de Formação, Inovação e Investigação Científica da Empresa Nacional de Parques de Ciência e Tecnologia, é a incubadora da Maluana, província de Maputo, que tem contribuído de modo que os estudantes locais possam assimilar hábitos e experiências tecnológicas capazes de vincar no mundo digital. “Mas, infelizmente, não temos um sector privado incentivado a pensar na inovação, mas nos impostos”, rematou.
Da África do Sul, também houve uma contribuição, de Wonder Ndlovu, Especialista em Inovação e Fundador da Mbula, quem concorda com a ideia de que o Governo deve, sim, preocupar-se em atrair multinacionais ao país porque isso traz conhecimento importante para o desenvolvimento das comunidades. Nesse sentido, avança Ndlovu, a colaboração entre o Governo e as multinacionais é fundamental porque já se perdeu muito tempo no que diz respeito à inovação tecnológica. “O papel do Governo permanece o mesmo conducente ao que se pretende, com agenda, ao nível da comunidade, o que não significa que estamos a retirar o seu papel de liderança. Pelo contrário, deve estar interventivo”. Para que tal aconteça, de acordo com Frank Hendricks, Responsável de Negócio de Vendas da IBM para o Médio Oriente, nos Emirados Árabes Unidos, os investidores devem estar interessados e focados na colaboração e, por sua vez, o Governo deve ser capaz de dar respostas que satisfaçam a inovação na área digital.
Contudo, Guilherme Calheiro, Director de Inovação e Competitividade Empresarial do Porto Digital, no Brasil, não acredita que haja uma forma concreta para criar plataformas tecnológicas, mas desafios, com políticas públicas com incentivos fiscais, que incluam academias de formação e articulação com o sector empresarial. “Tudo resume-se na capacidade de diversas entidades participarem na discussão”, disse o brasileiro.
Os debates continuam no Centro de Conferências Joaquim Chissano, com o tema “Tecnologia no desporto de alta competição”, moderado por Jeremias Langa.