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O País – A verdade como notícia

Trata-se de um memorando de entendimento firmado no quadro da visita que o vice-ministro do Trabalho, Emprego e Segurança Social está a efectuar, desde ontem, à província de Maputo, para se inteirar do grau de realização do Plano Económico e Social para 2017. 
Bruno Morgado, administrador da Gigawatt Moçambique – empresa que transforma gás em energia eléctrica em Ressano Garcia –, explicou que o acordo é celebrado num momento oportuno, visto que a empresa desenvolveu planos para substituir técnicos estrangeiros em cinco anos, que contam desde 2012.
“Para nós, é um orgulho termos na nossa empresa maioritariamente trabalhadores nacionais. Temos um contrato que estabelece que, nos próximos cinco anos, haja transferência de tecnologias e de conhecimentos para os trabalhadores moçambicanos, onde o fornecedor de tecnologias irá depois passar os conhecimentos para os trabalhadores nacionais. Nessa altura, teremos 100% da força de trabalho moçambicana, esse é o nosso desejo”, explicou Morgado.
A intervenção na área da formação profissional incluirá estágios profissionais, aproveitando as tecnologias de ponta disponíveis naquela central de Ressano Garcia.
O vice-ministro do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Oswaldo Pitersburgo, destacou que este acordo representa o cumprimento de um dos objectivos do Governo, que é de promover emprego para jovens, mas ressalvou que, em Ressano Garcia, há espaço para explorar oportunidades também no turismo.
“Lado a lado com o sector privado, estamos a criar sinergias para formar mais moçambicanos. o Governo definiu quatro áreas prioritárias, nomeadamente, agricultura, infra-estruturas, energia e turismo, e nós aqui, com a empresa Gigawatt, pensamos que podemos explorar duas áreas. Uma de energia, porque é o foco desta empresa e porque é aí onde podemos absorver estagiários; a outra é o turismo, porque Ressano Garcia é uma paragem obrigatória e aqui estão a nascer estâncias turísticas que precisam de capital humano bem qualificado para responder à demanda. Por isso que, nestas sinergias (com a Gigawatt), vamos poder formar jovens de Ressano Garcia para a área do turismo”, observou Pitersburgo.
Na empresa Gigawatt, o vice-ministro visitou diferentes departamentos e interagiu com parte dos 103 trabalhadores moçambicanos. A empresa opera com nove trabalhadores estrangeiros e uma das preocupações do vice-ministro do Trabalho, Emprego e Segurança Social é ver trabalhadores nacionais a ocuparem postos de gestão na empresa, o que os representantes asseguram que vai, gradualmente, acontecer.

A central eléctrica Gigawatt poderá investir até 700 milhões de dólares na expansão da produção de energia eléctrica, o que poderá tornar Moçambique o maior produtor de energia através do gás natural.
Os 700 milhões de dólares representam mais do que o triplo do que foi investido na instalação da Gigawatt em Ressano Garcia, estimado em 200 milhões de dólares. A efectivar-se, o investimento vai ampliar a actual capacidade, de 120 para 350 megawatts por ano, o que por sua vez deve exigir a triplicação da mão-de-obra da empresa.
“Os 350 megawatts que deveremos produzir aqui, mais os 174 megawatts produzidos pela CTRG, mais alguma energia da Grecco que está aqui ao nosso lado, isso vai tornar-nos um dos maiores centros produtores da SADC (Comunidade para o Desenvolvimento dos Países da África Austral) que produz energia com base em gás natural”, revelou Nazário Meguigy, director de operações da Gigawatt.
Mas, para já, por causa da crise económica que o país atravessa, a empresa deve ampliar a produção em 60 megawatts, avaliados em cerca de 120 milhões de dólares.
Dos 120 megawatts que a empresa Gigawatt produz actualmente, 100 são fornecidos à rede nacional, através da Electricidade de Moçambique (EDM), e os restantes 20 vão à reserva e para a manutenção dos equipamentos da empresa.

Durante o lançamento da sexta edição do premio 100 Melhores PME, com o lema “Fortalecer as Cadeias de Valor de Conteúdo Nacional”, o presidente da Comissão Executiva (PCE) do banco BCI, Paulo Sousa, disse que “é uma enorme satisfação para nós estar nesta iniciativa e poder apoiar, desde a primeira hora, as edições das 100 Melhores Pequenas e Médias Empresas (PME), porque sentimos que esta iniciativa estimula as Pequenas e Médias Empresas moçambicanas, que são, à semelhança de qualquer outro país, a força motriz de uma economia”.
Dirigindo-se a mais de uma centena de empresários da cidade da Beira, que estiveram no lançamento do prémio em alusão, Paulo Sousa lembrou que o prémio é um instrumento que distingue as Pequenas e Médias Empresas que têm as melhores práticas, que são capazes de se financiar e de fazer a diferença. Diz ainda que o prémio ajuda as empresas a serem muitas vezes reconhecidas e a ganharem notoriedade no mercado, assim como a terem mais clientes. “As vezes, o facto de estar numa província e não ter capacidades para mobilizar recursos, por exemplo, em termos de marketing para serem reconhecidos noutros pontos do país, impossibilita o alargamento do seu “mar” de clientes, mas com este prémio fica tudo mais facilitado, pois o prémio 100 Melhores PME vem criar distinção, reconhecimento e divulgação da empresa a nível nacional, dai a nossa satisfação em sermos os patrocinadores desta iniciativa desde a primeira edição”, disse o PCE do BCI. No lançamento do prémio, Sousa falou dos principais desafios para a modernização das PME e do papel do sector bancário para o desenvolvimento destas.
“Quando se fala de PME e quando se dirige um inquérito a uma PME sobre quais sãos as principais dificuldades na sua actuação, há uma resposta que é sagrada que é: dificuldade no acesso ao financiamento. Há uma saída para tal. Primeiro, uma PME tem que ter devidamente clara qual é a sua missão, sua posição, seu recurso, que tecnologia, que marca vai utilizar. Infelizmente muitos empresários não têm respostas para estas perguntas e algumas questões até nunca foram pensadas e o banco tem sido feliz ou infelizmente uma das primeiras entidades que tem colocado algumas destas questões”, considera Paulo Sousa. Por outro lado, muitas das PME não investem fortemente naquilo que é a transparência da sua actividade, das suas contas e da forma como se comunicam com o mercado e aos bancos, aquilo que é a sua actividade, ou seja como é que as suas contas se reflectem no seu dia-a-dia com as autoridades fiscais entre outras entidades. Esta tem de ser uma das principais preocupações das Pequenas e Médias Empresas, considera Sousa. Não é por ser uma empresa pequena que não deve investir numa contabilidade rigorosa e que expresse bem aquilo que é a sua actividade, pois este é um instrumento fundamental para não ter dificuldades ao crédito, disse. 
Nesta sexta edição do 100 Melhores PME, um dos pontos fortes é aproveitar a cadeia de valor daquilo que se produz no país, segundo sugere o lema “Fortalecer as Cadeias de Valor de Conteúdo Nacional”. Paulo Sousa considera que uma das coisas que as PME podem fazer bem em Moçambique é estar presente em cadeias de valor que podem ajudar a mitigar o seu risco.

O Barclays comprometeu-se, através de um acordo, a conceder 125 mil dólares, ou seja 7.5 milhões de meticais, para o desenvolvimento do Parque Nacional da Gorongosa. O valor deverá ser desbloqueado durante cinco anos, em montantes de 25 mil dólares para cada ano.

A administração do Parque Nacional da Gorongosa vê este apoio como grande ganho e esclarece que para além de investir nos recursos faunísticos, as contribuições que vêm de várias empresas têm servido também para projectos sociais.

Gorongosa é uma das maiores áreas de conservação do país e referência a nível internacional, pela riqueza da sua biodiversidade. O Parque tem uma área de quatro mil quilómetros quadrados e tem a particularidade de alojar espécies de animais que estão em extinção no mundo.

Depois do lançamento oficial em Maputo e apresentado em Nampula e Beira, esta sexta-feira foi a vez dos empresários da cidade de Tete inteirarem-se do concurso 100 melhores PME, que terá três categorias, nomeadamente, Melhor PME, PME inclusão, PME inovação e várias distinções, entre as quais, PME Jovem empreendedor, PME Agro-Negócio, PME mulher empreendedora e PME turismo.

O grupo SOICO, mentora da iniciativa, apelou para a necessidade de cooperação entre empresários com vista ao crescimento dos seus negócios.

Para Lina Portugal, secretária permanente do Governo Provincial de Tete, que dirigiu a cerimónia de apresentação, o facto de a província ser uma das escolhidas significa que tem potencialidades que possam contribuir para o desenvolvimento do país e não só.

Já o Conselho Empresarial de Tete, representado por Carlos Cardoso, o presidente, o concurso 100 Melhores PME permite a valorização do conteúdo local, servindo assim de estímulo para os empresários.
As empresas interessadas em participar do concurso Melhores Empresas poderão entregar as suas candidaturas no grupo Soico, Direcções provinciais de Indústria e Comércio, balcões do BCI, Conselhos Empresariais provinciais, sendo que o regulamento do concurso está disponível no site das 100 melhores PME.

 

 

O antigo ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Hélder Muteia, defende a transformação da agricultura familiar numa agricultura voltada para os mercados. Muteia, que exerce o papel de Coordenador da FAO para a África Central, falava numa palestra dirigida a estudantes do Instituto Superior das Relações Internacionais, ISRI, com o lema “Segurança Alimentar na África Austral: Desafios, Políticas e Perspectivas”,
Perante uma platéia composta por estudantes de diferentes instituições de ensino superior da Capital, nas instalações do Instituto Superior das Relações Internacionais, Hélder Muteia, com experiência de vários anos na FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) começou por partilhar com os presentes a noção que tem da severidade do problema.
“Quando a gente fala da fome, muitas vezes não tem a consciência do que está a falar. É uma fome que dói e mata. E a África subsaariana é a região onde a fome mais dói”, lamentou Muteia, que na ocasião explicou que uma das grandes ameaças é o crescimento da população, que faz os alimentos escassearem por não estar a ser acompanhada pelo aumento da produção alimentar.
“Nunca houve tanta produção de alimentos no mundo. Todos os anos são batidos recordes de produção de alimentos, mas o grande problema é que a distribuição é assimétrica. Existe excesso para uns e falta para outros”, explicou, apontando para as consequências de tal fenómeno, entre eles o facto de que “um terço dos alimentos que são produzidos acabam no caixote de lixo, são desperdiçados, o que não dignifica a humanidade, dai que merece reflexão profunda. 

Pressão populacional exige aumento da produção alimentar em 60%
Segundo Hélder Muteia, a população mundial hoje é estimada em sete mil milhões de habitantes. Este número poderá crescer para 9.1 mil milhões até 2050 e para acertar o passo com este crescimento é preciso que a produção alimentar cresça em pelo menos 60%, o que ainda não está a acontecer.
Outros pontos fracos descritos por Muteia incluem o perigo das mudanças climáticas. Alerta preocupante é a possibilidade de o fenómeno El Niño (desastre climático que causou seca no Sul do país recentemente) poder ocorrer com mais frequência e reduzir ainda mais a produção alimentar. Perante estes riscos, Hélder Muteia chama atenção para investimentos focados da transformação da agricultura. A ideia é a transformação da agricultura de subsistência para uma agricultura comercial, ou seja, a que permite que os produtores melhorem a produção, produtividade e qualidade de vida. A este respeito, Muteia estimou que 80% dos produtores familiares são pobres e é isto que é preciso mudar.
As prioridades dos governos africanos também devem estar focadas em políticas que promovam melhor capacidade de intervenção a nível local e na cooperação estratégica. 

A Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) deverá contar com mais três empresas cotadas, até ao final do ano, disse o presidente da instituição, Salim Valá, conforme escreve Macauhub.
A admissão à cotação destas empresas significará que a Bolsa de Valores de Moçambique atraiu ao mercado bolsista quatro empresas este ano, depois de em Abril último a empresa Matadouro da Manhiça (Manama) ter tido as acções representativas do seu capital social cotado.
“Ainda é fraca a utilização da bolsa para o desenvolvimento económico, daí que a instituição esteja apostada em aumentar o número de empresas e de investidores que usam a bolsa como meio para financiar a economia, frisou Valá.
O presidente da Bolsa de Valores de Moçambique usava da palavra no decurso de um retiro da Confederação das Associações de Moçambique, realizado no distrito de Bilene, província de Gaza.
A Bolsa de Valores de Moçambique, constituída em 1999, conta actualmente no mercado accionista com cinco empresas – Cervejas de Moçambique, CETA – Engenharia e Construção, Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos, Empresa Moçambicana de Seguros e a Matadouro da Manhiça 
A Bolsa de Valores de Moçambique é uma instituição cujo objectivo é organizar, gerir e manter um mercado central de valores mobiliários no país. A Bolsa de Valores oferecem, à venda ou negociações, acções, bónus de subscrição, obrigações e demais produtos similares.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Indústria Alimentar, Bebidas e Afins (SINTIAB) lançou, esta semana, uma campanha de sindicalização, que deverá terminar a 15 de Novembro próximo, para a admissão de novos associados e criação de estruturas sindicais de base a nível das empresas do sector, segundo AIM.
A campanha, que decorre sob o lema “Unidos Somos mais Fortes”, vai decorrer nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Sofala, Manica, Tete e Nampula, em empresas sem estrutura sindical e naquelas que apresentam baixo índice de filiação.
Vamos desenvolver uma campanha com vista a massificação do sindicato, de forma a trazer para o seu seio mais trabalhadores do sector alimentar e afins, para que exerçam e defendam os seus direitos e interesses sócio profissionais, disse Samuel Matsinhe, secretário-geral do SINTIAB.
Matsinhe referiu que o país conta actualmente com 23 mil trabalhadores no ramo alimentar e bebidas, dos quais 13 mil estão filiados e mais de 450 empresas das quais 257 são membros.
Nas 450 empresas existem ainda cerca de 171 empresas sem estruturas sindicais, e, dos 23 mil, mais de nove mil não estão filiados. Portanto, são estes que pretendemos trazer através da mobilização dentro das fileiras do sindicato, explicou.
Segundo Matsinhe, a filiação de mais trabalhadores no sindicato visa também aumentar a sua capacidade representativa e institucional, tornando-o assim mais forte e interventivo.
Lamentavelmente, ainda existem alguns empregadores que, desafiando a lei e instituições legais do país, ousam impedir de diversas maneiras o exercício do direito de defesa e promoção dos direitos e interesses socioprofissionais por parte dos trabalhadores, chegando ao ponto de perseguir e despedir trabalhadores que promovem o seu exercício, disse.
Explicou ainda que estes actos visam perpetuar situações de injustiças laborais relacionadas com o pagamento de salários baixos, condições precárias de trabalho, violação das normas de saúde e segurança no trabalho, despedimentos arbitrários, incumprimento da jornada laboral, entre outras anomalias. 
Queremos tentar usar todos os meios possíveis para levar os trabalhadores a conhecerem os seus direitos no trabalho, como por exemplo a relação colectiva de trabalho, o direito a negociação, o exercício do direito a greve e outros direitos plasmados na legislação moçambicana, concluiu.
O SINTIAB foi criado a 3 de Outubro de 1986
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Indústria e Comércio de Alimentação, Bebidas e Afins é a associação sindical constituída pelos trabalhadores nele filiados que exerçam a sua actividade nos sectores de cervejas, águas e refrigerantes em todo o território nacional. As suas principais actividades são: apoio jurídico e reclamar a aplicação das leis do trabalho e das convenções colectivas de trabalho e negociação da contratação colectiva dos diversos sectores de actividade que representa. 

Trinta e cinco empresas portuguesas confirmaram a presença na Feira Internacional de Maputo (Facim), informou, ontem, a embaixadora de Portugal em Moçambique, Maria Amélia Paiva.

“Nós temos, neste momento, um número indicativo de 35 empresas que estarão presentes”, disse à imprensa Maria Amélia Paiva, citada pela agência portuguesa Lusa.

A diplomata portuguesa falava à margem de uma visita às instalações da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), na Cidade de Maputo.

De acordo com a embaixadora portuguesa, citada pela agência, trata-se de um grupo de empresas de vários sectores, à semelhança do das edições anteriores da feira.

Maria Amélia Paiva disse ainda que as empresas portuguesas estão a trabalhar para que a 53.ª edição da Facim seja mais produtiva, destacando a importância da relação empresarial entre Moçambique e Portugal. “Estamos a trabalhar com grande velocidade, neste momento, para conseguir que a nossa presença seja produtiva e que permita muitos encontros com empresas moçambicanas”, declarou a diplomata portuguesa.

Na edição deste ano, até agora, segundo dados oficiais, são esperadas 580 empresas moçambicanas. A 53.ª edição da Facim vai decorrer entre 28 de Agosto e 03 de Setembro no distrito de Marracuene, província de Maputo.

Além de Portugal, já confirmaram a presença Alemanha, Angola, Botswana, Itália, França, Indonésia, Grã-Bretanha, Dinamarca, Irlanda, Finlândia, Brasil, Islândia e Bielorrússia.

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