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O País – A verdade como notícia

Moçambique é um dos países com índices de corrupção mais altos do mundo. Uma análise feita pela Transparência Internacional mostra que a corrupção tende a aumentar no país. De um total de 176 países avaliados, Moçambique ocupa a posição 142, depois de ter estado num índice melhor, 112, em 2015. 
A prática de suborno nas contratações públicas é o tipo de corrupção mais comum envolvendo empresas no país, entende o Instituto de Directores de Moçambique. Lars Benson, especialista norte-americano diz que é necessária a introdução de reformas nas empresas para combater o mal. Segundo o Instituto, a corrupção é mais comum nas contratações de empresas privadas para fornecer serviços ao Estado.
Para Lars Benson, há leis na Europa e nos EUA que impedem empresas de se aliar a outras estrangeiras com fama de corrupção. Mas no seu entender, não basta criar leis, é preciso que as empresas façam reformas profundas nas pessoas.
Por seu turno, o presidente da Bolsa de Valores de Moçambique, Salim Valá, defende que a ética é uma ferramenta fundamental para o sucesso das empresas.
Estes posicionamentos foram feitos, hoje, num seminário de lançamento do curso de mitigação de riscos de corrupção promovido pelo Instituto de Directores, em parceria com o Centro de Integridade Pública e a Bolsa de Valores de Moçambique, com apoio do Centro para Empresas Privadas Internacionais, uma organização associada à Câmara de Comércio dos Estados Unidos de América. 

Vinte e seis países já confirmaram presença na 53ª edição da Feira Internacional de Maputo. Os organizadores revelaram, hoje, que para a edição 2017 já estão inscritos três mil expositores e pela primeira vez, a FACIM vai contar com a participação da Bielorrússia.

A organização do evento prevê receber este ano 93 mil visitantes e para garantir o transporte durante a realização da feira, a Empresa Municipal dos Transportes Rodoviários de Maputo vai abrir oito carreiras de autocarros cujos pontos-chave serão Museu e Praça dos Trabalhadores.

Internacionalizar a economia, estabelecer parcerias e criar oportunidades de negócio para Pequenas e Médias Empresas é o objectivo dos organizadores da feira. A 53ª edição da FACIM decorre de 28 de Agosto a 3 de Setembro, em Marracuene.

A consultora BMI Research antevê um segundo semestre de crescimento baixo no sector bancário moçambicano, que deverá recuperar mais significativamente a partir de 2018, mas ainda abaixo dos valores registados antes da crise da dívida, segundo escreve a Lusa.

“A perspectiva de evolução do sector bancário comercial em Moçambique está mais positiva do que as indicações do início do ano, devido ao crescimento económico maior que o esperado inicialmente e por a inflação estar mais controlada”, escrevem os analistas da BMI.

Na análise, a que a Lusa teve acesso, a BMI Research escreve que “os activos do sector bancário deverão crescer 7% este ano” e acrescenta que o aumento dos empréstimos a clientes deverá ser de 17,5% em 2018 e 2019, “ficando abaixo da média de 27,7% registada entre 2008 e 2016”.

Para justificar o crescimento do crédito, a BMI lembra que o sector da construção civil “foi mais resiliente do que as expectativas” que tinha no seguimento da crise da dívida.

 “A crise actual tinha feito com que, inicialmente, prevíssemos um declínio no investimento nas infra-estruturas do país, mas os resultados do primeiro trimestre mostram que as construtoras são mais resilientes ao risco soberano do que tínhamos imaginado”, diz a consultora.

Isto, diz a BMI citada pela agência, “oferece aos bancos uma importante fonte de procura de crédito, numa altura em que as outras oportunidades não abundam, sublinhando a retoma modesta nos empréstimos nos próximos meses”.

A previsão de crescimento do crédito concedido pelos bancos neste e nos próximos dois anos, no entanto, não significa que o país esteja livre de perigo, dizem os analistas, lembrando que “as instituições financeiras vão continuar a enfrentar ricos que podem minar as previsões, nomeadamente no que diz respeito à actual crise orçamental”.

Para a BMI, “o facto de as negociações com os credores ainda não terem começado mostra que existe um risco substancial de as reuniões não darem em nada, atrasando o envolvimento do Fundo Monetário Internacional (FMI)”.

A degradação “do sentimento dos investidores que surgiria depois de um falhanço nas negociações, pode fazer acabar a valorização do metical, o que manteria a inflação e as taxas de juro altas, o que por sua vez fará abrandar a recuperação dos empréstimos”, conclui a BMI.

A empresa AEL Limitada manifestou a intenção de usar a fábrica de processamento de pescado do Porto de Pesca de Maputo para expandir as suas actividades. Marcos Mangave, um dos administradores da empresa de processamento de pescado, falava durante a visita efectuada pelo ministro do Mar, Águas Interiores e Pescas, Agostinho Mondlane, à unidade de processamento de amêijoas da firma.

Marcos Mangave explicou que a empresa pretende usar a fábrica do Porto de Pesca de Maputo para fazer o processamento de pescado para a exportação e para alimentar o mercado doméstico, criar um centro de formação no domínio de controlo de higiene e processamento de pescado e um centro de pesquisa e desenvolvimento de produtos de pesca de valor acrescentado. Se a AEL conseguir o direito para o uso da fábrica, espera empregar cerca de 20 funcionários e mais de 80 operários.

Agostinho Mondlane ouviu a intenção da empresa e prometeu que o seu ministério iria levar em conta o pedido, porque considera que este tipo de actividade deve ser praticada pelo sector privado e não pelo sector público.

O ministro, no final da visita à unidade fabril de processamento de amêijoas, disse estar impressionado com a fábrica. Mondlane disse que é altura do sector privado e o Governo unirem esforços para responderem à pressão do mercado interno e externo.

AEL mostrou preocupação sobre a forma de controlo do apanho da amêijoa e pediu que o Governo criasse medidas para a gestão da pesca, para evitar o seu desaparecimento. Agostinho Mondlane prometeu tomar medidas, mas sugeriu que a empresa aposte na aquacultura para a produção de amêijoas.

O Ministério dos Recursos Minerais e Energia vai ajustar os preços de combustíveis e outros produtos petrolíferos à partir de amanhã, dia 16 de Agosto de 2017. Em comunicado enviado à nossa redacção, o ministério indica que com o reajuste, o gás doméstico (GPL) desce dos actuais 50,74 meticais para 48,91 meticais/kg. O gasóleo passa dos actuais 50,48 meticais para 53.38 meticais por litro, enquanto a gasolina passa dos actuais 56,59 para 57.68 meticais por litro.

Já o petróleo de iluminação passa dos actuais 39.65 para 40.67 meticais por litro e o gás natural comprimido (GNV) passa dos actuais 26,77 meticais para 27,77meticais por litro equivalente.

O último reajuste dos preços de combustíveis e outros produtos petrolíferos foi a 19 de Julho último.

O Governo anunciou, hoje, que a economia nacional cresceu menos nos primeiros seis meses deste ano, comparativamente ao mesmo período de 2016. Moçambique cresceu 3% no primeiro semestre deste ano, quando em igual período de 2016 o crescimento foi de 4%.
Os dados do desempenho da economia foram divulgados pelo Conselho de Ministros, que apreciou e aprovou o balanço do Plano Económico e Social e o relatório de execução do Orçamento do Estado, referentes ao primeiro semestre.
No entanto, os preços dos produtos básicos reduziram; o metical apreciou face ao dólar e a capacidade de importação do país melhorou. Os dados animam o Governo. 
Na sessão de hoje, o Governo aprovou a revisão da Lei Cambial, atribuindo poderes plenos de regulamentação ao Banco Central. 
O Conselho de Ministros aprovou também a Política do Mar, que tem por objectivo reforçar o controlo da exploração dos recursos marítimos no espaço moçambicano e garantir maior arrecadação de ganhos para o Estado moçambicano.

A Electricidade de Moçambique EDM) anunciou o aumento das tarifas de energia eléctrica, que entram em vigor a partir de hoje. Na sequência dessa decisão, o Fundo Monetário Internacional aparece a apoiar a decisão das autoridades moçambicanas de ajustar as tarifas de electricidade.

O FMI diz que a nova tabela tarifária deverá ajudar a limitar as perdas operacionais da EDM e proteger o Orçamento do Estado, ao mesmo tempo que irá proteger os consumidores de baixa renda e mais vulneráveis, por via de uma tarifa social.

 

 

O sector privado, representado pela Confederação das Associações de Moçambique (CTA), equaciona criar, em breve, um gabinete de apoio ao empresariado. Numa primeira fase, tal gabinete deverá funcionar para as empresas associadas à CTA, mas não descarta a possibilidade de evoluir e dar assistência a empresas não associadas em diversas situações.

A informação foi avançada pelo presidente da CTA, Agostinho Vuma, durante a reunião que decorreu sexta e sábado em Bilene, província de Gaza.

Na qualidade de porta-voz da reunião, Noor Momade, que também é presidente do pelouro de cooperação internacional, revelou que a intervenção da CTA neste sentido poderá ser transversal, podendo incluir a organização da contabilidade das empresas entre outros aspectos.

Na reunião, cujo objectivo era discutir ideias e consolidar planos para melhorar o ambiente de negócios no país entre 2017 e 2010, o presidente da CTA, Agostinho Vuma, destacou que as principais recomendações incluem o alargamento dos mandatos do conselho directivo e dos conselhos empresariais provinciais de três para quatro anos, de modo a que tenham tempo suficiente para implementarem as suas acções. Além disso, é objectivo acelerar o código de ética da CTA (para combater a corrupção e comportamentos que atentam ao bom ambiente de negócios), entre outros pontos.  

Governo preocupado com a corrupção

No encerramento da reunião da CTA, a governadora da província de Gaza, Stella Zeca, fez uma intervenção contundente, no sentido de que os empresários devem denunciar a corrupção, reconhecendo que há situações flagrantes e que prejudicam a actividade empresarial e o ambiente de negócios.

As ideias traçadas na praia do Bilene devem resultar no Plano Estratégico da CTA para o triénio 2017 – 2010, a ser aprovado em Assembleia-geral da organização em Novembro.

O governo do distrito de Macossa, província central de Manica, está preocupado com o atraso na devolução dos valores financiados através do Fundo de Desenvolvimento Distrital (FDD), vulgo sete milhões de meticais, segundo AIM.

De 2007 a 2016, o governo desembolsou 63,6 milhões de meticais para financiar 1.177 projectos.

Deste montante, apenas 10,6 milhões de meticais já foram devolvidos, representando 16,5 por cento.

O remanescente ainda está nas mãos dos mutuários, o que embaraça as estruturas de Macossa que estudam outras formas de cobrar o dinheiro.

O administrador de Macossa, Godifri Chipaumire, disse a que dos 1.177 projectos, 682 são de produção de comida e 495 de geração de renda, beneficiando 1.018 homens e 159 mulheres. Mais de 400 benificiários são jovens com menos de trinta anos de idade.

Alguns mutuários receberam o valor e não honraram o compromisso de devolver o dinheiro que devia ser usado para financiar outras pessoas que apresentaram seus projectos já aprovados pelo Conselho Consultivo Distrital, disse o administrador.

Chefes de postos administrativos, líderes comunitários e fiscais estão a sensibilizar os mutuários para devolver os valores. Os devedores devem saber que o dinheiro tem de financiar outras iniciativas. Muita gente está à espera desse dinheiro, afirmou.

Ano passado, o reembolso foi feito com muitas dificuldades porque parte dos mutuários investiram na agricultura. Devido à seca e estiagem que assolaram Macossa e outros distritos da província de Manica, o rendimento foi menor, o que não permitiu que os produtores tivessem excedentes para comercialização.

Este ano, de acordo com o administrador, o distrito produziu mais de 65 mil toneladas de culturas diversas, acima da meta estabelecida na campanha 2016/17 que foi de 62,6 mil toneladas. Espera-se que os mutuários que dependem exclusivamente da agricultura consigam honrar com o compromisso de repor o dinheiro.

O ano em curso é diferente do passado. Os produtores conseguiram muita comida para consumo e venda. Esperamos melhorar o nível de colecta do valor. Muitos são produtores. Levaram o dinheiro para investir na agricultura, afirmou.

 

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