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O País – A verdade como notícia

CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

Subida do metical em relação ao dólar e ao rand sul-africano faz com que o Governo reduza, a partir de hoje, o preço do gás doméstico em 42%, saindo de 70.32 meticais/quilo para 40.57 meticais. Feitas as contas, o preço de uma botija de gás de 11 quilogramas vai passar dos actuais 773 para 446 meticais.

Outro aspecto que terá contribuído para a redução do preço do gás doméstico é a diminuição na procura por este combustível, nas grandes cidades moçambicanas, segundo revelou o director nacional adjunto de Hidrocarbonetos e Combustíveis, Almirante Dima.

Sem revelar muitos dados, Dima disse que o CIF (sigla em inglês que significa Custo, Seguro e Frete) pago na importação de gás doméstico baixou 100 dólares na vizinha África do Sul.

Em sentido contrário, a gasolina passa de 53.57 meticais o litro para 57.89 meticais, um aumento que coloca em situação de aperto os automobilistas, num cenário em que o transporte público de passageiros não se apresenta como alternativa para quem pretende deixar o carro em casa.

De acordo com um comunicado do Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), o preço do gasóleo desce ligeiramente dos actuais 51.79 meticais o litro para 50.48 meticais, uma diferença de 1.31 metical. O petróleo de iluminação aumenta ligeiramente dos actuais 37.88 meticais o litro para 39.65 meticais, uma subida de 1,77 metical.

A alteração dos preços de combustíveis enquadra-se na aplicação, na íntegra, pelo Governo do artigo 67 do Decreto 45/2012, de 28 de Dezembro, que estabelece a necessidade da revisão dos preços de venda ao público numa base mensal, sempre que se verifique uma variação do preço-base superior a três por cento ou caso haja alteração dos impostos.

O último ajustamento do preço de combustíveis, lembre-se, foi a 17 de Maio de 2017, depois de, em Março, o governo anunciar o fim do subsídio generalizado.

Consumidores da gasolina e de petróleo de iluminação têm de fazer ajustes nos orçamentos para suportarem preços que se agravaram a partir desta quarta-feira. Mas de um modo geral, nota-se cada vez maior consciência dos cidadãos de que mensalmente terão de lidar com novas realidades em termos de preços de produtos petrolíferos.

Face aos novos preços de combustíveis, a nossa equipa foi à rua buscar a sensibilidade dos consumidores destes produtos.

Hoje, muita gente afluiu aos postos de abastecimento na cidade de Maputo, para abastecer veículos com valores superiores aos habituais. Há quem teve de diminuir a quantidade de combustível e ajustá-lo aos recursos (relativamente inferiores) que têm. Estes são os casos da gasolina, produto cujo preço por litro aumentou de 53.57 meticais para 57.89 meticais e do petróleo de iluminação, cujo preço por litro aumentou de 37.88 para 39.65.

Dona Gilda, por exemplo, é consumidora do petróleo de iluminação que periodicamente compra cinco litros, mas hoje teve de se contentar com litro e meio.

Naturalmente, felizes são os que consomem gasóleo e gás comprimido. É que o gasóleo por litro caiu dos 51.79 meticais para 50.48 meticais, enquanto o gás por quilograma conheceu um ajustamento histórico de 70.32 para 40.57 meticais.

Depois da suspensão dos subsídios aos combustíveis, o ajustamento dos produtos petrolíferos deve acontecer pelo menos uma vez ao mês.

 

Reabriu, hoje, a exploração de uma mina de grafite localizada no distrito de Ancuabe, em Cabo Delgado, empregando 100 trabalhadores num investimento de 12 milhões de euros.

A mina ficou paralisada durante cerca de 18 anos e foi reanimada através de capitais privados da Alemanha. O empreendimento (GK Ancuabe Graphite Mine SA), que tem como accionistas a AMG Graphit Kropfmuhl, uma subsidiária da AMG Advanced Metalurgical Group, e a Empresa Moçambicana de Exploração Mineira (EMEM), está dotado de capacidade para processar nove mil toneladas de grafite por ano.

O Presidente da República, que presidiu à inauguração, disse tratar-se de um projecto estruturante com impacto directo na vida social e económica de todos os moçambicanos.

“A extracção de grafite está de volta através de actos concretos e este é um deles. O retorno à actividade da mina que esteve encerrada durante vários anos traduz o compromisso do Governo na criação de um ambiente de negócios apropriado para o sector privado”, disse Nyusi.

De acordo com Nyusi, este é um exemplo de como o sector privado pode contribuir para a materialização da agenda do Governo de promover o desenvolvimento económico integrado, inclusivo e sustentável.

O reinício da produção e processamento de grafite em Ancuabe, segundo Nyusi, é um marco crucial para desenvolver outros depósitos de minerais que ocorrem na província de Cabo Delgado.

“A empresa está a materializar a visão do Governo moçambicano no que tange à exploração sustentável de recursos naturais de que o país dispõe, assegurando que as gerações vindouras possam também beneficiar destes recursos”, explicou Nyusi.

Na ocasião, o estadista moçambicano garantiu que o Governo vai continuar a combater a exploração ilegal e organizar a componente artesanal de mineiros nacionais para que tenham acesso ao que lhes pertence de forma legal e estruturada.

O Chefe do Estado prometeu, ainda, reforçar a capacidade do Estado na inventariação do potencial mineiro existente em Moçambique.

“O mapeamento e a pesquisa geológica realizados depois da independência mostram que o país  é detentor de enormes quantidades de recursos”, afirmou.

 

 

Os preços de combustíveis e outros produtos petrolíferos serão novamente reajustados à partir de amanhã, de acordo com um comunicado do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, enviado à nossa redacção.

Com o reajuste, o preço da gasolina passa dos actuais 53.57 meticais para 57.89. O gasóleo desce de 51.79 meticais o litro para 50.48 meticais

Já o gás doméstico (GPL) regista uma redução do preço passando dos actuais 70.32/kg para 40.57/kg, enquanto o gás comprimido (GNV) passa de 26.34 meticais para 27.09 meticais por litro/equivalente. O petróleo de iluminação passa dos actuais 37.88 meticais o litro para 39.65.

A alteração do preço dos combustíveis e outros produtos petrolíferos, avança o comunicado, surge no âmbito da aplicação da legislação, nomeadamente o artigo 67 do Decreto 45/2012, de 28 de Dezembro, que estabelece a necessidade da revisão dos preços de venda ao público numa base mensal, sempre que se verifique uma variação do preço-base superior a três por cento ou caso haja alteração dos impostos.

Importa referir que o último reajustamento do preço de combustíveis e outros produtos petrolíferos foi a 17 de Maio, depois do Governo ter anunciado em Março último que passaria a actualizar os preços com base no decreto acima referido, pondo fim ao subsídio generalizado que até então vinha sendo implementado.

Uma linha de transmissão de energia poderá ser construída entre Moçambique e Malawi a partir de 2018. O projecto, orçado em 120 milhões de dólares, prevê o transporte de 200 megawatts de energia.

É um projecto grande e antigo, que vem desde o ano 1998, dado que existe um grande interesse por parte do actual governo malawiano e do lado moçambicano. Por isso, foi encomendado um estudo de viabilidade, cujas conclusões foram apresentadas hoje, em Maputo.

Participaram no acto de divulgação de resultados, quadros do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, da Electricidade de Moçambique (EDM) e uma delegação malawiana composta por profissionais seniores dos ministérios da Energia e das Finanças, da Escom – empresa responsável pela produção e distribuição de energia no Malawi – e o respectivo embaixador de Moçambique.

Participaram ainda no evento, potenciais financiadores da linha de transporte de energia Moçambique-Malawi que terá 218 quilómetros. A infra-estrutura terá capacidade para transportar 200 megawatts de energia, quantidade suficiente para abastecer todo o Malawi.

Mateus Magala, PCA da EDM, espera que o pacote financeiro do projecto seja fechado dentro de três anos e explica que a construção levará três anos. Grande parte da energia a ser transportada será produzida em Tete, através da Hidroelétrica de Cahora Bassa. O PCA da EDM explica que o projecto não avançou nos últimos 19 anos devido a mudanças no governo malawiano.

O Projecto de Interligação Moçambique-Malawi será construído no âmbito da integração regional.

Foi um desaperto de contas para quem parou a sua obra por causa do subida do preço de material de construção. Já lá se vai um ano que Felisberto Cossa parou de investir no sonho de casa própria. Quando em 2016 a moeda nacional sofreu uma desvalorização face ao dólar, que chegou a custar 80 meticais, o senhor Felisberto viu-se obrigado a parar a sua obra.

Um ano depois, quando a conjuntura económica do país começa a mostrar mudanças, o metical começa a ganhar robustez no mercado, a esperança de continuar a obra parece estar viva, embora Felisberto Cossa ainda sinta um aperto nas contas.

"Eu parei a obra em 2016, porque as coisas não estavam fáceis. Os materiais de construção estavam muito caros. Já este ano, com a queda dos preços pretendo continuar a obra, mas gostaria que baixassem um pouco mais",  disse.

Os preços de material de construção reduziram ligeiramente nos últimos dois meses. Materiais como chapas de zinco, varrões e cimento registaram uma redução dos preços na cidade de Maputo. O cimento de construção é o produto que mais aliviou o poder compra, pois em 2016 o saco de 50 quilogramas de cimento nacional chegou a custar 450 meticais, facto que fez com que maior parte das pessoas parasse as suas obras. Actualmente, já é possível comprar cimento a partir de 330 meticais. Os preços variam de 330 a 390 meticais.

Proprietários de ferragens e estaleiros na cidade de Maputo já se ressentem da adesão de clientes devido a queda dos preços.

"Os preços estão a baixar, olhando principalmente para o cimento e o ferro, que são muito procurados. Os clientes já começam a voltar", disse Dionísio Chirindza, proprietário de ferragem.

Na verdade, não são só os preços de material de construção que estão a baixar. Os produtos alimentares no Mercado Grossista do Zimpeto também estão a registar uma queda de preços.

Crise no mercado imobiliário influenciou queda de preços

O economista e professor universitário Faizal Karsane diz que a crescente valorização do metical e a crise no mercado imobiliário são os factores que estão a ditar a descida dos preços dos materiais de construção.

A queda na taxa de câmbio verificada nos finais do ano passado teve um um grande impacto para a economia nacional, sobretudo no sector da construção. "Se compramos esses materiais de construção em função da variação cambial é óbvio que se a taxa de de câmbio cai ligeiramente nos últimos seis meses, o custo das importações diminui", afirma.

O académico refere que a crise no mercado imobiliário constitui um factor para a queda de preços, impulsionada pela fraca compra de imóveis nos últimos dois anos. O ritmo de construção que o país registou nos anos passados sofreu devido a desvalorização do metical face ao dólar.

O Governo moçambicano, através do Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social (MITESS), vai lançar brevemente um portal de emprego na cidade e província de Nampula, Norte do país, no âmbito da operacionalização do programa “Mais e melhores empregos”.

A informação foi revelada em Maputo, pela ministra Vitória Diogo, durante a cerimónia de entrega de 12 computadores ao Instituto Nacional de Emprego (INEP) oferecidos pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Diogo destacou a importância daquele equipamento informático, que vai ajudar a aumentar a eficiência dos centros de emprego, através da expansão e aproximação de serviços aos cidadãos.

Citada pela AIM, anunciou ainda que dentro em breve, finais do mês em curso, serão capacitados na cidade de Nampula, cerca de 20 técnicos de emprego provenientes de todo o país, em matérias de operacionalização e administração da referida plataforma digital.

“Queremos com estas medidas modernizar e capacitar os nossos serviços de emprego para que mais cidadãos possam obter informação e registar-se para emprego sem qualquer custo”, afirmou a ministra.

O representante da OIT em Moçambique, Igor Felice, referiu que o equipamento vai ajudar a fortalecer tecnicamente os centros de emprego, através da melhoria da produtividade.

“O Governo de Moçambique é membro da OIT e nós estamos apoiar em todas as vertentes do emprego, desde a formação profissional a oferta de centros de emprego para melhorar os serviços dos centros, a política do emprego e tudo isso para que o país alcance as metas de trabalho digno”, disse o representante da OIT.

Moçambique é signatário da Convenção 88 da OIT, sobre os serviços públicos de empregos, que exige que os governos disponibilizem os serviços gratuitos de emprego.

Neste contexto, o Governo criou recentemente, o Instituto Nacional de Emprego (INEP), entidade que tem a responsabilidade de implementar a política de emprego, aprovada em Setembro de 2016.

 

A Folha de São Paulo, um dos jornais de maior circulação do Brasil, publicou, ontem, um artigo em que revela que o Governo de Moçambique não pagou duas parcelas do financiamento que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social) deu para a construção do aeroporto de Nacala, obra concluída em 2014.

De acordo com o jornal brasileiro, o prejuízo está em pouco mais de 15 milhões de dólares norte-americanos, mas pode aumentar.
O total do empréstimo concedido é de 125 milhões de dólares. O BNDES não informou o saldo devedor.

Como a operação teve aval do Fundo de Garantia à Exportação, o tesouro, que administra o fundo, foi accionado para ressarcir o BNDES, e o prejuízo sobrou para o contribuinte.

O artigo faz menção a “um calote em Moçambique e uma difícil negociação em Angola”, que “mostram os riscos aos quais o Brasil ficou exposto com a estratégia de apoiar projectos de empreiteiras no exterior, que ganhou impulso no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.

Há que lembrar que o Estado moçambicano enfrenta dificuldades financeiras na sequência da suspensão do apoio externo ao orçamento. Por causa disso, em Janeiro falhou o pagamento de uma prestação da dívida da EMATUM (Empresa Moçambicana de Atum), em cerca de 60 milhões de dólares, e em Março falhou o pagamento de 119 milhões de dólares referentes a uma prestação da dívida da Proindicus.

 

A Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP) realiza, em Maputo, nos dias 18 e 19 de Outubro, a 1ª Conferência Económica do Mercado CPLP, (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), anunciou recentemente, na cidade portuguesa de Matosinhos, o vice-presidente daquele organismo.

Numa apresentação integrada no primeiro dia da FIN 2017 – Feira & Fórum Internacional de Negócios – China e Países de Língua Portuguesa e Espanhola, evento organizado pela Associação de Jovens Empresários Portugal-China e pela Federação Sino PLPE (Países de Língua Portuguesa e Espanhola), Tiago Mendonça falou da importância da conferência que a CE-CPLP se propõe organizar, estando já prevista a repetição no Brasil em 2018 e em Portugal em 2019.

Tiago Mendonça adiantou que foram constituídos grupos de trabalho que ficarão responsáveis pela pesquisa e produção de conteúdos, assim como pela definição e atribuição de prioridades aos projectos, de acordo com a agência noticiosa Lusa.

Um dos grupos de trabalho está a trabalhar na criação de um Centro de Arbitragem em língua portuguesa, sendo objectivo da CE-CPLP que em Outubro já esteja concluído o texto proposta sobre este propósito.

A rede de mobilidade, a dupla tributação, bem como a mobilidade profissional, entre outros aspectos, também são temas que estão a ser tratados pelos grupos de trabalho criados no âmbito da 1ª Conferência Económica do Mercado CPLP.

 

 

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