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O País – A verdade como notícia

Mais de 120 empresários sul-africanos e moçambicanos participaram hoje da segunda conferência internacional do MOZEFO em Sandton  na África do Sul.

O evento contou com a participação do ministro da Indústria e Comércio da África do Sul, Rob Davies que destacou no seu discurso os esforços dos dois países para facilitar os negócios. Falou de encontros entre os Chefes de Estado dos dois países que têm estado a adoptar medidas e políticas para facilitar a vida a investidores. Citou com a reunião da Comissão Mista que envolve alguns ministérios chaves na cooperação entre os dois países que identificou alguns acordos que devem ser actualizados, com destaque para o Acordo Comercial em vigor desde 2005 e que precisa de revisão para atender ao contexto actual e abranger novas áreas de cooperação comercial.

O ministro sul-africano disse ainda que o dois países devem acarinhar  o sector privado e essa era a razão da sua presença  conferência e enalteceu a iniciativa do Grupo Soico de ajudar a cimentar  as relações entre Moçambique e África do Sul. Reiterou o compromisso do seu país de apoiar a estratégia de industrialização da SADC  e por isso têm estado a convencer os industriais sul-africanos  a investir em países da região onde há oportunidades. É Moçambique não é excepção.

O PCA do grupo Soico  no seu discurso disse que o objectivo da conferência era mesmo mostrar as oportunidades que existem em Moçambique e melhorar os trocas comerciais, a cooperação e a solidariedade que sempre caracterizou as relações entre ambos países. Daniel David realçou o facto de Moçambique ser um pais com uma economia dinâmica e que procura diversificar a sua economia e com um quadro legal que protege e estimula o investimento estrangeiro.

Já o embaixador de Moçambique na África do Sul, Paulino Macaringue, agradeceu o esforço do Grupo Soico e disse que o governo moçambicano está a fazer de tudo para atrair cada vez mais investimentos e que está aberto para construir o futuro do país de mãos dadas com os parceiros sul-africanos.

 

Terminou, última sexta-feira, a quarta edição da maior feira nacional de tecnologias, Moztech. Na hora do balanço, o presidente da Comissão Executiva da Moztech, Daniel David, descreveu, através de números, aquilo que foram os três dias de exposição e debates, tendo destacado a afluência de mais de 7 mil pessoas que foram ver produtos e serviços apresentados por 86 expositores, 85% dos quais nacionais e 15% internacionais.

Do total de participantes, 3,5 mil participaram nas 11 conferências que discutiram as tecnologias nas suas mais variadas dimensões e aplicações, com apresentação de 52 oradores, 22 dos quais estrangeiros, provenientes de países como Estados Unidos da América, Portugal, Brasil, Suécia, África do Sul e Ruanda.

As exposições e conferências da Moztech foram, igualmente, transmitidas durante mais de 20 horas, em directo, pela Stv, Stv Notícias e através de “streaming” para internet, pela Stv Online e Midia Lab da Irex. E movimentou mais de 180 profissionais.

Daniel David, no seu discurso, agradeceu a todos os que se empenharam para o sucesso da feira, o apoio incondicional do Governo e de 29 empresas parceiras que apostaram na iniciativa, dando suporte técnico e logístico, as quais, apesar das dificuldades financeiras que o país enfrenta e que as empresas nacionais e o grupo Soico, em participar, delas se ressentem, não deixaram de apostar no projecto, dando tudo para que se tornasse realidade.

Daniel David deixou a garantia de que tudo será feito para que haja a 5ª edição, próximo ano, e que seja melhor, em todos os aspectos, que a edição ora encerrada. Para isso, pediu aos participantes na cerimónia de encerramento que dissessem o que gostariam de ver melhorado nas próximas edições da Moztech. Muitas ideias surgiram e a organização tomou nota, de moto a tê-las em conta na preparação da próxima Moztech.

A cerimónia de encerramento da Moztech foi dirigida pelo ministro da Ciência, Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional, Jorge Nhambiu, que congratulou a realização do evento, pelas lições aprendidas. Nhambiu disse estar convicto de que os debates havidos durante a feira vão possibilitar a melhoria do potencial tecnológico no país e aceleração do processo de implementação da Lei das Transacções Electrónicas, que dentro em breve entrará em vigor.

O governante destacou que a feira decorreu na semana em que se celebrou o dia de África, que foi consagrado à aposta na formação dos jovens, pelo que deixou a garantia de que o Governo vai continuar a investir na juventude e garantir a formação de técnicos de qualidade que possam assegurar a revolução tecnológica no continente e em Moçambique, em particular.

Aos empreendedores, desafiou a centrarem-se na actividade criativa e, em benefício da sociedade, inovarem em áreas estratégicas do desenvolvimento no país. Também felicitou os premiados da Gala Moztech e encorajou-os a tornarem-se referências de inovação. Mas também saudou os esforços empreendidos pela Comissão Executiva da feira para tornar o evento possível e incentivar cada vez mais pessoas a apostarem no uso da tecnologia.

 

O Standard Bank apresentou, na quarta edição da Moztech, o “business online”, uma nova plataforma que permite transacções bancárias entre empresas e clientes dentro de um serviço na internet.

O “business online” diferencia-se dos outros serviços bancários na internet por estar presente em mais de 17 países, 24 horas por dia, e permitir a inserção de várias empresas na plataforma e transacções em diferentes moedas. Nesta plataforma bancária, o cliente pode fazer as transacções bancárias no conforto da sua casa, escritório, onde quer que esteja, desde que esteja ligado a um ponto de internet.

O Standard Bank oferece ao cliente um serviço confidencial, rápido, que permite visualizar todas as operações antes do serviço ser efectuado. Este serviço traz uma mais-valia às multinacionais, pois o gerente pode ter acesso aos extractos e operações bancárias das outras sucursais da empresa, em outros países. Este serviço permite, ainda, fazer pagamentos urgentes em diversas entidades, na Janela única Electrónica (JUE) e transferências para o M-pesa.

Linda Taímo, representante do Standard Bank, diz que, nesta plataforma, o cliente escolhe a sua ‘palavra passe’ sem ter que ligar para o banco, o que lhe confere maior privacidade e segurança, um dos objectivos do Standard Bank.

Para o banco, o mais importante é oferecer aos clientes um serviço que acompanha as novas transformações tecnológicas e procurar sempre inovar, para garantir que os usuários do banco tenham sempre disponíveis serviços de primeira qualidade.

Esta plataforma é vista pelo Standard Bank como um método confiável, cómodo e moderno de fazer negócios, digna do novo mundo tecnológico.

Realidade virtual no mundo dos negócios

Em outro Moztech Tech Talk, o Standard Bank falou dos desafios da realidade virtual, uma tecnologia de interacção entre o homem e dispositivos como computadores ou ‘smartphones’ para recriar ao máximo a sensação de realidade. A tecnologia virtual permite uma imersão total no mundo virtual, onde se perde o contacto com o mundo físico.

“Nós temos, actualmente, ‘smartphones’ disponíveis que nos podem ajudar a vivenciar esta tecnologia. Mas, hoje, os usuários gostariam de poder ter dispositivos que os ajudassem a usufruir desta realidade de forma mais natural. As lentes de contacto são apontadas como a solução futura para este dilema”, explicou o representante daquela instituição financeira.

Esta tecnologia é uma das principais apostas do banco nos seus canais digitais. Até 2020, a realidade virtual vai movimentar cerca de 180 biliões de dólares no mundo, em termos de investimento.

Burlas bancárias, roubo de dados e pornografia infantil são alguns dos crimes que surgiram à medida que o uso da internet foi crescendo. O número de utilizadores está a crescer acompanhado de más práticas que atentam contra a segurança do Estado e vida privada dos cidadãos. Para evitar o crescimento e expansão de crimes cibernéticos, Moçambique aprovou, recentemente, a Lei das Transacções Electrónicas, em vigor desde Abril último, mas, porque a internet não depende de fronteiras geográficas, os desafios para sua regulamentação são maiores.

Lourino Chemane, docente universitário e assessor do ministro da Ciência, Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional, disse que os principais objectivos na elaboração da lei são de regular e disciplinar as actividades electrónicas, além de garantir a integridade do Estado e aumentar a segurança dos cidadãos “O cidadão não deve perder os seus direitos estando offline como online”, frisou.  

Devido aos limites de áreas de jurisdição, Chemane referiu que o Governo não pode estabelecer leis com impactos em todos os lugares, somente no domínio ‘mz’. Por isso, disse o assessor, os emails usados por funcionários do Estado, para questões profissionais, devem estar no domínio ‘gov.mz’ para zelar pela integridade do Estado. E, visado a segurança, todos os serviços no espaço ‘mz’, devem registar os seus utilizadores.

Como pilares de estratégias para implementação da lei, o Governo prevê a criação de uma  plataforma comum de comunicação nas instituições públicas, capacitação institucional e de recursos humanos, criação de políticas, regulamentos, normas e sistemas para garantir a seguranca de dados nos sistemas informáticos.

Em relação aos mecanismos a implementar no âmbito da lei, Chemane contou que está em processo a Estratégia Nacional de Segurança Cibernética, que vai permitir a localização de dados sensíveis sobre informações dos moçambicanos, e o Programa Nacional de educação sobre o uso racional da internet para que as pessoas saibam que não podem e nem devem partilhar informações que possam comprometer a sua vida.

Como resultados da lei, explicou Lourino Chemane, o Governo espera desencorajar a prática e penalizar criminosos cibernéticos. Por outro lado, pretende-se sensibilizar cidadãos sobre os riscos da internet para se precaverem no espaço cibernético.

Para maior aceleração na prevenção dos crimes cibernéticos, de acordo com o assessor do ministro da tecnologia, o governo vai racticficar as convenções da União Africana e de Budapeste, instrumentos internacionais que apoiam países signatários em casos de crimes desta natureza.

A quarta edição da MozTech está no seu derradeiro dia. Mas, antes do fim do evento, esta manhã, o Centro de Conferência Joaquim Chissano, em Maputo, acompanhou a apresentação de Jacqueline Malaba, Responsável pelo Desenvolvimento de Negócio da VISA para África Austral. A oradora da África do Sul debruçou-se, nestas horas iniciais, sobre “Comércio Electrónico”, tema proposto para o debate moderado por Jeremias Langa, Jornalista da SOICO.

No lançamento do debate em causa, Jacqueline Malaba deu um panorama relativo às potencialidades do comércio electrónico, apontando alguns passos indispensáveis para que a iniciativa tenha o devido efeito. De acordo com a Responsável pelo Desenvolvimento de Negócio da VISA para África Austral, quando se fala do sucesso das transacções electrónicas, é fundamental que o utente do serviço sinta-se à vontade ao usá-lo, como se fizesse face a face. No entanto, só a vontade não é suficiente. “Também é preciso que haja facilidades para as pessoas pagarem bens e serviços por via on line, de forma segura”, sublinhou.

Ao longo da sua explanação, a primeira oradora do terceiro dia da feira digital afirmou ainda que o sucesso do comércio electronico é a indústria em si, pois só assim poder-se-á, “por exemplo, pedir acomodação a um hotel, pagar luz, água, propinas escolares, sem se formar filas enormes”. E Malaba acrescentou: “este tipo de negócio é ainda um desafio a levar a cabo, porque pode motivar o crescimento electrónico. A África do Sul tem sido bem-sucedida em termos de comércio electrónico. No resto do continente a evolução ainda é algo ténue. Portanto, o sucesso destes serviços dependem do envolvimento de todos actores”.

 

O primeiro painel de debate do último dia da 4ª edição da Moztech discutiu o “Comércio Electrónico”, suas vantagens e desafios.

Paulo Sousa, Presidente da Comissão Executiva do BCI, falou da evolução do uso de sistemas electrónicos no país e referiu que o uso das ATM’s, contas móveis e telemóveis para fazer compras e pagamentos é assinalável. Entretanto, ainda há muitos desafios. “Estamos a entrar numa fase em que usamos telemóveis para comercializar os produtos, mas faltam entidades que consigam gerir toda a cadeia de pagamentos e serviços devido aos constrangimentos”.

Sousa referiu que o papel do regulador é crucial para o comércio electrónico. “As nossas entidades estão certificadas, com requisitos elevados em termos de segurança. O desafio dos reguladores é muito grande. Estamos numa base em que o mercado ultrapassa as fronteiras nacionais tradicionais, estamos num nível internacional”, disse.

O painelista Pedro Carvalho, Director de Operações e membro do Comité Executivo do Barclays, também destacou o assinalável crescimento do comércio electrónico. Carvalho explicou que embora o uso de cartões de crédito e débito continua a ser a base de interacção em transacções electrónicas, outras formas começam a surgir, como por exemplo o uso de pulseiras electrónicas, em países desenvolvidos.

Carvalho mencionou que a regulamentação é relevante para defender o consumidor. “Temos que garantir que o consumidor se sinta seguro ao fazer uso de sistemas electrónicos e garantir que os Estados não sejam prejudicados por receitas fiscais do mercado electrónico”.
Um dos maiores desafios e tema de muito debate sobre as transacções electrónicas é a regulamentação, visto que este tipo de comércio não respeita as tradicionais fronteiras. Como se tributa um contracto feito, por exemplo, na Netflix?, questionou o jurista Aniceto Manhique,  Administrador do Grupo SOICO. “Como se protege o direito do consumidor”? continuou. No comércio tradicional, quem tutela pelo direito do consumidor é o Estado. Entretanto, no comércio electrónico, explica Manhique, é preciso encontrar dimensões uniformizadas para proteger o consumidor, por isso, os sistemas jurídicos tradicionais devem acompanhar a velocidade do digital. “É necessário partir-se para novas formas de regulação do comércio electrónico”, conclui.

Já Jacqueline Malaba, Responsável pelo Desenvolvimento de Negócio da Visa para África Austral disse que todos os bancos com sistema VISA devem ter o mesmo regulamento para evitar constrangimentos em pagamentos, por exemplo, e referiu que o maior desafio do regulador é fazer o acompanhamento dos sistemas electrónicos.

O painel sobre o Comércio Electrónico foi moderado por Jeremias Langa, Administrador de Conteúdos do Grupo SOICO.

 

Com a transformação digital, as empresas devem olhar para o cliente como seu parceiro na promoção dos produtos, por isso, explica a consultora e especialista em Economia Digital, Whynde Kuehn, na nova forma de fazer marketing, os serviços ou produtos das empresas devem sair da abordagem generalizada para personalizada, visando oferecer serviços direccionados ao cliente.

O marketing digital deve ser feito do ponto de vista do cliente, acrescenta Kuehn, justificando que tal se deve ao conhecimento que o cliente vem adquirindo, através de redes sociais e não só. Actualmente, o cliente tem melhor conhecimento do que quer consumir. “O consumidor quer facilidades, por isso as empresas devem criar conteúdos com valor”, diz.

A interação entre cliente/empresa, diz a consultora, vai além da compra e venda. Hoje, mais do que procurar, descobrir, comprar e utilizar, os clientes podem promover os produtos adquiridos, dependendo do nível de satisfação, daí, representar o elemento principal na cadeia do marketing digital.

Aos moçambicanos, Whynde Kuehn aconselhou que tivessem em conta o papel do cliente na promoção e publicidade de seus produtos.

“Marketing digital” foi o último tema de debate desta manhã, no Centro de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo. E a discussão não poderia ter começado com uma ideia prática: “Quem entender o consumidor, deste sempre, vai ter êxitos no que diz respeito ao marketing dos seus produtos”. Esta convicção é partilhada pela norte-americana Whynde Kuehn, que lançou a conversa sobre o tema. No entanto, no debate foi defendida por Thiago Fonseca, Sócio e Director de Criação da Agência Golo.

Durante o seu discurso, Thiago Fonseca explicou, no painel da MozTech, que se deve valorizar o consumidor porque as decisões de compra e aquisição de produtos ainda são baseadas emocionalmente, logo, sem isso, a tecnologia não representa nada. Assim, o Director de Criação da Agência Golo garantiu que é importante compreender os clientes porque as pessoas compram um e não outro produto e buscar magia emocional no marketing, já que o sentido racional varia daí.
Thiago Fonseca procurou ser muito cauteloso na sua explanação, ao dizer que o marketing deve ser construído a longo prazo, para que o sucesso esperado surta o efeito desejado. E fez um reparo: “o maior investimento de marketing e oferta de serviços deve ter em consideração a componente humana, e não tecnológica, necessariamente.

Diferente do que aconteceu em todos os painéis, o debate “Marketing digital”, moderado por Cristiana Pereira, da SOICO, foi feito na base de estórias reais, que despertaram muito interesse do auditório, pontos de partida para a busca de soluções concretas. Uma das narrativas foi contada por Cristiana Pereira, e o auditório, à imagem dos painelistas, reagiu com várias sugestões sobre como uma família humilde, que vende lanhos na marginal de Maputo, por exemplo, pode fazer do seu negócio um sucesso, baseado no marketing digital. Das várias sugestões partilhadas, uma surgiu de Gulamo Nabi, Director Geral da Vodafone M-Pesa, quem entende que as redes sociais podem e devem ser aproveitadas para expor produtos e negócios, porque em pouco tempo podem ampliar as redes comerciais e atingir mais clientes em pouco tempo, por exemplo, a partir do whatsapp.

Edvaldo Mahesh não ficou atras. O Docente e Coordenador do DTIC do ISUTC considera pontual, para abranger maior número de pessoas com bons produtos, o uso de ferramentas digitais que não exigem contactos das pessoas, caso do whatsapp, como as que dispensam contactos, como facebook e instagram.

Voltando à carga, Thiago Fonseca fez outro reparo baseado nas pessoas: “o marketing digital tem que ser usado para um bem maior. Na área do marketing deve-se investir no conteúdo, porque só assim as pessoas podem ser seguidas. O marketing digital deve inspirar segurança e trazer mais benefícios para quem a recebe e não para quem a promove”.

 

 

As cidades são consideradas polos de desenvolvimento económico e envolvimento de pessoas. Por isso, António Almeida Henriques, Presidente da Câmara Municipal de Viseu, Portugal, considera ser altura das cidades dos países de língua oficial portuguesa tornarem-se inteligentes.

O edil português fala da necessidade de se usar a tecnologia para tornar eficiente a administração das autarquias, visando a melhoria da qualidade de vida de seus munícipes.

75% do consumo global da electricidade é das cidades e um terço do tráfego é causado pela procura de lugares para estacionar, portanto, considera o edil, as cidades devem optimizar  o consumo de energia eléctrica e melhorar a mobilidade.

A governação nas cidades deve ser inclusiva e a democracia participativa. Os munícipes devem participar na gestão das suas cidades e isso é possível com a criação de sistemas de partilha de dados. “As cidades inteligentes simplificam procedimentos, pois nelas, os assuntos são resolvidos num clique”, explicou Almeida Henriques.

O edil deu alguns exemplos de sistemas inteligentes implementados na sua autarquia, tendo destacado a telegestão de água e telemetria (sistemas electrónicos que permitem a gestão de água, desde pagamentos até fugas).

Outro aspecto importante apontado por Almeida Henriques é usar a tecnologia para promover o turismo nas cidades. Criar portais em que o turista possa ter acesso a todos os serviços da cidade, desde a passagem, hospedagem, sistemas de transporte, restauração entre outros.

Na conferência da Moztech sobre “ICities” (cidades inteligentes) Almeida Henriques convidou os gestores dos países de língua portuguesa a fazer da língua um instrumento de união para criação de cidades inteligentes na CPLP.

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